sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O SULCO DO SABER: A História Emocionante da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia

 Denominação inicial: Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia

Denominação atual: Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil

Endereço: Rua José Zílio, 97 - São Sebastião

Cidade: 

Classificação (Uso): 

Período: 

Projeto Arquitetônico

Autor:

Data: 18 de dezembro de 1948

Estrutura: 

Tipologia: U

Linguagem: 


Data de inauguracao: 

Situação atual: Edificação existente com alterações

Uso atual: Edifício escolar

Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil - s/d

Acervo: Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil

O SULCO DO SABER: A História Emocionante da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia

Das Pedras do Passado às Sementes do Futuro: Uma Jornada de 75 Anos


PRÓLOGO: QUANDO O PARANÁ ACORDOU PARA O CAMPO

Era uma manhã de dezembro de 1948 quando o Brasil respirava aires de transformação. O mundo ainda se recuperava dos escombros da Segunda Guerra Mundial, e o Paraná, esse gigante adormecido do sul brasileiro, preparava-se para escrever um dos capítulos mais nobres de sua história educacional
www.scielo.br
. No coração do sudoeste paranaense, em Clevelândia, uma cidade que carregava em seu nome a memória de lutas e conquistas
pt.wikipedia.org
, o destino estava prestes a plantar não apenas uma escola, mas um sonho.
Este é o relato de como um edifício em formato de "U", com telhados generosos e paredes que sussurram histórias de décadas, transformou-se em um farol de esperança para milhares de jovens do campo. Esta é a saga da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia, hoje Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil.

CAPÍTULO I: O CONTEXTO DE UMA ERA DOURADA (1945-1951)

O Paraná que Renascia

O período entre 1945 e 1951 não foi apenas uma marcação cronológica nos registros históricos. Foi uma era de otimismo cauteloso, onde o Brasil, e especialmente o Paraná, via no campo a promessa de um futuro próspero
www.facebook.com
. As fronteiras agrícolas se expandiam como ondas sobre um oceano de terra fértil, e com essa expansão vinha uma necessidade urgente: formar não apenas trabalhadores, mas cidadãos capazes de transformar a enxada em instrumento de progresso
www.scielo.br
.
Nesse cenário, surge a figura visionária de Moysés Lupion, governador do Paraná que compreendeu como poucos que a verdadeira revolução não se faz com discursos, mas com educação
ResearchGate
. Durante suas duas gestões (1946-1950 e 1951-1954), Lupion embarcou em uma cruzada educacional sem precedentes, plantando escolas rurais como quem planta sementes de justiça social
Semantic Scholar
.

A Grande Expansão das Escolas Rurais

Imagine um estado que contava com apenas 500 escolas rurais e, de repente, vislumbra a possibilidade de criar mais 1.200 em um único ano
www.scielo.br
. Não era apenas números em um papel; eram salas de aula surgindo onde antes só havia silêncio, eram professores viajando quilômetros a cavalo, eram crianças e jovens tendo acesso ao que antes era privilégio de poucos.
O Paraná se transformava em um canteiro de obras educacionais. Guarapuava, Tibagi, Piraí do Sul, e Clevelândia – cada cidade recebia sua Escola de Trabalhadores Rurais, cada uma com sua arquitetura distinta, mas todas com o mesmo propósito sagrado: dignificar o homem do campo
领英企业服务
.

CAPÍTULO II: CLEVELÂNDIA – TERRA DE LUTAS E ESPERANÇAS

Uma Cidade Forjada na Resistência

Para entender a magnitude da criação da Escola de Trabalhadores Rurais em Clevelândia, precisamos voltar no tempo e sentir o chão dessa terra
www.paranahistorica.com.br
. Clevelândia não é uma cidade qualquer no mapa do Paraná. Ela carrega em suas ruas e memórias o peso de uma história intensa
www.clevelandia.com.br
.
Fundada oficialmente em 1892, sendo uma das cidades mais antigas do estado
www.paranahistorica.com.br
, Clevelândia foi palco de colonizações e reconquistas
www.portalmeigaterra.com
. A região, primitivamente habitada por indígenas, posteriormente recebeu colônias militares criadas para defesa do território brasileiro
www.clevelandia.com.br
. No início do século XX, a cidade ganhou notoriedade nacional ao abrigar a Colônia Penal de Clevelândia, um capítulo doloroso mas importante da história brasileira
pt.wikipedia.org
.
Mas foi no pós-guerra que Clevelândia encontrou seu verdadeiro destino: tornar-se um celeiro de esperança e educação.

