domingo, 8 de junho de 2025

Uma das marcas mais fortes e reconhecidas da poderosa Johnson & Johnson (conheça essa outra história aqui) surgiu praticamente por acaso. A empresa, que foi fundada como produtora de compressas cirúrgicas, já em 1890

 Uma das marcas mais fortes e reconhecidas da poderosa Johnson & Johnson (conheça essa outra história aqui) surgiu praticamente por acaso. A empresa, que foi fundada como produtora de compressas cirúrgicas, já em 1890

Se ao ouvir Johnson & Johnson vem à sua memória a imagem de um bebê fofo e feliz, não se surpreenda. A fabricante do setor de cuidados pessoais empresta há mais de um século seu sobrenome a uma de suas principais linhas: a JOHNSON’S BABY. Afinal, experimente perguntar a qualquer mãe zelosa a quem ela entregaria os cuidados de higiene e limpeza de seus bebês. Invariavelmente, em qualquer parte do mundo, a resposta mais comum será JOHNSON’S BABY. 

A história 
Uma das marcas mais fortes e reconhecidas da poderosa Johnson & Johnson (conheça essa outra história aqui) surgiu praticamente por acaso. A empresa, que foi fundada como produtora de compressas cirúrgicas, já em 1890 comercializava também emplastros medicinais. Como alguns consumidores reclamavam das irritações na pele causadas pelos emplastros, o diretor científico da empresa, Fred Kilmer, teve a brilhante ideia de começar a vender o produto com pequenas latas de talco, produzido na Itália, para diminuir as irritações causadas na pele. Este produto seria responsável pelo ingresso da empresa no segmento de cuidados pessoais para bebês quando as mães rapidamente descobriram os efeitos suavizantes que o talco tinha na delicada pele de bebês e recém-nascidos, prevenindo e evitando irritações e assaduras. Como muitos consumidores começaram a procurar apenas o talco para comprar, a Johnson & Johnson resolveu desenvolver e lançar, em 1894, a marca JOHNSON’S BABY, inicialmente composta pelo famoso talco, comercializado em pequenas latas com os tradicionais rótulos nas cores laranja e branco e que carregavam a inscrição “For Toilet and Nursery” (em tradução livre “Para banheiro e berçário”).
  

A decisão rendeu bons frutos à marca corporativa, que passou, em poucos anos, a ser reconhecida como uma empresa de bens de qualidade, confiáveis e apropriados até para recém-nascidos. Inicialmente o talco, com seu perfume instantaneamente reconhecível, tinha sua comunicação direcionada para mães e enfermeiras, que rapidamente adotaram o produto na higiene de bebês tanto em casa como também em hospitais e maternidades. Além disso, a nova linha promoveu uma interação entre os pais e a empresa, que mandavam fotografias de seus pequenos pimpolhos segurando a tradicional latinha de talco. Em contra partida, a Johnson & Johnson, como uma forma de reciprocidade as simpáticas atitudes dos pais, publicava estas fotos em alguns materiais de comunicação da marca.
  

O sucesso da nova linha fez com que a empresa desenvolvesse outros produtos, como por exemplo, o tradicional creme hidratante (lançado em 1921). Nesta época, a marca ficou extremamente reconhecida por sua linha de comunicação emocional, que utilizava anúncios onde lindos bebês interagiam com seus pais. Era o surgimento dos famosos “Bebês Johnson’s”. Ainda no ano de 1921, em uma ação inteligente de marketing, a marca lançou no mercado a primeira “Baby Gift Box” (algo como “Caixa de presente para bebês”) que continha talco, creme e sabonete, e foi projetada como um pequeno presente que as pessoas podiam levar ao visitar uma família com um recém-nascido. Após a Primeira Guerra Mundial, a linha JOHNSON’S BABY foi lançada em outros países, especialmente no continente europeu e Austrália. E nos anos seguintes novos produtos surgiram: fraldas descartáveis (1935), óleos hidratantes (1938) e loções (1942).
  

Nas décadas seguintes a linha JOHNSON’S BABY continuou com o desenvolvimento de novos e inovadores produtos, que resultaram no lançamento de xampus (1953), loção hidratante anti-séptica (1959), lavandas e lenços umedecidos (1980), que se tornaram um enorme sucesso entre as zelosas mamães. Outra grande inovação deste período foi o lançamento, em 1971, de um xampu/spray para ser aplicado em cabelos secos ou molhados, cuja fórmula NO MORE TANGLES® ajudava a desembaraçar e evitar a formação de nós dos fios. Em 1991, a marca lançou os primeiros protetores solares para crianças, ingressando assim em uma nova categoria de produto. Já em 1997 foi introduzido o JOHNSON’S BABY HEAD-TO-TOE® WASH, um sabonete líquido ultra-suave para ser utilizado da cabeça (cabelos) aos pés, mesmo em recém-nascidos. A confiança e a segurança neste produto foram tamanhas, que hoje ele é o mais utilizado dentro das maternidades, desde o primeiro banho.
  

