terça-feira, 28 de julho de 2026

Amador Bueno de Ribeira: "O Aclamado" e a Lenda da Coroa de São Paulo

 

Amador Bueno
Retrato supostício por Belmonte, publicado pelo IHGSP
Nascimento
Morte
c. 1649 (65 anos)

ProgenitoresMãe: Maria Pires
Pai: Bartolomeu Bueno de Ribeira
Assinatura

Amador Bueno de Ribeira (São Paulo, c. 1584 – São Paulo, c. 1649) foi um proprietário de terras e administrador colonial (capitão-mor e ouvidor) da Capitania de São Vicente. Tornou-se conhecido como "O Aclamado".[1]

Tornou-se personagem importante de um rumor no Brasil colonial ao ser supostamente aclamado rei de São Paulo em 1641 pela população castelhana da cidade como reação ao fim da união dinástica entre Portugal e Espanha. Reza a lenda que Amador Bueno prontamente recusou a aclamação dando vivas ao Rei D. João IV de Portugal.[2]

Foi um ato impulsionado pela mesma revolta, de 1641, que se conheceu popularmente como "botada dos padres fora", por dirigir-se contra os jesuítas. O mesmo espírito de rebelião se respirava nos dois movimentos ou impulsos populares.[3]

Dados biográficos

Seu pai era espanhol, Bartolomeu Bueno, dito o Sevilhano porque nascera em Sevilha, por volta de 1555 e que morreu em São Paulo, por volta de 1620.[4] Ele, seu pai, carpinteiro da Ribeira de Sevilha (as margens do rio Guadalquivir), veio para o Brasil na armada de D. Diego Flores de Valdez. Em 1616 foi vereador. Casou por volta de 1584 com Maria Pires, a mãe de Amador, nascida em 1564, filha de Salvador Pires, português do Porto, e de Mécia Fernandes, também conhecida como Mécia Uçu. Mécia Fernandes era filha de António Fernandes, português, e de Antónia Rodrigues, mameluca, descendente do cacique Piquerobi de Ururaí e de António Rodrigues, um dos dois portugueses encontrados por Martim Afonso de Sousa, que não se sabe como vieram parar no litoral paulista.[4] Tinha, assim, ancestralidade portuguesa, indígena e castelhana.

Aclamação

Quando o duque D. João de Bragança assumiu o trono de Portugal em 1640, no ano seguinte Amador foi aclamado rei em São Paulo pelo poderoso partido de influentes e ricos castelhanos, liderados pelos irmãos Rendon de Quevedo, Juan e Francisco naturais de Coria, partido ao qual ainda pertenciam D. Francisco de Lemos, da cidade de Orens; D. Gabriel Ponce de León, de Guaira; D. Bartolomeu de Torales, de Vila Rica do Paraguai, D. André de Zunega e seu irmão D. Bartolomeu de Contreras y Torales, D. João de Espíndola e Gusmão, da província do Paraguai, e outros que subscreveram o termo de aclamação, a 1º de abril de 1641. Contrariando a Revolução do 1º de dezembro de 1640, no Reino de Portugal, os espanhóis não queriam ser súditos de D. João IV, que reputavam de vassalo rebelde a seu soberano, resolvendo provocar a secessão da região paulista do resto do Brasil, esperando talvez anexá-la aos domínios espanhóis limítrofes.[5] Diz o historiador Afonso Taunay em "Ensaios Paulistas", pág. 631: «Oferecem o trono ao sogro, ele próprio filho de espanhol e homem do maior prol em sua república pela inteligência, a fortuna, o passado de bandeirante, o casamento, os cargos ocupados.»

Os paulistas conservavam a fama de maus vassalos, possuidores de um ímpeto autonomista ou seja uma tendência à rebeldia. A disseminação de tais características, que remonta ao final do século XVI, ficou a cargo dos jesuítas, viajantes e funcionários régios.[6]

No entanto, Amador Bueno recusou a honra e, com a espada desembainhada, pelo contrário, deu vivas ao Rei de Portugal, assumindo-se como seu leal vassalo, depois de sessenta anos de domínio espanhol, aliando-se à restauração da independência portuguesa. Ameaçado de desacato, Amador Bueno, tinha-se refugiado no mosteiro beneditino pedindo a intervenção do abade e seus monges.

Aclamação de Amador Bueno (1909), óleo de Oscar Pereira da Silva

Diz o mesmo historiador: «Desceram à praça fronteira o prelado e sua comunidade, procurado convencer os manifestantes que deviam abandonar o intento que os congregara. (....) Arrependidos do seu desacordo, resolveram os aclamadores aderir ao movimento restaurador do 1º de dezembro de 1640. E assim foi D. João IV solenemente reconhecido soberano da colônia a 3 de abril de 1641, num gesto esplêndido de solidariedade portuguesa, do qual a unidade do Brasil imenso viria valer-se pelo alargamento extraordinário de sua área.»

