IGREJA BOM JESUS. Decada de 1910.

fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado








O viajante alemão Hans Staden esteve na Baía de Paranaguá no ano de 1549 por acaso. Em seu relato no livro Viagem ao Brasil, publicado em 1557 na cidade de Marburgo, ele descreve o evento ocorrido no litoral paranaense.
Que no dia 24 de novembro do ano de 1549, quando estavam próximos ao continente, cresceu de vulto uma tempestade e a tripulação temia a colisão com as rochas da costa que avistavam “[...] Quis Deus, entretanto, que ao chegarmos avistássemos um porto e nele pudéssemos entrar [...] Logo depois apareceu um barco de selvagens (tupiniquins) com mostra de nos querer falar. Permitimos que se aproximassem; nenhum de nós, porém, entendia a língua deles e o mais que fizemos foi dar-lhes facas e anzóis, com o que nos deixaram e voltaram para a terra. À noite veio outro barco de indígenas, desta vez trazendo consigo dois portugueses [...] disseram-nos os portugueses que estávamos em Suprawa (Superagui), a dezoito léguas da Ilha de São Vicente (litoral de São Paulo), que pertencia a Portugal [...] Perguntamos a que distância ficava a Ilha de Santa Catarina [...] soubemos que a 30 milhas para o sul, mas que lá havia uma tribo de selvagens carijós da qual devíamos acautelar-nos. Já dos indígenas do porto de Superagui nada devíamos temer [...]”.
Na xilogravura (técnica de impressão utilizada até o séc. XVIII +ou -), do livro de Staden que representa o momento e é considerado o primeiro mapa da baía, percebemos a nau (navio) num mar revolto, com a proa embicada para a terra. Um grande peixe figura na parte de baixo, sugerindo a brutalidade dos elementos naturais. Dentro do navio, os marinheiros de mãos juntas parecem estar rezando. A baía é mostrada por uma reentrância com três ilhas em seu interior, representando as suas barras. Na parte de cima, há a representação de dois animais, um jaguar e talvez um gambá, com a palavra Suprawa. Montanhas e árvores representam respectivamente o relevo e a vegetação do entorno da baía.
REFERÊNCIAS:
SAMPAIO, Theodoro, LOGREN, Alberto. Hans Staden. Viagem ao Brasil. Rio de Janeiro, 1930.
PICANÇO, Jefferson de Lima, MESQUITA, Mari José. A Cartografia Primitiva da Baía de Paranaguá (Séculos XVI - XVII) e os Limites da América Portuguesa. Porto, 2011.

É sabido que os primeiros habitantes da região onde hoje é Curitiba, foram indígenas consumidores de carne de caça, peixes e pinhões. Pertenceram ao tronco linguístico Jê, tribos Xetá e Tingui.
A tribo indígena predominante era a Tingui, cujo o nome significaria gente de nariz fino, em tradução do tupi para o português.
As lavras de ouro de aluvião no leito dos riachos dos rios Itiberê e Nhudiaquara, exploradas a partir de Paranaguá, provocaram nos portugueses a ânsia de galgar a Serra do Mar, abrindo caminho rumo ao planalto curitibano. O primeiro acesso deu-se pela garganta do Itupava, por volta de 1640, onde os pioneiros subiram a Serra costeando o maciço do Marumby.
Estes primeiros desbravadores formaram a Vilinha ou Arraial do Atuba, as margens do rio Atuba, atualmente entre a divisa do bairro de mesmo nome e o Bairro Alto, passando a partir dai surgir outros núcleos de povoamento no planalto curitibano como a sesmaria do Barigui, Arraial do Canguiri, Arraial do Purunã e etc.
Foi neste local que surgiu uma lenda antiga, citada por Romário Martins, autor de História do Paraná (1899), o escritor obteve relatos verbais do cacique Arakxó, último detentor da tradição oral dos primeiros donos da terra.
A lenda diz que no oratório da Vilinha do Atuba, todos os dias a imagem de Nossa Senhora da Luz - hoje integrante do acervo do museu paranaense - amanhecia voltada para o oeste. Teriam assim, os povoadores, intuito que a Virgem queria ter sua capela definitiva erguida naquela direção, em território dos índios tinguis. Teriam então os garimpeiros, pedido ao cacique dos tinguis que indicasse o local exato, bom para a nova povoação, no talvegue entre os vales dos rios que viriam a se chamar Ivo e Belém.
O cacique os acompanhou e fincou sua lança no local onde hoje está o marco zero, defronte da Catedral Metropolitana, na atual praça Tiradentes, e disse com voz forte: Aqui, Curitiba!. Isto é, muito pinhão.
Hoje, as margens do rio Atuba, há um monumento edificado denominado Centro Cultural Vilinha e uma escultura em bronze criada por Elvo Benito Damo de um índio apontando para o oeste, o monumento da foto está localizado no Bairro Alto, direcionado ao centro da capital.
REFERÊNCIA:
MACEDO, Rafael Greca de, Curitiba: luz dos Pinhais. Solar do Rosário, 2016.



Dom Alfredo Ernest Novak, CSsR (Dwight, 2 de junho de 1930 — Campina Grande do Sul, 3 de dezembro de 2014) foi um Bispo católico estadunidense, Emérito de Paranaguá.
Dom Alfredo Ernest Novak, Redentorista, norte-americano, filho de Frank Novak e Mary Tomes. Fez seus estudos nos seminários redentoristas. Ordenou-se a 02 de junho de 1956. Ministérios - Vindo para o Brasil, a 29 de abril de 1958, foi, por dez anos, missionário no Estado do Amazonas. De 1968 a 1979, exerceu a função de Coordenador dos Meios de Comunicação Social e da Campanha da Fraternidade. Bispo Auxiliar - O Papa João Paulo II o nomeou Bispo Auxiliar de São Paulo, a 19 de abril de 1979, ordenando-se a 27 de maio seguinte pelo Papa João Paulo II. A 15 de março de 1989, o mesmo Papa o transferiu para a Diocese de Paranaguá, tomando posse a 13 de maio seguinte. Atividades como Bispo de Paranaguá
- Construiu, em Campina Grande do Sul, o Seminário Senhora do Rocio. Incentivou profundamente a devoção a Nossa Senhora do Rocio, levando sua Imagem a todas as paróquias do Paraná, passando pelos 399 municípios paranaenses durante três anos, preparando o Jubileu do Novo Milênio no ano 2000. A 15 de novembro de 1999, na festa anual de Nossa Senhora do Rocio, reuniu em Paranaguá cinquenta mil devotos, com a presença de todos os Bispos do Paraná. Criou novas paróquias em Paranaguá, Pontal do Sul e Campina Grande do Sul. Levou diversas congregações femininas a sua Diocese Ordenou diversos padres diocesanos. Declarou a igreja de Nossa Senhora do Rocio santuário Diocesano, e, os Bispos a declararam santuário estadual, em 2004. Avaliação - Dom Alfredo foi um pastor solícito, zeloso do rebanho que a Igreja lhe confiou; promoveu as vocações sacerdotais, construindo o Seminário Senhora do Rocio e incentivou a devoção a Nossa Senhora do Rocio em todo o Paraná.
Foto: Acervo da Diocese de São Paulo. — em ihgp.