segunda-feira, 9 de março de 2026

Ptyas korros: A Serpente-Rateira-Indochinesa — Um Retrato Completo da Caçadora Ágil do Sudeste Asiático

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaCobra-rateira-chinesa

Estado de conservação
Quase ameaçada
Quase ameaçada (IUCN 3.1) [1]

[2]

Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Reptilia
Ordem:Squamata
Subordem:Serpentes
Família:Colubridae
Género:Ptyas
Espécie:P. korros
Nome binomial
Ptyas korros
(Schlegel, 1837)
Sinónimos[3]
  • Coluber korros Schlegel, 1837
  • Coryphodon korros — A.M.C. Duméril & Bibron, 1854
  • Ptyas korros — Cope, 1860
  • Zamenis korros — Boulenger, 1890
  • Ptyas korros — Stejneger, 1907
  • Zamenis korros — Wall, 1908
  • Liopeltis libertatis Barbour, 1910
  • Ptyas korros — M.A. Smith, 1943

Ptyas korroscomumente conhecida como cobra-rateira-chinesa,[4] é uma espécie de serpente colubrídea endêmica do Sudeste Asiático.

Descrição

Possui focinho obtuso e projetado; olhos muito grandes;[5] cabeça mais larga que o pescoço.[6] A escama rostral é visível de cima; as internasais são mais curtas que as pré-frontais; a frontal tem o mesmo comprimento que sua distância até a ponta do focinho ou é um pouco mais longa, igual ao comprimento das parietais; apresenta duas ou três loreais; uma pré-ocular grande, por vezes tocando a frontal; uma subocular pequena abaixo; duas pós-oculares; temporais 2 + 2; oito escamas labiais superiores, com a quarta e a quinta em contato com o olho; cinco escamas labiais inferiores em contato com as escamas geniais anteriores, que são mais curtas que as posteriores.[5]

As escamas dorsais são lisas ou ligeiramente quilhadas na parte posterior do corpo, dispostas em 15 fileiras no meio do corpo; possui 160–177 escamas ventrais; escama anal dividida; 122–145 escamas subcaudais.[5]

A coloração é marrom ou oliva nas costas; as escamas na parte posterior do corpo e na cauda frequentemente são amarelas com bordas pretas. A parte inferior é amarela. Indivíduos jovens apresentam séries transversais de manchas brancas arredondadas ou barras transversais amarelas estreitas.[5][6]

O comprimento da cabeça e do corpo é de aproximadamente 1,08 m; a cauda mede cerca de 0,7 m.[5]

Distribuição

Está presente em NepalMianmarCambojaChina (Zhejiang, Jiangxi, Fujian, Guangdong, Hainan, Guangxi, Hunan, Yunnan, Hong Kong), TaiwanÍndia (Assam, Manipur, Arunachal Pradesh (Namdapha - distrito de Changlang, Chessa, Chimpu, Itanagar - distrito de Papum Pare), Tripura, BangladeshIndonésia (Sumatra, Bornéu, Java, Bali), LaosTailândiaVietnãMalásia Ocidental e Ilha de Singapura.[5] Pode ser encontrada até 3000 m acima do nível do mar.[2][6]

Comportamento e dieta

É uma espécie diurna. Tanto arborícola quanto terrestre. Encontrado em florestas e próximo a habitações humanas. Dorme em arbustos e árvores. Sua dieta inclui roedores, pássaros, lagartos e sapos. As fêmeas põem de 4 a 12 ovos em junho e julho.[6]

Ver também

Referências

  1.  «Ptyas korros»Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas
  2.  «Ptyas korros»The Reptile Database. Consultado em 29 de julho de 2025
  3.  Boulenger, G.A. 1893. Catalogue of the Snakes in the British Museum (Natural History). Volume I., Containing the Families...Colubridæ Aglyphæ, part. Trustees of the British Museum (Natural History). (Taylor and Francis, Printers). London. xiii + 448 pp. + Plates I.- XXVIII. (Zamenis korros, pp. 384-385.)
  4.  «Cobra-rateira-chinesa (Ptyas korros)»iNaturalist. Consultado em 29 de julho de 2025
  5.  Rooij, Nelly de. 1915. The reptiles of the Indo-Australian archipelago. Volume 2. Leiden. 360 pp.
  6.  Whitaker, R. (2004). Snakes of India: the field guide. Tamil Nadu, India: Draco Books. 128 páginas

Leitura adicional

  • Ahsan, M. Farid, and Shayla Parvin. 2001. The first record of Ptyas korros (Colubridae) from Bangladesh. Asiatic Herpetological Research 9: 23–24.
  • Jan, G., and F. Sordelli. 1867. Iconographie générale des Ophidiens: Vingt-quatrième livraison. Baillière. Paris. Index + Plates I.- VI. (Coryphodon korros, Plate IV., Figure 2.)
  • Lazell, J.D. 1998. Morphology and the status of the snake genus Ptyas. Herpetological Review 29 (3): 134.
  • Schlegel, H. 1837. Essai sur la physionomie des serpens. Partie Général xxviii + 251 pp. + Partie Descriptive 606 + xvi pp. Schonekat. Amsterdam.

