Mostrando postagens com marcador Elegância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Elegância. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

"Curitiba em Preto e Branco: Religião, Elegância, Histórias e Comércio nas Páginas do Passado"

 

"Curitiba em Preto e Branco: Religião, Elegância, Histórias e Comércio nas Páginas do Passado"

"Curitiba em Preto e Branco: Religião, Elegância, Histórias e Comércio nas Páginas do Passado"

Página 1: A Terceira de São Francisco – Um Marco Religioso

A primeira página destaca a Terceira de São Francisco, descrita como um "monumento respeitável do Povo Católico". A imagem superior esquerda exibe o interior da igreja, com altares ornamentados, vitrais e fiéis reunidos em celebração, evidenciando a grandiosidade arquitetônica e a devoção religiosa. Ao lado, uma foto intitulada "Detalhe dos altares laterais" revela intrincados trabalhos artísticos em madeira e dourado. O texto, em português, narra a história da instituição, mencionando figuras como Padre João Batista e Padre José Bento, responsáveis por sua consolidação. A referência à "fidelidade católica" e à "tradição centenária" reforça seu papel central na formação da identidade religiosa da cidade.

Página 2: Elegância e Moda no Clube Curitibano

A segunda página é dedicada à "Elegância", promovida pelo Clube Curitibano, descrito como "grande centro social sul-americano". Três ilustrações em preto e branco destacam modelos vestindo trajes da época: uma em "Estréia" (vestido longo com detalhes florais), outra em "Carnaval" (vestido curto estampado) e uma terceira em "Festa" (traje formal com chapéu). O texto elogia a "sociabilidade curitibana" e menciona nomes como Aline (a "loira austríaca") e Antonieta, a "linda morena caipira", apoiadas por Alexandre Melo. A página reflete a influência da moda europeia e a busca por sofisticação na sociedade local, com ênfase na "grande quadra associativa" do clube.

Página 3: Os Tamanquinhos Vermelhos – Uma História Contada

A terceira página traz o título "OS TAMANQUINHOS VERMELHOS", acompanhado de uma ilustração de uma criança com sapatos vermelhos, possivelmente simbolizando inocência ou uma narrativa folclórica. O texto, em prosa, conta uma história com diálogos e descrições detalhadas, mencionando personagens como Dona Maria e Joãozinho. A narrativa explora temas como pobreza, esperança e transformação, com frases como "Era uma vez um menino que vivia num cortiço...". A página inclui uma pequena legenda no canto inferior direito: "continua na pág. 61", indicando que se trata de uma série publicada em capítulos.

Página 4: A Vida Noturna de Curitiba – O Brilho do Neon

A quarta página é um anúncio vibrante intitulado "A VIDA NOTURNA de CURITIBA", com uma ilustração de uma skyline noturna da cidade. O destaque é para a "REAL NEON", que afirma fabricar "luminosos a gás neon desde 1938". O anúncio menciona serviços como "instalações rápidas de qualquer capacidade" e "seção especializada em lâmpadas fluorescentes". A rua Monsenhor Celso, 256 é indicada como endereço, reforçando a conexão com o comércio local. A arte gráfica, com prédios iluminados e letreiros, captura a efervescência urbana da época, destacando Curitiba como um polo moderno.

Página 5: Hotel Euro e Móveis Guelmann – O Comércio em Destaque

A quinta página reúne dois anúncios comerciais. O primeiro, para o "HOTEL EURO", promove "uma estadia sem preocupações" com uma ilustração de um homem lendo jornal, ao lado da frase "Mas não se preocupe!". O texto destaca comodidades como "cama confortável" e "local central". O segundo anúncio é para "MÓVEIS GUELMANN", com a tagline "ESTIMADO E FORNECEDOR O MELHOR CONJUNTO PARA O SEU HOTEL". Inclui uma imagem do Palácio Arcozelo e menciona a distribuição pela "ACUÇAR UNIÃO". Ambos os anúncios reforçam a dinâmica econômica da cidade, com ênfase em serviços hoteleiros e mobiliário de qualidade.

