domingo, 23 de outubro de 2022

Palmeira – Solar Mandaçaia [DEMOLIDO]

 

Palmeira – Solar Mandaçaia [DEMOLIDO]


O solar Mandaçaia é uma edificação construída na área rural. Remanescente do antigo caminho entre Palmeira e São João do Triunfo-PR.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Solar Mandaçaia
Localização: Rod. PR 151, km 395, Trecho Palmeira – São João do Triunfo – Palmeira-PR
Número do Processo: 03/2002
Livro do Tombo: Inscr. Nº 150-II

Descrição: O solar é uma edificação construída na área rural do município de Palmeira, remanescente do antigo caminho entre Palmeira e São João do Triunfo. Além de moradia, tinha em sua área frontal um armazém que atendia aos visitantes e viajantes. Ainda hoje tem a antiga estrutura de balcões, prateleiras e equipamentos para moagem.
Externamente as paredes são em alvenaria e internamente em pau-a-pique. É coberta com telhas capa e canal e o telhado é em quatro águas. Morada de Manoel Demétrio, herói da Guerra do Paraguai, atribui-se a construção do bem à segunda metade do século XIX.
Fonte: CPC.

Observação: Segundo bibliografia publicada em evento acadêmico, o solar veio a desabar e já não existe mais.
Fonte: Equipe iPatrimônio.

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CPC
Espirais do Tempo

Piraquara – Imóvel à R. Coronel Manoel Alves Cordeiro, nº 274

 

Piraquara – Imóvel à R. Coronel Manoel Alves Cordeiro, nº 274


O imóvel à R. Coronel Manoel Alves Cordeiro, nº 274 foi construído em 1923, em dois pavimentos, em estilo eclético.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Imóvel Situado à R. Coronel Manoel Alves Cordeiro, 274
Localização: R. Coronel Manoel Alves Cordeiro, nº 274 – Centro – Piraquara-PR
Número do Processo: 05/2004
Livro do Tombo: Inscr. Nº 157-II

Descrição: Imóvel de esquina, em dois pavimentos, foi construído em 1923, em estilo eclético. Possui para uma das vias um frontão curvo, varanda e lambrequins. Para outra via, surge do telhado em duas águas, uma camarinha compondo com o ritmo dos vãos de vergas retas. Suas paredes externas são de alvenaria de tijolos e as internas de estuque. Desprovida de ornamentos construtivos, a parede da varanda foi pintada com motivos da natureza paranaense, provavelmente pelo artista plástico Jonas Tesserolli.
Fonte: CPC.

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CPC
Wikipedia

Ponta Grossa – Vila Hilda

 

Ponta Grossa – Vila Hilda


A Vila Hilda, em Ponta Grossa-PR, foi construída nos anos de 1920, por Antônio Thielen, no centro de amplo e arborizado terreno de esquina.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Vila Hilda
Localização: R. Júlia Wanderley, nº 936 – Ponta Grossa-PR
Número do Processo: 03/90
Livro do Tombo: Inscr. Nº 99-II

Descrição: No início do século XX, Ponta Grossa passou por um período de transformações econômicas, culturais, sociais e urbanas com o advento da ferrovia. Momento em que o progresso material se fez presente, garantindo uma nova maneira de vida em sociedade, tempo em que a modernidade garantiu o andamento e os caminhos que a cidade trilhou, em que a nova arquitetura criou normas para que esse progresso fosse visto e apreciado.

Neste contexto surgiu a Mansão Villa Hilda, imóvel construído na década de 20 seguindo o estilo eclético, por Alberto Thielen proprietário da Cervejaria Adriática, que deu esse nome em homenagem a sua esposa Hilda. Uma construção marcante de uma época, em que a modernidade e a busca do embelezamento da cidade eram discutidas pela sociedade princesina, como mostra o Código de Posturas de 1915. Segundo ele, as edificações tinham que ser construídas “tendo em vista velar pela fiel observância de quanto respeitar a higiene e segurança das obras ou edificações e ao embelezamento da cidade e de seus arrabaldes”.

Tal embelezamento fez parte da transformação para uma sociedade dita moderna e civilizada. Vemos essa discussão no discurso do Código de Postura de 1915. Segundo a legislação “a municipalidade não poderá opor-se a forma ou arquitetura do edifício uma vez que tenham sido observadas as disposições deste artigo, salvo quando o conjunto não oferecer um dispositivo harmônico e satisfatório em relação a estética”. Isso mostra que a preocupação com a beleza foi muito importante neste momento.

