sábado, 10 de janeiro de 2026

Tina: HQ "A dificil arte de comprar"

 

Tina: HQ "A dificil arte de comprar"



Mostro uma história em que a Tina foi assediada por um vendedor, causando vários constrangimentos nela. Com 5  páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 163' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 163' (Ed. Abril, 1986)

Em uma loja, Pipa derruba as blusas que estava vendo e resolve experimentar tudo que ela derrubou. Tina comenta para ela não fazer como na outra loja onde experimentou tudo e levou nada e Pipa responde que culpa tem se o estoque todo era horrível. Como sabe que Pipa vai ficar um tempão experimentando roupas, Tina avisa a amiga que vai à loja do lado.

Ao entrar na outra loja, Tina comenta alto que está precisando de sapato, o vendedor escuta e vendo que era mulher bonita, logo se aproxima, perguntando de que cor, qual tipo e qual número. Tina aponta o que quer e diz que é número 35 e o Vendedor pergunta qual é o telefone dela. Tina não gosta e ele diz que foi brincadeira e já pegar o sapato.

Depois de trazer, o Vendedor calça o sapato nela bem devagar, tocando no pé dela. Tina reclama se não da para calçar mais depressa, ele pede desculpas, falando que a gatinha tem um pezinho lindo. Tina não gostou do sapato e o Vendedor pergunta se não quer ver um outro modelo, outra cor, uma bota ou chinelo. Tina diz que não e ele oferece vestido para ela provar e antes que dê resposta, a coloca no provador.  

Tina experimenta e o Vendedor surge na hora que estava sem roupa, só com calcinha e sutiã, perguntando se ficou bom. Tina se assusta, fecha a cortina do vestiário e o chama de atrevido. O vestido fica largo, ela sente calor na cabine e reclama que o Vendedor tomou chá de sumiço e o chama. Ele aparece, diz que ficou divino e ela diz que ficou largo. Ele sugere que é só apertar aqui, ali e ela diz quer um menor.

Após experimentar, Tina gostou e vai levar, ele insiste em ver calças e blusas e ela só quer esse vestido e se espanta por custar 200 Cruzados. Na saída, ele fala para voltar logo e ela pensa que só se for pra dar um soco na cara dele. Tina vê que ele colocou vestido errado na bolsa, ela reclama e ele diz que foi para ela voltar logo. Com o vestido certo, Vendedor pergunta se não quer ver biquíni, minissaia, quando Pipa aparece, conta para Tina que na outra loja só tinha lixo e naquela loja tem roupas bonitas, escolhe várias para experimentar, além de sapatos e Tina se sente vingada vendo o sofrimento do Vendedor com a Pipa.

História legal em que a Tina tem que aturar um vendedor que a assediava, não dava confiança, mas ele insistia como perguntar telefone dela, acariciar pés enquanto calçava sapatos nela, invadir provador enquanto ela trocava de roupas, perguntar se quer outras coisas para ela ficar na loja, inclusive biquíni e minissaia para vê-la mais a vontade. No final, ele se deu mal com a Pipa estabanada, derrubando tudo na loja e querendo experimentar tudo sem comprar, e, finalmente, Tina se saindo vingada.

O Vendedor não podia ver mulher bonita que dava em cima delas, muito abusado e atrevido, sem dúvida. Tina podia ter dado queixa ao gerente e nem ter comprado vestido após o primeiro assédio. Ponto alto foi ele abrir a cortina do provedor sabendo que ela estava quase pelada, só para ver o corpo dela. Mesmo sendo antiga, continua uma história bem atual, já que até hoje existem vendedores que assediam as clientes nas lojas e até o contrário com os clientes assediando vendedoras e deixar o alerta para os leitores que é coisa que não deve ter e ideal é a mulher denunciar. 