O auto da Câmara foi assinado pelo capitão-mor de São Paulo, João Luís Mafra, Antônio Raposo Tavares, Frei João da Graça, abade do Mosteiro de São bento, Frei Bento da Trindade, Frei Manuel de Santa Maria, frei Francisco dos Santos, Fernão Dias Paes Leme, Antônio Pompeu de Almeida, o vigário padre Manuel Nunes, Lourenço Castanho Taques e outros da colônia.

Por esse ato, Amador Bueno deixou nome ilustre e recebeu carta de el-Rei em que lhe agradecia a lealdade. Quase duzentos anos depois, D. Pedro I fez questão de ressaltar que foi aclamado Imperador pela primeira vez na terra do "fidelíssimo e nunca assaz louvado Amador Bueno de Ribeira".

Muito se escreveu sobre essa dita «Aclamação» de Amador Bueno. Amador era homem riquíssimo e de muito bom senso, que gozou do maior prestígio. Sobre o mito imutável de sua aclamação deve-se ler o que escreveu Alfredo Ellis Jr. em O ouro e a Paulistânia no Boletim n° 8 da Cadeira de História da Civilização Brasileira da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Prudente, quando o partido espanhol o quis ver rei, se refugiou no mosteiro de São Bento e mandou chamar Lourenço Castanho Taques para serenar e dissuadir o povo. Castanho Taques sustentava o partido dos jesuítas e os dois, Castanho Taques e Amador Bueno, apoiavam Salvador Correia de Sá e Benevides, almirante e governador do sul do Brasil.

Do grupo de Amador faziam parte seus genros e amigos castelhanos, D. Francisco Mateus de Rendon, D. João Mateus Rendon (genros); D. Francisco de Lemos e seus dois filhos, D. Gabriel Ponce de León, D. Bartolomeu de Torales e seus três filhos, D. Andrés de Zuñega, Bartolomeu de Contreras e João Espínola.[5]

Em 15 de março de 1611, Amador Bueno recebe do capitão-mor da capitania de São Vicente Gaspar Conqueiro uma sesmaria na região de Mogi [7]. Gaspar Conqueiro era um castelhano de Sevilha, que serviu como Capitão-Mor de 1607 a 1612. durante o período da União Ibérica. Seu genro, o bandeirante Manuel Lourenço de Andrade, casado com Maria Branca Conqueiro, também foi um dos artífices apoiadores da Aclamação de Amador Bueno [8]. Do Livro 13 de sesmarias, consta que em 31 de março de 1627 obtivera carta de data de uma légua de terras nos campos de Juqueri, passada pelo capitão-mor Álvaro Luís do Vale, locotenente do donatário.

Foi ainda provedor e contador de Fazenda Nacional da dita capitania por provisão de Diogo Luís de Oliveira, datada na Bahia de 6 de dezembro de 1633, tomando posse em Santos dada por Pedro da Mota Leite, capitão-mor governador da capitania, em abril de 1634.

Família

Casou-se com Bernarda Luís, filha de Domingos Luís, o Carvoeiro, e de Ana Camacho, os quais em 10 de abril de 1603 haviam fundado a capela de Nossa Senhora da Luz no bairro do Guarepe, nos arredores da vila de São Paulo. Tiveram numerosa descendência, entre elas um filho, bandeirante, também chamado Bartolomeu Bueno como seu avô e seu tio e um filho chamado, para distinguir do pai, Amador Bueno, o Moço, também bandeirante.

Entre seus irmãos os famosos bandeirantes Francisco Bueno e Bartolomeu Bueno, o Moço.

Morte e legado

Amador Bueno morreu em data incerta entre 1646 e 1650. Acredita-se que tenha sido sepultado na parte desaparecida do Convento de São Francisco.[9]

Descendência de Amador Bueno entre a população brasileira

Amador Bueno foi o bisavô de outra personagem importante da história de São Paulo, Amador Bueno da Veiga, que comandou os paulistas na Guerra dos Emboabas. Foi também tio e tutor de Bartolomeu Bueno da Silva, o primeiro "Anhangüera".[10]

São muitos os brasileiros descendentes de Amador Bueno.[11] Dentre eles estão vultos como Getúlio Vargas,[12] Tancredo Neves,[13] Roberto Marinho,[14] Júlio de Mesquita Filho,[15] Walter Moreira Sales, Armando de Sales Oliveira, Vicente de Carvalho,[16] Carlos Drummond de Andrade,[17][18] Frei Gaspar da Madre de Deus,[19] Pedro Taques de Almeida Paes Leme[19] e Bárbara Heliodora.[20] A respeito dos descendentes de Amador Bueno, o geneticista Sérgio Pena explica por que o número deles é enorme:

Homenagens

Amador Bueno foi homenageado no discurso de abertura da Assembleia Geral, Constituinte, e Legislativa do Império do Brasil feito por Dom Pedro I em 3 de Maio de 1823: "Quando em S. Paulo surgiu dentre o brioso Povo daquela Agradável, e Encantadora Província, um partido de Portugueses, e Brasileiros degenerados, totalmente afeitos às Cortes do desgraçado, e encanecido Portugal, Parti imediatamente para a Província, Entrei sem, receio porque Conheço; que todo o Povo Me ama, Dei as providencias, que Me pareceram convenientes, a ponto que a nossa Independência lá foi primeiro, que em parte alguma, proclamada no sempre memorável sítio do Piranga. [sic] Foi na Pátria do fidelíssimo, e nunca assaz louvado Amador Bueno de Ribeira aonde pela primeira vez Fui Aclamado Imperador."[21]

No Museu Paulista da USP está exposto o quadro "Aclamação de Amador Bueno", pintado em 1931 por Oscar Pereira da Silva. Há também uma rua no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, que leva seu nome. Na região central paulistana, a atual Rua do Boticário denominava-se Amador Bueno.[22] Amador Bueno foi também homenageado pelos Correios em 20 de outubro de 1941 com o selo RHM C-169 devido ao Tricentenário da Aclamação. Para o selo foi utilizado como efígie seu "retrato supositício" desenhado pelo cartunista Benedito Bastos Barreto, que assinava como Belmonte a pedido do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IPHSP).[23] No mesmo ano, o IHGSP produziu mil exemplares de uma “plaquette” com a dedicatória “A Amador Bueno no Tricentenário de Sua Aclamação como Rei de São Paulo – 1641-1941”.[24]

Referências

  1. «Novo Milênio: Histórias e Lendas de Santos: Um rei paulista que defendeu Santos». www.novomilenio.inf.br. Consultado em 24 de outubro de 2021
  2. História Geral das Bandeiras Paulistas, Afonso Taunay
  3. Amador Bueno Ribeira, pag. 1448 - Grande Enciclopédia Universal - edição de 1980 - Ed. Amazonas
  4.  «Genealogia Paulistana Título Buenos da Ribeira Parte 1». www.arvore.net.br. Consultado em 24 de outubro de 2021
  5.  ia802507.us.archive.org - pdf História Geral das Bandeiras Paulistas, Afonso Taunay, p. 111]
  6. «Aclamação de Amador Bueno – São Paulo | Revoltas | Impressões Rebeldes». www.historia.uff.br. Consultado em 24 de fevereiro de 2021
  7. Archivo de Estado de São Paulo (1921). Sesmarias 1602-1642. São Paulo: Typographia Piratininga. p. 145
  8. «Manuel Lourenço de Andrade». Prefeitura de São Francisco do Sul. Consultado em 4 de outubro de 2024
  9. «Aador Bueno da Ribeira - "O homem que não quis ser Rei"». Consultado em 6 de setembro de 2013. Arquivado do original em 27 de setembro de 2013
  10. Histórias e lendas de Santos - Rei Paulista
  11. «Genealogia, linhagens, ancestrais e DNA». Consultado em 22 de outubro de 2012. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2014
  12. «VARGAS Uma biografia política» (PDF). Consultado em 1 de outubro de 2016
  13. Presidente Tancredo Neves, em inglês
  14. Os Marinhos
  15. Júlio de Mesquita Filho, descendente de Amador Bueno
  16. Biografia de Vicente de Carvalho
  17. Ensaio, genealogia de Carlos Drummond de Andrade
  18. A linha de sangue de Drummond
  19.  «Um cheiro mistificação Pouco se sabe, mas muito se diz sobre a aclamação de Amador Bueno». Consultado em 9 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2016
  20. «Imagens de Bárbara Heliodora» (PDF). Consultado em 18 de janeiro de 2016. Arquivado do original (PDF) em 27 de novembro de 2010
  21. Gov BR, Portal Domínio Público. «Discurso, que S. M, o Imperador Recitou na abertura da Assembleia Geral, Constituinte, e Legislativa a 3 de Maio de 1823» (PDF). Consultado em 20 de dezembro de 2024
  22. Vilardaga, Vicente. «Amador Bueno, o homem que não quis ser rei». Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2024
  23. Acervo On Line, Folha da Manhã. «FALECEU O CARICATURISTA BELMONTE». Banco de Dados Folha. Consultado em 20 de dezembro de 2024
  24. Aniche, Roberto. «A Aclamação de Amador Bueno». Roberto Aniche Filatelia. Consultado em 19 de dezembro de 2024

Bibliografia

Amador Bueno de Ribeira: "O Aclamado" e a Lenda da Coroa de São Paulo

Amador Bueno de Ribeira (São Paulo, c. 1584 – São Paulo, c. 1649) foi um rico proprietário de terras, bandeirante e administrador colonial (servindo como capitão-mor e ouvidor) da Capitania de São Vicente. Ficou eternizado na história e no mito colonial brasileiro como "O Aclamado", devido ao célebre episódio em que foi supostamente aclamado rei de São Paulo em 1641.

