Denominação inicial: Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia
Denominação atual: Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil
Endereço: Rua José Zílio, 97 - São Sebastião
Cidade: Clevelândia
Classificação (Uso): Escolas Profissionais Rurais
Período: 1945-1951
Projeto Arquitetônico
Autor:
Data: 18 de dezembro de 1948
Estrutura:
Tipologia: U
Linguagem: Neocolonial
Data de inauguracao:
Situação atual: Edificação existente com alterações
Uso atual: Edifício escolar
Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil - s/d
Acervo: Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil
O SULCO DO SABER: A História Emocionante da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia
Das Pedras do Passado às Sementes do Futuro: Uma Jornada de 75 Anos
PRÓLOGO: QUANDO O PARANÁ ACORDOU PARA O CAMPO
Era uma manhã de dezembro de 1948 quando o Brasil respirava aires de transformação. O mundo ainda se recuperava dos escombros da Segunda Guerra Mundial, e o Paraná, esse gigante adormecido do sul brasileiro, preparava-se para escrever um dos capítulos mais nobres de sua história educacional
. No coração do sudoeste paranaense, em Clevelândia, uma cidade que carregava em seu nome a memória de lutas e conquistas
, o destino estava prestes a plantar não apenas uma escola, mas um sonho.
Este é o relato de como um edifício em formato de "U", com telhados generosos e paredes que sussurram histórias de décadas, transformou-se em um farol de esperança para milhares de jovens do campo. Esta é a saga da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia, hoje Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil.
CAPÍTULO I: O CONTEXTO DE UMA ERA DOURADA (1945-1951)
O Paraná que Renascia
O período entre 1945 e 1951 não foi apenas uma marcação cronológica nos registros históricos. Foi uma era de otimismo cauteloso, onde o Brasil, e especialmente o Paraná, via no campo a promessa de um futuro próspero
. As fronteiras agrícolas se expandiam como ondas sobre um oceano de terra fértil, e com essa expansão vinha uma necessidade urgente: formar não apenas trabalhadores, mas cidadãos capazes de transformar a enxada em instrumento de progresso
.
Nesse cenário, surge a figura visionária de Moysés Lupion, governador do Paraná que compreendeu como poucos que a verdadeira revolução não se faz com discursos, mas com educação
. Durante suas duas gestões (1946-1950 e 1951-1954), Lupion embarcou em uma cruzada educacional sem precedentes, plantando escolas rurais como quem planta sementes de justiça social
.
A Grande Expansão das Escolas Rurais
Imagine um estado que contava com apenas 500 escolas rurais e, de repente, vislumbra a possibilidade de criar mais 1.200 em um único ano
. Não era apenas números em um papel; eram salas de aula surgindo onde antes só havia silêncio, eram professores viajando quilômetros a cavalo, eram crianças e jovens tendo acesso ao que antes era privilégio de poucos.
O Paraná se transformava em um canteiro de obras educacionais. Guarapuava, Tibagi, Piraí do Sul, e Clevelândia – cada cidade recebia sua Escola de Trabalhadores Rurais, cada uma com sua arquitetura distinta, mas todas com o mesmo propósito sagrado: dignificar o homem do campo
.
CAPÍTULO II: CLEVELÂNDIA – TERRA DE LUTAS E ESPERANÇAS
Uma Cidade Forjada na Resistência
Para entender a magnitude da criação da Escola de Trabalhadores Rurais em Clevelândia, precisamos voltar no tempo e sentir o chão dessa terra
. Clevelândia não é uma cidade qualquer no mapa do Paraná. Ela carrega em suas ruas e memórias o peso de uma história intensa
.
Fundada oficialmente em 1892, sendo uma das cidades mais antigas do estado
, Clevelândia foi palco de colonizações e reconquistas
. A região, primitivamente habitada por indígenas, posteriormente recebeu colônias militares criadas para defesa do território brasileiro
. No início do século XX, a cidade ganhou notoriedade nacional ao abrigar a Colônia Penal de Clevelândia, um capítulo doloroso mas importante da história brasileira
.
Mas foi no pós-guerra que Clevelândia encontrou seu verdadeiro destino: tornar-se um celeiro de esperança e educação.