Gostavam de explorar sensualidade da Tina e frisar que era bonita, deixando homens loucos por ela, por isso a atitude do Vendedor, só que sem consentimento dela, vira assédio, se fosse só insistência para ela comprar, seria menos mal. Pipa bem exigente, vê loja toda e compra nada, típica cliente que vendedores não gostam. Foi engraçado ela derrubando tudo e tudo que derrubava, aproveitava para experimentar, que para ela seria favor, mas depois comprava nada.

É toda incorreta atualmente por ter assédio do Vendedor, Tina querer dar soco nele, ter sensualidade com Tina quase nua no provador. Tem também uma gíria datada do vendedor chamando Tina de "chuchu" que poderiam mudar em republicação hoje, pois eles não gostam de deixarem coisas datadas nas histórias, assim como a moeda "Cruzados" quando mostra o valor do vestido. Aliás, percebe-se que o vestido foi absurdo de caro, ao comparar 200 Cruzados com o preço dessa revista do Cebolinha que custou 6 Cruzados.

Os traços bonitos, Tina com cabelo curto, típicos dos anos 1980 e uma arte-final do Alvin Lacerda deixou melhor ainda. Interessante o Vendedor com dentes expostos maior parte do tempo, com ele com sabedoria e tentando passar lábia e cantadas na Tina. Foi uma história dos anos 1980 da Tina sem ela só aparecer só pra resolver problemas dos amigos e tendo seus próprios conflitos, o que foi bom para diferenciar o estilo que eram basicamente suas histórias na época de ser apenas a conciliadora. Foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 14' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 14' (Ed. Globo, 1993)

Cebolinha: HQ "Os cinco fios mágicos"

 

Cebolinha: HQ "Os cinco fios mágicos"


Em abril de 1993, há exatos 30 anos, era publicada a história "Os cinco fios mágicos" em que uma bruxa faz Cebolinha ter fios de cabelo mágico para pedir o que quiser cada vez que arranca um fio de cabelo. Com 15 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 76' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Cebolinha Nº 76' (Ed. Globo, 1993)

Nela, uma bruxa velha reclama que ninguém a ajuda a atravessar a rua. Então, ela mesmo resolve atravessar, escorrega em uma poça e cai. Todos na rua dão gargalhada e nem ajudam a levantá-la do chão e, com isso, a bruxa transforma todos em animais por um dia inteiro.

Cebolinha foi o único que não riu e como recompensa, a Bruxa transforma os cabelos dele em cinco fios mágicos, toda vez que ele arrancar um fio terá direito a um desejo que será realizado. Em seguida, ela se transforma em criança para atravessar a rua e vai embora.

Cebolinha comenta que adianta nada porque ele nunca teria coragem de arrancar fios do cabelo. Logo, ele pensa que poderia desejar ter enorme cabeleira e fica animado. Só que antes de desejar isso, ele teria direito a quatro desejos antes e resolve desejar ser cabeludo por último porque senão ele não conseguiria achar os outros quatro fios mágicos no meio dos outros.

Assim, o seu primeiro desejo é ter um monte de dinheiro, arranca um fio de cabelo e Cebolinha fica jogando dinheiro para o alto. Cascão pergunta se o pai dele aumentou a mesada ou se ganhou na Loto, na Sena, na Loteria Esportiva ou na margarina. Como Cebolinha nega, Cascão acha que ele assaltou um banco.

Cebolinha conta que foi por causa de uma bruxa e agora está rico. Cascão pergunta como eles vão gastar o dinheiro e logo percebe que Cebolinha perdeu um fio de cabelo. Cebolinha diz que arrancou e Cascão acha que o amigo pirou e diz que vai gastar a grana dele enquanto ele estiver no hospício. Cebolinha diz que o cheirinho do Cascão o incomoda, Cascão fala que ele já tentou dar banho nele mil vezes sem sucesso, Cebolinha deseja que o Cascão fique limpo e arranca o cabelo e tem seu desejo realizado.