Ptyas korros: A Serpente-Rateira-Indochinesa — Um Retrato Completo da Caçadora Ágil do Sudeste Asiático


🐍 Introdução

Ptyas korros, popularmente conhecida como cobra-rateira-chinesa ou serpente-rateira-indochinesa, é uma das espécies de serpentes colubrídeas mais fascinantes e adaptáveis do Sudeste Asiático. Não venenosa, ágil e altamente eficaz no controle de pragas, esta serpente desempenha um papel ecológico crucial nos ecossistemas que habita — desde florestas tropicais até áreas agrícolas e periurbanas. Este artigo explora, de forma ampla e detalhada, sua morfologia, distribuição, comportamento, reprodução, interações humanas e status de conservação.

🔬 Taxonomia e Nomenclatura

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Reptilia
  • Ordem: Squamata
  • Subordem: Serpentes
  • Família: Colubridae
  • Gênero: Ptyas
  • Espécie: Ptyas korros (Schlegel, 1837)
A espécie foi originalmente descrita como Coluber korros por Hermann Schlegel em 1837, passando por diversas reclassificações taxonômicas ao longo do tempo até ser consolidada no gênero Ptyas. O nome "korros" tem origem etimológica incerta, mas acredita-se que derive de termos locais usados em regiões da Índia ou Sudeste Asiático para designar serpentes rápidas e esguias.

📏 Descrição Morfológica Detalhada

Cabeça e Escamação

Ptyas korros apresenta focinho obtuso e levemente projetado, com olhos excepcionalmente grandes — uma adaptação para sua atividade diurna e caça visual precisa. A cabeça é visivelmente mais larga que o pescoço, facilitando a deglutição de presas de porte considerável.
A escamação cefálica é altamente diagnóstica:
  • Rostral visível dorsalmente;
  • Internasais mais curtas que as pré-frontais;
  • Frontal com comprimento igual ou ligeiramente superior à distância até a ponta do focinho, equivalente às parietais;
  • Loreais: 2 a 3;
  • Pré-ocular grande, ocasionalmente em contato com a frontal;
  • Subocular pequena, posicionada abaixo da pré-ocular;
  • Pós-oculares: 2;
  • Temporais: fórmula 2 + 2;
  • Labiais superiores: 8, sendo a 4ª e 5ª em contato com o olho;
  • Labiais inferiores: 5 em contato com as geniais anteriores, que são mais curtas que as posteriores.

Corpo e Cauda

  • Escamas dorsais: lisas ou levemente quilhadas na porção posterior do corpo, dispostas em 15 fileiras na região mediana;
  • Ventrais: 160–177;
  • Anal: dividida;
  • Subcaudais: 122–145 — número elevado que reflete a cauda longa e preênsil, essencial para locomoção arbórea.

Coloração e Padrões

  • Dorso: marrom-oliva a castanho, com cada escama frequentemente marcada por uma linha longitudinal escura, criando um efeito de listras finas ao longo do corpo;
  • Porção posterior e cauda: escamas com bordas negras e centro amarelado, conferindo um aspecto "rendado" característico;
  • Ventre: amarelo-pálido a creme, uniforme;
  • Jovens: exibem séries transversais de manchas brancas arredondadas ou barras amarelas estreitas — padrão que se desfaz progressivamente com a maturidade, tornando os adultos mais uniformes.

Dimensões

  • Comprimento total médio: 1,20–1,50 m, podendo atingir até 2,6 m em indivíduos excepcionalmente desenvolvidos;
  • Proporção cabeça-corpo/cauda: aproximadamente 1,08 m / 0,70 m em adultos típicos, indicando cauda longa e ágil, útil para equilíbrio em ambientes arbóreos.
📌 Dimorfismo sexual: Estudos indicam que fêmeas podem apresentar maior fecundidade e massa reprodutiva em certas populações, embora diferenças morfológicas externas sejam sutis.

🌍 Distribuição Geográfica e Altitude

Ptyas korros possui uma das distribuições mais amplas entre as serpentes do Sudeste Asiático:
Países e regiões confirmadas:
  • Sul da Ásia: Nepal, Índia (Assam, Manipur, Arunachal Pradesh, Tripura), Bangladesh;
  • Sudeste Asiático continental: Mianmar, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Malásia Ocidental, Singapura;
  • China: Zhejiang, Jiangxi, Fujian, Guangdong, Hainan, Guangxi, Hunan, Yunnan, Hong Kong, Taiwan;
  • Arquipélago malaio: Indonésia (Sumatra, Bornéu, Java, Bali).
Amplitude altitudinal: encontrada desde o nível do mar até 3.000 metros de altitude, demonstrando notável plasticidade ecológica.

