fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
sábado, 14 de fevereiro de 2026
A Estrada da Graciosa,
A Estrada da Graciosa,
É uma estrada que interliga o município de Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba) às cidades de Antonina e Morretes. Que se originou de uma ''trilha tropeira'' no início do século XVIII. Foi construída durante o ano de 1873 e houve muitas mortes em sua construção.
* Estórias assombradas:
Há quem diga que a estrada é uma das mais perigosas do Paraná por seus riscos e histórico de acidentes fatais. Por isso no trecho há algumas cruzes em representação aos mortos em suas ruas.
Nesta região além de ocorrer muitos acidentes de trânsito misteriosos, há relatos de aparições nas estradas durante a noite. Contam ver pessoas pedindo ajuda em alguns trechos escuros e desertos, gritos, sons de marteladas e choro.
Os habitantes da redondeza e pessoas que se aventuram a trilhar essa estrada relatam ter visto até aparições de OVNIS (objetos voadores não identificados) sobrevoando sobre a estrada.
Alguns sensitivos relatam sentir ''calafrios'', sensação de perseguição, ou de estarem sendo observados.
O que você acha desta estrada?
Enfrentaria?
CEMITERIO DOS CABOCLOS
CEMITERIO DOS CABOCLOS
Paiçandu é um município do estado do Paraná, localizada na chamada região metropolitana de Maringá. Nesta cidade existe um local chamado de Cemitério dos Caboclos, atualmente é restrito a um pequeno círculo demarcado por um baixo muro de pedras. No centro existe uma capela e um monumento de pedras com uma cruz.
Situado as margens da rodovia 323, o local serve para homenagear os caboclos sepultados e também é utilizado para supostas oferendas a orixás. Pouco se sabe sobre o local, mas acredita-se que entre os anos 1930 a 50 neste pequeno espaço eram enterrados os caboclos habitantes da região.
Muitos acreditam que o local é assombrado e diversas histórias sinistras são contadas pelos moradores. Alguns dizem que vultos são avistados próximo ao cemitério e outros relatos contam que motoristas avistaram caboclos andando pela margem da rodovia e quando olharam pelo retrovisor nada mais havia por lá.
Vários acidentes de carro também já aconteceram próximo ao local, seriam frutos da negligência na direção? Ultrapassagens forçadas e alta velocidade? Ou eles também viram alguma coisa estranha ?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Cartão Postal da década de 1890, datado de 12/03/1901, editado por V. Albert Verl., em Altstad-Hamburgo, apresenta na foto à esquerda o antigo Porto de Paranaguá, às margens do Rio Itiberê. O largo adjunto, onde estão as duas palmeiras maiores, chamava-se Largo do Glicério, mais conhecido como Praça do Guincho, hoje chama-se Praça Rosa Andrade. A rua que margeia a Praça, junto ao rio, era chamada popularmente Rua da Praia, Hoje Rua General Carneiro.
Cartão Postal da década de 1890, datado de 12/03/1901, editado por V. Albert Verl., em Altstad-Hamburgo, apresenta na foto à esquerda o antigo Porto de Paranaguá, às margens do Rio Itiberê. O largo adjunto, onde estão as duas palmeiras maiores, chamava-se Largo do Glicério, mais conhecido como Praça do Guincho, hoje chama-se Praça Rosa Andrade. A rua que margeia a Praça, junto ao rio, era chamada popularmente Rua da Praia, Hoje Rua General Carneiro.
Na foto à direita, a edificação de esquina abrigava um órgão público naquela época e, mais recentemente abrigou a saudosa Lanchonete Estoril. Na parede dos fundos desse imóvel, na época, os trilhos da Estação Ferroviária de Paranaguá tinham seus últimos metros estendidos até o marco zero da ferrovia Paranaguá-Curitiba, Inaugurada em 1885.
Ao lado direito desse imóvel vemos uma pequena "torre de observação" que havia sido instalada no jardim da bela residência do sr. Alfredo Eugênio de Souza, cuja finalidade era observar a chegada das embarcações que adentravam pelos canais chamados Mar de Dentro (hoje Canal da Galheta) e Mar de Fora, em direção ao Porto de Paranaguá.
Da torre podia se ver a Ilha da Cotinga, a Ilha do Mel, a entrada do Rio Itiberê, a Ilha dos Valadares e todas as águas que ficam no entorno da Baía de Paranaguá. A torre era usada como minarete de observação e funcionava integrada visualmente com outros pontos de observação. Era um tempo em que não havia meios de comunicação entre as embarcações e o porto.
Nesses pontos de observação, no Morro da Cotinga, na Ilha dos Valadares e na Ilha do Mel, haviam mastros onde eram instaladas bandeiras sinalizadoras, cujas estampas e cores formavam códigos próprios para cada tipo de embarcação que se avistava e direção que tomava, de modo a saber-se todo o trânsito de embarcações. Da Torre, enxergava-se a Cotinga, e as informações que vinham e iam, passadas pelos marinheiros e agentes da época, permitiam preparar de prontidão as equipes para carga ou descarga das embarcações no porto.
Caiobá - Início
artigo deKarin Romanó Santos
A casa era a segunda a partir do Morro do Boi, a grande elevaçãoque se avista no fim da faixa de areia ao chegar em Caiobá, defrente para a Praia Brava. O proprietário era o Sr Guilherme Nickel Filho.
A arquitetura da casa demonstra as origens distantes.
Naquela época, nem havia rua — apenas a restinga que ligava a areia à casa. Os veículos trafegavam pelaareia.
Veranear na praia era um costume entre algumas famíliasdescendentes de europeus, que moravam em Curitiba.
Inicialmente, construíram suas casas em Matinhos e, com otempo, foram gradativamente ocupando Caiobá.
