sexta-feira, 21 de julho de 2023

Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010)

 Zilda Arns Neumann (Forquilhinha25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe12 de janeiro de 2010)


Zilda Arns
NascimentoZilda Arns Neumann
25 de agosto de 1934
ForquilhinhaSC
Morte12 de janeiro de 2010 (75 anos)
Porto Príncipe
Haiti
Ocupaçãomédica
Áreapediatria e saúde pública
EducaçãoUniversidade Federal do Paraná
ParentescoPaulo Evaristo Arns (irmão)
Flávio Arns (sobrinho)
Nelson Arns Neumann (filho)
Leonardo Ulrich Steiner (primo)
ReligiãoCatolicismo
Assinatura.

Zilda Arns Neumann (Forquilhinha25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe12 de janeiro de 2010) foi uma médicapediatra e sanitarista brasileira.

Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança[1] e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação. Em 2012, numa seleção por um formato internacional,[2] Arns foi eleita a 17° maior brasileira de todos os tempos.[3]

Em janeiro de 2015, foi iniciado o processo de beatificação de Zilda Arns em reconhecimento de suas obras caritativas.[4]

Vida e obra

O casal brasileiro de origem alemã, Gabriel Arns e Helene Steiner, teve 16 filhos. Zilda, a 13ª criança,[5] nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em ForquilhinhaSanta Catarina.[6] Em 1953, começou a estudar medicina, na UFPR, em entrevista ela disse: "Um professor me reprovou no primeiro ano, bem eu, sempre das primeiras da sala. Ele dizia que era absurdo uma mulher cursar medicina. Mas virei pediatra, justo a matéria dele".[7] No mesmo ano que entrou na faculdade ela começou a cuidar de crianças menores de um ano. Na época, Zilda se impressionou com a grande quantidade de crianças internadas com doenças de fácil prevenção, como diarreia e desidratação.[8] Em 26 de dezembro de 1959, casou-se com Aloísio Bruno Neumann (1931-1978), com quem teve seis filhos: Marcelo (falecido três dias após o parto), Rubens, Nelson, Heloísa, Rogério e Sílvia (que faleceu em 2003 num acidente automobilístico). Zilda Arns era avó de dez netos.

Formada em medicina pela UFPR, em 1959, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6,1-15).

A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada pelo Governo do Estado do Paraná a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde. No mesmo ano, foi também convidada a dirigir o Departamento Materno-Infantil da Secretaria da Saúde do mesmo Estado, quando então instituiu com extraordinário sucesso os programas de planejamento familiar, prevenção do câncer ginecológico, saúde escolar e aleitamento materno.[9]

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, Cardeal AgneloArcebispo de Salvador e Primaz do Brasil , que, à época, era Arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1 816 261 crianças menores de seis anos e 1 407 743 de famílias pobres em 4 060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261 962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês:

  • Visita domiciliar às famílias
  • Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida
  • Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão

Em 2004 recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.

Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Foi eleita membro honorário da Academia Nacional de Medicina em 2007.[10]

Morte

Curitiba - Ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparece ao velório da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, no Palácio das Araucárias.

Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 15 religiosos de Cuba,[11] o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe.[12][13][14][15][16]

Naquele momento ela estava discursando, quando as paredes da igreja desabaram, a médica estava no último parágrafo do discurso, que ela não chegou a terminar, falava da importância de cuidar das crianças "como um bem sagrado", promovendo o respeito a seus direitos e protegendo-os, "tal qual os pássaros cuidam dos seus filhos".[8]

No dia 14 de janeiro, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), seu sobrinho, divulgou uma nota sobre as circunstâncias da morte da médica:

"A Dra. Zilda estava em uma igreja, onde proferiu uma palestra para cerca de 150 pessoas. Ela já tinha acabado seu discurso e estava conversando com um sacerdote, que queria mais informações sobre o trabalho da Pastoral da Criança. De repente, começou o tremor. O padre que estava conversando com ela deu um passo para o lado e a Dra. Zilda recuou um passo e foi atingida diretamente na cabeça, quando o teto desabou. Ela morreu na hora. A Dra. Zilda não ficou soterrada. O resto do corpo não sofreu ferimentos, somente a cabeça foi atingida. O sacerdote que conversava com ela sobreviveu. Já outros quinze sacerdotes que estavam próximos a ela faleceram”. [17]

Como forma de preservar a memória de Zilda viva, sua irmã Otília Arns escreveu a obra literária "Zilda Arns: A Trajetória da Médica Missionária" no ano de 2010. A obra possui a história dos antepassados de Zilda, sua biografia e depoimentos de seus familiares.

