quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Antônio De Almeida Torres Nascido a 12 de novembro de 1858 (sexta-feira) - Curitiba, Parana Baptizado a 13 de janeiro de 1859 (quinta-feira) - Curitiba, Parana Falecido a 7 de setembro de 1927 (quarta-feira) - Curitiba, Parana, com a idade de 68 anos

 Antônio De Almeida Torres Nascido a 12 de novembro de 1858 (sexta-feira) - Curitiba, Parana Baptizado a 13 de janeiro de 1859 (quinta-feira) - Curitiba, Parana Falecido a 7 de setembro de 1927 (quarta-feira) - Curitiba, Parana, com a idade de 68 anos

O Legado de Antônio: Uma Saga de Amor, Perda e Resistência em Curitiba

Por entre as ruas de terra e os pinheirais da Curitiba do século XIX, nasceu uma história que atravessaria gerações. Esta é a crônica de Antônio De Almeida Torres, um homem cujo vida foi tecida pelos fios do destino, da família e da resiliência.
Nascido em uma sexta-feira, 12 de novembro de 1858, Antônio veio ao mundo em um Paraná que ainda engatinhava em direção à modernidade. Batizado no início do ano seguinte, em 13 de janeiro de 1859, ele recebeu as bênçãos de uma comunidade que testemunharia o seu crescimento, seus amores e suas despedidas.
Antônio não foi apenas um homem; foi o guardião de uma memória familiar vasta. Ao olharmos para trás, vemos que sua vida foi um ponto de convergência entre o passado de seus pais e o futuro de seus netos, alguns dos quais caminhariam sobre a terra já no século XXI.

As Raízes: Mariano e Dorothea

Toda grande árvore precisa de raízes profundas. As de Antônio foram plantadas por Mariano De Almeida Torres (1821-1892) e Dorothea Da Costa Pinto (1815-1878). Eles foram a fundação. Mariano e Dorothea construíram um lar numeroso, cheio de vida e barulho, típico das grandes famílias paranaenses da época.
Antônio cresceu sob a proteção desses dois pilares. No entanto, a vida na segunda metade do século XIX era frágil. Quando Antônio tinha apenas 19 anos, em junho de 1878, o primeiro grande golpe do destino atingiu o coração da família: o falecimento de sua mãe, Dorothea. Para um jovem prestes a entrar na vida adulta, a perda da figura materna é uma marca indelével, uma saudade que se carrega para sempre.
Quatorze anos depois, em 1892, quando Antônio já era um homem feito de 33 anos, partiu também seu pai, Mariano. Com a morte dos progenitores, Antônio e seus irmãos herdaram não apenas bens, mas a responsabilidade de manter unido o nome "De Almeida Torres".

O Caçula e a Grande Irmandade

Antônio foi o caçula de nove irmãos. Ser o último a chegar significa, muitas vezes, ser o último a ficar. Ele viu todos os seus irmãos mais velhos crescerem, casarem e, dolorosamente, partirem antes dele.
A irmandade era o seu porto seguro:
  • Maria Joaquina (1840-1862), a primogênita, partiu muito cedo, quando Antônio tinha apenas 4 anos. Foi sua primeira lição sobre a finitude da vida.
  • Joaquim Ventura, José, Gabriel, Francisco, Anna Antonia, João e Mariano Junior compunham a turma com a qual Antônio compartilhou a infância em Curitiba.
A cronologia da vida de Antônio é marcada pelos casamentos de seus irmãos. Entre 1861 e 1884, a casa dos Torres estava em constante festa. Antônio viu o irmão Joaquim casar-se duas vezes, viu Gabriel, José e Francisco construírem seus próprios lares. Ele era o testemunho vivo da expansão da família.
Mas o tempo, implacável, começou a cobrar seu preço a partir de 1899. Antônio, então com 40 anos, começou a assistir ao declínio de sua geração:
  • Em 1899, perde o irmão Mariano Junior.
  • Em 1900, parte Francisco.
  • O ano de 1910 foi particularmente devastador: em menos de um mês, Antônio perdeu dois irmãos, Joaquim Ventura e João.
  • Em 1911, despede-se de Gabriel.
  • Em 1916, o último dos irmãos mais velhos, José, falece.
Antônio tornou-se, assim, o decano, o "velho sábio" da família, aquele que carregava nas memórias as vozes de todos que já não estavam mais ali para contar suas histórias. Apenas sua irmã Anna Antonia (1852-1940) caminharia ao seu lado por mais tempo, sobrevivendo-o por pouco mais de uma década.