A importância da estética urbana foi uma preocupação também nas décadas seguintes. De acordo com o Código de Posturas de 1939, o embelezamento ainda se fazia presente. Segundo o artigo 166.º, com o titulo DA ESTÉTICA DAS FACHADAS expressa que o “Departamento de Obras e Viação poderá exigir a modificação das fachadas projetadas, quando estas se oponham ao decoro, às regras fundamentais da arte de construir ou estejam em flagrante desacordo com os preceitos básicos da arquitetura”.

Assim, além de ser um prédio que foi construído neste contexto de normatização social, a Mansão Villa Hilda é um monumento que marcou uma época, sendo capaz de recuperar aspectos e especificidades das transformações sociais que a cidade passou, materializando a nova Ponta Grossa do início do século XX, a dita “cidade progresso”.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Foi construída nos anos de 1920, por Antônio Thielen, no centro de amplo e arborizado terreno de esquina. Está organizada em três níveis: o porão alto, o pavimento principal e os torreões. Sua entrada nobre faz-se por uma escada externa ligando o jardim à varanda, colocada na esquina esquerda da casa. Essa disposição, inusitada, se soma a várias outras singularidades da concepção arquitetônica, como o jogo orgânico de reentrâncias e saliências de volumes de alturas variadas. O vocabulário ornamental é eclético: o bloco de embasamento correspondente ao porão alto, tem os parâmetros externos revestidos à bossagem, já o principal é decorado com aplicações de massa em alto-relevo, com inspiração florística: guirlandas sob as janelas e frisos de flores encadeadas sob a cornija superior.
Nota-se nítida influência do repertório formal do art nouveau na composição dos vãos abertos para a sacada do torreão lateral e nos adornos florais de canto das demais janelas. O telhado adapta-se à dinâmica volumétrica desdobrando-se em múltiplos planos revestidos por telhas francesas. O torreão principal é coberto por cúpula arrestada, revestida por telhas escamadas, interrompida por óculos salientes e coroadas por pequeno mirante avarandado.
Fonte: CPC.

Descrição: Ponta Grossa no início do século XX passou por um período de transformações econômicas, culturais, sociais e urbanas com o advento da ferrovia. Momento em que o progresso material se fez presente, garantindo uma nova maneira de vida em sociedade. Tempo em que a modernidade garantiu o andamento e os caminhos que a cidade trilhou, em que a nova arquitetura criou normas para que esse progresso fosse visto e apreciado.
Neste contexto surgiu a Mansão Villa Hilda, imóvel construído na década de 20 seguindo o estilo eclético, por Alberto Thielen proprietário da Cervejaria Adriática, que deu esse nome em homenagem a sua esposa Hilda. Uma construção marcante de uma época, em que a modernidade e a busca do embelezamento da cidade eram discutidas pela sociedade princesina, como mostra o Código de Posturas de 1915. Segundo ele, as edificações tinham que ser construídas “tendo em vista velar pela fiel observância de quanto respeitar a higiene e segurança das obras ou edificações e ao embelezamento da cidade e de seus arrabaldes”.
Tal embelezamento fez parte da transformação para uma sociedade dita moderna e civilizada. Vemos essa discussão no discurso do Código de Postura de 1915. Segundo a legislação “a municipalidade não poderá opor-se a forma ou arquitetura do edifício uma vez que tenham sido observadas as disposições deste artigo, salvo quando o conjunto não oferecer um dispositivo harmônico e satisfatório em relação a estética”. Isso mostra que a preocupação com a beleza foi muito importante neste momento.
A importância da estética urbana foi uma preocupação também nas décadas seguintes. De acordo com o Código de Posturas de 1939, o embelezamento ainda se fazia presente. Segundo o artigo 166.º, com o titulo DA ESTÉTICA DAS FACHADAS expressa que o “Departamento de Obras e Viação poderá exigir a modificação das fachadas projetadas, quando estas se oponham ao decoro, às regras fundamentais da arte de construir ou estejam em flagrante desacordo com os preceitos básicos da arquitetura”.
Assim, além de ser um prédio que foi construído neste contexto de normatização social, a Mansão Villa Hilda é um monumento que marcou uma época, sendo capaz de recuperar aspectos e especificidades das transformações sociais que a cidade passou, materializando a nova Ponta Grossa do início do século XX, a dita “cidade progresso”.
“Localizada na Rua Júlia Wanderley, 936, foi construída no centro de amplo terreno de esquina; está organizada em três níveis: o porão alto, o pavimento principal e os torreões. O vocabulário ornamental é eclético: o bloco de embasamento correspondente ao porão alto tem os parâmetros externos revestidos à bossagem, já o principal é decorado com aplicações de massa em alto-relevo, com inspirações florísticas: guirlandas sob as janelas e frisos de flores encadeadas sob a cornija superior.” Foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, processo n.º 03/90, inscrição n.º 99 do Livro Tombo Histórico em 10/05/1990.
Fonte: Espirais do Tempo: imóveis tombados do Paraná; Código de Posturas, 1915.

