sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Olga Wanda STUBERT Nascida a 17 de julho de 1917 (terça-feira) - Berlin, Klein Bennebek, Schleswig, Schleswig-Holstein, Prussia, Germany Falecida a 4 de abril de 1991 (quinta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL, com a idade de 73 anos

  Olga Wanda STUBERT Nascida a 17 de julho de 1917 (terça-feira) - Berlin, Klein Bennebek, Schleswig, Schleswig-Holstein, Prussia, Germany Falecida a 4 de abril de 1991 (quinta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL, com a idade de 73 anos

Olga Wanda Stubert: Entre Dois Mundos — A História de Uma Mulher que Tecceu Esperança nas Terras do Paraná

Nascida sob o céu cinzento da Prússia em uma terça-feira de julho de 1917, Olga Wanda Stubert chegou ao mundo em Klein Bennebek, uma pequena aldeia de Schleswig-Holstein onde o vento do Báltico soprava entre campos de centeio e memórias de uma Europa ferida pela Grande Guerra. Seu primeiro choro ecoou em terras germânicas, mas seu destino estava reservado para além do oceano — nas verdes colinas do Paraná, onde aprenderia que a vida, mesmo quando partida em dois, pode florescer com raízes profundas e frutos generosos.

As Raízes Partidas: Uma Infância Entre Dois Continentes

Seu pai, Friedrich Paul Frederico Stubert, homem de mãos calejadas e olhar determinado, tomara uma decisão corajosa: deixar a Alemanha devastada pela guerra para buscar futuro no Brasil. Em 1923, com apenas seis anos de idade, Olga viu o mundo desabar quando Friedrich faleceu em Curitiba — vítima talvez das dificuldades da adaptação, das doenças tropicais ou do peso da saudade. Naquele mesmo ano, enquanto a família ainda chorava, nascia Waldemar Edmundo, seu irmão caçula, trazendo à mãe viúva, Olga Wanda Hoffmann, a dolorosa dualidade entre luto e renovação.
Sua mãe, também chamada Olga Wanda — uma mulher de coragem silenciosa — assumiu sozinha o fardo de criar cinco filhos em uma terra estrangeira: Leopoldo, já adolescente; Irena, menina de dez anos; a pequena Olga, agora órfã de pai; Frederico Fritz, recém-nascido em Mertzdorf antes da partida definitiva; e o recém-chegado Waldemar. Nas ruas de Curitiba dos anos 1920, onde o português soava estranho aos seus ouvidos alemães, a jovem Olga aprendeu cedo o significado da resiliência. Enquanto as outras crianças brincavam despreocupadas, ela observava a mãe costurar até altas horas, preparar kuchen para vender nas feiras, e sussurrar orações em alemão diante do crucifixo pendurado na parede simples da casa de madeira.

A Última Perda e o Despertar da Mulher

Em dezembro de 1936, aos dezenove anos, Olga enfrentou o segundo golpe devastador: a morte de sua mãe. Olga Wanda Hoffmann partiu deixando cinco filhos órfãos — Leopoldo já casado, Irena com família própria, mas Frederico, Waldemar e a jovem Olga ainda necessitando de amparo. Naquele momento, a menina germânica que chegara ao Brasil com sotaque carregado transformou-se definitivamente em mulher brasileira. Não havia tempo para lágrimas prolongadas; era preciso trabalhar, cuidar dos irmãos mais novos, honrar a memória dos pais que cruzaram oceanos em busca de dignidade.
Foi nesse solo fértil de dor e determinação que Hans Kreutzer entrou em sua vida. Alemão como ela, mas já enraizado no Paraná, Hans era homem de poucas palavras e mãos firmes — carpinteiro que construía não apenas móveis, mas lares. Em 6 de novembro de 1937, aos vinte anos — exatamente um ano após perder a mãe —, Olga vestiu um simples vestido branco e caminhou até o altar na igreja de Curitiba. Naquele gesto, não apenas selava um amor, mas firmava um pacto de reconstrução: juntos, teceriam uma família onde as memórias dos pais perdidos seriam honradas com novas vidas.