🌿 Habitat e Ecologia

Preferências de Habitat

Embora seja generalista, P. korros demonstra preferência por:
  • Ambientes abertos: margens gramadas de rios, reservatórios e lagos;
  • Áreas antropizadas: bordas de campos cultivados, plantações de palma, zonas rurais e periurbanas;
  • Vegetação secundária: arbustais secos, bosques abertos e florestas degradadas.
⚠️ É rara em florestas densas e primárias, sugerindo que a espécie se beneficia de perturbações moderadas do habitat — um traço incomum entre serpentes tropicais.

Nicho Ecológico

Como predadora de topo em microescala, regula populações de roedores, anfíbios e répteis menores, contribuindo para o equilíbrio ecológico e o controle natural de pragas agrícolas.

🦎 Comportamento e Estratégias de Caça

Atividade e Locomoção

  • Diurna: ativa principalmente durante o dia, com picos ao amanhecer e entardecer;
  • Semiarbórea: desloca-se com igual eficiência no solo e em vegetação baixa a média;
  • Veloz e ágil: conhecida por sua velocidade impressionante ao perseguir presas ou fugir de ameaças.

Comportamento Defensivo

Quando ameaçada:
  • Fuga rápida: primeira linha de defesa;
  • Natação: se próxima à água, mergulha e nada com a cabeça erguida;
  • Agitação vigorosa: se capturada, contorce-se intensamente, dificultando a contenção;
  • Mordida defensiva: pode morder com força, embora seja não venenosa e inofensiva para humanos.
🐸 Curiosidade: Em Hong Kong, observa-se frequentemente caçando Rana guentheri (perereca-de-Günther) em margens de reservatórios — um exemplo notável de especialização trófica local.

🍽️ Dieta e Estratégias Alimentares

Ptyas korros é uma predadora oportunista e generalista:
Tipo de Presa
Exemplos Comuns
Mamíferos
Roedores (ratos, camundongos), musaranhos
Anfíbios
Sapos, rãs (ex.: Rana guentheri)
Répteis
Lagartos pequenos, filhotes de outras serpentes
Aves
Filhotes ninhegos, aves de pequeno porte no solo
Sua visão aguçada e velocidade permitem caças ativas, enquanto o corpo esguio facilita a busca em tocas e vegetação densa. Em áreas agrícolas, é valorizada por agricultores como "guardiã natural" contra pragas de grãos.

🥚 Reprodução e Desenvolvimento

Ciclo Reprodutivo

  • Época de postura: junho a julho (hemisfério norte), variando conforme latitude e clima local;
  • Número de ovos: 4 a 12 por ninhada, com média de 6–11 em populações estudadas;
  • Incubação: aproximadamente 45 dias em condições naturais;
  • Tamanho dos filhotes: cerca de 25 cm ao nascer, já com padrão juvenil distintivo.

Investimento Reprodutivo

Estudos comparativos entre populações chinesas revelam variações significativas: fêmeas de certas regiões produzem mais ovos e com maior massa total que as de outras localidades, sugerindo adaptação local a recursos e pressões ambientais.

👥 Interação com Seres Humanos

Benefícios

  • Controle biológico: reduz populações de roedores em áreas rurais e agrícolas;
  • Baixo risco: não venenosa, raramente morde, e apenas em defesa extrema;
  • Educação ambiental: espécie ideal para programas de conscientização sobre serpentes nativas.

Pressões Antrópicas

  • Comércio ilegal: capturada para venda em mercados de animais, uso em medicina tradicional e consumo de carne em partes da China e Sudeste Asiático;
  • Atropelamentos: frequente como vítima de colisões em estradas rurais, especialmente na Malásia Peninsular;
  • Perda de habitat: expansão agrícola e urbana fragmenta populações, especialmente em regiões de baixa altitude.

🛡️ Status de Conservação

Fonte
Classificação
Observações
IUCN Red List
Quase Ameaçada (Near Threatened)
Tendência populacional em declínio devido à exploração e perda de habitat
Lista Vermelha da China
Em Perigo (Endangered)
Pressão intensa por comércio e degradação ambiental
Livro Vermelho do Vietnã
Em Perigo (Endangered)
Populações fragmentadas e sob pressão de caça
Hong Kong
Comum localmente, mas com restrições de coleta
Monitoramento local ativo
🔍 Desafios de conservação: A ampla distribuição mascara declínios locais. A falta de monitoramento sistemático em países como Laos, Camboja e partes da Indonésia dificulta avaliações precisas.