O Sudoeste Paranaense em Transformação

Os anos 1940 e 1950 viram o sudoeste do Paraná passar por uma transformação radical
www.reveduc.ufscar.br
. As companhias colonizadoras chegavam trazendo não apenas famílias, mas sonhos
revistas.ufpr.br
. A agricultura deixava de ser apenas subsistência para se tornar o motor econômico da região. E foi nesse contexto que a educação rural deixou de ser um luxo para se tornar uma necessidade urgente
www.scielo.br
.
Clevelândia, com sua localização estratégica e sua história de resiliência, estava pronta para receber não apenas uma escola, mas um símbolo de progresso.

CAPÍTULO III: 18 DE DEZEMBRO DE 1948 – O DIA EM QUE O SONHO GANHOU FORMA

A Assinatura que Mudou Destinos

Em uma sexta-feira, 18 de dezembro de 1948, algo extraordinário aconteceu nos registros oficiais do Paraná
www.memoriaurbana.com.br
. Naquela data, foi aprovado o projeto arquitetônico da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia. Embora o nome do autor do projeto se tenha perdido nas brumas do tempo, sua visão permanece viva nas paredes que resistem até hoje.
O projeto previa uma edificação em tipologia "U" – uma escolha arquitetônica que não era apenas funcional, mas profundamente simbólica
www.memoriaurbana.com.br
. O formato de "U" representa o abraço, o acolhimento, como se o edifício estendesse seus braços para receber os filhos do campo. Era mais do que concreto e tijolos; era uma declaração de amor à educação rural.

A Linguagem Neocolonial: Um Diálogo com a História

A escolha do estilo neocolonial para a escola não foi acidental
www.memoriaurbana.com.br
. Foi uma decisão carregada de significado político, cultural e emocional. O neocolonial, que surgiu no Brasil na década de 1910 como busca de uma identidade nacional republicana
cadernopaic.fae.edu
, encontrava no interior do Paraná um terreno fértil para florescer.
O estilo neocolonial, com seus telhados de águas generosas, arcadas e simplicidade sólida, conversava diretamente com a história da colonização brasileira
www.facebook.com
. Era como se a escola dissesse: "Nossas raízes estão aqui, nosso futuro também". As paredes grossas, os telhados inclinados de telhas cerâmicas, as varandas amplas – tudo isso não era apenas estética, era memória materializada
www.iau.usp.br
.
Em um período onde a modernidade começava a se impor com o concreto armado e as linhas retas do modernismo, escolher o neocolonial foi um ato de resistência cultural
revistaarqurb.com.br
. Foi dizer que o progresso não precisava apagar o passado, mas sim dialogar com ele
enanparq2016.wordpress.com
.

CAPÍTULO IV: A CONSTRUÇÃO DE UM SONHO (1949-1951)

Mãos que Ergueram o Futuro

Embora os registros não nos digam a data exata da inauguração, sabemos que a escola foi construída dentro do período 1945-1951
www.memoriaurbana.com.br
. Imagine as cenas: pedreiros locais, talvez filhos de imigrantes italianos, alemães, poloneses – a mistura étnica que forma o Paraná – trabalhando com orgulho para erguer aquelas paredes.
Cada tijolo assentado era uma promessa de futuro. Cada telha colocada era um teto que protegeria sonhos. A estrutura em "U" ia tomando forma, e com ela nascia não apenas um edifício, mas um templo do saber.

A Vida nos Primeiros Anos

Embora os detalhes específicos dos primeiros anos da escola em Clevelândia sejam escassos, podemos imaginar, baseados em escolas similares da época, como era a vida ali
领英企业服务
. Os alunos, filhos de agricultores, chegavam a cavalo ou a pé, trazendo na marmita o alimento simples do campo e nos olhos a fome de conhecimento.
As Escolas de Trabalhadores Rurais não eram escolas convencionais. Elas ensinavam não apenas matemática e português, mas técnicas agrícolas modernas, cooperativismo, gestão rural
www.scielo.br
. Era uma educação integral que buscava formar o homem completo – aquele que sabia ler não apenas livros, mas também a terra
Semantic Scholar
.
Em outras escolas do programa, como Guarapuava, matriculavam-se 100 alunos inicialmente
领英企业服务
. Em Clevelândia, números similares devem ter marcado o início, cada aluno representando uma família que acreditava na educação como caminho de ascensão social.