Nos últimos anos, a marca começou a desenvolver novas linhas de produtos como de Hidratação (desenvolvida especialmente para atender à necessidade de hidratação da pele dos bebês), Hora do Sono (desenvolvida com a suave fragrância de lavanda e camomila, que ajuda o bebê a ficar mais calmo e relaxado antes de dormir), Milk (desenvolvida especialmente para a pele delicada dos bebês, os produtos têm suas fórmulas enriquecidas com as proteínas do leite), Natural (produtos que utilizam 98% de ingredientes naturais em sua formulação) e Crescidinhos (especialmente desenvolvida para crianças a partir dos 2 anos de idade, cujas embalagens divertidas e fórmulas exclusivas limpam com suavidade e perfumam o corpo todo).
  

A marca também introduziu uma nova fralda que oferecia ao bebê toda a proteção e conforto de que ele necessitava. Isso porque a fralda possuía Flocgel®, que garantia melhor absorção, barreiras laterais que dificultavam vazamentos e formato anatômico, com ajuste perfeito ao corpinho do bebê. Além disso, a nova fralda possuía uma divertida faixa de ajuste com indicadores que ajudavam a mamãe encontrar o ponto correto de ajuste na cintura do bebê.
  

Há mais de 125 anos, a missão da JOHNSON’S BABY é criar os produtos mais puros para bebês. Por isso, a marca que está sempre evoluindo e aperfeiçoando suas fórmulas, relançou toda sua linha em 2019. As fórmulas estão ainda mais puras e suaves para dar o cuidado que o cabelo e a pele dos bebês e das crianças precisam. Isto significa uma redução em 50% do número de ingredientes, eliminação de corantes, parabenos, sulfatos e ftalatos, além de 90% dos ingredientes serem de origem natural. As loções passaram a ter toque seco, para não deixar resíduo na pele, e xampus e sabonetes com fragrâncias mais suaves. Todas essas mudanças (incluindo formulação, embalagens e organização dos produtos no ponto de venda, que passa a ser separada por idade e fase de desenvolvimento das crianças) foram realizadas com base em 26 mil entrevistas em todo o mundo com cuidadores, pais e mães.
  

Outra novidade recente da marca é a linha JOHNSON’S BABY CottonTouch™, delicada o suficiente para os primeiros dias de um recém-nascido. Ultraleve e com pH fisiológico para a pele sensível do recém-nascido, o sabonete líquido, a loção hidratante e o óleo são feitos com algodão de verdade, além de serem livres de corantes, parabenos, sulfatos e ftalatos. Após mais de 100 anos, a JOHNSON’S anunciou em 20 de maio de 2020 que seu talco (Baby Powder) seria descontinuado nos Estados Unidos e Canadá, após queda nas vendas e mais de 16 mil ações judiciais por alegações de que o produto continha amianto (um conhecido agente cancerígeno), algo que a empresa já desmentiu várias vezes.
   

Hoje em dia, a JOHNSON’S BABY, linha mais completa de higiene e limpeza para bebês, reconhecida por oferecer produtos suaves, rigorosamente testados, modernos e de alta qualidade, oferece a milhões de mamães e papais no mundo todo confiança que abrange as principais rotinas da vida de um ser tão delicado: banho, massagem, troca de fralda e hora de dormir. No Brasil toda essa experiência técnica em cuidados de higiene infantil é colocada em prática pelas mães, afinal, não é à toa que um dos slogans da marca traduz justamente a essência disso tudo: “Do seu toque com Johnson’s Baby nasce um mundo melhor”.
  