💡 Curiosidades e Importância Cultural

  • Em Taiwan, é conhecida como 細紋南蛇 ("serpente do sul de linhas finas") e não possui proteção legal, mas é respeitada por agricultores;
  • Em Bali, é considerada inofensiva e comum em áreas rurais, frequentemente avistada em jardins e plantações;
  • Sua capacidade de adaptação a ambientes modificados a torna um modelo interessante para estudos sobre resiliência ecológica em serpentes tropicais.

📚 Fontes Consultadas

As informações apresentadas neste artigo foram compiladas a partir de literatura científica especializada em herpetologia, bases de dados taxonômicas reconhecidas, guias de campo regionais e publicações de órgãos de conservação como a IUCN. Para consultas aprofundadas, recomenda-se o acesso a:
  • The Reptile Database
  • IUCN Red List of Threatened Species
  • Catalogue of Life
  • Publicações acadêmicas das revistas Current Zoology, Wildlife Research e Asian Herpetological Research
  • Guias de campo como Snakes of India: The Field Guide e obras regionais sobre a fauna do Sudeste Asiático

Nota do autor: Este artigo foi elaborado com base em fontes científicas revisadas e observações de campo, adaptando informações para fins educativos e de conservação. A reprodução não autorizada para fins comerciais é desencorajada. Se você avistar Ptyas korros na natureza, observe com respeito, não interfira e, se possível, registre em plataformas de ciência cidadã para contribuir com o conhecimento sobre a biodiversidade.
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domingo, 8 de março de 2026

CONHECENDO A CASA DE DETENÇÃO DE CURITIBA

 CONHECENDO A CASA DE DETENÇÃO DE CURITIBA

Desde o século 18, Curitiba se debatia com problemas carcerários. A velha Cadeia construída de frente para a Praça Tiradentes era um depósito de presos sem distinção de causas, e carência de julgamentos.
Esse quadro permaneceu até o início do século 20, obrigando o governo a tomar medidas de solução. Os pronunciamentos de governo adiante, mostram a situação que levou à criação da que foi chamada "Casa de Detenção" para solucionar o problema:
" [...] sejam creados outros estabelecimentos especiaes e necessarios a uma organização carceraria modesta embora, porém capaz de attender as exigencias, já para internamento e regeneração dos delinqüentes, conforme a situação e edade de cada grupo, já para detenção daquelles que aguardam o competente julgamento."
"Faz-se necessaria a construcção de uma cadeia, em ponto conveniente da capital, destinada exclusivamente á detenção de ebrios e desordeiros e de presos ainda não condemnados definitivamente." (PARANÁ. Governo, 1910, p. 9)
"Não é menos precisa a creação de uma casa de Detenção, nesta capital, para reclusão de delinqüentes que aguardam julgamento. Esta medida evitaria o accumulo de presos nas improprias cadeias do interior e o uso das prisões dos postos policiaes aqui existentes que não satisfazem de modo algum ás condições exigidas a esse fim." (PARANÁ. Governo, 1913, p. 15)
"Faz-se sentir já a necessidade da creação de uma casa de detenção nesta Capital, afim de se poder attender convenientemente a reclusão de presos por setenciar."
"Conviria, portanto, que o Governo ficasse autorizado a adquirir o predio que se acha occupado pelo 5° Batalhão de Engenharia e que está arrendado ao Estado, para nelle ser installada a Casa de Detenção a que me refiro, uma vez transferida a sede daquelle Batalhão para o seu quartel, no Bacachery."
Em 25/03/1922, a proposta de Munhoz da Rocha foi autorizada pelo legislativo, por intermédio da Lei no 3.003, e, em 1924, o imóvel do 5° Batalhão de Engenharia, situado na Avenida Visconde de Guarapuava esquina com a Rua Nunes Machado, foi adquirido. Após as obras de adaptação, a Casa de Detenção foi inaugurada em 26/02/1925 e lá funcionou até início de 1934.
Internamente, as obras de adaptação permitiram a instalação de “15 prisões (celas) com luz direta e todas as outras condições de higiene aconselhadas pela ciência da época”, além de uma galeria, sala de diretor, pátio interno, e outras instalações.
Em 29/08/1925, A Casa de Detenção foi regulamentada pelo Decreto no 965, cujo artigo 1º estabelecia que a instituição “é destinada a reclusão dos indivíduos presos e enviados pelas autoridades policiaes, administrativas e judiciárias do Estado”.
Em 07/02/1934, o Interventor Manoel Ribas transferiu a Casa de Detenção para o edifício da Penitenciaria do Ahú. Sua intenção foi “reduzir despesas, simplificar e reorganizar o Estado” (PENITENCIÁRIA PROVISÓRIA..., 2004).
No local funciona atualmente a sede central do Corpo de Bombeiros. A edificação onde funcionou a Casa de Detenção foi demolida.
(Fonte: Livro, A Arquitetura do Isolamento em Curitiba na República Velha, de Elisabethe Amorim de Castro)
Paulo Grani
Em 25/03/1922, a proposta de Munhoz da Rocha foi autorizada pelo legislativo, por intermédio da Lei no 3.003, e, em 1924, o imóvel do 5° Batalhão de Engenharia, situado na Avenida Visconde de Guarapuava esquina com a Rua Nunes Machado, foi adquirido. Após as obras de adaptação, a Casa de Detenção foi inaugurada em 26/02/1925 e lá funcionou até início de 1934.
Internamente, as obras de adaptação permitiram a instalação de “15 prisões (celas) com luz direta e todas as outras condições de higiene aconselhadas pela ciência da época”, além de galerias, sala de diretor, pátio interno, e outras instalações.
Aspecto de uma cela da Casa de Detenção de Curitiba, em 1925
Aspecto de uma galeria de celas da Casa de Detenção de Curitiba, em 1925.








