segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Salvador de Faria Albernaz: O Sertanista Carioca que Desbravou as Minas e Fundou Itabira

 

Salvador de Faria Albernaz (final do século XVII - início do século XVIII) foi um militar e sertanista brasileiro natural do Rio de Janeiro. É lhe atribuída a descoberta das "jazidas do Inficionado", atual Santa Rita Durão, no estado de Minas Gerais.

Era filho de Antônio de Faria Albernaz e de sua esposa Catarina de Sisneiro (descritos por Silva Leme no v. VII, pg. 168, de sua obra). Como Capitão, o seu pai, um paulista, tomara parte na bandeira de Antônio Raposo Tavares em 1636, que talou a região do Tape (atual Rio Grande do Sul, tendo vindo a falecer em Taubaté em 1663.

Biografia

Nascido no Rio de Janeiro, era irmão do sargento-mor Francisco de Farias Albernaz. Juntos desbravaram o interior de Minas, descobrindo ouro na região de Mariana e principalmente na região da atual cidade de Itabira.

Desposou em São Paulo Francisca Ribeiro Duarte. Em 1699 percorreu a região do Carmo, atual Mariana, com o coronel Salvador Fernandes Furtado. Encontrou ouro no Inficionado e acompanhou os membros da família Camargo no descobrimento do ouro no ribeiro do mesmo nome. Exerceu as funções de Sargento-mor entre 1702 e 1703. Por volta de 1717 iniciaram buscas por ouro na direção do Itambé nas Minas, quando por volta de 1720 descobriram ouro, as margens do córrego da Penha; ao pé do Pico do Cauê;ali se instalaram fundando um pequeno povoado que recebeu o nome de Santana, posteriormente construíram uma capela em homenagem a Nossa Senhora do Rosário em cujos arredores cresceu o povoado e posteriormente a Vila de Sant'ana do Rosário, que daria origem em 1827 a Itabira do Mato Dentro, distrito de Caeté.

O historiador das Minas Gerais, Diogo de Vasconcelos afirma que Salvador foi perseguido pelo Santo Ofício e morreu pobre nas Minas.

Bento Furtado Fernandes de Mendonça, o "coronel das três vilas", falecido em 1765, e filho de um dos mais notáveis bandeirantes dos primeiros anos das Minas (filho de Salvador Fernandes Furtado), assim descreve o que se passou com Salvador:

Referências

  1. Relatos Sertanistas, capítulo I, Afonso de E. Taunay

Salvador de Faria Albernaz: O Sertanista Carioca que Desbravou as Minas e Fundou Itabira

Nascido no Rio de Janeiro entre o final do século XVII e o início do século XVIII, Salvador de Faria Albernaz destaca-se na história colonial brasileira como um militar, sertanista e descobridor de minas de ouro. Filho do capitão paulista Antônio de Faria Albernaz — veterano da célebre bandeira de Antônio Raposo Tavares de 1636 que atuou na região do Tape (atual Rio Grande do Sul) — e de Catarina de Sisneiro, Salvador herdou o ímpeto desbravador da família, fixando o seu nome na saga do ouro em Minas Gerais.

Ascendência e Primeiras Explorações

A ligação de Salvador com a terra e com as armas veio do berço. O seu pai, após participar das incursões bandeirantes, falecera em Taubaté em 1663. Junto com o seu irmão, o sargento-mor Francisco de Farias Albernaz, Salvador adentrou os sertões mineiros, abrindo caminhos e registando descobertas fundamentais nas regiões de Mariana e, sobretudo, na área da atual cidade de Itabira.

Casado em São Paulo com Francisca Ribeiro Duarte, o sertanista integrou-se ativamente nos movimentos de exploração do território mineiro:

  • As Descobertas no Carmo: Em 1699, percorreu a região do Carmo (atual Mariana) lado a lado com o coronel Salvador Fernandes Furtado.

  • O Inficionado: É amplamente creditada a Salvador de Faria Albernaz a descoberta das ricas jazidas do Inficionado, localidade que corresponde hoje a Santa Rita Durão.