O Sudoeste Paranaense em Transformação
Os anos 1940 e 1950 viram o sudoeste do Paraná passar por uma transformação radical
. As companhias colonizadoras chegavam trazendo não apenas famílias, mas sonhos
. A agricultura deixava de ser apenas subsistência para se tornar o motor econômico da região. E foi nesse contexto que a educação rural deixou de ser um luxo para se tornar uma necessidade urgente
.
Clevelândia, com sua localização estratégica e sua história de resiliência, estava pronta para receber não apenas uma escola, mas um símbolo de progresso.
CAPÍTULO III: 18 DE DEZEMBRO DE 1948 – O DIA EM QUE O SONHO GANHOU FORMA
A Assinatura que Mudou Destinos
Em uma sexta-feira, 18 de dezembro de 1948, algo extraordinário aconteceu nos registros oficiais do Paraná
. Naquela data, foi aprovado o projeto arquitetônico da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia. Embora o nome do autor do projeto se tenha perdido nas brumas do tempo, sua visão permanece viva nas paredes que resistem até hoje.
O projeto previa uma edificação em tipologia "U" – uma escolha arquitetônica que não era apenas funcional, mas profundamente simbólica
. O formato de "U" representa o abraço, o acolhimento, como se o edifício estendesse seus braços para receber os filhos do campo. Era mais do que concreto e tijolos; era uma declaração de amor à educação rural.
A Linguagem Neocolonial: Um Diálogo com a História
A escolha do estilo neocolonial para a escola não foi acidental
. Foi uma decisão carregada de significado político, cultural e emocional. O neocolonial, que surgiu no Brasil na década de 1910 como busca de uma identidade nacional republicana
, encontrava no interior do Paraná um terreno fértil para florescer.
O estilo neocolonial, com seus telhados de águas generosas, arcadas e simplicidade sólida, conversava diretamente com a história da colonização brasileira
. Era como se a escola dissesse: "Nossas raízes estão aqui, nosso futuro também". As paredes grossas, os telhados inclinados de telhas cerâmicas, as varandas amplas – tudo isso não era apenas estética, era memória materializada
.
Em um período onde a modernidade começava a se impor com o concreto armado e as linhas retas do modernismo, escolher o neocolonial foi um ato de resistência cultural
. Foi dizer que o progresso não precisava apagar o passado, mas sim dialogar com ele
.
CAPÍTULO IV: A CONSTRUÇÃO DE UM SONHO (1949-1951)
Mãos que Ergueram o Futuro
Embora os registros não nos digam a data exata da inauguração, sabemos que a escola foi construída dentro do período 1945-1951
. Imagine as cenas: pedreiros locais, talvez filhos de imigrantes italianos, alemães, poloneses – a mistura étnica que forma o Paraná – trabalhando com orgulho para erguer aquelas paredes.
Cada tijolo assentado era uma promessa de futuro. Cada telha colocada era um teto que protegeria sonhos. A estrutura em "U" ia tomando forma, e com ela nascia não apenas um edifício, mas um templo do saber.
A Vida nos Primeiros Anos
Embora os detalhes específicos dos primeiros anos da escola em Clevelândia sejam escassos, podemos imaginar, baseados em escolas similares da época, como era a vida ali
. Os alunos, filhos de agricultores, chegavam a cavalo ou a pé, trazendo na marmita o alimento simples do campo e nos olhos a fome de conhecimento.
As Escolas de Trabalhadores Rurais não eram escolas convencionais. Elas ensinavam não apenas matemática e português, mas técnicas agrícolas modernas, cooperativismo, gestão rural
. Era uma educação integral que buscava formar o homem completo – aquele que sabia ler não apenas livros, mas também a terra
.
Em outras escolas do programa, como Guarapuava, matriculavam-se 100 alunos inicialmente
. Em Clevelândia, números similares devem ter marcado o início, cada aluno representando uma família que acreditava na educação como caminho de ascensão social.