Conclusão

Essas páginas, embora distintas em conteúdo, formam um retrato coeso da Curitiba do século XX. Da devoção religiosa à modernidade do neon, da moda às histórias cotidianas, cada elemento revela como a cidade equilibrava tradição e inovação. A preservação desses documentos é fundamental para entender a evolução cultural e social de uma das mais importantes metrópoles brasileiras, cuja história se constrói não apenas em grandes eventos, mas também nos detalhes cotidianos registrados em suas publicações.











quinta-feira, 13 de novembro de 2025

ELEGÂNCIA, MATRIMÔNIO E COMÉRCIO EM PARANAGUÁ — UM OLHAR SOBRE O JORNALISMO E A SOCIEDADE DE 1959

 ELEGÂNCIA, MATRIMÔNIO E COMÉRCIO EM PARANAGUÁ — UM OLHAR SOBRE O JORNALISMO E A SOCIEDADE DE 1959

ELEGÂNCIA, MATRIMÔNIO E COMÉRCIO EM PARANAGUÁ — UM OLHAR SOBRE O JORNALISMO E A SOCIEDADE DE 1959


Página 1: As Senhoras Mais Elegantes de Paranaguá em 1959

A primeira página do suplemento abre com uma declaração elegante e direta: “Cabil Simão aponta as Senhoras mais elegantes de Paranaguá em 1959”. Abaixo, uma chamada em destaque anuncia: “Vestidos de Noiva — Lançamentos de Estilistas Paranaenses”. A linguagem empregada é cuidadosamente polida, típica dos cadernos sociais da época, e reflete o valor atribuído à aparência, à conduta e ao papel simbólico das mulheres na vida social paranaense.

Embora os nomes das homenageadas não sejam revelados ainda nesta página introdutória, a seleção é apresentada como um reconhecimento de mérito social, e não apenas estético. A elegância, segundo o texto, “não reside apenas no traje, mas na postura, na fala e na caridade”. Essa definição revela que tais mulheres eram vistas como modelos de conduta moral e estética, figuras centrais na manutenção dos valores da elite urbana.

A diagramação segue os padrões gráficos da imprensa brasileira dos anos 1950: tipografia serifada, uso moderado de negritos para títulos, e espaçamento generoso entre parágrafos, facilitando a leitura em papel-jornal. Não há fotografias nesta página, apenas texto e algumas linhas decorativas que emolduram as chamadas.


Página 2: Anúncios de Vestidos de Noiva e Moda Feminina

A segunda página é dedicada quase integralmente à publicidade de alta-costura, com destaque para ateliês de Paranaguá e Curitiba. Um anúncio emoldurado pelo nome “Ateliê Madame Odette” exibe um desenho estilizado de um vestido de noiva com véu longo, mangas bufantes e cauda modesta — típico do pós-guerra, influenciado pelo estilo da princesa Margaret e por tendências europeias pós-Dior.

Outros anúncios promovem chapéus, luvas finas, sapatos de salto baixo em couro legítimo e perfumes importados. Um destaque vai para a “Casa das Rendas”, que oferece “tules franceses e rendas belgas sob encomenda, com entrega em 15 dias”. A publicidade não apenas anuncia produtos, mas reforça um ideal de sofisticação acessível apenas a uma parcela da sociedade — aquela com tempo, recursos e prestígio para investir em cerimônias impecáveis.

Um pequeno bloco de texto no canto inferior direito informa: “Consulte nossa lista completa das Senhoras mais elegantes na edição dominical”. Trata-se de um recurso editorial comum à época, utilizado para impulsionar a venda de edições futuras.


Página 3: Casamentos e Compromissos Sociais

A terceira página traz a divulgação oficial de dois casamentos ocorridos recentemente em Paranaguá. O primeiro é entre D. Maria Thereza de Almeida Costa e Dr. Luiz Fernando Barros, engenheiro civil recém-formado pela Universidade Federal do Paraná. A cerimônia, realizada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, contou com a presença de autoridades municipais, incluindo o prefeito da cidade.

O segundo casamento anunciado é o de D. Clarice Gomes de Menezes com Capitão Raul de Souza Lima, da Marinha Mercante. O texto ressalta que “a noiva usou traje confeccionado por Madame Simone, de Curitiba, com véu de tule e grinalda de pérolas naturais cedidas pela avó materna”. Detalhes como esses eram essenciais nos cadernos sociais, pois serviam tanto como registro histórico quanto como demonstração de status familiar.

Ambos os anúncios seguem um modelo rígido: nomes completos dos noivos, titulação profissional do noivo (quase sempre mencionada), nome dos pais, local da cerimônia e descrição do vestuário da noiva. Não há menção à festa ou à vida íntima dos casais — o foco está na legitimidade social do matrimônio.


