Na foto à direita, a edificação de esquina abrigava um órgão público naquela época e, mais recentemente abrigou a saudosa Lanchonete Estoril. Na parede dos fundos desse imóvel, na época, os trilhos da Estação Ferroviária de Paranaguá tinham seus últimos metros estendidos até o marco zero da ferrovia Paranaguá-Curitiba, Inaugurada em 1885.
Ao lado direito desse imóvel vemos uma pequena "torre de observação" que havia sido instalada no jardim da bela residência do sr. Alfredo Eugênio de Souza, cuja finalidade era observar a chegada das embarcações que adentravam pelos canais chamados Mar de Dentro (hoje Canal da Galheta) e Mar de Fora, em direção ao Porto de Paranaguá.
Da torre podia se ver a Ilha da Cotinga, a Ilha do Mel, a entrada do Rio Itiberê, a Ilha dos Valadares e todas as águas que ficam no entorno da Baía de Paranaguá. A torre era usada como minarete de observação e funcionava integrada visualmente com outros pontos de observação. Era um tempo em que não havia meios de comunicação entre as embarcações e o porto.
Nesses pontos de observação, no Morro da Cotinga, na Ilha dos Valadares e na Ilha do Mel, haviam mastros onde eram instaladas bandeiras sinalizadoras, cujas estampas e cores formavam códigos próprios para cada tipo de embarcação que se avistava e direção que tomava, de modo a saber-se todo o trânsito de embarcações. Da Torre, enxergava-se a Cotinga, e as informações que vinham e iam, passadas pelos marinheiros e agentes da época, permitiam preparar de prontidão as equipes para carga ou descarga das embarcações no porto.
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