Fragmentos de um discurso amoroso

Prêmios e honrarias

Prêmios internacionais

Entre os prêmios internacionais recebidos por Zilda Arns Neumann,[19] merecem destaque:

  • Prêmio Internacional da OPAS em Administração Sanitária, 1994.
  • Prêmio Humanitário 1997 do Lions Club International;
  • Medalha "Simón Bolívar", da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, em 2000;
  • Título Companheiro Paul Harris, concedido pela Fundação Rotária de Rotary International, recebeu a Comenda Paul Harris no Rio de Janeiro em 11 de setembro de 2001.[20]
  • Prêmio "Heroína da Saúde Pública das Américas", concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002;
  • Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha;
  • Prêmio Rei Juan Carlos (Prêmio de Direitos Humanos Rei da Espanha) pela Universidade de Alcalá. Recebeu o prêmio em 24 de janeiro de 2005, das mãos do rei;[21][22]
  • Opus Prize (EUA), em 2006;
  • Indicada postumamente ao Prêmio Nobel da Paz, em 2011.

Prêmios nacionais

Entre os prêmios nacionais, destacam-se:

Em 2001, 2002, 2003 e 2005 a Pastoral da Criança foi indicada pelo Governo Brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1 000 Mulheres, da associação suíça 1 000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de onze estados brasileiros (CearáRio de JaneiroParaíbaAlagoasMato GrossoRio Grande do NorteParanáParáMato Grosso do SulEspírito SantoTocantins) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das seguintes universidades:

Museu da Vida

Ver artigo principal: Museu da Vida (Curitiba)

Beatificação

Em 10 de janeiro de 2015, uma missa celebrada no Estádio Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada), em Curitiba, marcou a entrega de um dossiê, enviado à Congregação para as Causas dos Santos, que solicita a abertura do processo de beatificação de Zilda Arns Neumann.[23] Atualmente, seu processo de beatificação está nas mãos da Arquidiocese de Porto Príncipe, no Haiti. Em agosto de 2016, o arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, enviou uma carta ao arcebispo de Porto Príncipe, Guire Poulard, solicitando a transferência dos trâmites de seu processo de beatificação para o Brasil.[24]

