quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Bilhete Postal da primeira década de 1900, editado a nível nacional, intitulado "D. Creoula - Bahia", apresenta uma bahiana com traços de origem africana, cuja aparência revela a grande miscigenação ocorrida naquela época entre portugueses, africanos, índios, e outras etnias européias que colonizaram aquela região do Brasil.

  Bilhete Postal da primeira década de 1900, editado a nível nacional, intitulado "D. Creoula - Bahia", apresenta uma bahiana com traços de origem africana, cuja aparência revela a grande miscigenação ocorrida naquela época entre portugueses, africanos, índios, e outras etnias européias que colonizaram aquela região do Brasil.

O Bilhete Postal foi postado em Campinas, em 04/05/1909, por Dionizio, destinado ao sr. Alfredo Bassler, residente em Curitiba:
Na estampa, escreveu: "enviando-te esta linda creola (não vaes ficar apaixonado) no qual estimmo que lhe encontre gozando saúde e Felicidades. Assim como ao mais todos da Família no mais envio o meu saudozo abraço teu sempre amigo Dionizio. Saudades e a todos as recordações."
No anverso do cartão, o remetente escreveu ao destinatário: "Ilmo. Snr. Alfredo Bassler, na Rua Conselheiro Barrada, 115 - Curitiba (Estado do Paraná). Campinas 4-9-909. Estimado amigo Alfredo !! ...Acabo de receber seu amável postal o qual achou-me em perfeita saúde, assim como ao mais todos da Família, agradeço-te sinceramente a sua atenção. Gostei muito d'aquella vista de Paranaguá parece muito um pequeno Paiz. Em julho terei occasião de a observar! Por falta de novidades termino."
A palavra crioulo, de origem portuguesa, surgiu na época colonial para fazer referência às pessoas negras nascidas no Brasil, diferenciando-as dos nascidos na África. Etmologicamente, a palavra crioulo vem do latim "crear", do francês créole, do espanhol criollo.
Esse histórico Bilhete Postal foi editado pelo fotógrafo R. Lindemann e fazia parte de centenas de temas brasileiros que apresentavam ao mundo as chamadas curiosidades turísticas do Brasil. Esses bilhetes postais estavam à venda em livrarias das cidades ou em lojas de estúdios fotográficos, bem como em exposições ou navios. Eram objetos sofisticados, bons como passatempo e para guardar ou presentear, atendendo “ao espírito do colecionismo de imagens”, comportamento comum no final do século 19 e início do 20.
Essa mania de colecionar cartões ilustrados iam além dos personagens negros, indígenas ou aborígenes e seus costumes, estendia-se também a fotos de fazendas de café, homens ilustres, aristocratas, militares, religiosos, cientistas, burgueses e literatos.
Ramificavam no grande público as coleções e eram prova de que as pessoas estiveram aqui, ali, lá e acolá. Os cartões eram como espelhinhos que as pessoas civilizadas trocavam entre si, para se verem refletidas neles.
(Foto: Acervo Museu Afro Brasil)
Paulo Grani

Na estampa, escreveu: "enviando-te esta linda creola (não vaes ficar apaixonado) no qual estimmo que lhe encontre gozando saúde e Felicidades. Assim como ao mais todos da Família no mais envio o meu saudozo abraço teu sempre amigo Dionizio. Saudades e a todos as recordações."
No anverso do cartão, o remetente escreveu ao destinatário: "Ilmo. Snr. Alfredo Bassler, na Rua Conselheiro Barrada, 115 - Curitiba (Estado do Paraná). Campinas 4-9-909. Estimado amigo Alfredo !! ...Acabo de receber seu amável postal o qual achou-me em perfeita saúde, assim como ao mais todos da Família, agradeço-te sinceramente a sua atenção. Gostei muito d'aquella vista de Paranaguá parece muito um pequeno Paiz. Em julho terei occasião de a observar! Por falta de novidades termino."





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