Cascão fica desesperado que ficou limpo e grita alto que pode ser ouvido na China. Cebolinha diz que foi mágica e Cascão tenta bater nele, mas dá é vontade de vomitar com o cheiro de sabonete. Mônica aparece e elogia o Cascão, pensando que ele tomou banho. Ele diz que não e manda Mônica sair dali porque o Cebolinha está perigoso. 

Mônica acha Cebolinha ridículo e ri com ele com 3 fios de cabelo e cebolinha fala que pior é ela, xingando de baixinha, dentuça, gorducha, etc.  Mônica tenta bater nele e Cebolinha deseja que quer ficar mais forte que a Mônica, arrancando outro fio de cabelo. Cebolinha fica forte, dar um soco nela e consegue vencê-la, depois segura uma pedra afirmando que é o novo dono da rua e trata Mônica e Cascão como escravos e faz seu novo desejo de falar corretamente.

Cebolinha se glorifica que agora está com tudo, é rico, poderoso e fala certo, segurando um poste. Mônica diz que ele está como um palerma com um fio de cabelo, Cebolinha diz que poderia jogar o poste nela e radicalizar e provar sua autoridade, mas quer fazer o último pedido de ficar cabeludo. Ele pensa se quer ficar como o "João Lenão", "Sidão Magau" ou Fábio Búnior" e quando está prestes a pedir, Cascão arranca o cabelo do Cebolinha pedindo que tudo volte ao normal.

Assim, pedido é concretizado e Cebolinha fica uma fera, Mônica bate nele por tudo que ele fez. No final, Cascão dita ditados como "Quem tudo quer, tudo perde" e "Vale mais cinco fios no coco que mil voando" e fala que Cebolinha deixou de ser rico, forte e bonito, mas não é motivo de ele arrancar os cabelos, com Cebolinha cheio de raiva tentando arrancar cabelo.

História engraçada que uma Bruxa faz Cebolinha ter fios de cabelos mágicos, que arrancados permitem realizar os desejos dele como forma de recompensa de ele não ter rido quando caiu ao atravessar a rua. Foi melhor que ter encontrado um gênio da lâmpada, pois teria direito só a 3 desejos. Só que o poder subiu a cabeça, prejudicando seus amigos e só se salvaram com o desejo do Cascão de fazer voltar tudo ao normal, mais uma vez Cascão estragando os planos dele. Pelo menos quando tudo volta ao normal, Cebolinha recupera os cinco fios de cabelo de antes.

Cebolinha saiu como vilão e teve castigo merecido. Cascão e Mônica tiveram sorte de que qualquer um podia fazer pedido arrancando cabelo do Cebolinha e não só o próprio dono do cabelo que podia fazer os pedidos senão seria o triunfo total do Cebolinha.  Foi legal que os desejos dele envolve todas as suas personalidades como dar banho no Cascão, ficar forte, derrotar Mônica, falar corretamente sem trocar o R pelo L, ficar cabeludo, em uma história vimos várias características do Cebolinha.


Desejos dos personagens podiam ser realizados por várias formas como poços de desejos, fadas, gênio da lâmpada, invenções e por uma bruxa, como nessa história, sempre eram interessantes pois exploravam os principais interesses e características deles. Cascão aparecendo limpo sem ter tomado banho também acontecia as vezes por vários motivos como quebrar a crosta de sujeira ao cair no chão ou a Mônica bater nele, ou então por maquiagem, ou Mônica assoprar e a sujeira voar, etc, e dessa vez por causa da bruxa e desejo do Cebolinha. Cascão nunca gostava de aparecer limpo mesmo não sendo por banho.

Foi engraçado ver a Bruxa velhinha cair e todos rirem dela, inclusive o Guarda de trânsito, Cascão achar que a grana do Cebolinha era dele também e querer ficar com ela enquanto o Cebolinha estaria no hospício, Cascão gritar tanto após ficar limpo que é ouvido na China, Cebolinha se imaginando cabeludo, absurdos como Cebolinha forte capaz de segurar pedra e dinheiro sumir durante a história, só retornando, sumindo após o pedido do Cascão e poste e paródias de famosos cabeludos, no caso, de John Lennon, Sidney Magal e Fábio Junior. Cebolinha falando sozinho por um tempo o começo da história também foi bom, era bem frequente isso e sempre era engraçado monólogos dos personagens. 