Referências

  1.  Pastoral da Criança, 13 de janeiro de 2010. «Nota de falecimento da Dra, Zilda Arns». www.pastoraldacrianca.org.br
  2.  «O Maior Brasileiro de Todos os Tempos». Consultado em 19 de agosto de 2012
  3.  «O Maior Brasileiro de Todos os Tempos». Consultado em 19 de agosto de 2012. Arquivado do original em 12 de julho de 2014
  4.  «Após dez anos da morte, família quer tornar Zilda Arns santa - Brasil»Estadão. Consultado em 20 de fevereiro de 2022
  5.  «HELENA STEINER - GABRIEL ARNS». Consultado em 19 de agosto de 2012
  6.  «:: PREFEITURA MUNICIPAL DE FORQUILHINHA ::». Consultado em 19 de agosto de 2012Cópia arquivada em 19 de agosto de 2012
  7.  «O peso e a leveza | Revista Sorria». Consultado em 19 de agosto de 2012Cópia arquivada em 19 de agosto de 2012
  8. ↑ Ir para:a b «Folha Online - Brasil - Zilda Arns morreu enquanto discursava em igreja para religiosos, afirma filho - 13/01/2010». Consultado em 19 de agosto de 2012Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2010
  9.  «A experiência de fazer acontecer a saúde entre os excluídos da sociedade». www.scielosp.org
  10.  Informações do Honorário na página oficial da Academia Nacional de Medicina
  11.  Pastoral dos Idosos. «Missão da Dra. Zilda Arns Neumann no Haiti, 10 a 15/01/2010.». www.pastoraldacrianca.org.br
  12.  «Fundadora da Pastoral da Criança estava no Haiti durante tremor». www1.folha.uol.com.br - Folha Online
  13.  Christian Science Monitor, 13 de janeiro de 2010. «Legendary Brazilian aid worker among the victims of Haiti earthquake». www.csmonitor.com, por Andrew Downie.
  14.  UN dispatch, 13 de janeiro de 2010 «Haiti Earthquake, the Day After». www.undispatch.com. Consultado em 13 de janeiro de 2010. Arquivado do original em 17 de janeiro de 2010, por Mark Leon Goldberg.]
  15.  «La reputada misionera brasileña Zilda Arns muere en el terremoto de Haití. www.abc.es ABC.es, 13-01-2010.
  16.  Un terremoto devasta Haiti. Premier: «Più di 100mila morti»Corriere della Sera, 13 de janeiro de 2010.
  17.  Pastoral da Criança.«Nota sobre a morte da Dra.Zilda. 14 de Janeiro de 2010 09:25». www.pastoraldacrianca.org.br
  18.  «Trechos do último discurso de Zilda Arns». www.fantastico.globo.com e «Discurso da Doutora Zilda Arns Neumann proferido no Haiti no dia 12 de janeiro de 2010.» (PDF) (em espanhol). www.pastoraldacrianca.org.br. Consultado em 19 de janeiro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 6 de outubro de 2010
  19.  «Trabalho humanitário de Zilda Arns era reconhecido internacionalmente». www.agenciabrasil.gov.br por Amanda Cieglinski. Agência Brasil, 13 de janeiro de 2010.
  20.  Diplomas e Certificados de Dra. Zilda; pastoraldacrianca.org.br
  21.  «La tragedia de Haití se cobra la vida de la doctora Zilda Arns Neumann, premiada por la Universidad de Alcalá.». www.diariodealcala.es. Consultado em 14 de janeiro de 2010. Arquivado do original em 26 de março de 2010 Diario de Alcalá.es, 14 de janeiro de 2010
  22.  «Com morte de Zilda Arns, Brasil perde "benfeitora" e "heroína", diz imprensa internacional». www1.folha.uol.com.brFolha Online, 14 de janeiro de 2010.
  23.  «Dra. Zilda Arns: primeiro passo para a beatificação». 12 de janeiro de 2015. Consultado em 15 de março de 2022
  24.  «Arquidiocese de Curitiba quer assumir processo de beatificação de Zilda Arns». 12 de janeiro de 2017. Consultado em 15 de março de 2022

Ligações externas

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Bobigny é uma comuna francesa do departamento de Seine-Saint-Denis, região da Ilha de França,

 Bobigny é uma comuna francesa do departamento de Seine-Saint-Denis, região da Ilha de França,



Bobigny
  Comuna francesa França  
Prédio da antiga gráfica de L'Illustration reabilitado pela Universidade Paris 13.
Prédio da antiga gráfica de L'Illustration reabilitado pela Universidade Paris 13.
Símbolos
Brasão de armas de Bobigny
Brasão de armas
GentílicoBalbyniens
Localização
Bobigny está localizado em: França
Bobigny
Localização de Bobigny na França
Coordenadas48° 54' 38" N 2° 26' 23" E
País França
Região Ilha de França
Departamento Sena-São Dinis
Administração
PrefeitoStéphane de Paoli (UDI)
Características geográficas
Área total6,77 km²
População total (2018)54 436 hab.
Densidade8 040,8 hab./km²
Altitude máxima57 m
Altitude mínima39 m
Código Postal93000
Código INSEE93008
Sítiobobigny.fr

Bobigny é uma comuna francesa do departamento de Seine-Saint-Denis, região da Ilha de França, com uma superfície de 677 ha e uma população de 50 479 habitantes em 2014.

