terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O Coração Gentil no Trono de Ferro: A Comovente Jornada de Tommen Baratheon em Game of Thrones

 

Tommen Baratheon
Personagem de
A Song of Ice and Fire e Game of Thrones
Tomem como retratado na série da HBO por Dean-Charles Chapman.
Informações gerais
Primeira apariçãoLivros:
A Game of Thrones (1996)
Televisão:
"Winter Is Coming" (2011)
Última apariçãoLivros:
A Storm of Swords (2000)
Televisão:
"The Winds of Winter" (2016)
Criado(a) porGeorge R. R. Martin
Adaptado(a) porDavid Benioff
D. B. Weiss
(Game of Thrones)
Interpretado(a) porCallum Wharry (1 – 2)
Dean-Charles Chapman (4 – 6)
Informações pessoais
Codinomes
conhecidos
O Rei Menino
Características físicas
SexoMasculino
Família e relacionamentos
FamíliaCasa Lannister
Casa Baratheon
Informações profissionais
OcupaçãoRei dos Sete Reinos de Westeros
TítuloRei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens
Senhor dos Sete Reinos
Protetor do Território
ParentescoRobert Baratheon (pai adotivo)
Cersei Lannister (mãe)
Jaime Lannister (tio/pai biológico)
Joffrey Baratheon (irmão)
Myrcella Baratheon (irmã)
Steffon Baratheon (avô)
Cassana Estermont (avó)
Stannis Baratheon (tio)
Renly Baratheon (tio)
Shireen Baratheon (prima)
Tywin Lannister (avô)
Joanna Lannister (avó)
Tyrion Lannister (tio)
Margaery Tyrell (esposa)

Tommen Baratheon é uma personagem fictícia da série de livros de fantasia As Crônicas de Gelo e Fogo, do autor norte-americano George R. R. Martin. Ele também é um dos personagens principais da série de televisão adaptada da literatura Game of Thrones. Ele é introduzido em ambas as mídias como o mais novo dos filhos do Rei Robert Baratheon e de Cersei Lannister, na verdade produto do incesto de sua mãe com seu tio Jaime Lannister, ele se torna o rei dos Sete Reinos de Westeros ainda criança, depois da morte de seu irmão mais velho Joffrey Baratheon. Na série de televisão ele é interpretado por Callum Wharry nas duas primeiras temporadas e por Dean-Charles Chapman nas temporadas 4,5 e 6.[1][2]

Perfil

Com nove anos de idade quando a saga começa nos livros, o príncipe Tommen Baratheon é o o irmão mais novo de Joffrey Baratheon e de Myrcella Baratheon, e segundo na linha do trono. Oficialmente o filho mais novo do rei Robert Baratheon, ele na verdade é filho de Cersei com o irmão Jaime Lannister, assim como seus dois irmãos, mas não sabe disto e acredita que Robert é seu pai. De natureza boa como a irmã, faz um grande contraste com o irmão mais velho e é muito ligado ao tio Tyrion. Ele é descrito como gordo, doce e de personalidade fraca, indeciso e influenciável, embora tente muito superar isto. Ele ama seus gatinhos e tem um coração amável.[3]

Biografia

Série literária

Tommem é um personagem secundário durante toda a saga, sua ações são descritas pelos olhos dos outros, como sua mãe Cersei, seu tio Tyrion e Sansa Stark.[3] Em A Storm of Swords, ele é coroado rei após a morte de seu irmão Joffrey envenenado e casa com a viúva dele, Margaery Tyrell. Uma criança submissa, como resultado faz tudo que lhe mandam fazer e Cersei governa como quer através dele. Margaery, porém, começa a manipulá-lo para resistir aos desejos e ordens da mãe.[4]

Série de televisão

Na primeira temporada, ainda muito criança, Tommen aparece rapidamente como pouco mais que um figurante, sempre com os pais ou os irmãos. Ele não aparece na terceira temporada.[5][6]

2ª temporada (2012)

Quando Myrcella é enviada de navio para Dorne, como parte da aliança de casamento entre os Lannister e os Martell, Tommy chora, pelo qual é castigado pelo irmão Joffrey. Durante a Batalha de Blackwater, em que Stannis Baratheon ataca Porto Real em busca do trono, Cersei se prepara para dar ao filho um frasco com um veneno para um morte rápida e indolor para evitar a brutalidade que se seguiria em caso de derrota, até que Tywin anuncia que os Lannisters venceram a batalha.[7]