Chega de lágrimas® 
Os tradicionais xampus JOHNSON’S BABY são a escolha preferida de pais carinhosos que querem ver seus filhos bem cuidados, com os cabelos limpinhos, cheirosos, sem choro e com muitos sorrisos. E isto somente foi possível, a partir de 1954, quando a empresa, pensando na delicadeza da pele e dos olhos dos bebês, desenvolveu a fórmula Chega de Lágrimas® (No More Tears®) para seu xampu, que havia sido lançado um ano antes. O tradicional xampu amarelinho, o primeiro a receber a fórmula Chega de Lágrimas®, rapidamente se destacou pela pureza e formulação clinicamente testada, isenta de sabão e álcool, que não causava lágrimas. Além disso, o pH balanceado era ideal para o sensível couro cabeludo dos bebês. Em 1955, o xampu já era anunciado como o slogan “Johnson’s can’t burn eyes”, que comunicava a principal característica do produto. Sua qualidade e suavidade passaram de geração em geração e, ainda hoje, continua sendo um dos produtos mais conhecidos e utilizados da linha JOHNSON’S BABY. Uma curiosidade: a expressão “No More Tears” seria registrada como marca comercial apenas em 1959.
  

Com o passar do tempo, outros produtos da linha ganharam o tradicional e reconhecido ícone da gotinha vermelha em seus rótulos, sinal de que ali não há substâncias que irritam os olhos. Entre as novidades da linha de xampu, introduzida em 2012, está a versão Cheirinho Prolongado, enriquecido com vitamina E e Essencia Fix® (com aroma de frutas, que a marca garante oferecer maior fixação da fragrância nos fios), especialmente formulado para limpar os cabelos de maneira eficaz, deixando um gostoso cheirinho de banho por muito mais tempo.
   

Atualmente a linha de xampus conta com várias versões além da tradicional (de glicerina): cabelos claros (cor verde), cabelos escuros (cor vermelha), cabelos cacheados (cor salmão), hidratação intensa (cor verde-clara), Cheirinho Prolongado (cor azul), Gotas de Brilho (cor rosa) e Hora do Sono (cor roxa). Todas essas versões procuram atender a diversidade étnica e as necessidades específicas dos cabelos dos bebês e crianças, realçando a cor, o brilho e a maciez dos fios, sejam eles claros, escuros, lisos ou cacheados, normais ou ressecados.
  

De 1953 até os dias de hoje muita coisa aconteceu. A embalagem do tradicional xampu, por exemplo, deixou de ser feita em vidro e ganhou a praticidade do plástico. Em 2010, a embalagem passou por uma pequena modernização, que a deixou com um visual mais limpo, com rótulos que não saíam na água. Além disso, as embalagens ganharam uma variedade de cores que ajudavam melhor a identificar prontamente cada versão, tornando o processo de compra mais tranquilo e agradável. A imagem abaixo mostra a evolução das embalagens.
  

Mas em 2019, a JOHNSON’S BABY remodelou completamente sua linha de xampus, que ganhou uma nova formulação (com ingredientes de origem mais natural) e embalagens com novo design (como os corantes foram eliminados da fórmula as embalagens passaram a ser coloridas e não mais o líquido dentro do frasco). Outra novidade é que as embalagens nas versões acima de 750 ml passaram a contar com válvulas dosadoras (conhecidas como pump), que permitem o manuseio com apenas uma mão. Além disso, os rótulos passaram a incluir um ícone de idade e fase de desenvolvimento das crianças para melhor ajudar aos pais a selecionar os produtos. As cores também ganharam novos significados: a cor amarela é destinada aos recém-nascidos, o azul foi escolhido para bebês a partir de 6 meses e o verde para crianças acima de 18 meses.
  

O Bebê Johnson’s 
A marca JOHNSON’S BABY está intimamente associada, especialmente no Brasil, aos fofos bebês que durante décadas aparecem em suas campanhas publicitárias e ações de marketing. Essa história começou em 1957, quando fotógrafos contratados pela J&J percorriam maternidades públicas fotografando bebês. O júri definido pela empresa elegeu naquele ano o primeiro Bebê Johnson’s, uma menina de cabelos loiros e olhos castanhos, chamada Magda Solange Ferreira, nascida na maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo. Estrela dos anúncios da JOHNSON’S que estampavam revistas e pôsteres em consultórios pediátricos, o primeiro Bebê Johnson’s ajudou a vender fraldas, xampus, loções, talcos, óleos, lavandas, sabonetes e Cotonetes (conheça essa outra história aqui). A promoção voltou em 1965, durante o antigo Salão da Criança, no Ibirapuera, e durante 4 anos revelou novos bebês, alguns que se tornaram famosos, como o ator Matheus Carrieri. Como ação complementar a marca distribuía cartilhas com dicas de cuidados durante a amamentação, sugestão de papinhas, formação de enxoval, decoração do quarto, etc.
    

