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terça-feira, 19 de maio de 2026

Foca-leopardo: A Predadora dos Mares Antárticos

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaFoca-leopardo
Foca-leopardo descansando sobre o gelo
Foca-leopardo descansando sobre o gelo
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Mammalia
Ordem:Carnivora
Superfamília:Pinnipedia
Família:Phocidae
Género:Hydrurga
Gistel, 1848
Espécie:H. leptonyx
Nome binomial
Hydrurga leptonyx
(Blainville, 1820)
Distribuição geográfica
Distribuição geográfica da foca-leopardo
Distribuição geográfica da foca-leopardo

foca-leopardo (Hydrurga leptonyx) é uma foca que habita os mares em torno da Antártida. Também conhecida como leopardo-do-mar, é a segunda maior espécie de foca na Antártida (após o elefante-marinho-do-sul) mas também pode ser encontrada nas costas do sul da AustráliaTasmâniaÁfrica do SulNova ZelândiaIlha Lord HoweTerra do FogoIlhas Cook e costa atlântica da América do Sul. Ela pode viver 26 anos, possivelmente mais.[1] Estes animais são predadores e alimentam-se de pinguinscefalópodes e outras focas, como a Foca-caranguejeira. A orca é o único predador natural da foca-leopardo. Junto com todos os outras focas, ela pertence à família Phocidae, e é a única espécie do gênero Hydrurga . O nome Hydrurga significa "trabalhador da água" e leptonyx é a palavra grega que significa "pequenas garras".

Características físicas

Foca atacando um pinguim

As focas-leopardos são grandes e fortes, tendo uma cor cinza, um pouco mais escura nas costas e mais clara na barriga. As suas gargantas são esbranquiçadas e apresentam manchas pretas, que dão origem ao seu nome popular. As fêmeas são normalmente maiores que os machos, medindo em torno de 2,4 a 3,7 metros e pesando até 600 kg, enquanto que os machos medem de 2,4 a 3,2 metros e pesam até 400 kg.

O seu sentido de visão e olfato são extremamente desenvolvidos. Os seus sentidos, combinados com o seu corpo hidrodinâmico, permitem que essas focas se movam rapidamente pela água, o que a torna uma exímia predadora. Como a maioria dos carnívoros, os seus dentes da frente são afiados, mas seus molares fecham-se de uma maneira que lhes permite peneirar krill (uma espécie de camarão) da água. O formato de sua cabeça e de sua grande mandíbula fez com que exploradores a comparassem com um dinossauro em aparência[2].

Como outros membros da família Phocidae, a foca-leopardo não possui orelhas, mas possuem ouvido e escutam tão bem quanto os seres humanos no ar livre, mas foi notado por biólogos que elas se localizam e rastreiam oponentes debaixo d'água também com os seus bigodes.

Comportamento

As focas-leopardo vivem nas águas geladas em torno da Antártida. Durante os meses de Verão, elas caçam entre as banquisas (camada de gelo resultante do congelamento das águas do mar nos polos) em torno do continente, passando a maior parte do tempo na água. No inverno, as focas migram para o norte, para as ilhas subantárticas, mas ocasionalmente podem ser vistas na costa sul da Nova ZelândiaAustrália e América do Sul. Os animais são geralmente solitários, se agrupando principalmente na estação de acasalamento. Contudo, são registrados alguns caso de caça cooperativa de focas-leopardo na região das Ilhas Shetland do Sul.[3]

Elas se alimentam de uma grande variedade de animais: lulaspinguinskrillpeixes oceânicos e, com menos frequência, pequenas focas.

Quando caça pinguins ou outras aves marinhas, a foca-leopardo patrulha as águas perto das bordas dos icebergs, quase completamente submergida, esperando que as aves entrem no oceano. Eles matam as aves marinhas agarrando-as pelas barbatanas e patas e chacoalhando seus corpos contra o gelo repetidas vezes, até que estejam mortas e estraçalhadas.

Pesquisas indicam que as focas-leopardo conseguem aguentar até 7 minutos debaixo d'água, pelo menos os seus indivíduos mais jovens possuem uma resistência maior.[4]

Em um documentário da National Geographic, o fotógrafo Paul Nicklen relata um comportamento empático por parte de uma foca-leopardo fêmea que dormia ao lado do barco onde ele estava e tentava "presenteá-lo" com pinguins, o que inclusive entrava em desacordo com a primeira impressão do fotógrafo em relação a um predador exuberante porém brutal.[5]

A jornada de Ernest Henry Shackleton até a Antártida, escrita pelo jornalista Alfred Lansing, relata um ataque de foca-leopardo contra o alpinista Thomas Orde-Lees, que foi salvo pelo subcomandante Frank Wild que atirou no animal[6]. um Em 2003, uma foca-leopardo apanhou uma bióloga mergulhadora e matou-a. Mesmo que alguns ataques de focas-leopardo este foi o primeiro ataque de foca-leopardo que resultou em morte. [7]