Rua XV com Ébano Pereira anos 1960...

 Rua XV com Ébano Pereira anos 1960...


DESEMBARALHANDO A HISTÓRIA Tenho visto em diversos sites que escrevem sobre o "Teatro Paiol" uma série de informações desconexas concernentes a história da sua existência. Geralmente misturam sua história com a história do "Paiol de Pólvora" visitado pelo Imperador D. Pedro II.

 DESEMBARALHANDO A HISTÓRIA

Tenho visto em diversos sites que escrevem sobre o "Teatro Paiol" uma série de informações desconexas concernentes a história da sua existência. Geralmente misturam sua história com a história do "Paiol de Pólvora" visitado pelo Imperador D. Pedro II.
Chegaram a escrever que o predinho do Teatro Paiol foi construído com o material da demolição do "Paiol de Pólvoras". Os equívocos não param aí, confundem também com a história do "Depósito de Artigos Bélicos", também visitado por D. Pedro, o qual funcionava no simpático predinho que havia no então Largo da Misericórdia (atual Praça Rui Barbosa).
Além destes tristes equívocos, outros textos chegam a relacionar sua existência em decorrência da explosão de pólvora ocorrida em 01/07/1913 num armazém da Estação Ferroviária de Curitiba.
Pois bem, vamos à história de cada um deles:
1. "Depósito de Pólvoras":
Estamos no dia 10/01/1874, o Governo Provincial do Paraná está entregando à coletividade, na pessoa do seu presidente Frederico José Cardoso de Araújo Abranches, do bacharel Francisco Antonio Monteiro Tourinho, do Capitão Previsto Gonçalves da Fonseca Culumbia encarregado do deposito de artigos bellicos, e de outras autoridades, um paiol de pólvora que foi construído no "vale do Ribeirao do Água Verde, a dois quilômetros da cidade”, edificado por Nestor Borba e pelo engenheiro Mauricio Schwartz.
Nesse mesmo dia, o Jornal Dezenove de Dezembro assim o descreve: “O paiol de polvora construído no vale do ribeirão da Agua Verde, a dous kilometros da cidade, consiste em uma magnifica abobada circular de 12 metros de diametro. Cingindo toda a cornija, eleva-se uma attica, tambem disposta em ameias, que occulta completamente a cupula, e imprime ao edificio um aspecto caracteristicamente militar”.
Em 21/06/1879, o jornal Província do Paraná publica que o "Paiol de Polvora é uma torre abobadada, pertencente ao Ministério da Guerra e collocada em um lugar baixo [...], como dependencia do deposito de artigos belicos [...]".
No dia 24/05/1880, o o Imperador Dom Pedro II visita esse "Paiol de Pólvoras", e tem o cuidado de registrar no seu diário: "Paiol da Pólvora bem construído e à boa distância, porém muito úmido. Assim mesmo, deve-se e pode-se mudar para lá a pólvora do depósito de artigos bélicos."
Pelas citações do imperador, fica evidente que o paiol era bem distante do centro da cidade. Cuidadoso, ele inclusive aponta a urgente e conveniente necessidade de se mudar de local a pólvora que está estocada lá no Depósito de Artigos Bélicos, que ele visitou no dia anterior no Largo da Misericórdia (atual Praça Rui Barbosa), e orienta para que aquela pólvora seja mudada para esse paiol, pois foi construído para essa única finalidade, distante da cidade.
Em 21/01/1902, a Câmara Municipal de Curitiba, em seu Parecer nº 8, apresenta o Projeto nº 15: "Da Comissão do rocio e do quadro urbano, tendo estudado devidamente o pedido do sr. general comandante do distrito, é de parecer que seja concedida a área de 2.050,20 m2, no lugar Água Verde, onde se acha construído o Paiol de Pólvora e, para isso submete à apreciação da Camara o seguinte projeto de lei, etc. No seu artigo 1º dá a localização desse paiol de pólvora como sendo: ao norte com a Rua Ivahy (Getúlio Vargas) e à leste com a Rua Buenos Aires." Esse texto do Parecer, permite localizar com exatidão onde situava-se o Paiol de Pólvoras, na Água Verde.
Em 15/10/1914, o jornal Diário da Tarde publicava matéria sobre os melhoramentos municipais levados a efeito pelo prefeito Candido de Abreu no "paiol de pólvora existente no vale do ribeirão Água Verde". Esse fato histórico comprova que o velho "Paiol de Pólvora" ainda estava funcionando plenamente em 1914, oito anos depois da edificação do Teatro Paiol ocorrida em 1906 e comprova, também, que o predinho do Teatro Paiol não foi erigido com nenhuma das partes do velho paiol.