Além de criar a expressão “bonito como um bebê Johnson’s”, a promoção foi uma das principais responsáveis por popularizar o Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro. A JOHNSON’S fez algumas tentativas esporádicas para resgatar a promoção, como por exemplo, em 2007 e 2016 (neste ano o concurso foi em versão digital). Porém, no ano de 2017, a JOHNSON’S surpreendeu e emocionou o público ao lançar sua primeira campanha de Dia das Mães com um bebê especial (portador da Síndrome de Down). Com o slogan “Para nós e para todas as mães, todo bebê é um Johnson’s”, a iniciativa tinha como protagonista o pequeno Lucca, de 1 ano e 2 meses. Assista ao comercial da campanha clicando aqui.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. O logotipo chegou a conter como ícones dois pequenos pés azuis, mas sempre manteve a palavra “Johnson’s” com a mesma tipografia da marca mãe (a Johnson & Johnson). As alterações ocorreram na tipografia de letra da palavra baby, que foi sendo modernizada.
   

O logotipo também pode ser aplicado somente com a palavra JOHNSON’S. Além disso, recentemente a marca criou um ícone que representa a tradicional gota (na cor azul) com o J característico da JOHNSON’S dentro, para ser aplicado nos meios digitais e em sua comunicação.
  

Um dos produtos mais populares da marca, a loção hidratante, teve sua embalagem alterada algumas vezes ao longo dos anos. Somente assumiu a tradicional tonalidade de rosa a partir de 1969, quando a embalagem de vidro foi substituída por um recipiente de plástico com uma prática tampa flip.
   

Os slogans 
Choose Gentle. (2018) 
Johnson’s: For Every Little Wonder. (2016)
So much more. (2015) 
Because every moment with your little one is precious.
Best for the Baby - Best for You. 
Porque tu bebé es lo más importante. (espanhol) 
Juntos, passo a passo. (2020) 
Pureza que Inspira. (2019) 
Para as descobertas da vida. (2016) 
A vida bem de perto. (2015) 
Do seu toque com Johnson’s Baby nasce um mundo melhor. (2008) 
Johnson’s está com você em cada descoberta do seu bebê.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1894 
● Fundador: Johnson & Johnson 
● Sede mundial: New Brunswick, New Jersey, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Johnson & Johnson Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Alex Gorsky 
● Faturamento: US$ 1.51 bilhões (2020) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Higiene e cuidados pessoais 
● Principais produtos: Xampus, condicionadores, talcos, sabonetes e loções 
● Concorrentes diretos: PampersHuggiesPalmolive Kids, L’Oréal Kids, Nivea Kids, Baby DoveNatura e O Boticário 
● Ícones: A gotinha vermelha “No More Tears® 
● Slogan: Choose Gentle. 
● Website: www.johnsonsbaby.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a JOHNSON’S BABY, a mais confiável e reconhecida marca mundial de produtos para cuidados e higiene de bebês e crianças, oferece uma completa linha (são mais de 60 produtos) composta por xampus, condicionadores, sabonetes, loções, cremes contra assaduras, óleos hidratantes, lavandas, colônias, fraldas (em alguns mercados), lenços umedecidos, bloqueadores solares, entre outros itens, é comercializada em mais de 100 países ao redor do mundo, sendo uma das mais importantes marcas da tradicional Johnson & Johnson. Mais de 60% das jovens mamães utilizam algum produto da marca para dar o primeiro banho em seus recém-nascidos. E mais de 100 milhões de mamães no mundo todo confiam a pele de seus bebês a JOHNSON’S BABY. 

Você sabia? 
 Hoje em dia, maternidades e hospitais do mundo inteiro utilizam os produtos JOHNSON’S BABY mais do que qualquer outra marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Veja, Exame, Embalagem Marca e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/11/2021 

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Tu sabes mesmo quem foi Tiradentes e por que ele é o único herói nacional? Tem certeza?

 Tu sabes mesmo quem foi Tiradentes e por que ele é o único herói nacional? Tem certeza?