CAPÍTULO V: ARQUITETURA QUE EDUCA, ESPAÇO QUE TRANSFORMA

O Edifício como Ferramenta Pedagógica

A arquitetura da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia não era apenas um recipiente para aulas; ela era, em si, uma ferramenta pedagógica
dialnet.unirioja.es
. O estilo neocolonial, com suas características marcantes, ensinava aos alunos sobre suas raízes culturais enquanto os preparava para o futuro.
Os telhados de águas generosas protegiam não apenas da chuva, mas simbolizavam o abrigo que a educação oferece contra a ignorância. As varandas amplas eram espaços de convivência, onde alunos e professores trocavam experiências além da sala de aula. O formato em "U" criava um pátio interno – um coração aberto onde a comunidade escolar se encontrava
www.memoriaurbana.com.br
.

A Estrutura que Resistiu ao Tempo

Hoje, sabemos que a edificação ainda existe, embora com alterações
www.memoriaurbana.com.br
. Isso é um testemunho da qualidade da construção original e da importância que a comunidade atribui a esse patrimônio. Cada modificação feita ao longo das décadas conta uma história – adaptações necessárias para atender novas demandas pedagógicas, novas tecnologias, novos tempos.
Mas a essência permanece. As paredes originais de 1948 ainda estão lá, silenciosas guardiãs de memórias, testemunhas de milhares de formaturas, de risos, de lágrimas, de sonhos realizados.

CAPÍTULO VI: DA ESCOLA DE TRABALHADORES RURAIS AO CEEP ASSIS BRASIL

A Evolução de um Nome, a Permanência de uma Missão

Ao longo das décadas, a instituição passou por transformações. De "Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia" para "Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil"
www.memoriaurbana.com.br
. A mudança de nome reflete não apenas mudanças burocráticas, mas a evolução do conceito de educação rural no Brasil.
O nome "Assis Brasil" é uma homenagem merecida. Joaquim Assis Brasil foi um dos grandes pensadores da agricultura brasileira, um visionário que acreditava na democracia rural e na educação do homem do campo. Dar seu nome à escola foi reconhecer que aquela instituição continuava fiel aos ideais de valorização do campo e de seus trabalhadores.

O Colégio Estadual João XXIII e Outras Denominações

Os registros mostram que, em 2011, a escola também foi conhecida como Colégio Estadual João XXIII
www.memoriaurbana.com.br
. Essa multiplicidade de nomes ao longo dos anos revela as diferentes políticas educacionais, as diferentes visões sobre o que deve ser a educação rural. Mas, independentemente do nome, a essência permaneceu: formar jovens para o campo, com dignidade e excelência.

CAPÍTULO VII: O CEEP ASSIS BRASIL HOJE – TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Modernização sem Perder a Alma

Nos dias atuais, o Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil vive um momento de renovação
www.instagram.com
. A instituição integra o programa de modernização dos centros estaduais de educação profissional agrícolas do Paraná, com foco no fortalecimento da formação técnica
www.facebook.com
.
Em 2023, o CEEP Assis Brasil foi contemplado com 484 equipamentos e kits tecnológicos, parte de um investimento massivo do estado em seus colégios agrícolas
nrelondrina.educacao.pr.gov.br
. Drones, laboratórios de informática, equipamentos de precisão para agricultura – o contraste com 1948 é impressionante, mas o propósito é o mesmo: oferecer o melhor para os filhos do campo.

Reconhecimento e Conquistas Recentes

Em 2026, o CEEP Assis Brasil foi contemplado com um caminhão basculante durante o Show de Tecnologia, demonstrando o reconhecimento estadual pela importância da instituição
www.instagram.com
. A cooperativa escolar dos alunos continua ativa, proporcionando uma vivência prática do cooperativismo que forma não apenas técnicos, mas cidadãos empreendedores
opresenterural.com.br
.
O telefone (46) 3252-1984 toca diariamente na Rua José Zílio, 97, bairro São Sebastião
g123.com.br
. Cada ligação representa uma família buscando informações sobre matrículas, um ex-aluno querendo reencontrar suas raízes, um pesquisador interessado na história da instituição
qedu.org.br
.

A Edificação Histórica: Patrimônio Vivo

A edificação original de 1948, classificada como "existente com alterações"
www.memoriaurbana.com.br
, continua sendo o coração da escola. Ela é um monumento vivo, um patrimônio que merece ser preservado e valorizado. Cada geração de alunos deixa sua marca, mas respeita as marcas das gerações anteriores.