Referências

  1. «Leopard Seal Description & Characteristics»The Antarctic Connection. Consultado em 17 de Agosto de 2008. Arquivado do original em 15 de dezembro de 2007
  2. Lansing, Alfred (1959). A Incrível Viagem de Shackleton: A Mais Extraordinária Aventura De Todos Os Tempos. [S.l.]: Sextante. p. pg. 128
  3. Hiruki, Lisa M.; Schwartz, Michael K.; Boveng, Peter L. (1 de janeiro de 1999). «Hunting and social behaviour of leopard seals (Hydrurga leptonyx) at Seal Island, South Shetland Islands, Antarctica»United States Department of Commerce: Staff Publications. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
  4. Kuhn, Carey E.; McDonald, Birgitte I.; Shaffer, Scott A.; Barnes, Julie; Crocker, Daniel E.; Burns, Jennifer; Costa, Daniel P. (1 de março de 2006). «Diving physiology and winter foraging behavior of a juvenile leopard seal (Hydrurga leptonyx)»Polar Biology (em inglês) (4): 303–307. ISSN 1432-2056doi:10.1007/s00300-005-0053-x. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
  5. Comments, dpreview staff. «National Geographic photographer's surprise encounter with deadly predator»DPReview. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
  6. Lansing, Alfred (1959). A Incrível Viagem de Shackleton: A Mais Extraordinária Aventura De Todos Os Tempos. [S.l.]: Sextante. p. pg. 128
  7. National Geographic, ed. (2003). «Leopard Seal Kills Scientist in Antarctica». Consultado em 16 de Agosto de 2008

Foca-leopardo: A Predadora dos Mares Antárticos

A foca-leopardo (Hydrurga leptonyx), também chamada de leopardo-do-mar, é a segunda maior espécie de foca que habita as águas ao redor da Antártida — perdendo apenas para o elefante-marinho-do-sul. É o único representante do gênero Hydrurga; seu nome científico significa “trabalhador da água com pequenas garras”, uma referência às suas habilidades aquáticas e às suas patas. Embora seja um animal típico da região polar sul, também pode ser avistada nas costas da África do Sul, sul da Austrália, Tasmânia, Nova Zelândia, Terra do Fogo e costa atlântica da América do Sul. Sua expectativa de vida chega a 26 anos, podendo ser ainda maior. A orca é seu único predador natural conhecido.

Características Físicas

É um animal grande, forte e de corpo hidrodinâmico, perfeito para a vida na água. Sua pelagem é cinza, mais escura no dorso e mais clara na região ventral; a garganta é esbranquiçada com manchas pretas, que lembram as marcas de um leopardo — daí seu nome popular. As fêmeas são maiores que os machos: medem entre 2,4 e 3,7 metros e chegam a até 600 kg, enquanto os machos variam de 2,4 a 3,2 metros e pesam até 400 kg.
Seus sentidos são muito apurados: visão e olfato aguçados, além de uma audição semelhante à dos seres humanos em ambiente aberto — debaixo d’água, ela também usa os bigodes para detectar presas, obstáculos e outros animais. Os dentes são adaptados à sua dieta: os da frente são pontiagudos e afiados para capturar presas maiores, enquanto os molares se encaixam de forma a funcionar como uma peneira, permitindo filtrar o krill da água. O formato da cabeça e a grande mandíbula lhe conferem uma aparência que já foi comparada à de répteis pré-históricos. Assim como outras focas, não tem orelhas externas.

Comportamento e Alimentação

Durante o verão antártico, passa quase todo o tempo na água, caçando entre as banquisas de gelo. No inverno, migra para o norte, em direção a ilhas subantárticas e, ocasionalmente, chega a costas de países mais afastados. Em geral, é solitária, só se reunindo com outros indivíduos na época de reprodução, embora já tenham sido registrados casos de caça cooperativa na região das Ilhas Shetland do Sul.
É uma predadora de topo, com dieta variada: alimenta-se de krill, peixes, lulas, pinguins e até de outras espécies de focas, como a foca-caranguejeira. Quando caça aves marinhas, costuma ficar submersa, próxima à borda dos icebergs, esperando que elas entrem na água. Ao capturá-las, agarra-as pelas asas ou patas e sacode o corpo da presa repetidamente contra o gelo até matá-la e despedaçá-la. É capaz de ficar submersa por até 7 minutos, e estudos indicam que os exemplares mais jovens têm ainda maior resistência.
Apesar da fama de agressiva, há registros de comportamentos inesperados: em uma expedição documentada pela National Geographic, uma foca-leopardo fêmea chegou a se aproximar de um barco e oferecer pinguins a um fotógrafo, como se fosse um presente, demonstrando uma forma de interação que contraria a imagem de animal puramente brutal.

Relação com seres humanos

Ataques a pessoas são raros, mas existem relatos históricos: durante a expedição de Ernest Shackleton à Antártida, um integrante da equipe foi atacado e salvo por um companheiro que disparou contra o animal. O único caso fatal registrado ocorreu em 2003, quando uma bióloga mergulhadora foi capturada e morta por uma foca-leopardo.