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Olá curiosos, hoje vamos falar não apenas do cara que deu origem a esse feriado, mas, sobre os prováveis motivos dele ter se tornado o único herói nacional (Airton Senna ainda não havia nascido) aliás, em todo país ele é o único homem que tem um feriado só pra ele. Mas, como toda história precisa ter um X, da questão, nos perguntamos, depois de tantas revoltas e conjurações (mesmo que recebam nomes variados é tudo a mesma coisa) qual o motivo de somente Tiradentes ser ovacionado como herói nacional? Será que Lucas Dantas, João de Deus e demais revoltosos da Revolta de Búzios eram menos significativos? Será que Domingos José Martins ou o Padre João Ribeiro, da Revolta Pernambucana(Que realmente aconteceu) não mereciam um feriadinho? Porque só o Tiradentes tem toda honra e toda glória?
Pra começar, temos que rebobinar a fita pra gente entender essa história(quem tem menos de 30 anos, procura no Google o motivo dessa expressão) pois bem,
Joaquim José da Silva Xavier, o nosso "famosinho", nasceu em Minas Gerais, na cidade de São João Del Rei, mas, o palco da nossa história é Vila Rica, hoje Ouro Preto, na época, a cidade mais movimentada e avançada não apenas do Brasil Colônia, mas também de toda América Latina, lugar onde viviam os ricos e intelectuais, no ano de 1746. Como a alcunha revela, ele era dentista, e apesar do nome, reza a lenda, que ele odiava arrancar dentes, mas na época não havia tratamentos. Dente doeu? Pega a marreta e a talhadeira e arranca. Assim, o nosso mocinho, ganhou o apelido e a sobrevivência por muito tempo. Mas, o cara jogava em várias posições, a vida pra ele não era um morango. Ele era comerciante ambulante (mascate), era soldado da Coroa Portuguesa(alferes), minerador e um bom orador. Filho de pais portugueses, era o quarto de onze filhos e ficou órfão de pai e mãe muito jovem, aos dez anos de idade, sendo criado por seu tio, que era justamente dentista e ensinou a profissão ao sobrinho. Mega insatisfeito em ser militar, pediu pra sair da carreira, antes da bomba da inconfidência explodir. Toda elite mineira estava insatisfeita com a Coroa, devido a ameaça da Derrama, mas essa galera de Minas é sempre meio dividida, vide Atlético e Cruzeiro, e com os Inconfidentes não era diferente, todos queriam a República, mas, a opinião se dividia quando se falava em escravidão, levando o fato de ser um movimento de elite, os reais motivos são claros, interesse próprio.
Mas, como nessa época o Iluminismo estava comendo solto e a Revolução Francesa, engatinhando, inspirando todo mundo a ter liberdade, as ideias começavam a clarear, a Coroa sugava com força e esses inconfidentes decidiram que libertariam Minas Gerais da Coroa Portuguesa, na época o Rei era Dom João V e a Rainha Dona Maria, vide que os outros movimentos queriam Independência para o Brasil, eles focavam só em Minas, querendo criar a República Indepente das Minas Gerais, ou seja, um país dentro do outro e no meio do outro e é lógico que você nem precisava ser Rei para não aceitar um bagulho desses.
Mas, vamos as origens da insatisfação dessa galera, pois se todos eram de elite (Padres, Poetas, Escritores, Advogados), por que a revolta contra a Coroa?
Em 1702, antes de Tiradentes nascer, foi criada a Intendência das Minas, mais ou menos a nossa Receita Federal de hoje, que fiscalizava tudo o que era extraído das Minas existentes, autorizava quem podia ou não Mineirar no lugar e cobrava impostos sobre o ouro. Vamos lá, em Minas tinha muito ouro, inclusive o ouro de aluvião, ou seja, tropecei em uma pedra, só que não era pedra, era só tropeçar que era ouro, enfim, Minas dava ouro igual a mato e Portugal achava que aquele ouro não iria acabar nunca. Era tão fácil extrair ouro que de trezentos mil habitantes na colônia, as cabeças pularam pra três milhões, isso fez até Portugal proibir que as pessoas se mudassem pra Minas Gerais, estava muito mole enriquecer naquele lugar. A galera veio garimpar com força, o ouro era retirado na bateia, nos leitos dos rios, inicialmente, que é uma peneira, depois o povo achou as Minas, daí o nome do Estado e pra variar, a maioria da mão de obra era escrava.
Então, foi criado o Quinto (Daí que vem a expressão Quinto dos infernos), mas era basicamente, 20% do ouro extraído deveria ser entregue a Coroa como pagamento de impostos, só que nessa época também tinha contrabando e como todos sabem, não foram os melhores portugueses os enviados para cá no início da colonização, então o Rei, resolveu criar a Casa da Fundição, que transformava o Ouro em barras e ainda colocava o selo da Coroa prensado nele, aumentando o controle de mercadoria, mais ou menos uma garantia que aquele ouro era legal. Sem o brasão o ouro podia ser confiscado e o portador preso por roubar o Rei. Só que meio século depois de começarem a cobrança desses impostos, o ouro começou a diminuir, o que é normal em qualquer atividade de extração, vide Serra Pelada que era um morrão e virou um buraco, as salinas aqui de Cabo Frio que acabaram, mas, nessa época não se pensava em meio ambiente, então o Rei ficou bolado:"Essa galera tá me roubando...pensava lá de Portugal" e em uma época que aconteceu o pior terremoto de Portugal e estavam devendo a Deus e ao mundo por conta do fim da guerra com a Espanha, quebrando a União Ibérica, precisando de grana pra reconstruir Lisboa que tinha ido a chão.
Então era preciso apertar a Colônia.
Assim, criaram a Derrama, que estipulava que a Colônia tinha que enviar mil e quinhentos quilos de ouro por ano para Portugal e se não chegasse a esse número teriam que completar, mesmo que tivessem que usar a autoridade, ou seja, a meta tinha que ser batida, ou levavam na marra, foi aí que a faca entrou na caveira, quem seria o mais prejudicado com isso? Quem tinha grana lógico! E quando se pensa em quem mexeu no meu queijo, logo a galera reage. Em 1763 a Derrama foi aplicada, pois nos anos anteriores mesmo não batendo a meta, o Rei fazia vista grossa, mas naquele ano: Farinha pouca, meu pirão primeiro!