Portanto, não há sombra de dúvidas que esse "Paiol de Pólvoras", o mesmo visitado por D. Pedro II, localizava-se nas imediações da antiga Colônia Dantas (atual bairro Água Verde), "no vale do Ribeirão da Água Verde", como também citou o jornal Dezenove de Dezembro. Exatamente na antiga rua Ivahy (atual Av. Getúlio Vargas), esquina da rua Buenos Aires. Esse terreno hoje abrange parte do Estádio do Clube Atlético Paranaense.
Em textos de jornais, encontramos menções sobre sua existência até 1926.
2. "Depósito de Artigos Bélicos":
Outra citação errônea que costumam fazer, é dizer que o predinho do Teatro Paiol, antes de ser adaptado para tal fim, era o "Depósito de Artigos Bélicos". Vejamos, à luz da história, os verdadeiros fatos:
No dia 10/01/1874, o Governo Provincial do Paraná, na mesma solenidade que entregou à coletividade o prédio do paiol de pólvoras situado no vale do ribeirão Água Verde, entregou, também, o predinho do "Depósito de Artigos Bellicos" construído no então chamado Largo do Olho D'Água, depois Largo da Misericórdia (após a construção da Santa Casa de Misericóratual Praça Rui Barbosa.
Por ocasião da inauguração do "Depósito de Artigos Bélicos", a edição do Jornal Dezenove de Dezembro do dia 10/01/1874, assim o descreveu: “O deposito de artigos bélicos tem 20 metros de frente, 36 de fundo e 5,5 de altura na fachada desde o réz até a linha culminante do acrotério. A fachada apresenta 6 janellas e uma porta central, terminadas em arcos que exteriormente simulam ser formados de aduelas de cantaria. O acroterio ou a attica que corôa o edificio consiste em quatro pequenas torres ligadas por cortinas dispostas em ameias. Sobre o arco da porta achão-se esculpidos em relevo as armas imperiaes e tropheos militares. A distribuição interior do edificio consiste em: uma vasta sala para arrecadação geral, secretaria e archivo, quarto para o fiel, tres armazens para deposito de armamento e um parque de artilharia de campanha, é um palco central. [...] Planejou e dirigiu a construcção dos dous edificios o capitão do estado maior de 1ª classe, bacharel F.A.M. Tourinho. Foram executores Nestor Borba e engenheiro Mauricio Schwarz.(...)”.
No dia 23/05/1880, o Imperador D. Pedro II e comitiva, após sairem da sede do 2° Corpo de Cavalaria, que ficava na face norte do então Largo da Misericórdia (hoje Praça Rui Barbosa), atravessaram a pé o Largo até a face leste, onde visitaram as instalações do "Depósito de Artigos Bélicos", que funcionava no simpático predinho que lá havia sido edificado em 1874, e que abrigava o Quartel do 6° Regimento de Artilharia.
Sobre essa visita, o imperador constou em seu diário: "A casa é boa, mas tem muitos cunhetes de cartuchos com pólvora que é preciso remover daí."
O texto do imperador mostrou seu contentamento com as instalações do pequeno quartel e mostrou, também, sua preocupação ao ver que naquele local havia muitos cunhetes (caixotes de madeira) que estavam cheios de cartuchos carregados de pólvora; ou seja, muita munição pronta para uso. Aquela instalação tinha a finalidade de ser depósito de artigos bélicos, no entanto, ao que se percebe, o imperador preocupou-se pelo fato daquela munição estar demasiadamente próxima da população, pois no dia anterior havia inaugurado um hospital a menos de cem metros dali.
O que havia motivado a construção do Depósito de Material Bélico do Exército naquele local, é que a área era um descampado considerado longe do centro da cidade. A singela edificação perdurou por mais de 50 anos tendo abrigado os quartéis do 3º e do 6º Regimento de Artilharia e, posteriormente, o 15º Batalhão de Caçadores, sendo demolido no início da década de 1930 para dar lugar a nova caserna do 15º BC e posteriormente sendo ocupado por companhias de serviços ao Quartel-General, demolido na década de 1970.
3. Relação com a explosão de pólvora nos armazéns da Estação Ferroviária:
Estamos em 01/07/1913, ocorre uma violenta explosão na Estação Ferroviária de Curitiba, tendo por origem o carregamento de 730 quilos de pólvora negra que estavam carregadas em três carroças estacionadas em frente ao armazém de cargas que vai para Paranaguá.
Logo ao amanhecer, aquela pólvora havia sido transportada pelas carroças, vinda do "Paiol de Pólvoras" que havia no Água Verde. A pólvora iria ser embarcada para Paranaguá, para ser utilizada em pedreiras na Serra do Mar, pelo seu proprietário, sr. Alexandre Gutierrez, que havia arrematado ela em leilão do Ministério da Guerra, que considerou-a imprópria para uso do exército.
Segundo depoimento do pesador da Estação, sr. João Walter, que sobreviveu à tragedia, disse que não podia receber a carga por ser terça-feira, e o dia designado para carga de explosivos ser somente quarta-feira. "Insistindo o pesador em não receber a carga, após pequena discussão, o soldado que descarregava a carga apanhou um cunhete (pequena caixa) e voltando para a porta exasperadamente gritou: 'Pois eu é que não volto mais com esta droga'. E acto continuo atirou o cunhete de cartuchos contra as pedras da calçada, com toda a violência." (Commercio do Paraná, 02/07/1913).
Portanto, a única relação dessa pólvora com o "Depósito de Pólvoras" da Água Verde era a sua procedência. Outros textos fantasiosos chegam a dizer que a explosão ocorreu em um depósito de pólvoras da Estação Ferroviária. Coitada da história que vai sendo mutilada aos poucos, até desaparecerem os fatos verdadeiros.
4. O predinho do Paiol que virou Teatro Paiol:
Construído em 1905 pela Prefeitura de Curitiba, para fins de ser "Depósito de Inflamáveis", pouco tempo depois a Prefeitura vende "em hasta pública o antigo depósito de inflamáveis para a construção de um novo; [...] tendo sido lavrado contrato em 18/04/1907 com o senhor Frederico Seegmuller que executou as obras de acordo com as exigências da Seção Técnica, nas imediações do atual Prado de Corridas (que ficava na Rua São José, atual Marechal Floriano Peixoto) e, em 31/10/1907 foi recebido o novo edifício e feito a entrega ao contratante, achando-se este de posse do mesmo depósito com todos os direitos determinados em seu contrato." A República, Ano XXIII, nº 92, 21/04/1908, Curitiba.
Edificado em formato redondo, com cerca de 20m de diâmetro, assemelha-se ao "Paiol de Pólvoras" então existente no Água Verde que tinha apenas 12m de diâmetro. Ao que parece, tal formato sugere que foi assim concebido para poder receber inflamáveis sólidos, além dos líquidos vistos em fotos da época. O paiol continuou com sua função original até 1917. De 1918 até início da década de 1920, passou a ser usado como depósito dos arquivos municipais.
Em 1925, foi sede da diretoria encarregada da pavimentação asfáltica das ruas, quando na parte externa de paredes foram instalados equipamentos de uma Usina de Asfalto, e assim funcionou por alguns anos. Nos registros do patrimônio municipal de Curitiba consta que em 1930, o predinho era usado pela PMC como depósito de inflamáveis.
Em 1971, iniciou-se o trabalho de restauro de suas instalações para funcionar como teatro, quando passou a ser chamado "Teatro Paiol", com projeto e acompanhamento do arquiteto Abraão Assad.NO Teatro Paiol foi criado durante a primeira gestão de Jaime Lerner como prefeito de Curitiba. Ele tirou do papel uma ideia que já circulava entre a classe artística local.
Para as obras de reforma, as características originais da construção foram mantidas e o seu interior foi transformado no primeiro teatro de arena da cidade, com um auditório para 225 espectadores. O projeto foi assinado pelo arquitetônico Abrão Assad.
Em 27/12/1971, foi inaugurado com show de Vinícius de Moraes, Toquinho, Marilia Medalha e Trio Mocotó, tendo como idealizador Aramis Millarch. Sua capacidade é para 220 espectadores. É ideal para shows musicais de pequeno porte, projeções de cinema, peças e exposições.
A última reforma do espaço foi realizada em 2010. Foram feitas obras de recuperação estrutural de contenção do telhado, manutenção da cobertura e das poltronas e isolamento acústico do ar-condicionado.
Paulo Grani

