sábado, 12 de novembro de 2022

ENTRANDO NO ANTIGO "THEATRO SÃO THEODORO"

 ENTRANDO NO ANTIGO "THEATRO SÃO THEODORO"

Esta histórica foto de 19/12/1927, registrou a realização da 1ª Conferência Nacional de Educação realizada em Curitiba, nas dependências do antigo "Theatro Guayra", antes "Theatro São Theodoro", sito à Rua Doutor Muricy.
O teatro funcionava em um edifício cujo interior foi adequado especificamente para essa função, com ricos detalhes arquitetônicos em seus balcões, camarotes, auditório e palco, como se constata na foto.
O imóvel situava-se no local onde hoje está o prédio da Biblioteca Pública do Paraná, na Rua Dr. Muricy, quase esquina com Rua Cândido Lopes, e sua abertura estava marcada para o dia 28/09/1884, com o nome de "Theatro São Theodoro", em homenagem a Theodoro Ébano Pereira, fundador de Curitiba.
A inauguração foi cancelada pela eclosão da Revolução Federalista, que utilizou o prédio como prisão política. Somente dezesseis anos mais tarde, em 03/11/1900, após obras de reforma, ampliação e instalação de iluminação elétrica, o teatro foi finalmente inaugurado, recebendo o nome de Theatro Guayra.
As instalações foram redecoradas e ampliadas em 1915. O prefeito Aluízio França ordenou a demolição da edificação em 1937, alegando perigo de desabamento.
(Fonte: IHGP / Foto: Acervo Paulo José da Costa)
Paulo Grani

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No guarda-corpo entalhado em madeira, uma sequência de lindas harpas, um dos ícones representativos das artes.

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A primeira fachada do Theatro São Theodoro.
Foto: Curitiba.pr.gov.br

Nenhuma descrição de foto disponível. Com sua fachada já reformada, na década de 1930, agora funcionava o Teatro Guairá.
Foto: gazetadopovo.com.br

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Foto-composição feita por Marcos Nogueira, mostrando o exato local onde o teatro ficava na rua Dr. Muricy.

ENTRANDO NA "WENCESLAU GLASER, SECOS E MOLHADOS"

 ENTRANDO NA "WENCESLAU GLASER, SECOS E MOLHADOS"