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Prudentópolis – Igreja de São Josafat

 

Prudentópolis – Igreja de São Josafat


A Igreja de São Josafat é um monumento em estilo bizantino, em alvenaria de tijolos, com zimbório sobre o transepto circundado por lanternins.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Igreja de São Josafat
Localização: Centro – Prudentópolis-PR
Número do Processo: 72/79
Livro do Tombo: Inscr. Nº 71-III

Descrição: Até o último quartel do século XIX, o município de Guarapuava constituía-se na maior unidade administrativa do Paraná. Seu vasto território se estendia do Rio dos Patos, na divisa do município de Imbituva, até os Rios Iguaçu e Paraná, nas fronteiras do Brasil com a Argentina e com o Paraguai. A área compreendida entre o Rio dos Patos e a Serra da Esperança era, até a época da linha telegráfica, praticamente desabitada. O governo imperial e o governo da província do Paraná, quando do início dos trabalhos de instalação da linha de telégrafos, acordaram e, que este último abrisse estrada acompanhando a posteação, e em 1882, ante a perspectiva e a estrada, teve início em afluxo de colonos para a região que, anteriormente, era habitada pelos índios Coroados, hoje desaparecidos.
No ano de 1884, Firmo Mendes de Queiroz, descendente de bandeirantes paulistas e que possuía grande propriedade na área por onde passavam a estrada e a linha telegráfica, doou terras para que nelas fosse construída povoação que passou a ser chamada de São João Batista de Capanema – este último nome em homenagem ao barão de Capanema, diretor-geral do telégrafo. Poucos anos passados, a povoação foi se transformando e expandindo, com a chegada de famílias de procedências diversas.
Em 1894 o governo federal decidiu colonizar a região de São João Batista de Capanema, cujas terras foram doadas pelo governo estadual para esse fim, e o diretor da colônia resolveu denominá-la de Prudentópolis, em homenagem ao então presidente da república. Nessa época, chegou ao Brasil o primeiro grupo de imigrantes poloneses, que manifestaram o desejo de estabelecer-se em terras do Paraná. Além da colônia de Prudentópolis, constituída quase que exclusivamente de imigrantes originários da Polônia, outros núcleos se criaram – Ivaí, Piraí, Maurice Faivre, Inspetor Carvalho, Esperança, Santos Andrade, Sete de Setembro, Tiradentes, Quinze de Novembro, Visconde de Guarapuava, Barra Grande, Visconde de Nácar, Dezenove de Dezembro, Barra Velha, São João, Cônsul Pohl, Guarapuava, Coronel Bormann, Luiz Xavier, Vinte e Cinco de Outubro, União, Olinto, Eduardo Chaves, Capanema, Carlos Gomes, Sertório, Cláudio Guimarães, Vinte e Três de Abril, Iguaçu, Ronda e Mirim.
Com a localização de 120 famílias de imigrantes poloneses, que passaram a dedicar-se à agricultura, à pecuária e à pequena indústria, o antigo povoado de São João Batista de Capanema prosperou extraordinariamente, e pela Lei n.º 2.614, de 14 de março de 1929, criou-se o município de Prudentópolis, com seu território desmembrado do de Guarapuava. A Igreja de São Josafat, monumento em estilo bizantino, construído em alvenaria de tijolos, obedece a planta cruciforme, tendo zimbório sobre o transepto, o qual é circundado por quatro lanternins simetricamente dispostos. A igreja, que é matriz das igrejas ucranianas do Brasil, possui, em seu interior, excelente conjunto de artes sacra, inclusive finíssimo trabalho em madeira, no qual se destaca o famoso Ikonostas, isto é, a coleção de ícones representando a vida de Nossa Senhora e dos apóstolos. O púlpito, em forma de nave, representa a barca de Pedro, ornada de bordados ucranianos, uma rede de pesca com peixes de madeira e, nos mastros, as cores da Ucrânia. Como forma de expressão de aculturação religiosa – são os ucranianos católicos, do rito oriental -, na igreja está entronizada uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida.
Fonte: CPC.

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PANORAMA 360 GRAUS 1
PANORAMA 360 GRAUS 2
PANORAMA 360 GRAUS 3
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