Geografia

Bobigny é uma cidade dos arredores do nordeste de Paris, a 3 km desta cidade, sobre a margem norte do Canal de l’Ourcq.

A cidade faz fronteira a norte com Drancy, a oeste com Pantin, a sul com Romainville e Noisy-le-Sec e a este com Bondy.

Vista panorâmica do centro da cidade.

Transportes

Estação Bobigny - Pablo Picasso.

Transportes ferroviários

Bobigny é servida pelas estações da Linha 5 do Metropolitano de Paris Bobigny - Pantin - Raymond Queneau, no limite de Pantin a sudeste no bairro de Petit-Pantin, e Bobigny - Pablo Picasso servindo o centro da cidade. A linha T1 (Noisy-le-Sec - Les Courtilles) atravessa a comuna ao longo de sua extensão de oeste a leste.

A ferrovia da Grande Ceinture atravessa o oeste e o sul da cidade. Atualmente limitada ao tráfego de carga, a linha poderia reabrir ao tráfego de passageiros na forma de um tram-trem, no âmbito previsto de reabertura desse eixo para 2017 (Linha 11 Express).

Estradas

A cidade é atravessada pela RN 3 ao sul, a RD 115 (Route des Petits Ponts) e a Estrada nacional A86, essencialmente em trincheira coberta. A A3 marca o limite da comuna (pont de Bondy).

Toponímia

Bobigny tira seu nome de Balbinius, nome de um antigo general romano que criou uma villa na antiga floresta de Bondy. O nome evoluiu para Balbiniacum, depois Baubigny e depois Bobigny.

História

Existem provas da presença humana neste lugar desde a época gaulesa (século IV AC). Na Idade Média o território pertenceu aos senhores de Livry e à abadia de Saint-Denis.

Em 1789, Bobigny é uma pequena comuna de 200 habitantes, vivendo essencialmente da cultura cerealífera. Em 1870, quando houve o cerco de Paris, a comuna foi completamente destruída e a população fugiu para Paris.

A chegada do caminho-de-ferro no fim do século XIX deu novo fôlego à comuna. A comuna tornou-se uma cidade operária com a instalação de várias empresas, proporcionando o aparecimento de uma numerosa mão-de-obra.

Em 1920, a população elegeu uma Câmara comunista e Bobigny passou a fazer parte da "cintura vermelha" de Paris. É nesse mesmo ano que se instalou em Bobigny a fábrica Meccano (produção de jogos e brinquedos mecânicos para as crianças montarem), que em 1951 produziu mais de 500.000 kits por dia.

Em 1933 é a vez do jornal L’Illustration se instalar na cidade. Depois da Segunda Guerra Mundial a cidade duplicou a sua população e tamanho, com a construção de equipamentos e habitações sociais.

No 1º de Janeiro de 1968, Bobigny é elevada a capital do novo departamento de Seine-Saint-Denis.

Metrô de Paris chegou a Bobigny em 1985, o tramway em 1992, e a autoestrada A86 foi inaugurada em 1998.

Economia

A economia local e o emprego são essencialmente suportados pelo facto da cidade ser o centro do departamento.

Os serviços públicos (Prefeitura, Conselho Geral, Câmara Municipal, Hospital, Faculdade de Medicina e outros estabelecimentos escolares e de formação) constituem um importante vector de emprego.

Igualmente o sector privado emprega mais de 11.500 trabalhadores, repartidos por mais de 1.000 estabelecimentos empregadores. A indústria e o sector da construção ofereciam em 2006 cerca de 3.000 empregos.

Geminação

Protocolo de cooperação

Monumentos e lugares turísticos

  • Sítio arqueológico de La Vache à l’Aise, do período gaulês
  • Hospital Avicenne, hospital franco-muçulmano, associado à Universidade Paris-Norte
  • Cemitério franco-muçulmano, com uma mesquita no seu interior
  • Torre de L’Illustration, com 60 m de altura, construída em 1933 para o jornal

Ver também

Ligações externas

Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Bobigny