Construído em 1905 pela Prefeitura de Curitiba, para fins de ser "Depósito de Inflamáveis", pouco tempo depois a Prefeitura vende "em hasta pública o antigo depósito de inflamáveis para a construção de um novo; [...] tendo sido lavrado contrato em 18/04/1907 com o senhor Frederico Seegmuller que executou as obras de acordo com as exigências da Seção Técnica, nas imediações do atual Prado de Corridas (que ficava na Rua São José, atual Marechal Floriano Peixoto) e, em 31/10/1907 foi recebido o novo edifício e feito a entrega ao contratante, achando-se este de posse do mesmo depósito com todos os direitos determinados em seu contrato." A República, Ano XXIII, nº 92, 21/04/1908, Curitiba. 
Em 15/10/1914, o jornal Diário da Tarde publicava matéria sobre os melhoramentos municipais levados a efeito pelo prefeito Candido de Abreu no "paiol de pólvora existente no vale do ribeirão Água Verde". Esse fato histórico comprova que o velho "Paiol de Pólvora" ainda estava funcionando plenamente em 1914, oito anos depois da edificação do Teatro Paiol ocorrida em 1906 e comprova, também, que o predinho do Teatro Paiol não foi erigido com nenhuma das partes do velho paiol.

Portanto, não há sombra de dúvidas que esse "Paiol de Pólvoras", o mesmo visitado por D. Pedro II, localizava-se nas imediações da antiga Colônia Dantas (atual bairro Água Verde), "no vale do Ribeirão da Água Verde", como também citou o jornal Dezenove de Dezembro. Exatamente na antiga rua Ivahy (atual Av. Getúlio Vargas), esquina da rua Buenos Aires. Esse terreno hoje abrange parte do Estádio do Clube Atlético Paranaense.

Em textos de jornais, encontramos menções sobre sua existência até 1926.
Por ocasião da inauguração do "Depósito de Artigos Bélicos", a edição do Jornal Dezenove de Dezembro do dia 10/01/1874, assim o descreveu: “O deposito de artigos bélicos tem 20 metros de frente, 36 de fundo e 5,5 de altura na fachada desde o réz até a linha culminante do acrotério. A fachada apresenta 6 janellas e uma porta central, terminadas em arcos que exteriormente simulam ser formados de aduelas de cantaria. O acroterio ou a attica que corôa o edificio consiste em quatro pequenas torres ligadas por cortinas dispostas em ameias. Sobre o arco da porta achão-se esculpidos em relevo as armas imperiaes e tropheos militares. A distribuição interior do edificio consiste em: uma vasta sala para arrecadação geral, secretaria e archivo, quarto para o fiel, tres armazens para deposito de armamento e um parque de artilharia de campanha, é um palco central. [...] Planejou e dirigiu a construcção dos dous edificios o capitão do estado maior de 1ª classe, bacharel F.A.M. Tourinho. Foram executores Nestor Borba e engenheiro Mauricio Schwarz.(...)”.
Edificado em formato redondo, com cerca de 20m de diâmetro, assemelha-se ao "Paiol de Pólvoras" então existente no Água Verde que tinha apenas 12m de diâmetro. Ao que parece, tal formato sugere que foi assim concebido para poder receber inflamáveis sólidos, além dos líquidos vistos em fotos da época. O paiol continuou com sua função original até 1917. De 1918 até início da década de 1920, passou a ser usado como depósito dos arquivos municipais.
Edificado em formato redondo, com cerca de 20m de diâmetro, assemelha-se ao "Paiol de Pólvoras" então existente no Água Verde que tinha apenas 12m de diâmetro. Ao que parece, tal formato sugere que foi assim concebido para poder receber inflamáveis sólidos, além dos líquidos vistos em fotos da época. O paiol continuou com sua função original até 1917. De 1918 até início da década de 1920, passou a ser usado como depósito dos arquivos municipais.
Em 1971, iniciou-se o trabalho de restauro de suas instalações para funcionar como teatro, quando passou a ser chamado "Teatro Paiol", com projeto e acompanhamento do arquiteto Abraão Assad. O Teatro Paiol foi criado durante a primeira gestão de Jaime Lerner como prefeito de Curitiba. Ele tirou do papel uma ideia que já circulava entre a classe artística local.
Em 1925, foi sede da diretoria encarregada da pavimentação asfáltica das ruas, quando na parte externa de paredes foram instalados equipamentos de uma Usina de Asfalto, e assim funcionou por alguns anos. Nos registros do patrimônio municipal de Curitiba consta que em 1930, o predinho era usado pela PMC como depósito de inflamáveis.
Em 1925, foi sede da diretoria encarregada da pavimentação asfáltica das ruas, quando na parte externa de paredes foram instalados equipamentos de uma Usina de Asfalto, e assim funcionou por alguns anos. Nos registros do patrimônio municipal de Curitiba consta que em 1930, o predinho era usado pela PMC como depósito de inflamáveis.