Incorreta hoje em dia por tratar Cebolinha como vilão,  ser taxado pelo Cascão como ladrão que assaltou banco, absurdos como ele carregar pedra e poste sozinho, poste cair no pé dele, Cebolinha aparecer surrado pela Mônica e, principalmente,  no começo ninguém ajudar velhinha atravessar rua, mesmo sendo bruxa, e ainda rirem de ela ter caído e nem ajudarem a levantá-la do chão como uma aula de mau exemplo. Tiveram palavras proibidas nos gibis atuais como "Credo!" e "gozado". 

Depois essa história virou desenho animado só que não seguiu fiel, como a bruxa era uma fada, tiraram parte inicial de ninguém ajudar a velhinha, ela cair e todos darem gargalhada, o Cebolinha quem a ajuda a atravessar a rua, é menos maníaco. Ou seja, tudo que acharam incorreto, corrigiram no desenho.

Os traços ficaram muito caprichados, com destaque a personagens com dentes expostos com mais frequência quando ficavam surpresos, com raiva ou estavam aprontando e a presença  de curvas nos olhos sem serem de fundo branco quando estavam com bastante raiva, que sempre ficavam bem, em 1993 esse recurso já estava menos frequente em relação ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, mas ainda tinha as vezes. Pena as cores mais escuras, cada vez mais tirando os tons pastéis até  o início dos anos 1990. Teve um erro de Cebolinha falar de boca fechada na página 10 do gibi,  erro bem comum na época.  Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

Chapéu e Cachecol em crochê

 

Chapéu e Cachecol em crochê




Cachecol de Crochê

 

Cachecol de Crochê



Cachecol de Crochê

 

Cachecol de Crochê



CACHECOL DE FLORES DE CROCHE

 

CACHECOL DE FLORES DE CROCHE





primeira carreira

Comece com 7 corr feche em circulo com 1 pbx*faça 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx ,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx , 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) , 4 corr,1 pbx ,( ficaraqm 3 petalas da flor) 18 corr,  1 pbx  na oitava corr a contar da agulha * Repita de * a * até o tamanho desejado para a largura do trabalho. A ultima flor da carreira será feita completa então ao invés de fazer as 18 corr de novo continue  a fazer as  2  pétala na mesma  flor    ou seja  faça 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx ,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) , 4 corr,1 pbx , 

inicie a carreira 2 fazendo:
*5 corr,  1 pbx  na sexta corr da carr anterior 5 corr ,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx ,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) , 4 corr,1 pbx ,  Repita de * a * até o final onde na ultima flor  voce fará 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) dentro do  circulo, 4 corr  para completar a quarta pétala da primeira flor da carreira.

terceira carreira

18 corr,  1 pbx  na oitava corr a contar da agulha 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx , 1 ponto alto quadruplo (paq) no pbx que foi feito nas corr da carr anterior, 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx , 5 corr, 
*1 ponto alto quadruplo (paq) no pbx que fica entre as duas pétalas da flor  da carr anterior, 12 corr, 1 pbx na oitava corr a contar da agulha, 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx , 1 ponto alto quadruplo (paq) no pbx que foi feito nas corr da carr anterior, 4 corr, 2 pontos altos duplos ( pa d) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx , 5 corr, Repita de * a * até a ultima flor da carreira anterior, ( termina a carreira com 1 ponto alto quadruplo (paq) no pbx que fica entre as duas pétalas da flor  da carr anterior )

quarta carreira
5 corr 1 pbx,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx ,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx , nicie a carreira 2 fazendo:
*5 corr,  1 pbx  no paq da carr anterior 5 corr ,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) dentro do  circulo, 4 corr, 1 pbx ,4 corr, 2 pontos altos duplos ( pad) , 4 corr,1 pbx ,  Repita de * a * até o final onde   voce fará 1 pbx na 6 corr da carr anterior e começará a quinta carreira