4ª temporada (2014)

Tommen está presente no casamento entre Joffrey e Margaery Tyrell, quando o irmão morre envenenado durante o banquete que se segue. Ele também vai ao funeral de Joffrey, onde o avô Tywin Lannister lhe fala das obrigações que se seguirão como novo rei e da necessidade de um casamento. Ignorando os olhares raivosos de Cersei, Margaery visita Tommen uma noite onde ele lhe mostra seu gatinho Ser Pounce e conta que ele e Joffrey não se davam bem; isto faz com que os dois criem um vínculo pelo alívio mútuo de se verem livres dele e Tommen diz que gostaria que Margaery o visitasse novamente. Ela se vai, mas antes lhe dá um beijo na testa. Uma cerimônia se segue na Fortaleza Vermelha onde o Alto Septão oficialmente coroa Tommen como rei dos Sete Reinos. Durante o julgamento do tio Tyrion, ele não comparece, provavelmente por conselho do avô.[8]

5ª temporada (2015)

Durante o velório do corpo de seu avô falecido, Tommen é abordado por Margaery que lhe fala algumas palavras e pega levemente na sua mão, observada de longe por Cersei.Os dois vem a se casar e Margaery tenta manipular Tommen para mandar Cersei de volta para o Rochedo Casterly. Quando ele atende a esposa, Cersei imediatamente começa a planejar para se livrar dos Tyrell através do Alto Pardal e da Fé Militante, conseguindo que eles prendam Loras Tyrell por homossexualismo e Margaery por cumplicidade com o irmão. Entretanto, seu plano tem um revés e ela também é presa. Tommen cai em depressão e se recusa a comer.[9]

6ª temporada (2016)

Tommen confina a mãe na Fortaleza Vermelha após ela ser libertada enquanto aguarda julgamento para protegê-la da Fé Militante. Porém, ele é manipulado pelo Alto Pardal para fazer uma aliança entre a Coroa e a Fé; também aconselhado pelo Alto Pardal, ele abole o costume do julgamento por combate, substituindo-o pelo julgamento da Fé, impedindo Cersei de exigi-lo. Ao invés de participar de seu julgamento, Cersei e seus aliados detonam uma explosão de fogo vivo sob o Septo de Baelor matando os Tyrell, o Alto Pardal e os integrantes da Fé Militante. Impedido de sair dos seus aposentos por Gregor Clegane, Tommy assiste a explosão da janela do palácio. Após ser informado por um servo da morte de Margaery, ele se suicida pulando da janela da Fortaleza Vermelha. Cersei manda que ele seja cremado e assume a coroa dos Sete Reinos.[10]

Genealogia

Referências

  1.  Joanna, Robinson. «The Game of Thrones Re-Casting Nobody Is Talking About»Vanity Fair. Consultado em 2 de agosto de 2017
  2.  «Tommen Baratheon»HBO. Consultado em 2 de agosto de 2017
  3.  «Game of Thrones Viewer's Guide»
  4.  «A Read of Ice and Fire: A Feast for Crows, Part 31»Tor.com
  5.  «Game of Owns: Bryan Cogman Returns»Winter is Coming
  6.  Jessica Roy (22 de agosto de 2015). «Game of Thrones' Tommen And Myrcella Are Dating IRL - Today's News: Our Take - TVGuide.com»TVGuide.com
  7.  «Game of Thrones Season 2»HBO. Consultado em 2 de agosto de 2017Cópia arquivada em 28 de julho de 2017
  8.  Amanda Michelle Steiner. «'Game Of Thrones': 'The First Of His Name' Recap — Season 4 Episode 5 - Hollywood Life»Hollywood Life
  9.  «Game of Thrones Season 5»HBO. Consultado em 2 de agosto de 2017Cópia arquivada em 28 de julho de 2017
  10.  «Game of Thrones Season 6»HBO. Consultado em 2 de agosto de 2017Cópia arquivada em 28 de julho de 2017

O Coração Gentil no Trono de Ferro: A Comovente Jornada de Tommen Baratheon em Game of Thrones

Em meio à brutalidade implacável de Westeros, onde espadas afiadas e intrigas cortantes definem destinos, surge uma figura que nos lembra do poder transformador da gentileza: Tommen Baratheon, o jovem rei cujo coração macio brilhou brevemente no obscuro salão do poder em Game of Thrones. Embora sua história seja marcada por circunstâncias trágicas, a essência de Tommen — sua doçura inabalável, seu amor pelos gatinhos e sua busca sincera por fazer o bem — oferece uma lição profunda sobre humanidade em tempos sombrios.

