sábado, 26 de novembro de 2022

A MARCHA DOS ESCOTEIROS (FINAL): "OS MILIONARIOS DOS QUILÔMETROS"

 

A MARCHA DOS ESCOTEIROS (FINAL): "OS MILIONARIOS DOS QUILÔMETROS"


A vista da cidade de Antonina a partir da igreja de Nossa Senhora do Pilar, onde foi rezada a missa de agradecimento pelo bom fim da aventura dos rapazes. 
(Estamos no mês de março de 1942. Enquanto o mundo está em Guerra e o Brasil segue sob a Ditadura do Estado Novo, cinco escoteiros de Antonina (PR), entre 15 e 18 anos, percorreram 1250 quilômetros numa marcha a pé rumo ao Rio de Janeiro para entregar uma mensagem para Getúlio Vargas. No episódio de hoje, 9 de março de 1942, Beto, Antônio (Canário) e Manoel (Manduca), Milton e Lydio, estão numa missa em homenagem a eles. Depois de quase dois meses, a aventura dos cinco rapazes chega a seu fim. )

Era uma segunda feira de quaresma, e a igreja matriz de Antonina estava cheia.

 Parecia que era festa de agosto, a igreja lotada de gente, o burburinho tomando conta do átrio e ressoando pela nave da matriz. Era um dia de festa e regozijo. As oito horas da noite do dia 9 de março de 1942 o padre Leonardo Starzinski rezou uma missa em homenagem aos cinco escoteiros. 

Fazia sete anos que o padre Leonardo estava ali na paroquia. Iniciara seu vicariato em 1936, substituindo o enérgico padre Bernardo Peirick, que havia feito muitas reformas na matriz, que ainda hoje guardam seu estilo. 

Padre Leonardo, ao contrário de padre Bernardo, eram um catequizador. Naquela noite na missa noturna, esperando pelo seu sermão, havia paroquianos especiais: os cinco rapazes recém-chegados de sua jornada a pé ao Rio de Janeiro. 

Para o sermão, escolheu alguns trechos selecionados do Êxodo, falando das agruras sofridas pelos judeus em sua busca pela Terra Santa. Os sacrifícios, os descaminhos, as incertezas, tudo isso foi citado em seu sermão. Os rapazes escutaram tudo com atenção e devoção. 

Ao encerrar, padre Leonardo pediu a Deus para que os rapazes seguissem sempre os caminhos do Bem. E ressaltou que o seu feito servisse de modelo para as gerações de escoteiros do futuro, como anotou Lydio Cabrera em seu diário. 

A aventura chegara ao fim. Depois das festividades da volta, houve ainda diversas atividades sociais a cumprir. Lydio nos conta que, no dia seguinte à chegada, aceitara tomar um chá na casa da Profª Assíria Linhares, onde contou um pouco de sua experiência à velha mestra. 

À tarde, os cinco rapazes foram visitar o capitão Custodio Raposo Neto, Prefeito Municipal, junto a outras autoridades, conforme anotou Lydio. Depois, ainda deram uma entrevista para o jornalista João da Cruz Leite, editor do Jornal de Antonina. Já estava de noite quando saíram de lá. 

Mas as festividades prosseguiam: ainda nesta noite houve um jantar de confraternização na casa do Chefe Picanço. Lá, em volta da mesa, seu Manequinho fez um pequeno discurso, dizendo-se muito satisfeito com o feito dos cinco rapazes. 

Ressaltou que os esforços e a força de vontade de cada um haviam contribuído para o sucesso da missão. Eles eram, para seu Maneco, o orgulho do escotismo antoninense. Talvez, frisou o chefe, um feito desta envergadura nunca mais viesse a ser repetido no escotismo brasileiro. 

Na reunião da noite, na Caserna dos Escoteiros, houve ainda uma Sessão Cívica. A bandeirante Araildes Horibe saudou os rapazes, finalizando com estas palavras: “os vossos nomes serão gravados na História de Antonina e com letras de ouro, no livro desta Associação, como os milionários dos quilômetros”. 

O Chefe Beto, agradecendo as palavras da Bandeirante Escoteira, disse que, “se fosse preciso, eles o fariam novamente, e com grande satisfação”. Ao final, a banda musical da tropa escoteira começou a tocar um dobrado, aumentando a alegria da festa. Com todos eufóricos cantando o Hino Nacional, a sessão foi finalmente encerrada. A missão havia acabado. 