CAPÍTULO VIII: O LEGADO IMORTAL – POR QUE ESTA HISTÓRIA IMPORTA

Números que Escondem Histórias de Vida

Entre 1948 e hoje, milhares de alunos passaram pelos bancos do CEEP Assis Brasil. Cada um deles carrega um pedaço da escola em seu coração. Alguns se tornaram agricultores de sucesso, outros técnicos agrícolas, professores, líderes comunitários. Todos, sem exceção, foram transformados pela experiência de estudar em uma instituição que valoriza o campo e quem nele vive.

O Contexto Nacional: Uma Luta Contínua

Enquanto celebramos a história do CEEP Assis Brasil, precisamos reconhecer o contexto desafiador da educação rural no Brasil. Entre 2000 e 2024, o país perdeu 110.758 escolas rurais
www.brasildefato.com.br
. Esse fechamento em massa de escolas do campo representa não apenas uma perda educacional, mas um ataque ao modo de vida rural, uma forma de "matar a vontade do jovem de ficar no campo"
www.brasildefato.com.br
.
Nesse cenário, instituições como o CEEP Assis Brasil são faróis de resistência. Elas mostram que é possível, sim, oferecer educação de qualidade no campo, que é possível manter os jovens no meio rural com dignidade e perspectivas de futuro
jornalggn.com.br
.

A Educação Rural no Paraná: Um Orgulho Estadual

O Paraná tem sido exemplar na manutenção e modernização de seus colégios agrícolas
nrelondrina.educacao.pr.gov.br
. Enquanto outros estados fechavam escolas rurais, o Paraná investia em tecnologia, em formação técnica, em infraestrutura. O CEEP Assis Brasil é parte desse orgulhoso legado
www.scielo.br
.
As escolas rurais do Paraná, desde os tempos de Moysés Lupion, sempre tiveram uma característica especial: não eram escolas "de segunda categoria" para quem não podia estudar na cidade. Eram (e são) escolas de excelência, com proposta pedagógica própria, que reconhecem no campo um espaço de vida, trabalho e realização
Semantic Scholar
.

CAPÍTULO IX: MEMÓRIAS QUE MERECEM SER CONTADAS

O Que os Muros Poderiam Falar

Se as paredes da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia pudessem falar, que histórias contariam?
Contariam sobre os primeiros alunos, chegando com suas roupas simples e seus sonhos grandiosos. Contariam sobre os professores dedicados, que muitas vezes moravam na própria escola, tão grande era seu compromisso. Contariam sobre as festas juninas, os trabalhos científicos, as feiras agrícolas que mostravam à comunidade o fruto do aprendizado.
Contariam sobre momentos difíceis também – anos de seca, crises econômicas, incertezas políticas. Mas contariam, acima de tudo, sobre resiliência. Sobre como, década após década, a escola se reinventou sem perder sua essência.

O Acervo Vivo

O acervo do Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil
www.memoriaurbana.com.br
é um tesouro que merece ser explorado, preservado e compartilhado. Fotografias antigas, documentos, registros de matrículas, trabalhos de alunos – tudo isso compõe a memória institucional que deve ser valorizada.
Pesquisadores, ex-alunos, a comunidade em geral – todos têm o direito e o dever de conhecer essa história. Porque conhecer a história da escola é conhecer a própria história de Clevelândia, do sudoeste paranaense, do Paraná rural.

EPÍLOGO: O FUTURO QUE NASCE DO PASSADO

Um Convite à Reflexão e à Ação

A história da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia, hoje CEEP Assis Brasil, não é apenas um registro do passado. É um manifesto para o futuro. É a prova de que quando um estado, uma comunidade, uma sociedade decide investir na educação do campo, os resultados transcendem gerações.
Hoje, em 2026, enquanto o Brasil enfrenta o desafio do êxodo rural, da perda de escolas do campo, da desvalorização da agricultura familiar
mst.org.br
, instituições como o CEEP Assis Brasil mostram que existe outro caminho. Um caminho onde o jovem pode permanecer no campo não por falta de opção, mas por escolha consciente, orgulhosa, fundamentada em educação de qualidade.

O Legado de 1948 Vive

Aquele projeto arquitetônico aprovado em 18 de dezembro de 1948
www.memoriaurbana.com.br
foi muito mais do que um documento burocrático. Foi a semente de uma árvore que, 78 anos depois, continua dando frutos. Os alunos de hoje são os herdeiros diretos da visão daqueles que, no pós-guerra, acreditaram que o Paraná poderia ser grande através da educação de seu povo do campo.
O estilo neocolonial do edifício original nos lembra que olhar para o passado não é nostalgia vazia, é sabedoria. É entender que nossas raízes são nossa força, que nossa identidade é nosso diferencial
repositorio.ufba.br
.