Página 4: Publicidade Comercial e Inserções Locais

A quarta e última página volta-se ao comércio local. Anúncios de lojas de tecidos, joalherias, farmácias e hotéis dominam o espaço. Um anúncio da “Joalheria Ouro Fino” oferece “alianças em ouro 18 quilates com gravação gratuita”, apelando diretamente aos noivos recém-casados. Já a “Farmácia Central” destaca “produtos de higiene e beleza franceses — os mesmos usados pelas senhoras da alta sociedade”.

Há ainda uma pequena coluna institucional assinada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Paranaguá, intitulada “Comércio que Cresce com a Cidade”, que celebra o desenvolvimento urbano e a chegada de novos empreendimentos, como o “Cine Marabá” e a “Sorveteria Tropical”.

O tom geral desta página é otimista, alinhado ao espírito desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek. A ideia de progresso é entrelaçada à tradição: lojas modernas vendem produtos tradicionais (rendas, alianças, perfumes), e o casamento continua sendo o cerne da vida social, mesmo em tempos de modernização.


Esse suplemento, embora aparentemente voltado ao entretenimento leve, oferece um retrato preciso da estrutura social, dos valores e das aspirações da classe média e alta de Paranaguá no final da década de 1950. Nele, elegância, matrimônio e comércio não são temas isolados, mas partes interligadas de um mesmo projeto de cidade — conservador na forma, mas ávido por modernidade simbólica.
















sábado, 11 de outubro de 2025

Elegância, Ballet e Trenzinhos de Natal: O Paraná Encantador de 1960

 

Elegância, Ballet e Trenzinhos de Natal: O Paraná Encantador de 1960





Elegância, Ballet e Trenzinhos de Natal: O Paraná Encantador de 1960

Se você pensa que os anos 1960 no Paraná eram só estradas e políticos de chapéu, prepare-se para se surpreender! Folheando as páginas do jornal O Estado do Paraná daquele tempo, descobrimos um mundo cheio de graça, disciplina artística, boas maneiras… e até trenzinhos elétricos de Natal à prestação!

Sim, em 1960, o Paraná não apenas construía rodovias — ele cultivava a alma. Vamos juntos reviver, página por página, esse universo encantador?


📄 PÁGINA 58 — “CIDADE SORRISO”: UM POEMA À CURITIBA DE 1960

A página abre com um verdadeiro elogio lírico à capital paranaense. Sob o título “Curitiba, a luminosa, espiritual e febrilmente ‘Cidade Sorriso’”, o texto assinado por V.P. descreve a cidade como um refúgio de beleza serena e inspiração constante.

A foto em destaque mostra uma vista panorâmica de Curitiba — telhados coloniais, torres de igrejas e colinas suaves envoltas em névoa matinal. A legenda informa que a imagem foi gentilmente cedida pela empresa “Im. M.E. Dix Sucesso Serviços” aos dirigentes da Rádio Clube do Paraná, revelando como empresas e meios de comunicação já colaboravam na divulgação da identidade local.

O autor escreve com emoção:

“Curitiba, a luminosa, espiritual e febrilmente ‘Cidade Sorriso’, é um convite permanente à delícia de renovadas emoções.”

E não esquece de mencionar os “caprichos meteorológicos” — ou seja, o clima imprevisível que, mesmo em 1960, já era parte do charme da cidade!


📄 PÁGINA 49 — NO MUNDO DOS ENLEVANTES RITMOS: O BALLET QUE ENCANTOU CURITIBA

Prepare-se para entrar no universo da dança! Esta página celebra o curso de ballet do professor Thadeu Morozowicz, figura central da cultura paranaense na época.

As fotos são de tirar o fôlego:

  • Na parte superior, duas bailarinas — Liane Ensenfelder Cunha Melo e Ligia Wandler Siqueira — aparecem em pleno movimento, com trajes clássicos e posturas impecáveis.
  • No centro, um grupo de dezenas de alunas forma fileiras simétricas, todas de preto e branco, como num quadro vivo.
  • Na parte inferior, o professor Thadeu conversa com um aluno, transmitindo não só técnica, mas paixão pela arte.

O texto destaca que o curso, iniciado em 1928, floresceu nos anos 1960 como um verdadeiro polo de formação artística. Além do ballet, oferecia aulas de ginástica rítmica e expressão corporal — tudo com rigor e poesia.

“O ballet é a expressão máxima da beleza e da disciplina.”

Era mais que dança: era educação do corpo e do espírito.