CAPÍTULO V: ARQUITETURA QUE EDUCA, ESPAÇO QUE TRANSFORMA
O Edifício como Ferramenta Pedagógica
A arquitetura da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia não era apenas um recipiente para aulas; ela era, em si, uma ferramenta pedagógica
. O estilo neocolonial, com suas características marcantes, ensinava aos alunos sobre suas raízes culturais enquanto os preparava para o futuro.
Os telhados de águas generosas protegiam não apenas da chuva, mas simbolizavam o abrigo que a educação oferece contra a ignorância. As varandas amplas eram espaços de convivência, onde alunos e professores trocavam experiências além da sala de aula. O formato em "U" criava um pátio interno – um coração aberto onde a comunidade escolar se encontrava
.
A Estrutura que Resistiu ao Tempo
Hoje, sabemos que a edificação ainda existe, embora com alterações
. Isso é um testemunho da qualidade da construção original e da importância que a comunidade atribui a esse patrimônio. Cada modificação feita ao longo das décadas conta uma história – adaptações necessárias para atender novas demandas pedagógicas, novas tecnologias, novos tempos.
Mas a essência permanece. As paredes originais de 1948 ainda estão lá, silenciosas guardiãs de memórias, testemunhas de milhares de formaturas, de risos, de lágrimas, de sonhos realizados.
CAPÍTULO VI: DA ESCOLA DE TRABALHADORES RURAIS AO CEEP ASSIS BRASIL
A Evolução de um Nome, a Permanência de uma Missão
Ao longo das décadas, a instituição passou por transformações. De "Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia" para "Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil"
. A mudança de nome reflete não apenas mudanças burocráticas, mas a evolução do conceito de educação rural no Brasil.
O nome "Assis Brasil" é uma homenagem merecida. Joaquim Assis Brasil foi um dos grandes pensadores da agricultura brasileira, um visionário que acreditava na democracia rural e na educação do homem do campo. Dar seu nome à escola foi reconhecer que aquela instituição continuava fiel aos ideais de valorização do campo e de seus trabalhadores.
O Colégio Estadual João XXIII e Outras Denominações
Os registros mostram que, em 2011, a escola também foi conhecida como Colégio Estadual João XXIII
. Essa multiplicidade de nomes ao longo dos anos revela as diferentes políticas educacionais, as diferentes visões sobre o que deve ser a educação rural. Mas, independentemente do nome, a essência permaneceu: formar jovens para o campo, com dignidade e excelência.
CAPÍTULO VII: O CEEP ASSIS BRASIL HOJE – TRADIÇÃO E INOVAÇÃO
Modernização sem Perder a Alma
Nos dias atuais, o Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil vive um momento de renovação
. A instituição integra o programa de modernização dos centros estaduais de educação profissional agrícolas do Paraná, com foco no fortalecimento da formação técnica
.
Em 2023, o CEEP Assis Brasil foi contemplado com 484 equipamentos e kits tecnológicos, parte de um investimento massivo do estado em seus colégios agrícolas
. Drones, laboratórios de informática, equipamentos de precisão para agricultura – o contraste com 1948 é impressionante, mas o propósito é o mesmo: oferecer o melhor para os filhos do campo.
Reconhecimento e Conquistas Recentes
Em 2026, o CEEP Assis Brasil foi contemplado com um caminhão basculante durante o Show de Tecnologia, demonstrando o reconhecimento estadual pela importância da instituição
. A cooperativa escolar dos alunos continua ativa, proporcionando uma vivência prática do cooperativismo que forma não apenas técnicos, mas cidadãos empreendedores
.
O telefone (46) 3252-1984 toca diariamente na Rua José Zílio, 97, bairro São Sebastião
. Cada ligação representa uma família buscando informações sobre matrículas, um ex-aluno querendo reencontrar suas raízes, um pesquisador interessado na história da instituição
.
A Edificação Histórica: Patrimônio Vivo
A edificação original de 1948, classificada como "existente com alterações"
, continua sendo o coração da escola. Ela é um monumento vivo, um patrimônio que merece ser preservado e valorizado. Cada geração de alunos deixa sua marca, mas respeita as marcas das gerações anteriores.