Nascido na Áustria, em 10/08/1863, o imigrante Wenceslau Glaser chegou ao Brasil, junto com seus pais, com apenas sete anos de idade.
Seu neto Mario Fernando Glaser, conta “Meu avô partiu da Áustria com seus pais, com destino a São Francisco, na Califórnia. Por um acaso do destino, o navio à vapor que embarcaram trouxe-os a São Francisco do Sul, em Santa Catarina”.
Após o desembarque, seus pais tomaram conhecimento da existência de uma comunidade de imigrantes alemães em Curitiba e resolveram seguir adiante e se instalarem serra acima, na Capital do Paraná.
Logo cedo, começou a trabalhar como operário e, depois, como empregado no comércio. Com muito esforço e dedicação, aos 27 anos de idade, fundou a loja "Wenceslau Glaser - Secos e Molhados”.
A loja foi construída na então Rua Mato Grosso (atual Comendador Araujo), que era a principal saída/entrada de Curitiba com o interior do Estado. Com grande intuição, percebeu que a rua tinha um ótimo trânsito de pessoas que, logo paravam naquela confluência para trazer insumos e também se abastecer com outros produtos.
Perspicaz, o sr. Glaser criou um sistema inteligente de vendas, semelhante ao delivery de hoje, segundo seu neto Mario Fernando, “Pela manhã, um funcionário visitava a casa dos clientes para saber do que cada um precisava naquele dia. Os pacotes, então, eram preparados e entregues durante a tarde. As contas eram anotadas em uma caderneta e os pagamentos eram mensais."
Em uma edição do jornal 'A República ', encontramos esta propaganda: "Ferragens, louças, porcellanas, lampeões, óleo, querosene, verniz, tintas, vidros para vidraças, mobílias austríacas. Com depósito de sal, assucar, café, farinha de trigo, bebidas finas, milho, alfafa, feno, farello, aveia, kerozene, etc, etc, etc." Também constavam na lista de produtos comercializados na loja, que no início do século 20 passou a oferecer também os cristais importados da Áustria, pelo senhor Wenceslau.
Com a prosperidade do negócio, em 1914 o sr Wenceslau pôs abaixo a antiga construção que abrigava a loja e ergueu o atual edifício de dois pavimentos com ares neoclássicos. O andar superior passou a ser a casa da família e a loja foi mantida na parte de baixo.
O falecimento do senhor Wenceslau, em 1936, e a inclusão de seus filhos e netos no negócio fizeram com que o nome da loja fosse modificado por diversas vezes ao longo dos anos, mas sem que o comércio perdesse sua essência, caracterizada especialmente pela venda de peças de cristal.
Com o passar dos anos também houve a cisão da antiga Glaser Ferragens e Cristais Ltda., então administrada pelos irmãos Mario Fernando e José Haroldo Glaser, netos do senhor Wenceslau. O comércio de ferragens, então, foi fechado, sendo mantida somente a loja de presentes e utilidades para o lar.
Em 2001, no imóvel da empresa, teve início a construção do Centro Empresarial Glaser, obra com 15 mil m2 destinada a escritórios comerciais. O Centro Comercial Glaser e a Galeria Glaser são interligados, com estacionamento coberto, oferecendo aos visitantes e profissionais que trabalham na estrutura o máximo em conforto e segurança.
Mesmo com todas as recentes mudanças, a Glaser Presentes não deixou de lado a tradição na oferta de produtos e utensílios finos para a casa. Nas prateleiras, é possível encontrar de porta-retratos e panelas a aparelhos de jantar, além dos delicados cristais. A loja ainda trabalha com listas de casamento, chá de panela e chá bar, e atende clientes corporativos.
(Compilado do livro História, Tradição & Trabalho, de Niroá Zuleika Glaser e Bianca Emanuelle Glaser Vidal Pinto)
Paulo Grani

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A loja instalada na rua Mato Grosso nº 29 (atual Comendador Araujo nº 241, em foto da primeira década de 1900.
Foto: Acervo família Glaser.

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A loja instalada na rua Mato Grosso nº 29 (atual Comendador Araujo nº 241), em foto da primeira década de 1900.
Foto: Acervo família Glaser.

Nenhuma descrição de foto disponível. Nesta foto da primeira década de 1900, vemos o grande sortimento de ferramentas, máquinas, utensílios, cristais, porcelanas, loucas, etc., expostos no requintado interior da loja.
Foto: Acervo família Glaser.

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Colono preparando-se para descarregar suas mercadorias no depósito da loja Wenceslau Glaser - Secos e Molhados.
Foto: Dado Lupion via Pinterest

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Família Glaser reunida na casa do sr. Wenceslau, em 1928.
Foto: Acervo família Glaser.

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Fachada do predinho após após a reforma havida em 1914.
Foto: Arquivo Público do Paraná

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Casa da família Glaser na rua Comendador Araújo esquina com Coronel Dulcidio.
Foto: Acervo família Glaser.

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Casa da família Glaser na rua Comendador Araújo esquina com Coronel Dulcidio.
Foto: Acervo família Glaser.

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Publicidade feita em períódico da época.

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Sr. Wenceslau Glaser, em foto da década de 1940.

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Alvará concedido a Wenceslau Glaser pela municipalidade, em 27/12/1893, para o funcionamento de sua loja para o "comércio de ferragens, secos e molhados por atacado e varejo".

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Publicado na revista Paraná Mercantil, nota de "preito de saudades" após a morte do sr. Wenceslau Glaser.
Foto: Acervo família Glaser.

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Fachada do edifício nos anos 2000.
Foto: Pinterest.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Em 1937, aconteceu o Grande Raid Motocyclistico Curitiba - Ponta Grossa promovido pelo Jornal Correio do Paraná.

 Em 1937, aconteceu o Grande Raid Motocyclistico Curitiba - Ponta Grossa promovido pelo Jornal Correio do Paraná.