Um Príncipe Diferente em um Mundo de Lobos e Leões

Desde sua primeira aparição na aclamada série da HBO Game of Thrones, Tommen se destaca como um contraste vibrante à crueldade que cerca a Fortaleza Vermelha. Enquanto seu irmão mais velho Joffrey transformava o trono em um instrumento de terror, Tommen — interpretado com sensibilidade por Dean-Charles Chapman nas temporadas 4 a 6 — encarnava a inocência preservada. Com seus olhos grandes e sorriso tímido, ele colecionava gatinhos (seu favorito chamado Ser Pounce!), demonstrava empatia com todos ao seu redor e mantinha um vínculo especial com o tio Tyrion, que via nele a esperança de um futuro mais compassivo para os Sete Reinos.
Sua bondade não era fraqueza, mas força disfarçada: em um universo onde personagens competem por poder através de assassinatos e manipulações, Tommen ousava ser vulnerável. Ele chorou abertamente ao se despedir da irmã Myrcella rumo a Dorne — um gesto que Joffrey puniu com crueldade, mas que revelava a profundidade emocional do jovem príncipe. Essa capacidade de sentir e expressar emoções genuínas torna Tommen um dos personagens mais humanos de toda a saga criada por George R. R. Martin.

O Rei Relutante e o Amor que Iluminou Seus Dias

Quando a morte súbita de Joffrey o catapultou ao Trono de Ferro aos apenas oito anos (nos livros) ou dez anos (na série), Tommen não celebrou — ele assumiu o peso da coroa com seriedade surpreendente para sua idade. Sua coroação, conduzida pelo Alto Septão na Fortaleza Vermelha, foi um momento de solenidade tocante: o menino rei, vestido com sedas douradas, parecia mais um anjo perdido entre lobos do que um governante nato.
Foi então que Margaery Tyrell entrou em sua vida — não como uma manipuladora fria, mas como uma luz em sua escuridão. Nas cenas mais ternas da quarta temporada, vemos Tommen mostrar orgulhoso seu gatinho Ser Pounce à jovem rainha, confessando timidamente que ele e Joffrey "nunca se deram bem". Aquele beijo na testa que Margaery lhe dá não foi estratégia política naquele momento — foi genuíno, humano. E Tommen floresceu: sorrisos mais frequentes, postura mais confiante, e até pequenos atos de coragem ao tentar proteger sua mãe Cersei, mesmo quando ela mesma se tornara prisioneira de suas ambições.
Seu casamento com Margaery representou mais que uma aliança política — foi um vislumbre do que Westeros poderia ser: um reino governado não pelo medo, mas pelo afeto. Juntos, eles plantaram sementes de esperança em um solo historicamente árido.

O Legado de uma Alma Gentil

A tragédia final de Tommen — seu salto da janela da Fortaleza Vermelha após testemunhar a explosão que ceifou Margaery — não deve ofuscar sua essência luminosa. Pelo contrário: sua partida nos lembra com força redobrada do custo da ganância pelo poder e da importância de proteger os inocentes em tempos turbulentos.
Tommen Baratheon foi mais que um rei criança ou uma vítima do jogo dos tronos. Ele foi um espelho: refletiu para nós a beleza da gentileza desarmada, o valor do afeto simples e a coragem silenciosa de permanecer bom em um mundo que recompensa a crueldade. Seu gatinho Ser Pounce, sua risada tímida e seu desejo sincero de fazer todos felizes permanecem como testemunhos de que, mesmo nos lugares mais sombrios, pequenos atos de bondade criam ondas eternas.
Hoje, ao revisitarmos Game of Thrones, Tommen nos convida a uma reflexão profunda: talvez o verdadeiro poder nunca tenha residido no Trono de Ferro, mas nos corações capazes de amar sem calcular, de chorar sem vergonha e de oferecer um beijo na testa quando o mundo desaba ao redor. Nesse sentido, Tommen não foi um rei fracassado — foi um dos poucos personagens que entendeu, ainda que brevemente, o que realmente importa.
Que sua memória — assim como a de seu amado Ser Pounce — continue saltitando suavemente pelos corações dos fãs de Game of Thrones, lembrando-nos sempre: até na escuridão mais profunda, um coração gentil é revolução.
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