CAPÍTULO VIII: O LEGADO IMORTAL – POR QUE ESTA HISTÓRIA IMPORTA
Números que Escondem Histórias de Vida
Entre 1948 e hoje, milhares de alunos passaram pelos bancos do CEEP Assis Brasil. Cada um deles carrega um pedaço da escola em seu coração. Alguns se tornaram agricultores de sucesso, outros técnicos agrícolas, professores, líderes comunitários. Todos, sem exceção, foram transformados pela experiência de estudar em uma instituição que valoriza o campo e quem nele vive.
O Contexto Nacional: Uma Luta Contínua
Enquanto celebramos a história do CEEP Assis Brasil, precisamos reconhecer o contexto desafiador da educação rural no Brasil. Entre 2000 e 2024, o país perdeu 110.758 escolas rurais
. Esse fechamento em massa de escolas do campo representa não apenas uma perda educacional, mas um ataque ao modo de vida rural, uma forma de "matar a vontade do jovem de ficar no campo"
.
Nesse cenário, instituições como o CEEP Assis Brasil são faróis de resistência. Elas mostram que é possível, sim, oferecer educação de qualidade no campo, que é possível manter os jovens no meio rural com dignidade e perspectivas de futuro
.
A Educação Rural no Paraná: Um Orgulho Estadual
O Paraná tem sido exemplar na manutenção e modernização de seus colégios agrícolas
. Enquanto outros estados fechavam escolas rurais, o Paraná investia em tecnologia, em formação técnica, em infraestrutura. O CEEP Assis Brasil é parte desse orgulhoso legado
.
As escolas rurais do Paraná, desde os tempos de Moysés Lupion, sempre tiveram uma característica especial: não eram escolas "de segunda categoria" para quem não podia estudar na cidade. Eram (e são) escolas de excelência, com proposta pedagógica própria, que reconhecem no campo um espaço de vida, trabalho e realização
.
CAPÍTULO IX: MEMÓRIAS QUE MERECEM SER CONTADAS
O Que os Muros Poderiam Falar
Se as paredes da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia pudessem falar, que histórias contariam?
Contariam sobre os primeiros alunos, chegando com suas roupas simples e seus sonhos grandiosos. Contariam sobre os professores dedicados, que muitas vezes moravam na própria escola, tão grande era seu compromisso. Contariam sobre as festas juninas, os trabalhos científicos, as feiras agrícolas que mostravam à comunidade o fruto do aprendizado.
Contariam sobre momentos difíceis também – anos de seca, crises econômicas, incertezas políticas. Mas contariam, acima de tudo, sobre resiliência. Sobre como, década após década, a escola se reinventou sem perder sua essência.
O Acervo Vivo
O acervo do Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil
é um tesouro que merece ser explorado, preservado e compartilhado. Fotografias antigas, documentos, registros de matrículas, trabalhos de alunos – tudo isso compõe a memória institucional que deve ser valorizada.
Pesquisadores, ex-alunos, a comunidade em geral – todos têm o direito e o dever de conhecer essa história. Porque conhecer a história da escola é conhecer a própria história de Clevelândia, do sudoeste paranaense, do Paraná rural.
EPÍLOGO: O FUTURO QUE NASCE DO PASSADO
Um Convite à Reflexão e à Ação
A história da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia, hoje CEEP Assis Brasil, não é apenas um registro do passado. É um manifesto para o futuro. É a prova de que quando um estado, uma comunidade, uma sociedade decide investir na educação do campo, os resultados transcendem gerações.
Hoje, em 2026, enquanto o Brasil enfrenta o desafio do êxodo rural, da perda de escolas do campo, da desvalorização da agricultura familiar
, instituições como o CEEP Assis Brasil mostram que existe outro caminho. Um caminho onde o jovem pode permanecer no campo não por falta de opção, mas por escolha consciente, orgulhosa, fundamentada em educação de qualidade.
O Legado de 1948 Vive
Aquele projeto arquitetônico aprovado em 18 de dezembro de 1948
foi muito mais do que um documento burocrático. Foi a semente de uma árvore que, 78 anos depois, continua dando frutos. Os alunos de hoje são os herdeiros diretos da visão daqueles que, no pós-guerra, acreditaram que o Paraná poderia ser grande através da educação de seu povo do campo.