  • O Ribeirão do Carmo: Participou ativamente e acompanhou os membros da influente família Camargo nas descobertas auríferas ao longo do ribeirão com o mesmo nome.

  • A Funções Militares: Exerceu o cargo de Sargento-mor entre os anos de 1702 e 1703.

A Fundação de Itabira e o Despovoamento por Inveja

Por volta de 1717, Salvador e os seus companheiros intensificaram as buscas por ouro em direção ao Pico do Itambé. Por volta de 1720, coroaram os esforços ao descobrirem ouro às margens do córrego da Penha, bem ao pé do majestoso Pico do Cauê.

No local, fixaram residência e fundaram um pequeno povoado batizado de Santana. Pouco tempo depois, ergueram uma capela em honra de Nossa Senhora do Rosário, ao redor da qual o núcleo urbano expandiu-se, dando origem à Vila de Sant'ana do Rosário — o embrião que, em 1827, se tornaria a histórica Itabira do Mato Dentro (atual distrito de Caeté/Itabira).

O Declínio, a Perseguição e a Trágica Morte

Apesar de ter sido o pioneiro e legítimo proprietário de vastas lavras e datas minerais — acumuladas por direito de descobrimento e por partilhas iniciais —, o destino de Salvador de Faria Albernaz foi marcado pela injustiça e pela amargura, conforme atestam tanto o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos quanto os relatos de época.

Bento Furtado Fernandes de Mendonça (conhecido como o "coronel das três vilas" e filho de Salvador Fernandes Furtado) registrou com clareza o enredo de cobiça que vitimou o sertanista:

"Este bom homem Salvador de Faria era possuidor de boas lavras, e datas de terras minerais, como descobridor... Havia muitos reinóis, que invejosos apeteciam o logro daquelas lavras, tendo ocasião do geral levantamento que fulminaram os paulistas, tiveram próxima ocasião de lograr o seu intento; porque este era natural de Taubaté, comarca de São Paulo... arguiram culpas fantásticas a este bom homem, e o prenderam, remetendo-o para o Rio de Janeiro onde dando-lhe as bexigas, morreu delas em casa própria... E com a sua ausência, lhe tiraram as datas por devolutas, corando o roubo com capa de justiça..."

Acusado falsamente devido à sua origem associada a São Paulo num período de acirradas disputas políticas e económicas (como a Guerra dos Emboabas e a revolta dos paulistas), Salvador foi alvo da ambição de colonos invejosos (reinóis). persecutedo e submetido a prisões e acusações forjadas — com menções também a uma alegada perseguição pelo Santo Ofício —, acabou por ser enviado para o Rio de Janeiro. Ali, acometido pela varíola (bexigas), veio a falecer em sua própria residência, sob regime de homenagem e sem culpa formalmente provada.

Com a sua expulsão e morte, as suas valiosas lavras foram declaradas "devolutas" e usurpadas sob o manto da legalidade, fazendo com que o pioneiro de Itabira terminasse os seus dias na pobreza, vítima da cobiça alheia.

Templo Rudreshwara (Ramappa): A Joia Arquitetónica e Sismorresistente da Dinastia Kakatiya

 

Templo Kakatiya Rudreshwara (Ramappa), Telanganá
Património Mundial da UNESCO
Ramappa
TipoCultural
Critériosi e iii
Referência1570
Região Ásia-Pacífico
País Índia
Coordenadas18° 15' 32.88" N 79° 56' 35.54" E
Histórico de inscrição
Inscrição2021
Nome usado na lista do Património Mundial
Região pela classificação da UNESCO


O Templo Rudreshwara, popularmente conhecido como Templo Ramappa, é um templo hindu construído durante a dinastia Kakatiya, no século XIII, em devoção a Lord Shiva (Rudreswara). Ocupa uma área de 5,93 hectares e está localizado no pequeno vilarejo Palampet, no estado de Telanganá, no distrito de Jayashankar Bhupalpally, na Índia. É o único templo Kakatiyas que sobreviveu as invasões muçulmanas. Entrou para a lista de Patrimônio Mundial, tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no ano de 2021.[1][2][3]