Ao sair da igreja aquele dia, sentindo o vento fresco vindo do mar, os cinco rapazes não sabiam do que a vida ia fazer deles. Cada um voltou a suas casas, a suas famílias, e cada um viveu suas vidas como puderam. Os meninos, durante toda sua vida, foram intensamente homenageados na cidade, onde viraram nome de rua, e onde sempre foram convidados a contar os detalhes de sua aventura.

Sua missão não foi jamais esquecida. Hoje, mais de 70 anos, os valentes e ingênuos rapazes da Capela ainda povoam as nossas mentes. Não há antoninense que não saiba, ao menos por cima, sobre a sua expedição. Alguns os chamam de heróis. 

Outros, de loucos. Outros, ainda, acham que seu sacrifício valeu somente para um bando de políticos aproveitadores. Muito embora o significado verdadeiro de sua jornada se tenha perdido no tempo e nas memorias de quem a viveu, o feito ainda impressiona. 

Não há como não se impressionar com cinco rapazes perdidos no mundo para entregar uma carta ao presidente. A carta em si não significou muito, mas a jornada colocou Antonina no mapa. Isto não é pouco.

O GRANDE DESASTRE DE 11 DE MARÇO DE 2011

 

O GRANDE DESASTRE DE 11 DE MARÇO DE 2011


 

O morro da Laranjeira em 12 de março , após os escorregamentos (foto de Erly Ricci https://bit.ly/3t5Q0XO)

Dedico esta postagem ao povo de Antonina e aos moradores do bairro Floresta, em Morretes, juntos na mesma tragédia


Foi hoje o dia, há dez anos atras. 11 de março de 2011. Um dos piores desastres que o litoral do Paraná enfrentou. Um dos piores desastres que os antoninenses enfrentaram.

Um desastre não começa exatamente durante a chuva torrencial. Muitas vezes ele começa antes. Começa da forma como a sociedade se divide, e na divisão desigual da riqueza, que empurra os menos favorecidos para as áreas mais sujeitas a desastres. Continua nas casas, construídas nas regiões mais vulneráveis e da maneira mais precária.

Durante o momento “quente” do desastre existe muito esforço de ajudar. Existe aquela saudável animação de Bombeiros, Defesa Civil, prefeitura, muita gente pelas ruas. Mas depois, quando o assunto esfria, quando o jornalista deixa de pautar a notícia, quando o dia a dia se impõe, o desastre continua por outros meios.

Em março de 2011, em Antonina e Morretes, no dia anterior tinha chovido muito. Naquela sexta feira, 11 de março de 2011, o mundo caiu sobre o litoral do paraná. A quantidade de chuva, que nos poucos pluviômetros que tínhamos então na região, pontam marcas de até 260 mm por metro quadrado por dia. Para que se tenha uma ideia, um furacão tem chuvas de até 600 mm/dia.

A quantidade de chuvas era o suficiente para gerar uma catástrofe. E catástrofe foi o que aconteceu em vários pontos do litoral paranaense naquele dia.

A defesa civil antoninense fez o dever de casa, e chamou a sede em Curitiba. O pessoal desceu, juntamente com alguns geólogos da MINEROPAR, entre eles Rogerio Felipe. Ao chegar no sopé do morro da Laranjeira, Rogerio ficou muito assustado com o que viu. “Falei para Defesa Civil tirar todo mundo”, me contou, emocionado, tempo depois. A percepção de Rogério foi a diferença entre a vida e a morte das pessoas que ali moravam.

A única vítima, infelizmente, foi seu Pedrinho, que tinha ficado de tomar banho antes de sair de sua casa. Não deu tempo. Quando os bombeiros resgataram seu corpo, o velho porteiro do Cine Opera na minha infância, agora um senhor de 80 anos, já estava morto. À noite, nos fundos do cemitério são Manoel, uma torrente tiraria a vida de uma jovem mãe que havia voltado à casa para pegar a mamadeira de seu filho. Estas foram as duas vítimas capelistas da grande tragédia.

Em Morretes, o rio Nhundiaquara havia subido, inundando a cidade mais uma vez. Havia escorregamento por todos os lados da cidade, mas no distrito de Floresta, na Serra da Prata, na divisa com Paranaguá, entretanto, a situação foi bem mais dramática. Uma série de torrentes de detritos varreu os morros da Serra da Prata, arrasando a comunidade de Floresta. Segundo seu Arlindo Capeta, morador e líder comunitário do bairro, com quem conversei depois, “teve um grande estrondo e a terra começou a tremer”. Veio água, veio pedra, veio arvores enormes descendo com a correnteza, contou ele.

