"Curitiba em Preto e Branco: Religião, Elegância, Histórias e Comércio nas Páginas do Passado"
"Curitiba em Preto e Branco: Religião, Elegância, Histórias e Comércio nas Páginas do Passado"
Página 1: A Terceira de São Francisco – Um Marco Religioso
A primeira página destaca a Terceira de São Francisco, descrita como um "monumento respeitável do Povo Católico". A imagem superior esquerda exibe o interior da igreja, com altares ornamentados, vitrais e fiéis reunidos em celebração, evidenciando a grandiosidade arquitetônica e a devoção religiosa. Ao lado, uma foto intitulada "Detalhe dos altares laterais" revela intrincados trabalhos artísticos em madeira e dourado. O texto, em português, narra a história da instituição, mencionando figuras como Padre João Batista e Padre José Bento, responsáveis por sua consolidação. A referência à "fidelidade católica" e à "tradição centenária" reforça seu papel central na formação da identidade religiosa da cidade.
Página 2: Elegância e Moda no Clube Curitibano
A segunda página é dedicada à "Elegância", promovida pelo Clube Curitibano, descrito como "grande centro social sul-americano". Três ilustrações em preto e branco destacam modelos vestindo trajes da época: uma em "Estréia" (vestido longo com detalhes florais), outra em "Carnaval" (vestido curto estampado) e uma terceira em "Festa" (traje formal com chapéu). O texto elogia a "sociabilidade curitibana" e menciona nomes como Aline (a "loira austríaca") e Antonieta, a "linda morena caipira", apoiadas por Alexandre Melo. A página reflete a influência da moda europeia e a busca por sofisticação na sociedade local, com ênfase na "grande quadra associativa" do clube.
Página 3: Os Tamanquinhos Vermelhos – Uma História Contada
A terceira página traz o título "OS TAMANQUINHOS VERMELHOS", acompanhado de uma ilustração de uma criança com sapatos vermelhos, possivelmente simbolizando inocência ou uma narrativa folclórica. O texto, em prosa, conta uma história com diálogos e descrições detalhadas, mencionando personagens como Dona Maria e Joãozinho. A narrativa explora temas como pobreza, esperança e transformação, com frases como "Era uma vez um menino que vivia num cortiço...". A página inclui uma pequena legenda no canto inferior direito: "continua na pág. 61", indicando que se trata de uma série publicada em capítulos.
Página 4: A Vida Noturna de Curitiba – O Brilho do Neon
A quarta página é um anúncio vibrante intitulado "A VIDA NOTURNA de CURITIBA", com uma ilustração de uma skyline noturna da cidade. O destaque é para a "REAL NEON", que afirma fabricar "luminosos a gás neon desde 1938". O anúncio menciona serviços como "instalações rápidas de qualquer capacidade" e "seção especializada em lâmpadas fluorescentes". A rua Monsenhor Celso, 256 é indicada como endereço, reforçando a conexão com o comércio local. A arte gráfica, com prédios iluminados e letreiros, captura a efervescência urbana da época, destacando Curitiba como um polo moderno.
Página 5: Hotel Euro e Móveis Guelmann – O Comércio em Destaque
A quinta página reúne dois anúncios comerciais. O primeiro, para o "HOTEL EURO", promove "uma estadia sem preocupações" com uma ilustração de um homem lendo jornal, ao lado da frase "Mas não se preocupe!". O texto destaca comodidades como "cama confortável" e "local central". O segundo anúncio é para "MÓVEIS GUELMANN", com a tagline "ESTIMADO E FORNECEDOR O MELHOR CONJUNTO PARA O SEU HOTEL". Inclui uma imagem do Palácio Arcozelo e menciona a distribuição pela "ACUÇAR UNIÃO". Ambos os anúncios reforçam a dinâmica econômica da cidade, com ênfase em serviços hoteleiros e mobiliário de qualidade.
Conclusão
Essas páginas, embora distintas em conteúdo, formam um retrato coeso da Curitiba do século XX. Da devoção religiosa à modernidade do neon, da moda às histórias cotidianas, cada elemento revela como a cidade equilibrava tradição e inovação. A preservação desses documentos é fundamental para entender a evolução cultural e social de uma das mais importantes metrópoles brasileiras, cuja história se constrói não apenas em grandes eventos, mas também nos detalhes cotidianos registrados em suas publicações.
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