📄 PÁGINA 56 — JUBILEU DE PRATA: 25 ANOS DE BALLET E TRADIÇÃO

Aqui, a emoção atinge seu ápice: o curso de ballet do professor Thadeu Morozowicz comemora 25 anos! A página traz fotos do espetáculo de gala, com alunas em cena, luzes dramáticas e plateia emocionada.

Uma imagem mostra uma bailarina em pose teatral, braços abertos como se abraçasse o palco inteiro. Outra retrata o professor cercado por suas alunas, sorrindo com orgulho — afinal, centenas de jovens já tinham passado por suas mãos, muitas delas seguindo carreira profissional.

O jornal registra com carinho:

“Em vinte e cinco anos, o curso formou gerações de artistas, tornando-se referência cultural não só em Curitiba, mas em todo o Sul do Brasil.”

Era comum ouvir dizer que conseguir uma vaga nas aulas do professor Thadeu era tão disputado quanto entrar numa universidade!


📄 PÁGINA 57 — BOAS MANEIRAS TAMBÉM SÃO CULTURA: UM RECADO DA TELEFÔNICA

Nem tudo era arte — também havia lições de civilidade! Nesta página, um anúncio da Companhia Telefônica Nacional lembra, com delicadeza, um detalhe essencial da vida moderna da época:

“Não deixe o seu fone fora do lugar.”

A ilustração mostra um telefone antigo, com o fone corretamente pendurado, e um raio de luz simbolizando a conexão funcionando perfeitamente. O texto explica que, ao deixar o fone fora do gancho, o usuário interrompia o serviço para toda a rede — um verdadeiro ato de “desconsideração coletiva”.

“A cooperação do público é indispensável para o fornecimento de um serviço telefônico normal.”

Em uma época em que o telefone era um luxo compartilhado por bairros inteiros, essa mensagem era quase um apelo à cidadania. E, de quebra, mostra como a elegância também estava nos pequenos gestos do dia a dia.


📄 PÁGINA 61 — NATAL DOS SONHOS: TRENZINHOS ELÉTRICOS À PRESTAÇÃO!

E que tal encerrar com magia? A última página traz um anúncio que faria qualquer criança (e adulto!) dos anos 1960 pular de alegria:

“Oferta especial para este Natal — Trens Elétricos à Prestações!”

A Prosdócmo S.A. oferecia trens elétricos da renomada marca alemã Marklin, com locomotivas fumegantes, vagões coloridos e trilhos que formavam círculos perfeitos sob a árvore de Natal. Os preços variavam de Cr$ 165,00 a Cr$ 390,00, podendo ser pagos em 10 parcelas — uma verdadeira revolução de acessibilidade!

O texto convida com entusiasmo:

“Em uma oportunidade excepcional de adquirir para o seu filho um presente de grande valor recreativo e de duradouro apelo…”

E termina com um toque de urgência:

“Reservem já o seu pedido. A quantidade de trens em estoque é limitada.”

Imagina a emoção de montar aquele trenzinho na véspera de Natal, ouvir o zumbido suave do motor e ver os vagões girando sem parar… Era pura poesia mecânica!


💬 CONCLUSÃO: UM PARANÁ QUE DANÇAVA, SONHAVA E CUIDAVA DOS DETALHES

O Paraná de 1960 não era só concreto e asfalto — era também ballet, poesia, educação cívica e magia de Natal. Era um lugar onde se valorizava a beleza, a disciplina, a gentileza e a alegria simples de um brinquedo bem dado.

Essas páginas nos lembram que progresso não é só infraestrutura — é também cultura, afeto e cuidado com o que torna a vida digna de ser vivida.

Então, que tal celebrar esse legado? Compartilhe esta viagem no tempo com quem ama história, Curitiba ou simplesmente um bom trenzinho de Natal!


🔖 GATAGS PARA ENGAJAMENTO:

#Paraná1960 #CuritibaHistórica #BalletNoParaná #ThadeuMorozowicz #NatalDosAnos60 #TremElétrico #Marklin #BoasManeiras #TelefoniaAntiga #CulturaParanaense #MemóriaParanaense #JornalAntigo #ArquivoHistórico #HistóriaComAfeto #CuritibaCidadeSorriso #AnosDourados #NostalgiaBrasileira #BlogDeHistória #ParanáQueEncanta


Créditos: páginas do jornal “O Estado do Paraná”, 1960. Texto inspirado nas imagens enviadas pelo leitor.

👉 Compartilhe e marque alguém que ama histórias do Paraná!