Seu Eurides Lucheta, que tinha uma casinha perto do morro do Gigante, mais adiante na serra, ficou isolado por três dias, só se alimentando de bananas e tomando agua suja. No domingo, foi resgatado por um helicóptero da Polícia Militar. É dele a descrição mais precisa do tipo de torrente que descia a serra. Ele contou que uma cachoeirinha que tinha nos fundos de sua casa subitamente secou. Provavelmente formou-se um grande barramento natural de rochas e tronco serra acima. Quando o barramento se desfez, houve um grande estrondo, e ele correu para se abrigar nas pedras. A torrente veio feroz, e levou sua casinha e seu cachorro, que havia ficado para trás. “Parecia uma onda grande do mar”, nos contou ele.

O bairro de Floresta após os fluxos de detritos e as inundações de 11 de março de 2011 (foto: Renato Lima/CENACID)

Quando cheguei à Antonina no dia 14 de março, numa missão do CENACID, o Centro de Apoio Científico em Desastres da UFPR, chefiado por nosso amigo e companheiro Renato Lima, a situação estava confusa na Deitada-a-beira-do-mar. Ainda muita lama pela cidade, o grande escorregamento da avenida Nenê Chaminé barrava a rua. Na Laranjeira, era só desolação: casas que desapareceram, casas danificadas, casas ainda intactas, o cheiro de terro e morte.

Diziam que a grande pedra do Morro da Pedra iria cair. Subimos lá e vimos que estava firme como nunca. Diziam que havia fendas no Morro do Joubert, ameaçando as casas da Graciosa de Cima. Sim, havia uma fenda ocasionada pelas chuvas, e ela estava em atividade, apresentando algum risco. Monitoramos sua movimentação por três dias, até que cessou de se movimentar. Enquanto isso, os bombeiros e a Defesa Civil pediram que as pessoas deixassem suas casas na Graciosa de cima e de baixo. A medida era exagerada, mas ninguém tinha certeza do que estava por vir. Era uma precaução exagerada, mas que evitaria perdas de vidas, e ainda me parece bastante razoável.

Foram três dias intensos, onde eu, minha colega de CENACID, a geóloga Fabiane Acordes, e o nosso líder de missão, Renato Lima percorremos vários morros, andamos vendo várias situações. Foram também várias reuniões, com o pessoal da Defesa Civil, os técnicos, e os voluntários. Dentre estes, conheci vários conterrâneos que a ocasião juntou, desde funcionários da prefeitura, colegas, vizinhos e curiosos, que sempre davam um tempero especial às nossas correrias.

Tive também oportunidade de voltar diversas vezes para acompanhar o pós-desastre. Entre 2011 e 2014 fiz diversos campos com meus alunos nos morros de Antonina e Serra da Prata, onde fizemos diversos trabalhos e muitos ensaios. Boa parte destes trabalhos estão publicados em diversos eventos, tanto no Brasil como no exterior.

Poucas vezes, no entanto, tivemos a chance de ter uma devolutiva para a população. Por diversos motivos, acabamos por não conversar sobre as pessoas sobre o que aconteceu. Há poucos anos, em 2017, por ideia de meu aluno Gabriel Facuri, organizamos uma reunião com os moradores do bairro Floresta. Foi muito interessante a troca. Aprendemos muito também. Podemos voltar a falar só disso em outro momento.  

Em geral, as vítimas destes grandes desastres passam por muitos problemas quando o momento mais agudo do desastre termina. Sofrem pressões de diversas formas, muitas vezes são impedidos de voltar as áreas que ocupavam. Muitos apresentam traumas psicológicos difíceis de sanar. Crianças e adolescentes, quando não tem assistência adequada, podem passar para o crime ou o desajuste social.

Passaram-se dez anos. Mas existem ainda muitas pontas soltas do desastre. Hoje, um medo de chuva toma conta das pessoas que se lembram dos dias trágicos. Algumas, tem síndrome do pânico. Outras, estão desalojadas. Antonina ainda não incorporou o bairro da Laranjeira, embora tenha até projetos de transformar a área num parque. O próprio Morro da Pedra perdeu todo o chamativo que tinha como um cartão postal da cidade. As pessoas ainda não sabem direito o que aconteceu. Os estudiosos não deram uma devolutiva adequada de seus estudos à comunidade.