Mas, não pensem que foi de estalo, nada era na época, a coisa não desenrolou rapidamente, entre o começo da Derrama e a Inconfidência Mineira se passaram trinta anos, nesse período, o ouro estava ficando escasso, a Guarda Nacional, descendo o porrete e levando o ouro e muita gente, não conseguindo pagar os impostos, se enrolava, ia pro SPC real, inclusive muitos inconfidentes entraram na causa por estarem com o nome sujo, lá no Serasa do Barão de Barbacena, que mandava cobrar geral. Os inconfidentes achavam que teriam o apoio de todo povo, pois ninguém estava satisfeito com a Coroa, mas, em troca da anistia de suas dívidas, três dedos duros entregaram o movimento, não foi apenas o Silvério Dos Reis, ele começou e o Inácio Correia de Pamplona e o Basílio de Brito,terminaram o serviço. Mudando de assunto, legal que circulando em Ouro Preto você encontra ainda plaquinhas mostrando onde essa galera morava, ou se reunia, um lugar pra ser visitado muitas vezes, fora a comida mineira que é um abre aspas, mas voltando lá na situação, o movimento nem se levantou, ao contrário da Revolta Pernambucana, os caras foram presos, cinco padres foram julgados pela igreja e foram presos, sendo que três deles morreram na prisão, seis foram inocentados, sendo que três deles na delação premiada, um foi condenado a trabalhos forçados, oito foram exilados fora do país e onze condenados a morte, só que desses onze, certamente por algum motivo de pagar uma boa fiança, receberam clemência real e a corda sempre arrebenta pro lado mais fraco e eles tinham que matar alguém pra servir de exemplo, ou pra Corte seria um mico danado e o sorteado, vulgo bola da vez, foi o Tiradentes, porque também assumiu a liderança e em nenhum momento botou galho dentro, então ele seria um perigo mesmo preso.
Em 21 de abril de 1792, após quatro anos de processo e julgamento, Tiradentes foi enforcado e esquartejado.
Mas, aí vem o desdobramento do marketing do Mito. Durante os próximos 100 anos, Tiradentes não era nem lembrado, era considerado só "mais" um traidor inconsequente enforcado pela Corte e o Império havia se fortalecido com Dom Pedro II, que já foi analisado como um ótimo governante, mas, o Brasil já era independente, já tinha sua bandeira, seu hino, mas, continuava sendo regido pela Família Real, o que incomodava, apesar de Dom Pedro II, ser brasileiro, suas meninas também, seus netos idem, isso exigido em contrato (Leia no post do Parto da Princesa Isabel), ainda tinha aquela invejinha incomodando e queriam, porque queriam, que o poder fosse do povo.
Então, o povo precisava ter heróis, ter pessoas com quem eles se identificassem, assim estratégicamente, pensaram: Ah, vamos colocar os Negões da Revolta de Búzios? Ah, não, os outros recém libertos, vão ficar se achando e a Coroa havia matado muita gente em Salvador, juntou até urubu, baiano gosta de protestar, vão arrumar logo outros heróis, fazer uma banda de axé, vamos ter que botar trio elétrivo no feriadão, melhor deixar quieto, vai virar "bagaceira".
Ah, vamos colocar a galera de Pernambuco? Melhor não, algum nordestino pode ficar puto e eles resolvem tudo na peixeira e fora isso, a Revolução deles havia acontecido, podem vir bater panela e tal, aparecer herdeiro pedindo pensão, nordestino gosta de fazer "mininu", então, quem poderia ser um herói do povo? Que não era rico? Não tinha escravos? Não tinha herdeiros? Não tinha nem uma casinha pra chamar de sua. Aliás, não tinha nem um retratinho... e cara, um militar que queria a República e tcharammmmmm! Ele! Ele era o cara certo. Os militares haviam dado o Golpe da República e estavam se achando Deus naquela hora, e se Deus nos fez sua imagem e semelhança , então bora fazer um Jesus brasileiro? Assim deram a Tiradentes, o jeito Jesus de ser, magro, branco, barbudo, cabelos longos, mas isso já foi desbancado por vários historiadores, pois pra começar ele era militar e mesmo antes não usaria aquela barbona de Noé, ele estava preso e na cadeia as cabeças eram raspadas por causa de piolhos. Aliás, por falar em cabeças, ele foi esquartejado, tem até um quadro horroroso dele todo estrupiado, suas partes espalhadas pelo caminho até Vila Rica pra servir de exemplo e lá no meio da praça colocaram a cabeça dele, só que ninguém sabe quem, ou como, roubaram a cabeça do cara e nunca mais ela foi encontrada. Sua casa foi queimada e no terreno jogaram sal pra nunca mais nascer nada, sua familia amaldiçoada e proibida até de frequentar a igreja e ele tinha uma namoradinha de quinze anos, pense gente, ele tinha quarenta anos, isso a Globo não mostra, nem os republicanos, pra não queimar o herói. Atenção, não estou desmerecendo a causa dele, pois ele realmente era um republicano e pagou caro por sua ideologia, só acho que tivemos outros heróis. Mas, naquele momento ele era o cara certo, no lugar certo.Precisavam lembrar ao povo que a Coroa era ruim, que matava e tal e mesmo cem anos depois, só haviam bustos,estátuas, quadros dos monarcas e seus queridinhos, então eles tinham que criar uma identidade pro herói nacional e este foi Tiradentes.
Poderiam criar o dia dos Revoltosos e homenagear a galera toda, criar um monumento maneiríssimo com todos, com os heróis de outras etnias também, como a Galera dos Malês, Arariboia, sei lá, mas, o feriado todinho pra Tiradentes deveria ser repensado.
O termo inconfidência significa infidelidade, por isso o correto depois de levantar os fatos seria chamar o movimento de Conjuração Mineira, assim como, muitos historiadores chamam a Revolta de Búzios de Conjuração Baiana, o que dá uma confusãozinha na cabeça de muita gente que acha que foram movimentos diferentes.
Ah, a bandeira de Minas Gerais é a bandeira da Inconfidência e nela está escrito.
"Liberdade ainda que tardia" que é um trecho do Poema do Romano Virgílio e realmente já está tarde.
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Em 28 de Junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, da Áustria, e sua esposa Sophie foram mortos a tiros por um estudante sérvio separatista durante uma visita oficial à capital da Bósnia, Sarajevo