História

O início da construção se deu em 1213. a mando do general Recharla Rudra, durante o reinado de Kakatiya Ganapati Deva e teve Ramappa como escultor chefe. A obra levou quarenta anos para ser finalizada.[4]

No ano de 1310, com a invasão muçulmana de Malik Kafur, o templo foi danificado. Foi o único templo Kakatiyas que não foi totalmente destruído pelos muçulmanos. Com o passar dos tempos, o templo foi sendo vandalizado por caçadores de tesouros.[3][5]

No dia 16 de junho de 1819, ocorreu um terremoto de 7.7 de magnitude que abalou o piso do templo, mas os pilares e paredes não sofreram danos por causa da técnica de construção utilizando a caixa de areia na fundação.[3][5]

Arquitetura

O complexo do Templo Ramappa possui 90 metros de comprimento no eixo leste-oeste e 86 metros de comprimento no eixo norte-sul e é cercado por um muro composto (prakara). Seguiu a técnica Vastu Shastra, onde todos os componentes estão orientados no eixo leste-oeste, voltados para o sol nascente. Todas as pedras utilizadas na construção do complexo foram extraídas das proximidades. O arquiteto utilizou uma técnica para o edifício não colapsar durante um abalo sísmico, que consistia na fundação, construir um poço que era preenchido com uma mistura de cal de areia, jaggery e karakkaya (fruta myrobalana preta). Utilizou vigas esculpidas em granito e arenito vermelho no corpo do templo, e para a cobertura utilizou tijolos porosos, leves e flutuantes. Esses tijolos eram feitos com uma mistura de argila, madeira de acácia, palha, myrobalan e ushira.[1][3][6][7][8][9]

Templo Rudreshwara

É o templo principal do complexo. É composto por Upapitha, Adhisthana, padavarga, prastara e vimana. Foi construído sobre uma Upapitha em forma de estrela com 1,80 metros de altura. Os pórticos do templo são ladeados por esculturas em tamanho real, de Madanikas (donzelas) em movimentos de dança, esculpidas em pilares. O vimana possui planta quadrada e foi construído em forma piramidal de ordem Vesara, com cinco andares de quatro camadas horizontais e recebeu uma cobertura (Shikara) dravidiana. Na parte interna do templo, o Sabha Mandapa (salão coberto para os devotos) foi construído com dezesseis pilares que sustentam o Navaranga e é constituído por três espaços, Mukha Mandapa, Kakshasana e Natya Mandapa.[1][6][10]

O Kakshasana é o local reservado para os devotos sentarem e também serve de suporte para os oito pequenos compartimentos para colocação de imagens. O Kakshasana circunda todo o Sabha Mandapa. Os assentos são feitos em pedra com encosto inclinado. Os pilares (Sthamba) utilizados no Kakshana são do tipo Ardhasthambas e sustentam o teto, a Kapota e esculturas.[1]

O Natya Mandapa é o local reservado para as dançarinas. As vigas, o teto e os pilares retratam histórias mitológicas de Puranas. O palco é levemente elevado e possui formato circular, há quatro pilares esculpidos em doleritos e o espaço para as oferendas, chamado Rangabhoomika.[1]

Templo Kateshwara

Templo dedicado a Kateshwara. Possui uma Garbhagriha, uma Antarala e um Sabha Mandapa. O templo foi construído sobre uma Upapitha alta e é acessado por um lance de escada, ladeado por esculturas de elefantes esculpidas em pedra. Na parte externa do templo foram esculpidas com esculturas planas. No interior, ao redor do salão, há uma plataforma com oito pequenos compartimentos para colocação de imagens, mas somente dois compartimentos estão intactos, contendo esculturas esculpidas em dolerito, um compartimento com a imagem de Vishnu e no outro compartimento contendo a imagem de Ganapati. A porta do templo é esculpida e os frisos representam Shiva em pose de tandava.[1]

Templo Kameshwara

Conhecida como Kalyana Mandapa. O templo foi construído sobre uma Upapitha em forma de estrela e é acessado por escadas ladeada por esculturas de elefantes esculpidas em pedra. Possui um Mandapa com quatro pilares, uma área central em formato quadrangular com pequenos compartimentos para imagens no lado leste e oeste. O teto do templo foi decorado com entalhes de flor de lótus.[1]