O Legado em Três Nomes: Bernardete, Agnes e Guiomar

Do amor entre Olga e Hans nasceram três filhas — três flores que desabrocharam no jardim cuidadosamente cultivado por mãos que conheciam a seca da perda:
Bernardete, a primeira, chegou como bênção nos anos difíceis do pós-guerra, quando notícias da Europa traziam o fantasma do nazismo e o alívio de estar longe da destruição. Olga embalava a menina cantando Schlaf, Kindlein, schlaf — a mesma canção que sua mãe cantara para ela em Klein Bennebek — mas agora as palavras se misturavam ao português do marido, criando uma língua nova, uma identidade híbrida.
Agnes veio em seguida, menina de olhos claros como os campos de trigo da Pomerânia. Foi para ela que Olga reservou os ensinamentos mais delicados: como preparar o apfelstrudel com as maçãs do pomar de Santa Felicidade, como bordar os lenços com motivos florais que lembravam os jardins de Schleswig-Holstein. Cada ponto no tecido era uma prece silenciosa aos pais que nunca conheceriam as netas.
Guiomar, a caçula, nasceu já nos anos 1950, quando Curitiba começava a se transformar. Para ela, Olga reservou histórias — não apenas das aldeias alemãs, mas das ruas de São Paulo, onde a família residira brevemente em 1941, buscando melhores oportunidades. Guiomar cresceu ouvindo sobre bondes elétricos na capital paulista e sobre as noites frias de Curitiba, onde o fogão a lenha aquecia corpos e corações.

A Viuvez e a Força que Não Se Quebra

Em dezembro de 1978, aos sessenta e um anos, Olga viu Hans partir — primeiro seu pai, depois sua mãe, agora seu companheiro de quarenta e um anos. Mas a mulher que sobrevivera a duas órfãs não se curvou. Enquanto suas filhas já criavam seus próprios lares, Olga transformou sua casa em refúgio: era lá que netos corriam entre panelas de sauerkraut e histórias de "vovó alemã", onde as irmãs Stubert — Irena, já idosa — vinham tomar café e relembrar os tempos difíceis com sorrisos que só quem superou a dor consegue oferecer.
Nos últimos anos, sentada na varanda de sua casa no bairro do Bacacheri — o mesmo onde nascera seu irmão Waldemar em 1923 —, Olga observava Curitiba crescer ao redor dela. Ruas de terra transformadas em avenidas, bondes substituídos por ônibus, mas o cheiro do pinheiro e o frio da serra permaneciam. Eram esses detalhes que a conectavam aos pais: Friedrich, que escolhera este chão para seus filhos; Olga Wanda Hoffmann, que aqui dera a vida para que eles vivessem.

O Adeus e a Semente que Permanece

Na quinta-feira, 4 de abril de 1991, Olga Wanda Stubert fechou os olhos pela última vez em Curitiba, aos setenta e três anos. Partiu como vivera: com dignidade silenciosa, deixando para trás não monumentos de pedra, mas três mulheres fortes, netos que carregavam seu nome no sangue, e uma história tecida com fios de dor e esperança.
Sua vida foi um bordado delicado entre dois mundos: nasceu alemã, tornou-se brasileira; perdeu tudo duas vezes antes dos vinte anos, mas construiu uma família onde o amor falava mais alto que a saudade. Seus pais, Friedrich e Olga Wanda Hoffmann, não viveram para ver suas conquistas — mas em cada riso de Bernardete, em cada gesto cuidadoso de Agnes ao preparar o pão, em cada palavra de Guiomar contando às filhas sobre a avó imigrante, eles renascem.
Hoje, quando o vento sopra frio nas colinas paranaenses, quem caminha pelos bairros históricos de Curitiba pode sentir sua presença: na arquitetura enxaimel que resiste ao tempo, no cheiro de canela que escapa das padarias, na força silenciosa das mulheres que, como Olga, transformaram a dor em legado. Ela não deixou diários nem cartas — mas deixou algo mais duradouro: a certeza de que mesmo quando a vida nos arranca das raízes, podemos, com coragem e amor, plantar um jardim onde outras gerações florescerão.
E assim, Olga Wanda Stubert — menina de Klein Bennebek, órfã de Curitiba, esposa, mãe, avó — permanece viva. Não nas lápides do cemitério, mas no sangue que corre nas veias de seus descendentes, na receita do stollen passada de geração em geração, e na lição mais preciosa que sua vida ensina: que entre a perda e a esperança, existe um espaço onde as mulheres teem o futuro com as próprias mãos — fio a fio, dia a dia, amor a amor.
Olga Wanda STUBERT
  • Nascida a 17 de julho de 1917 (terça-feira) - Berlin, Klein Bennebek, Schleswig, Schleswig-Holstein, Prussia, Germany
  • Falecida a 4 de abril de 1991 (quinta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL, com a idade de 73 anos
2 ficheiros disponíveis