 Em 28 de Junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, da Áustria, e sua esposa Sophie foram mortos a tiros por um estudante sérvio separatista durante uma visita oficial à capital da Bósnia, Sarajevo.


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Os assassinatos provocaram uma onda de eventos que culminaram no estouro da Primeira Guerra Mundial, no começo de agosto.

O arquiduque havia viajado para Sarajevo em junho de 1914 para inspecionar as forças armadas imperiais na Bósnia e Herzegóvina, anexadas pelo Império Austro-Húngaro, em 1908. A anexação causou fúria entre os nacionalistas sérvios, que acreditavam que os territórios eram parte da Sérvia. Um grupo de jovens nacionalistas (mão morta) armou um plano para matar o arquiduque durante a sua visita a Sarajevo e, depois de alguns erros, Gavrilo Princip, um jovem estudante de 19 anos, conseguiu atirar no casal real à queima-roupa, enquanto eles faziam sua jornada oficial. As últimas palavras do arquiduque foram em resposta ao conde que viajava com eles. O homem perguntou “Vossa Alteza está sentindo muita dor?”, ao que Francisco respondeu “Não é nada, não é nada”, logo antes de perder a consciência. Os dois morreram praticamente na hora do atentado.
O assassinato desencadeou rapidamente vários eventos, e o Império Austro-húngaro culpou o governo sérvio pelo ataque. Como a Sérvia era apoiada pela grande e poderosa Rússia (segundo a política das alianças), a Áustria pediu garantias de que a Alemanha estaria ao seu lado contra os russos e seus aliados, incluindo a França e, possivelmente, o Reino Unido. No dia 28 de julho de 1914, os austro-húngaros declararam guerra contra a Sérvia e a frágil paz entre as potências europeias ruiu completamente, dando início um conflito devastador, a Primeira Guerra Mundial.
Na conferência de paz em Paris, em 1919, os líderes dos Aliados enfatizariam o desejo de construir uma paz mundial após a guerra para nunca mais ocorressem novos conflitos em grande escala. O Tratado de Versalhes, contudo, falhou neste objetivo.
O sonho do então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, para a construção de uma organização mundial para a preservação da paz também falhou quando a Liga das Nações foi instituída.
Após quatro anos de derramamento de sangue, a Primeira Guerra Mundial terminou no dia 11 de novembro de 1918, depois que a Alemanha se rendeu aos aliados. Coincidentemente, cinco anos após a morte de Francisco Ferdinando, Alemanha e as Forças Aliadas assinariam o Tratado de Versalhes, encerrando oficialmente a Primeira Guerra Mundial (dia 28 de junho de 1919). Os duros termos punitivos impostos pelo Tratado à Alemanha, a grande perdedora da guerra, levou a uma onda de ressentimentos contra o tratado e seus autores, um sentimento que culminou na eclosão da Segunda Guerra Mundial.