Nandi Mandapa

Foi construído para abrigar o Nandi, montaria de Shiva. O Mandapa foi construído sobre uma grande Upapitha. Há instalada no Mandapa, uma escultura do Nandi com nove pés de altura. O Vedi bandha foi decorado com painéis esculpidos com desenhos florais, de elefantes e músicos. Foi construído com quatro pilares e um telhado, que atualmente estão caídos.[1][6]

Pakashala

É uma pequena sala, onde era servido a comida aos devotos.[1]

Turismo

O complexo é aberto ao público todos os dias, das 6ː00 às 18ː00. E atrai peregrinos do Sul da Índia ao longo do ano. O festival Maha Shivaratri, que comemora o aniversário de Lord Shiva, é celebrado neste templo com duração de três dias.[6][10]

Galeria de fotos

Referências

  1.  «Kakatiya Rudreshwara (Ramappa) Temple, Telangana». Nomination Text Document. UNESCO World Heritage Centre (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2022
  2. «Ramappa Temple». Travelstories (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2022
  3.  Rudreshwara (Ramappa) Temple - The Jewel of ‘Kakatiyan’ Architectur. SV Collage of Architecture. Madhapur. India. (em inglês).
  4. «Telangana's Ramappa Temple receives massive focus after UNESCO tag». Hindustan Times (em inglês). 29 de outubro de 2021. Consultado em 18 de junho de 2022
  5.  Nanisetti, Serish (11 de agosto de 2021). «Telangana's Ramappa temple inscribed as a World Heritage Site». Hyderabad. The Hindu (em inglês). ISSN 0971-751X. Consultado em 18 de junho de 2022
  6.  «Ramappa Temple, Temple of Palampet, Kakatiya Kings, Tours to Temples of Palampet.». www.indiaprofile.com. Consultado em 18 de junho de 2022
  7. «Ramappa Temple: A poem inscribed on stone». The New Indian Express. Consultado em 18 de junho de 2022
  8. «Did Kakatiya rulers hold the secret to earthquake-proof buildings?». The New Indian Express. Consultado em 18 de junho de 2022
  9. «Ramappa Temple». Archaeological Survey Of India, Hyderabad Circle. Consultado em 18 de junho de 2022
  10.  «Ramappa temple - Telungana». www.southtourism.in (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2022

Templo Rudreshwara (Ramappa): A Joia Arquitetónica e Sismorresistente da Dinastia Kakatiya

Situado no pequeno e bucólico vilarejo de Palampet, no distrito de Jayashankar Bhupalpally, estado de Telanganá (Índia), o Templo Rudreshwara — popularmente conhecido como Templo Ramappa — ergue-se como um testemunho monumental da genialidade artística, da engenharia avançada e da devoção espiritual da dinastia Kakatiya.

Ocupando uma área de 5,93 hectares, este complexo hindu dedicado a Lord Shiva (Rudreswara) destaca-se na história por ter sido o único templo kakatiya a resistir às invasões muçulmanas e ao teste implacável do tempo, um feito que lhe garantiu o cobiçado estatuto de Património Mundial da UNESCO em 2021.

Cronologia e Contexto Histórico

A construção deste imponente complexo teve início em 1213 d.C., sob as ordens do general Recharla Rudra e durante o reinado do monarca Kakatiya Ganapati Deva. O projeto, liderado por Ramappa — o escultor-chefe cujo nome acabou por se colar indissociavelmente ao monumento —, exigiu quatro décadas de trabalho minucioso até ser totalmente finalizado.

Ao longo dos séculos, o templo enfrentou severas provações:

  • Invasões e Vandalismo: Em 1310, as forças invasoras muçulmanas lideradas por Malik Kafur causaram danos significativos ao complexo. No entanto, foi o único templo da dinastia que evitou a destruição total. Posteriormente, o local sofreu com a ação de caçadores de tesouros.