🧬 1. Origens e Contexto Familiar

Amador Bueno possuía uma ascendência multicultural típica do período colonial paulista:

  • Paternidade: Era filho de Bartolomeu Bueno (dito "o Sevilhano", nascido em Sevilha c. 1555), um carpinteiro da Ribeira de Sevilha que chegou ao Brasil na armada de D. Diego Flores de Valdez e exerceu o cargo de vereador em 1616.

  • Maternidade: Sua mãe foi Maria Pires (nascida em 1564), filha do português Salvador Pires e de Mécia Fernandes (também conhecida como Mécia Uçu). Mécia era filha do português António Fernandes com a mameluca Antónia Rodrigues, descendente direta do cacique Piquerobi de Ururaí.

  • Irmãos: Teve irmãos igualmente destacados na história dos sertões, como os bandeirantes Francisco Bueno e Bartolomeu Bueno, o Moço.

  • Casamento e Descendência: Casou-se com Bernarda Luís (filha dos fundadores da capela de Nossa Senhora da Luz, Domingos Luís "o Carvoeiro" e Ana Camacho). O casal deixou numerosa descendência, ligando-se a várias das principais famílias da aristocracia paulista e do Brasil colonial.

👑 2. O Episódio da "Aclamação" (1641)

O episódio mais marcante da vida de Amador Bueno ocorreu no contexto da Restauração da Independência de Portugal face à Espanha, em dezembro de 1640:

  • A Reação Castelhana: Quando D. João de Bragança assumiu o trono português em 1640, a poderosa facção de castelhanos influentes radicados em São Paulo (liderada por figuras como os irmãos Juan e Francisco Rendon de Quevedo) recusou submeter-se a um rei considerado por eles um vassalo rebelde à coroa espanhola.

  • A Proposta do Trono: A 1.º de abril de 1641, este partido tentou provocar a secessão de São Paulo e aclamou Amador Bueno como rei de São Paulo, devido à sua enorme fortuna, prestígio político, passado de bandeirante e ligações de parentesco e amizade com os castelhanos.

  • A Recusa e o Refúgio: Contrariando os intentos secessionistas, Amador Bueno rejeitou categoricamente a honra. Com a espada desembainhada, deu vivas a D. João IV de Portugal e refugiou-se no Mosteiro de São Bento para escapar à pressão dos manifestantes.

  • A Intervenção e Desfecho: O abade do mosteiro e líderes locais como Lourenço Castanho Taques intervieram para apaziguar os ânimos. O partido espanhol acabou por recuar, e a povoação de São Paulo jurou fidelidade a D. João IV a 3 de abril de 1641.

Como recompensa por sua lealdade, Amador Bueno recebeu cartas de agradecimento régias. Séculos mais tarde, o próprio D. Pedro I fez questão de evocar a sua figura no discurso de abertura da Assembleia Constituinte de 1823, lembrando que foi aclamado Imperador na terra do "fidelíssimo e nunca assaz louvado Amador Bueno de Ribeira".

📜 3. Vida Pública e Atividade Administrativa

Para além do episódio de 1641, Amador Bueno exerceu importantes cargos na administração e economia da capitania:

  • Em 1611, recebeu sesmarias na região de Mogi das Cruzes.

  • Em 1627, obteve terras nos campos de Juqueri.

  • Por provisão de Diogo Luís de Oliveira (1633), assumiu o cargo de provedor e contador de Fazenda Nacional da Capitania de São Vicente, tomando posse em abril de 1634.

⏳ 4. Morte e Vasto Legado Genético

Amador Bueno faleceu em data incerta entre 1646 e 1650, acreditando-se que tenha sido sepultado na parte hoje desaparecida do antigo Convento de São Francisco.

  • Descendência Notável: Pela prolífica descendência gerada ao longo dos séculos, genetistas e historiadores apontam que um número imenso de brasileiros descende direta ou indiretamente de Amador Bueno (incluindo figuras históricas como Amador Bueno da Veiga — líder na Guerra dos Emboabas —, o primeiro "Anhangüera" Bartolomeu Bueno da Silva, e personalidades contemporâneas como Getúlio Vargas, Tancredo Neves, Carlos Drummond de Andrade e Roberto Marinho).

  • Homenagens: A sua figura inspirou a famosa tela Aclamação de Amador Bueno (1931), pintada por Oscar Pereira da Silva para o Museu Paulista da USP, além de emissões filatélicas comemorativas dos Correios em 1941 por ocasião do tricentenário do evento.

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