O Coração em Dois Capítulos: Os Casamentos

A vida amorosa de Antônio dividiu-se em dois grandes capítulos, refletindo as diferentes estações de sua existência.

O Primeiro Amor: Anna Martins

Em 1883, aos 25 anos, Antônio uniu-se a Anna Martins (1858-1941). Anna era sua contemporânea, nascida no mesmo ano que ele. Este casamento marcou a entrada de Antônio na vida adulta plena, ao lado de uma mulher que, ironicamente do destino, viveria até 1941, sobrevivendo ao próprio Antônio por 14 anos. Embora os registros foquem na descendência do segundo matrimônio, a união com Anna representa a juventude de Antônio, seus sonhos de início de carreira e a construção de seu status na sociedade curitibana.

O Segundo Capítulo: Francisca e a Descendência

Em 7 de novembro de 1896, já com 37 anos, Antônio inicia um novo ciclo ao casar-se com Francisca De Almeida Torres (1870-1954). Francisca foi a mãe de seus filhos, a mulher que esteve ao seu lado na maturidade e que lhe deu o presente mais valioso: a continuidade do sangue.
Desta união, nasceram quatro filhos, cada um com seu próprio destino traçado:
  1. Oscar De Almeida Torres (1897-1900): O primeiro fruto do amor com Francisca. A vida de Oscar foi breve como o suspiro de uma flor. Nasceu em 1897 e partiu em 1900, com apenas 3 anos de idade. A dor de enterrar um filho é algo que nenhum pai deveria experimentar, e isso marcou profundamente os últimos anos do século XIX para Antônio.
  2. Os Gêmeos do Destino: Albary e Ary (1902): Em 23 de outubro de 1902, a família foi abençoada em dobro. Nasceram Albary e Ary. Dois meninos, nascidos no mesmo dia, trazendo alegria renovada após a perda de Oscar.
    • Albary viveria 45 anos, partindo em 1947.
    • Ary teria uma vida longa, falecendo em 1976, aos 74 anos, carregando o nome do pai por três quartos do século XX.
  3. O Centenário: Faustino Almeida Torres (1905-2005): O caçula de Antônio reservava uma surpresa para a história. Nascido em 1º de agosto de 1905, Faustino não apenas herdou o nome, mas herdou a longevidade. Ele viveria exatamente 100 anos, falecendo apenas em 2005.
    • O Significado: Isso significa que o legado de Antônio De Almeida Torres, através de Faustino, tocou o século XXI. Enquanto Antônio morreu em 1927, vendo o Brasil como uma República jovem, seu sangue permaneceu vivo para ver a chegada dos anos 2000, a internet, a lua. Faustino foi a ponte viva entre o Curitiba de 1858 e o mundo moderno.

A Cronologia de uma Vida

A vida de Antônio pode ser lida como um diário de bordo, onde cada data é uma âncora na memória:
  • 1858-1878: A infância e juventude sob a tutela dos pais, terminando com a dor da perda da mãe.
  • 1883: O primeiro casamento, a afirmação social.
  • 1892: A perda do pai. Antônio assume o papel de patriarca.
  • 1896-1905: O período de maior fertilidade e construção familiar com Francisca. O nascimento de seus filhos sobreviventes.
  • 1900-1916: Os anos de luto fraternal. Antônio vê seus irmãos partirem um a um. Ele permanece como a coluna vertebral da família Torres.
  • 1925: Uma última alegria. O nascimento de seu neto, Darcy Vieira Torres, em 6 de dezembro. Antônio teve a graça de conhecer a geração seguinte antes de partir.