  • A Prova do Sismo de 1819: A 16 de junho de 1819, um violento terramoto de magnitude 7.7 abalou fortemente a região, sacudindo o piso do templo. Surpreendentemente, os pilares e as paredes mantiveram-se intactos, salvaguardados pela engenharia antisssísmica da fundação.

Engenharia e Inovação Construtiva

O complexo do Templo Ramappa mede 90 metros de comprimento no eixo leste-oeste e 86 metros no eixo norte-sul, sendo inteiramente delimitado por um muro de feição (prakara). O planeamento seguiu rigorosamente os preceitos do Vastu Shastra, alinhando todos os componentes no eixo leste-oeste de modo a receberem diretamente os raios do sol nascente.

A durabilidade secular da estrutura reside em soluções de engenharia notáveis:

  • Fundação em Caixa de Areia: Para mitigar o impacto de tremores de terra, o arquiteto concebeu uma fundação baseada num poço escavado e preenchido com uma mistura elástica de cal e areia, jaggery (açúcar de cana não refinado) e karakkaya (fruta myrobalana preta). Esta técnica absorvia e dissipava a energia sísmica.

  • Materiais e Técnicas: O corpo do templo utilizou vigas esculpidas em granito sólido e arenito vermelho extraído nas imediações.

  • Tijolos Flutuantes: Para a cobertura e o topo do vimana, foram empregues tijolos porosos, extremamente leves e flutuantes, fabricados a partir de uma mistura de argila, madeira de acácia, palha, myrobalan e ushira, reduzindo drasticamente o peso sobre as paredes estruturais.

Os Santuários e Estruturas do Complexo

1. Templo Rudreshwara (O Santuário Principal)

Erguido sobre uma plataforma em forma de estrela (Upapitha) com 1,80 metros de altura, o templo principal exibe uma estrutura complexa que inclui Adhisthana, padavarga, prastara e vimana.

  • Madanikas: Os pórticos são flanqueados por esculturas em tamanho real de donzelas (Madanikas) em dinâmicas poses de dança, esculpidas com extrema precisão em pilares de dolerito.

  • Vimana e Sabha Mandapa: O vimana possui planta quadrada, estrutura piramidal de ordem Vesara (com cinco andares de quatro camadas horizontais) e uma cobertura (Shikara) de estilo dravidiano. No interior, o Sabha Mandapa (salão dos devotos) apoia-se em dezesseis pilares ricamente trabalhados que sustentam o Navaranga, dividindo-se em Mukha Mandapa, Kakshasana e Natya Mandapa.

  • Natya Mandapa: O espaço dedicado às apresentações de dança possui um palco levemente elevado e circular, suportado por quatro pilares de dolerito ricamente esculpidos com episódios mitológicos dos Puranas, adjacente ao espaço de oferendas (Rangabhoomika).

2. Templo Kateshwara

Dedicado a Shiva sob a forma de Kateshwara, este santuário secundário compreende uma Garbhagriha (sanctanto), uma Antarala (vestíbulo) e um Sabha Mandapa. Acedido por uma escadaria flanqueada por elefantes de pedra, o interior conserva plataformas com compartimentos para imagens, destacando-se esculturas em dolerito de Vishnu e Ganapati.

3. Templo Kameshwara (Kalyana Mandapa)

Construído sobre uma Upapitha estrelada e acessado por escadas guardadas por esculturas de elefantes, este pavilhão caracteriza-se por um Mandapa de quatro pilares e tetos decorados com intrincados entalhes em relevo de flores de lótus.

4. Nandi Mandapa

Posicionado para albergar a imponente escultura de Nandi (o touro sagrado e montaria de Shiva) com cerca de 2,7 metros (nove pés) de altura, este pavilhão repousa sobre uma grande Upapitha. O seu embasamento (Vedi bandha) exibe painéis ornamentados com motivos florais, músicos e procissões de elefantes.

5. Pakashala

Completa o complexo uma pequena dependência funcional (Pakashala), tradicionalmente utilizada para a preparação e distribuição de alimentos consagrados aos devotos.

O Templo Rudreshwara permanece assim como uma obra-prima inigualável onde a devoção religiosa, a simetria estética e a ciência dos materiais se fundem de forma exemplar.