4 Oleo Motor Ipiranga 5w40 f1 Master Sintético

 

4 Oleo Motor Ipiranga 5w40 f1 Master Sintético

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Informações do Produto

4 Oleo Motor Ipiranga 5w40 f1 Master Sintético
4 Oleo Motor Ipiranga 5w40 f1 Master Sintético

O IPIRANGA F1 MASTER SINTÉTICO SP 5W40 foi desenvolvido com uma formulação especial de elevada tecnologia, capaz de garantir ao motor proteção extra contra desgaste, formação de borras e depósitos, além de menor espessamento do óleo por oxidação e economia de combustível.

Classificação API SP

Atendimento

Recomendado para os motores de veículos fabricados pelas montadoras que indiquem viscosidade SAE 5W-40. Pode ser utilizado em motores onde são recomendados óleos de níveis de desempenho anteriores como o API SN, SM, SL ou SJ.

Desenvolvido com Nano ARMOR?TM, exclusiva tecnologia capaz de criar uma ARMADURA de proteção extra para desempenho otimizado e longa vida do seu motor.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS:

EXCELENTE CONTROLE DE FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS NOS PISTÕES

O controle de formação de depósitos nos pistões reduz significativamente o acúmulo de borra nos anéis de segmento,diminuindo o risco de danos prematuros nas camisas dos cilindros.

MAIOR PROTEÇÃO NO MOMENTO DA PARTIDA

A rápida fluidez do óleo no momento da partida confere uma excelente lubrificação nos componentes mais críticos, reduzindo assim o desgaste inicial

MAIOR PROTEÇÃO CONTRA O DESGASTE

A ação antidesgaste cria uma camada protetora ultra resistente que reduz o atrito metálico entre as peças, diminuindo o desgaste prematuro e prolongando a vida útil dos componentes internos do motor.

EXCEPCIONAL RESISTÊNCIA AO CALOR E À OXIDAÇÃO

Sua formulação sintética, aliada aos aditivos antioxidantes, oferece maior resistência à oxidação causada pelas altas temperaturas de funcionamento do motor, minimizando o espessamento do óleo e mantendo por mais tempo as características originais do lubrificante, mesmo sob o regime severo do anda e para encontrado no trânsito das grandes cidades.

EXCELENTE ESTABILIDADE AO CISALHAMENTO

Permite que o óleo mantenha a viscosidade adequada durante o trabalho no motor, garantindo a resistência da película

lubrificante, evitando falhas de lubrificação.

MANUTENÇÃO DA LIMPEZA INTERNA DO MOTOR

A exclusiva tecnologia detergente / dispersante oferece um controle eficiente contra a formação de depósitos e o acúmulo de borra, garantindo a limpeza e a eficiência do motor, mantendo as características próximas das originais de fábrica.

PROTEÇÃO CONTRA LSPI EM MOTORES TURBO COM INJEÇÃO DIRETA

Seu desempenho contra pré-ignição a baixa velocidade (LSPI) em motores de injeção direta turbo (TGDI) garante uma maior proteção das peças críticas do motor, atendendo aos requisitos da mais atual especificação API SP.
Informações complementares
CertificaçõesAPI SP
Conteúdo da Embalagem4 Oleo Motor
LinhaF1 Master
MarcaIpiranga
ModeloSintético 5W40