O Ocaso: 7 de Setembro de 1927

Antônio De Almeida Torres faleceu em uma quarta-feira, 7 de setembro de 1927. Havia uma poesia trágica e bela na data: o Dia da Independência do Brasil. Enquanto o país celebrava sua liberdade, Curitiba vestia luto pela partida de um de seus filhos ilustres.
Ele tinha 68 anos. Uma idade que, na época, representava uma vida plena, mas que para Antônio, que viu tantos partirem antes, deve ter parecido uma conquista.
Ele foi sepultado em sua cidade natal, Curitiba, a mesma que o viu nascer, brincar, amar e sofrer. Deixou para trás sua esposa Francisca (que viveria mais 27 anos), seus filhos Albary, Ary e o pequeno Faustino, e uma rede de sobrinhos e netos.

Conclusão: A Eternidade no Sangue

Ao analisarmos a genealogia de Antônio De Almeida Torres, não vemos apenas nomes e datas frias. Vemos a resistência humana. Vemos um homem que perdeu a mãe aos 19 anos e o pai aos 33. Vemos um pai que enterrou um filho pequeno, mas teve a força de continuar e criar outros três. Vemos um irmão que se tornou o guardião da memória de outros oito.
Mas, acima de tudo, vemos um ancestral. Através de seu filho Faustino, que viveu até 2005, a história de Antônio não terminou em 1927. Ela ecoou por mais 78 anos após sua morte. Cada descendente de Albary, Ary e Faustino carrega um pouco do DNA, do olhar e da história de Antônio.
Ele foi o tronco. Nós somos os ramos. E enquanto houver alguém para contar sua história, Antônio De Almeida Torres nunca deixará, verdadeiramente, de viver.

Em memória de Antônio De Almeida Torres (1858-1927), um pilar da família, um filho de Curitiba e um legado que atravessou séculos.
  • Nascido a 12 de novembro de 1858 (sexta-feira) - Curitiba, Parana
  • Baptizado a 13 de janeiro de 1859 (quinta-feira) - Curitiba, Parana
  • Falecido a 7 de setembro de 1927 (quarta-feira) - Curitiba, Parana, com a idade de 68 anos

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Notas

Notas individuais

-- GEDCOM (INDI) --
1 FSID 9VSK-RG1

 Árvore genealógica (até aos avós)

José Carlos Pereira De Almeida TorresMacaé. Visconde de 2º 1799-1850 Petronilla De Sá Brito 1796-1889 Ignacio Pinto 1790- Joanna Da Costa 1792-
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Mariano De Almeida Torres 1821-1892 Dorothea Da Costa Pinto 1815-1878
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Antônio De Almeida Torres 1858-1927


185812 nov.

Nascimento

185913 jan.
2 meses
186213 jan.
3 anos
18658 abr.
6 anos
186817 nov.
10 anos
187710 jun.
18 anos
187821 jun.
19 anos
1883
25 anos
18898 mar.
30 anos

Morte da avó paterna

189225 abr.
33 anos
18967 nov.
37 anos
18973 ago.
38 anos
189918 fev.
40 anos
19007 nov.
41 anos
190214 jul.
43 anos
190223 out.
43 anos
190223 out.
43 anos
19051 ago.
46 anos
191021 mar.
51 anos
19105 abr.
51 anos

Morte de um irmão

 
Ferraria, Parana
19111 jul.
52 anos
191626 dez.
58 anos
19256 dez.
67 anos
19277 set.
68 anos

Antepassados de Antônio De Almeida Torres

  José Vieira Torres  Luísa Marques De Almeida Arnizaud       
  | |      
  


      
  |      
José Carlos PereiraDesembargador ca 1774-ca 1834 Ana Rita Zeferina De Almeida Torres 1775-1839 Ignacio De Sotto Maior     
|- 1795 -| |    



 |    
| |    
José Carlos Pereira De Almeida TorresMacaé. Visconde de 2º 1799-1850 Petronilla De Sá Brito 1796-1889 Ignacio Pinto 1790- Joanna Da Costa 1792-
|- 1853 -| | |



 


| |
Mariano De Almeida Torres 1821-1892 Dorothea Da Costa Pinto 1815-1878
|- 1853 -|



|
Antônio De Almeida Torres 1858-1927



Descendentes de Antônio De Almeida Torres

  






































































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