Uma Mensagem para as Futuras Gerações

Para os alunos que hoje estudam no CEEP Assis Brasil: vocês são privilegiados. Caminham pelos mesmos corredores que milhares percorreram antes de vocês. Estudam em um edifício que é patrimônio histórico, em uma instituição que é orgulho do Paraná. Levem essa história com vocês. Honrem aqueles que construíram essa escola com suas próprias mãos. E, principalmente, continuem escrevendo essa história, adicionando novos capítulos de excelência, inovação e compromisso com o campo.
Para a comunidade de Clevelândia: protejam sua escola. Lute por ela. Valorizem seus professores, seus alunos, sua história. O CEEP Assis Brasil não é apenas uma escola – é parte da alma de Clevelândia.
Para o poder público: continuem investindo. A educação rural não é favor, é direito. Não é gasto, é investimento. Cada real aplicado em escolas como o CEEP Assis Brasil retorna multiplicado em desenvolvimento, em cidadania, em justiça social.

AGRADECIMENTOS SIMBÓLICOS

Este artigo é uma homenagem:
  • Aos construtores anônimos de 1948, cujos nomes o tempo esqueceu, mas cujo trabalho permanece.
  • Aos primeiros professores, que aceitaram o desafio de educar no interior, longe dos centros urbanos.
  • Aos milhares de alunos que, desde 1948, passaram pela escola e transformaram o campo paranaense.
  • A Moysés Lupion, visionário que acreditou na educação rural como política de estado.
  • A Assis Brasil, cujo nome inspira excelência e compromisso com o campo.
  • A Clevelândia, cidade que abraçou sua escola como parte de sua identidade.
  • Aos pais e mães que confiaram seus filhos a esta instituição.
  • Aos funcionários, muitos anônimos, que mantêm a escola funcionando dia após dia.

FONTES E REFERÊNCIAS PARA PESQUISADORES

Para aqueles que desejam se aprofundar na história desta instituição, algumas fontes são essenciais:
  1. Acervo do CEEP Assis Brasil – O próprio acervo da escola é a fonte primária mais rica
    www.memoriaurbana.com.br
    .
  2. Memória Urbana – O projeto que cataloga a arquitetura escolar do Paraná tem registros detalhados da escola
    www.memoriaurbana.com.br
    .
  3. Arquivos Públicos do Paraná – Documentos oficiais do período 1945-1951.
  4. Biblioteca Pública do Paraná – Acervo sobre educação rural e governo Moysés Lupion
    www.scielo.br
    .
  5. Jornais locais de Clevelândia – Provavelmente há reportagens sobre a inauguração e história da escola.
  6. Depoimentos orais – Ex-alunos, ex-professores, moradores antigos de Clevelândia são guardiões de memórias insubstituíveis.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: O CÍRCULO SE COMPLETA

Em 1948, quando o projeto da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia foi aprovado, o mundo vivia o início da Guerra Fria, o Brasil era um país essencialmente rural, e o Paraná começava a despertar para seu potencial agrícola
educapes.capes.gov.br
.
Hoje, em 2026, o mundo é digital, globalizado, mas o campo continua essencial para a humanidade. E o CEEP Assis Brasil continua lá, na Rua José Zílio, 97, formando jovens que serão os protagonistas do futuro da agricultura brasileira
qedu.org.br
.
O edifício neocolonial, com sua tipologia em "U", permanece como testemunha silenciosa de quase oito décadas de história
www.memoriaurbana.com.br
. As paredes podem ter sido alteradas, a tecnologia pode ter chegado, os nomes podem ter mudado, mas a essência permanece: educar para o campo, educar com amor, educar para transformar.
Que esta história inspire. Que este legado continue. Que o CEEP Assis Brasil viva por muitas outras gerações, continuando a provar que o campo é lugar de conhecimento, de inovação, de futuro.
Porque educar o homem do campo não é apenas ensinar a plantar. É ensinar a sonhar. E sonhos, quando bem cultivados, sempre dão frutos.

Artigo escrito em homenagem aos 78 anos de história do Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil, antigo Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia.
Clevelândia, Paraná – Onde o passado e o futuro do campo se encontram.
🌾📚✨


Nenhum comentário:

Postar um comentário