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

(esconder)

 Acontecimentos

17 de julho de 1917 :
Nascimento - Berlin, Klein Bennebek, Schleswig, Schleswig-Holstein, Prussia, Germany
Fontes: Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996", database with images, FamilySearch (ark:/61903/1:1:Z8KQ-XBMM : Fri Mar 31 03:54:27 UTC 2023), Entry for Jacob Kreutzer and Hans Kreutzer, .
6 de novembro de 1937 :
Casamento (com Hans KREUTZER) - Curitiba, Parana, Brasil
13 de agosto de 1941 :
Residência - São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Atenção: Duas páginas sob o link abaixo.
4 de abril de 1991:
Morte - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL

 Fotos e Registos de Arquivo

000 Olga Wanda STUBERT 00

000 Olga Wanda STUBERT 00

Olga KREUTZER 00

Olga KREUTZER 00


19185 de abril.
8 meses
192331 dez.
6 anos

Nascimento de um irmão

 
Bacacheri, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
193310 de novembro
16 anos
193616 dez.
19 anos
19376 de novembro
20 anos
194113 anos atrás.
24 anos

Residência

 
Notas

Atenção: Duas páginas sob o link abaixo.

possivelmente194518 maio
~ 27 anos

Morte da avó paterna

 
Notas

Em 1928 ela aparece em uma foto em Rio Negro, onde residia seu filho Augusto Stubert.
No registro de óbito FS abaixo consta Eliza Stubert

194715 de março.
29 anos
197810 dez.
61 anos
198123 anos atrás.
64 anos
198627 maio
68 anos

Antepassados de Olga Wanda STUBERT

Gotthard STUBER     Melchior SPAHN 1766-1843 Anna FISCHER /1779-1865 Heinrich SCHWYN 1738-1795 Rachel ROOST 1752-1829 Conrad (Hans Conrad) BOLLI 1772-1848 Catharina SCHNEIDER 1776-1837    
|     |- 1803 -| |- 1775 -| |- 1793 -|    
|     


 


 


    
|     | | |    
Michael STUBER Theresia BRUNNER Conrad SAUERBECK 1786-1848 Ursula SPAHN 1790-1841 Hans Martin SCHWYN 1791 Margaretha BOLLI 1799-1863    
| | |- 1812 -| |- 1818 -|    



 


 


    
| | |    
Catharina STUBER 1826-/1888 Jacob Wilhelm Guilherme SAUERBECK 1829-1866 Barbara SCHWYN 1824-1888/    
| |- 1853 -|    
| 


    
| |    
Peter Paul Lenz Paulo STUBERT 1857-1896 Elisabeth Barbara SAUERBECK SURBECK ?1863-?1945
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 Julius HOFFMANN Emilie GRIECK GRICH
|- 1888 -| | |



 


| |
Friedrich Paul Frederico STUBERT 1884-1923
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 Olga Wanda HOFFMANN /1894-1936/
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|- 1907 -|



|
Olga Wanda STUBERT 1917-1991
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Descendentes de Olga Wanda STUBERT
























































































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