O estilo neocolonial do edifício original nos lembra que olhar para o passado não é nostalgia vazia, é sabedoria. É entender que nossas raízes são nossa força, que nossa identidade é nosso diferencial
.
Uma Mensagem para as Futuras Gerações
Para os alunos que hoje estudam no CEEP Assis Brasil: vocês são privilegiados. Caminham pelos mesmos corredores que milhares percorreram antes de vocês. Estudam em um edifício que é patrimônio histórico, em uma instituição que é orgulho do Paraná. Levem essa história com vocês. Honrem aqueles que construíram essa escola com suas próprias mãos. E, principalmente, continuem escrevendo essa história, adicionando novos capítulos de excelência, inovação e compromisso com o campo.
Para a comunidade de Clevelândia: protejam sua escola. Lute por ela. Valorizem seus professores, seus alunos, sua história. O CEEP Assis Brasil não é apenas uma escola – é parte da alma de Clevelândia.
Para o poder público: continuem investindo. A educação rural não é favor, é direito. Não é gasto, é investimento. Cada real aplicado em escolas como o CEEP Assis Brasil retorna multiplicado em desenvolvimento, em cidadania, em justiça social.
AGRADECIMENTOS SIMBÓLICOS
Este artigo é uma homenagem:
- Aos construtores anônimos de 1948, cujos nomes o tempo esqueceu, mas cujo trabalho permanece.
- Aos primeiros professores, que aceitaram o desafio de educar no interior, longe dos centros urbanos.
- Aos milhares de alunos que, desde 1948, passaram pela escola e transformaram o campo paranaense.
- A Moysés Lupion, visionário que acreditou na educação rural como política de estado.
- A Assis Brasil, cujo nome inspira excelência e compromisso com o campo.
- A Clevelândia, cidade que abraçou sua escola como parte de sua identidade.
- Aos pais e mães que confiaram seus filhos a esta instituição.
- Aos funcionários, muitos anônimos, que mantêm a escola funcionando dia após dia.
FONTES E REFERÊNCIAS PARA PESQUISADORES
Para aqueles que desejam se aprofundar na história desta instituição, algumas fontes são essenciais:
- Acervo do CEEP Assis Brasil – O próprio acervo da escola é a fonte primária mais rica .
- Memória Urbana – O projeto que cataloga a arquitetura escolar do Paraná tem registros detalhados da escola .
- Arquivos Públicos do Paraná – Documentos oficiais do período 1945-1951.
- Biblioteca Pública do Paraná – Acervo sobre educação rural e governo Moysés Lupion .
- Jornais locais de Clevelândia – Provavelmente há reportagens sobre a inauguração e história da escola.
- Depoimentos orais – Ex-alunos, ex-professores, moradores antigos de Clevelândia são guardiões de memórias insubstituíveis.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: O CÍRCULO SE COMPLETA
Em 1948, quando o projeto da Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia foi aprovado, o mundo vivia o início da Guerra Fria, o Brasil era um país essencialmente rural, e o Paraná começava a despertar para seu potencial agrícola
.
Hoje, em 2026, o mundo é digital, globalizado, mas o campo continua essencial para a humanidade. E o CEEP Assis Brasil continua lá, na Rua José Zílio, 97, formando jovens que serão os protagonistas do futuro da agricultura brasileira
.
O edifício neocolonial, com sua tipologia em "U", permanece como testemunha silenciosa de quase oito décadas de história
. As paredes podem ter sido alteradas, a tecnologia pode ter chegado, os nomes podem ter mudado, mas a essência permanece: educar para o campo, educar com amor, educar para transformar.
Que esta história inspire. Que este legado continue. Que o CEEP Assis Brasil viva por muitas outras gerações, continuando a provar que o campo é lugar de conhecimento, de inovação, de futuro.
Porque educar o homem do campo não é apenas ensinar a plantar. É ensinar a sonhar. E sonhos, quando bem cultivados, sempre dão frutos.
Artigo escrito em homenagem aos 78 anos de história do Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil, antigo Escola de Trabalhadores Rurais de Clevelândia.
Clevelândia, Paraná – Onde o passado e o futuro do campo se encontram.
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