O que fazer num próximo desastre?  Estamos preparados? Como podemos fazer para enfrentar melhor um desastre semelhante?

Segundo um proverbio japonês, povo acostumando com todo tipo de desastre, os desastres acontecem quando nos esquecemos deles. Fica a dica.


(também agradeço a Renato Lima, Fabiane Acordes, Carlos Augusto Canduca Machado e José Paulo Vieira Azim, sem a ajuda dos quais eu não teria conseguido estar e trabalhar na minha cidade quando esta precisou de minha modesta ajuda)

ANTONINA ANTIGA - III

 

ANTONINA ANTIGA - III



Até o final dos anos 1960, esse era o portal da Estrada da Graciosa. Para os bagrinhos, que tantas e tantas gerações lutaram para que a estreita e tortuosa estrada para o planalto fosse o caminho – o único! – para a capital, esse marco significa antes de mais nada, um marco zero. A Estrada da Graciosa era o principal trunfo dos primitivos capelistas em favor de seu porto, que distava, pela Graciosa, somente 80 km da capital. Por Paranaguá, o caminho por terra era de 120 km.

Quando D. Pedro II definiu, em sua visita a Antonina (ver aqui), que a estrada de ferro seria construída por Paranaguá, foi uma ducha de água fria nos ânimos capelistas. A concessão do ramal Morretes-Antonina foi tardia – havíamos perdido a guerra dos portos no tempo do Império.

Nos anos 1930, no auge de nosso porto, foi encampada uma luta pela desequiparação dos fretes ferroviários. Em 1938, durante a visita de um ministro dos transportes do governo varguista, os antoninenses protestaram – e conseguiram por um breve período – que os fretes antoninenses não tivessem a concorrência desleal dos subsídios dados aos fretes parnanguaras. Mas foi só. Dos anos 50 pra cá, Paranaguá só cresceu enquanto Antonina minguava.

Esta foto, de idade incerta, mas provavelmente dos anos 1950 ou 1960, mostra o monumento tal como era antigamente, na entrada da cidade, praticamente em frente ao atual hospital Silvio Linhares. Foi removido na gestão modernizante do Dr Romildo Gonçalves Pereira, e colocado lá perto do “Guapê”, então a entrada da cidade. Lembro que meu pai protestou contra a remoção do monumento. Era, segundo ele, uma descaracterização da cidade e de sua história. No lugar onde se encontrava, foi colocada uma placa de bronze e alguns azulejos – não sei se a placa ainda está no lugar ou se foi removida.

Por um lado, olhando de hoje, acho que era necessária a remoção ou remodelação do Portal – a cidade cresceu e veículos maiores não passariam por ali. Creio que foi essa a intenção do Dr Romildo, cuja gestão se caracterizou, entre outras, pela demolição do antigo mercado e pela construção da atual rodoviária. Foi nesse momento, aliás, que ele e meu pai brigaram. Meu pai não via sentido em tanta demolição, e eu acho que ele também tinha razão. Não se moderniza apagando o passado, e existiam - e existem - outras alernativas para a conservaçao de monumentos. Sem contar que o Portal é turístico e charmoso, na entrada da cidade.

Por outro lado, é inegável que as cidades crescem: também a antiga Constantinopla, atual Istambul, superou suas muralhas por duas vezes. A diferença é que se você for ver a muralha construída por Constantino no seculo IV d.C. ela ainda está lá - em ruínas, mas está. Nosso progresso, embora necessário, é feito de maneira estúpida, destruindo o passado pra construir o futuro, mas que futuro? A nossa atual rodoviária é hoje um monumento ao nada, é um estorvo sem nenhuma beleza nem eficiência. O mercado construído nos anos 70 foi destruído e reconstruído de novo, numa obra que levou anos pra ser terminada. O que o atual mercado contribui para nossa história e para a nossa bela paisagem?

Voltemos à nossa foto. A foto em questão foi tirada num fim de tarde, e num belo dia de sol. O Morro do Feiticeiro, lá atrás, sem nuvens, nos dá garantia disso. Pelos postes de luz, parece ser coisa dos anos 50 ou 60. No centro do portal e da foto, um menino – quem seria? – posa comportado, com as mãos para trás. O calçamento parece que não existe, e a grama – ou o mato mesmo – crescem na coluna à nossa direita. As colunas do portal, com uma decoração geométrica bem simples, estão aparentemente pichadas com símbolos de notas musicais.