Partida de Curitiba, as 8 horas da manhã, defronte ao Teatro Avenida.
O raid teve a participação do Moto Clube Paranaense, no comando Alfredo Berndt. Com a saída de Alfredo Berndt, a direção do clube foi assumida por Guilherme Matter, dono da Alfaiataria Riachuelo.

Pode ser uma imagem de 4 pessoas, motocicleta, ao ar livre e texto que diz "OTEL ENTRAL VENSKE"

Pode ser uma imagem de 9 pessoas, pessoas em pé, ao ar livre e texto que diz "HOTEL CENTRAL VENSKE"

***O Antigo Paiol da Pólvora, antes da construção do atual Teatro do Paiol, era no local onde está a Arena da Baixada. *** Foto de 1910.

 ***O Antigo Paiol da Pólvora, antes da construção do atual Teatro do Paiol, era no local onde está a Arena da Baixada. ***
Foto de 1910.


Pode ser uma imagem de ao ar livre

Base Aérea do Bacacheri - Anos 1930 **(Junkers JU-52 da Vasp) **

 Base Aérea do Bacacheri - Anos 1930
**(Junkers JU-52 da Vasp) **


Pode ser uma imagem de avião e ao ar livre

Antiga Alfaiataria Paris, na Praça Tiradentes, esquina com a Rua Cruz Machado. Ano 1940

 Antiga Alfaiataria Paris, na Praça Tiradentes, esquina com a Rua Cruz Machado. Ano 1940


Pode ser uma imagem de 5 pessoas, ao ar livre e texto que diz "SOBRETUDOS"

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

***— Rua XV de Novembro em direção a Marechal Floriano - Ano - 1913. *** Acervo Cid Destefani.

 ***— Rua XV de Novembro em direção a Marechal Floriano - Ano - 1913. ***
Acervo Cid Destefani.


Pode ser uma imagem de 2 pessoas e ao ar livre

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

***— Ao centro a Praça Rui Barbosa e adjacências em 1941— ***

 ***— Ao centro a Praça Rui Barbosa e adjacências em 1941— ***


Pode ser uma imagem em preto e branco de ao ar livre

***— Praça Rui Barbosa sendo Urbanizada em 1955/Atual — ***

 ***— Praça Rui Barbosa sendo Urbanizada em 1955/Atual — ***


Pode ser uma imagem de ao ar livre

Imagem aérea de Curitiba, destacando ao centro a Praça Osório, em 1935.

 Imagem aérea de Curitiba, destacando ao centro a Praça Osório, em 1935.


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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Praça Tiradentes, em 1915

 Praça Tiradentes, em 1915


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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

𝑹𝒖𝒂 𝑿𝑽 𝒅𝒆 𝑵𝒐𝒗𝒆𝒎𝒃𝒓𝒐, em 1915

 𝑹𝒖𝒂 𝑿𝑽 𝒅𝒆 𝑵𝒐𝒗𝒆𝒎𝒃𝒓𝒐, em 1915


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Em 1954, Domingos Fogiatto, fotografou a então sede do Museu Paranaense que ficava na Rua Buenos Aires, entre a Visconde de Guarapuava e a Avenida Batel, no bairro do Batel.

 Em 1954, Domingos Fogiatto, fotografou a então sede do Museu Paranaense que ficava na Rua Buenos Aires, entre a Visconde de Guarapuava e a Avenida Batel, no bairro do Batel.

ANTIGA SEDE DO MUSEU PARANAENSE
Em 1954, Domingos Fogiatto, fotografou a então sede do Museu Paranaense que ficava na Rua Buenos Aires, entre a Visconde de Guarapuava e a Avenida Batel, no bairro do Batel.
No local havia um morro conhecido como Alto da Bela Vista, que serviu de sustentação ao prédio, concluído em 1902. O projeto foi encomendado pelo industrial ervateiro Manoel de Macedo ao engenheiro italiano Ernesto Guaita, que não se furtou em utilizar técnicas construtivas alemãs na obra.
Um exemplo foi a construção de um grande muro lateral feito com pedras, que mantinha a altura original do morro. A perspectiva proporcionada aos transeuntes destacou a imponência da construção.
(Foto: acervo Cid Destefani)
Paulo Grani

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