Para se ter umaideia, até o final da década de 1930, havia cerca de vinte casas no local, um hotel, uma paisagem bucólica, praias intocadas e possibilidade de aventuras em trilhas nas matas.
As famílias iam sempre durante as férias de inverno, quandonão havia o perigo de infestação de mosquitos e de contrairmalária.
As pessoas nem pensavam em se bronzear; só queriam tomar banho de mar, até duas vezes por dia — pela manhã e nofinal da tarde.
A diversão era também terapêutica, receitada pelos médicos para diversas finalidades.
O ar marinho era rico em iodo, que ajudava na cura de feridas, tuberculose, reumatismo, etc. O esforço contra as ondas fortificava os músculos e a água salgada era revigorante e calmante.
Os trajes dos banhistas obedeciam ao pudor da época. O maiô das mulheres era de lã; quando molhava, ficava pesado e o fundilho ia até o joelho. Os homens vestiam uma peça única - semelhante a uma regata costurada a um calção - também de lã.
Quem olha essa fotografia não faz ideia das dificuldades queas pessoas enfrentavam para chegar ao mar, há cerca de oitenta anos.
O meio de transporte usado por muitos era o trem até Paranaguá; dali, partiam para Matinhos em pequenos ônibus abertos nos lados, conhecidos como jardineiras.
Havia pequenos barcos de passageiros e carga que conectavam Paranaguá com Matinhos e arredores.
Curiosamente, no final da década de 1930, aviões de pequenoporte já pousavam na praia, entre Matinhos e Caiobá.
Quandoalguém avistava a aeronave se aproximando no céu, era uma festa!Imagine, então, a emoção de vê-la aterrissar na areia!
Quem mais usava tal transporte era Winie Gomm, que, com seu avião particular, cortava os céus até a orla.
Houve até uma tentativa de estabelecer uma linha aérea regular entre Curitiba e Caiobá pela então recém-criada empresa Aero Lloyd Iguaçu.
Seus representantes pousaram várias vezes nas areias da praia para estudos e demonstrações, mas o projeto, por razões que o tempo apagou, não seguiu adiante.
Nesta época, o passado e o futuro convergiam: os barcos, otrem, a jardineira e os aviões pioneiros.
O progresso chegava pelas ondas, pela terra e pelo ar.
Hoje, fica a saudade dos tempos emque o silêncio era dono dessas praias.
Anos 1940 — Dr. Plinio Romanó (irmão do meu avô, de branco),a esposa (tia Leoni Nickel Romanó) e, embaixo da asa do avião, tio Tico (também irmão do vovô), a esposa Ilse e a filha Norma RomanóStrattner; Norma, hoje com mais de 90 anos, é a menina da foto
Agradecimento a Celia Del Claro que gentilmente cedeu a foto
A Suntuosa Estação Ferroviária, novinha em sua nova versão, Carroças, Charretes, Quiosque e muita lama, onde hoje é a Praça Eufrásio Correia. Primeiros anos de 1900.
A Suntuosa Estação Ferroviária, novinha em sua nova versão, Carroças, Charretes, Quiosque e muita lama, onde hoje é a Praça Eufrásio Correia. Primeiros anos de 1900.
Entre a Enxada e o Caderno: A Escola que Ensinou a Terra a Falar
Denominação inicial: Escola de Trabalhadores Rurais de Piraí do Sul
Denominação atual:
Endereço: Av. David Federmann, s/n
Cidade: Piraí do Sul
Classificação (Uso): Escolas Profissionais Rurais
Período: 1945-1951
Projeto Arquitetônico
Autor:
Data: 18 de dezembro de 1948
Estrutura:
Tipologia: U
Linguagem: Neocolonial
Data de inauguracao:
Situação atual: Edificação existente com alterações
Uso atual:
Escola de Trabalhadores Rurais de Piraí do Sul - s/d
Acervo: Coordenadoria do Patrimônio do Estado da SEAD (Secretaria de Estado da Administração)
Entre a Enxada e o Caderno: A Escola que Ensinou a Terra a Falar
O Sonho Rural que Sacudiu o Brasil: Anísio Teixeira e a Educação do Campo
Piraí do Sul: O Berço de uma Nação de Colonos
A Arquitetura que Abraçava a Comunidade: O Neocolonial como Linguagem de Pertencimento
- A tipologia em "U" não era mero capricho estético. O pátio central aberto para o céu tornava-se o coração pulsante da escola: ali se realizavam as aulas práticas de jardinagem, as demonstrações de ordenha, as feiras de produtos agrícolas feitos pelos alunos. As alas laterais abrigavam salas de aula e dormitórios para os estudantes que vinham de propriedades distantes — muitos passavam a semana na escola e voltavam para casa apenas nos fins de semana, levando na mala não apenas roupas, mas sementes melhoradas, folhetos técnicos, e o orgulho de serem os primeiros da família a frequentar uma escola de verdade.
- Os arcos plenos e as paredes espessas lembravam as igrejas que os avós poloneses e ucranianos haviam deixado na Europa — uma ponte simbólica entre o velho mundo e o novo. Para uma criança que crescera ouvindo histórias do stary kraj (o velho país), aqueles arcos não eram estranhos; eram familiares. A escola não impunha uma identidade brasileira artificial; construía uma nova identidade híbrida, onde o polonês podia ser agricultor moderno sem deixar de ser polonês; onde o ucraniano podia usar adubo químico sem renegar as bênçãos da Páscoa ortodoxa.
- O telhado de quatro águas com beirais generosos protegia não apenas do sol forte do verão, mas também das chuvas torrenciais da serra — e criava um espaço de sombra onde os alunos se reuniam para conversar, costurar redes, ou simplesmente observar o vôo dos gaviões sobre os cafezais.