O Portal da Graciosa surge na foto como um guardião de uma cidade branca e radiante por trás dele, numa perspectiva simples, mas, com o perdão do trocadilho, graciosa. No entanto, sabemos que hoje essa cidade graciosa por trás do portal não existe mais. Existem outras cidades, outras Antoninas, umas melhores e outras piores, mas todas cheias de uma gente tão alegre e hospitaleira que o coração da gente se enche de paz e inspiração.

— Vista do então Campo do Clube 5 de Maio, atualmente é a Praça Afonso Botelho. Imagem de 1953

 — Vista do então Campo do Clube 5 de Maio, atualmente é a Praça Afonso Botelho. Imagem de 1953


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— Grande movimento em frente ao Paço Municipal, na Praça Generoso Marques. ***— Década de 1920 — ***

 — Grande movimento em frente ao Paço Municipal, na Praça Generoso Marques.
***— Década de 1920 — ***


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— Vista do conjunto de instalações que existia no Bacacheri, mantida pela Fábrica de Pianos Essenfelder, a fim de beneficiar as madeiras para os seus afinadíssimos pianos, bem como manter seus estoques. Foto dos anos 60

 — Vista do conjunto de instalações que existia no Bacacheri, mantida pela Fábrica de Pianos Essenfelder, a fim de beneficiar as madeiras para os seus afinadíssimos pianos, bem como manter seus estoques.  Foto dos anos 60


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— Em primeiro plano o Bairro do Boqueirão e adjacências, em 1960. Foto de Elisabeth Peters.

 — Em primeiro plano o Bairro do Boqueirão e adjacências, em 1960.
Foto de Elisabeth Peters.


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— Vista da casa de 1934, ainda existente no Bairro Capão da Imbuia, localizada onde seria mais tarde a Rua Antônio Olivio Rodrigues 242. Acervo de Dario Costa Martins.

 — Vista da casa de 1934, ainda existente no Bairro Capão da Imbuia, localizada onde seria mais tarde a Rua Antônio Olivio Rodrigues 242. Acervo de Dario Costa Martins.


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REVENDO O PASSADO DE ANTONINA

 REVENDO O PASSADO DE ANTONINA

Pouco se fala da grande importância que Antonina teve num passado recente, ao embarcar em seu porto parte significativa da produção da erva mate produzida pelas ervatarias do Paraná e região, além de tantos outros produtos.
Verificando a obra "Impressões do Brazil no Seculo Vinte", editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., encontramos o texto adiante, relativo a apenas uma das grandes empresas capelistas daquela época:
" Marçallo & Cia. - Esta firma, fundada há 16 anos na cidade de Antonina, faz largo negócio em comissões, consignações e vendas por conta própria. Possui a firma grande depósito de farinha de trigo, sal, aguardente, madeiras etc. etc.
Os srs. Marçallo & Cia. são agentes das empresas de navegação A. Lafranco & Cia., de Montevidéu; da Sud Atlantica, de Buenos Aires; da Empresa de Navegação Sul Rio-Grandense e da Comércio e Navegação Paulista. São correspondentes do London & Brazilian Bank e do London & River Plate Bank.
Os sócios da firma são os srs. Francisco Antonio Marçallo, dr. Ermelino de Leão, Theophilo Marques e Leocadio Souza. Para se dar uma idéia da importância desta casa, basta dizer que, em 1911, ela exportou 16.392 toneladas de mate para Buenos Aires, 6.500 toneladas para Rosario, 95 toneladas para Bahia Blanca e 8.150 toneladas para Montevidéu, além de 200.000 cachos de bananas para diversos pontos da República Argentina e Uruguai.".
(Fonte/foto: novomilenio.inf.br)
Paulo Grani.

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ESTRADA VELHA DOS CORRÊA, DE PARANAGUÁ

 ESTRADA VELHA DOS CORRÊA, DE PARANAGUÁ

Lembro-me quando andava nela, nos anos 60, quando ainda era exatamente como esta foto.
Era criança e, próximo do Natal, ia juntar os musgos que cresciam nas centenárias árvores que a ladeavam. Chamávamos "barba de velho" e, com eles, ornamentávamos a "manjedoura" dos autos natalinos.
Próximo dela havia um campinho de futebol onde, aos sábados à tarde, fazíamos as peladas.
Saudades, saudades.
Paulo Grani.

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