quinta carreira
igual a primeira carreira comece com 7 corr feche em circulo etc

estes videos talves facilitem entender como fazer

https://youtu.be/IWtQ2PMn3TU



HISTORIANDO O CASTELO DO BATEL

 HISTORIANDO O CASTELO DO BATEL

"Em 1923, o rico cafeicultor e cônsul honorário da Holanda, Luís Guimarães, adquiriu das famílias Gomm e Whithers e da Mitra Diocesana uma área de 10.500 m², encomendando ao arquiteto Eduardo Fernando Chaves "uma residência parecida com algumas das mais magníficas que fiquei conhecendo…", conforme ele mesmo depôs ao Patrimônio do Paraná. Seu desenho, inspirado nos castelos franceses da região do Loire, na França, resultou de viagens que Guimarães e o engenheiro Eduardo Carvalho Chaves fizeram à Europa. Iniciada a construção em 1924, terminou só quatro anos depois, pelas dificuldades de execução dos requintados detalhes de acabamento e pelo emprego de variada gama de materiais e peças importadas da Europa.[2] Em 1928, 2.200 m² estavam erguidos; tudo seguiu os melhores padrões de luxo europeu da época. O jardim, com mais de 3.000 m², chegou a ter dois profissionais diários para sua manutenção. Segundo relatos do próprio Guimarães, a maioria das pinturas em parede até hoje existentes no local foram feitas por um suíço e um alemão. As telhas planas de fibrocimento, Eternité, vieram da Bélgica, as louças sanitárias, do fabricante francês Jacob de Lafont, e a tapeçaria, e ornamentação interna, de Paris.[1]
Em 1947, o castelo passou a ser residência da família do governador do Paraná, Moysés Lupion, que havia vencido as eleições naquele ano. Em seus tempos áureos, Lupion atuou como mecena de vários artistas paranaenses, sendo que alguns deles deixaram marcas no Castelo do Batel. Foram os casos de Miguel Bakun (que, inclusive, viveu por alguns meses no castelo e decorou as paredes do sótão com pinturas singulares), Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, João Turin, Poty Lazzarotto, Arthur Nísio e Guido Viaro. Na era de Moysés Lupion, passaram pelo castelo figuras ilustres como Assis Chateaubriand, os presidentes Juscelino Kubitschek, Eurico Gaspar Dutra, Jânio Quadros e João Goulart, o vice-presidente dos Estados Unidos Nelson Rockefeller e o Príncipe Bernard da Holanda, dentre outros.[3]
A partir de 1973, o Castelo do Batel passou a abrigar a sede da TV Paranaense, na época, chamado apenas de Canal 12. A emissora funcionou no prédio até meados de agosto de 2003, quando a emissora se transferiu para um novo prédio no bairro das Mercês.[3][4][5]
Em 2003 iniciou-se o processo de restauração e ampliação, e atualmente abriga um centro de eventos. O projeto desenvolvido pelo arquiteto Humberto Fogassa propôs a construção de um salão de 659 metros quadrados e a recuperação da edificação original, a partir do levantamento de dados de documentação, registros, cadastros, desenhos, iconografias e metragem do local.[6]
O Castelo do Batel tem oito salas de reuniões com capacidade para até 60 pessoas, um salão de 650 m², business center, acesso à internet em todas as salas por meio do sistema wireless e espaço para estacionamento interno com 1.500 m².[7]
Em 2006, serviu de cenário para o longa-metragem "O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili".[8]
O Castelo do Batel é tradicionalmente um ponto turístico no Natal de Curitiba, juntamente com as apresentações do Palácio Avenida. Anualmente recebe iluminação especial para as festividades natalinas, além de ser palco de inúmeras atrações em tal período do ano. Sua localização na capital paranaense é na avenida do Batel, 1323."
(Extraido da Wikipédia)
Paulo Grani