terça-feira, 28 de julho de 2026

Domingos Rodrigues do Prado: O Altivo Bandeirante e Pioneiro de Pitangui e Goiás

 Domingos Rodrigues do Prado foi um bandeirante paulista, um dos primeiros descobridores de ouro em Minas Gerais. Foi ele uma das mais características figuras do paulista antigo, altivo, insubmisso e desassombrado.[1]

Nasceu em Taubaté, filho de outro Domingos Rodrigues do Prado, apelidado "o Longo", e Violante Cordeiro de Siqueira. Casou com Leonor Bueno da Silva, filha do segundo Anhangüera.

Na busca das minas em sertões do São Francisco, partiu em bandeira com José dos Campos Bicudo e seu irmão Bernardo, entre outros cabos, seguindo um roteiro (seriam as minas de ouro de Paracatu, reveladas em 1744?) conhecido pelo velho que os guiava, mas morreu, picado de cobra, nas margens do rio Cajeru. A terra, ali revolvida pelos tatus, brilhava com folhetas de ouro; provas de excelente resultado entre os córregos do Cajuru e Veríssimo. Espalha-se a bandeira. Os irmãos Bicudo encontraram rico aluvião à flor da terra, grossas folhetas de ouro, daí que batizam o local de Batatal; acharam-se depois aluviões importantes no Morro do Descoberto, ribeiros do Brumado, São João, Guarda, São Joanico, etc. e a zona encheu-se de Paulistas mineiros, denominando-se Pitangui, ou rio das crianças, porque índios do rio Pará, ali perto, fugiram desbaratados deixando crianças de colo na taba.

Neste arraial do Pitangui passou a dominar Domingos Rodrigues do Prado, em luta incessante com autoridades de Sabará a que se recusou submissão. Acabaria fugindo em 1719 para o sertão, reaparecendo nas descobertas de Goiás. Pitangui vai ser centro expedidor de outras bandeiras em busca de nascentes do São Francisco e de supostas minas, como as que chegaram às margens do rio Parnaíba e Dourados, descobrindo pintas nos rios Pará, Indaiá, Abaeté, e algumas outras dizimadas por índios ou por quilombos de negros. O governador D. Brás Baltazar da Silveira, porém, comunicará ao rei em 1717 que Pitangui fora descoberta por carijós que, às ocultas dos senhores, tiravam ouro do lugar chamado Batatal.

Pedro Taques de Almeida Paes Leme conta que, tendo feito assento em uma fazenda no sítulo além do rio Parnaíba (na estrada geral que ligava Goiás a São Paulo) um capitão de infantaria Português com a sua companhia de 50 soldados infantes do presídio da vila de Santos, sendo ele arrogante por natureza e oposto por inclinação aos filhos do Brasil, descomediu-se nas palavras de tratamento com Domingos Rodrigues do Prado sobre não ter este as farinhas prontas para o fornecimento do pão à infantaria, não admitindo o motivo que Prado lhe deu na ocasião de que não tinha as tais farinhas prontas, mas que elas seriam feitas com toda a presteza, já que não tinha sido avisado de nada. O tal capitão, tomado de um furor fanático, se alterou em vozes e destratou Domingos Rodrigues do Prado. Embora tenha inicialmente tolerado as primeiras injúrias, Domingos Rodrigues do Prado não suportou a arrogância do capitão, e a isso se seguiu uma troca de vozes alteradas. Então o filho de Domingos Rodrigues do Prado disparou uma arma de fogo e matou o capitão Português, o qual caiu morto em seguida. Neste sítio o capitão foi enterrado, com geral sentimento dos seus comandados, os quais confessaram publicamente que o tal capitão procurou o seu destino. Os soldados foram então prontamente atendidos por Domingos Rodrigues do Prado. "A verdade é que seus soldados reconheceram o despotismo do seu capitão para a fatalidade da sua morte, que não foi pensada do agressor dela; e quando contra os merecimentos da razão quisesse tomar despique o dito sargento, já não tinha partido algum contra as forças de Domingos Rodrigues do Prado, que, percebendo o mais mínimo movimento, certamente seria aquela fazenda não Tróia abrasada, mas abrasadora; porque dos 50 soldados não escaparia um só ao ferro de Domingos Rodrigues; e sobretudo nem a companhia vinha fornecida de pólvora e bala para em corpo de batalha cercar a fazenda".[2]

Domingos Rodrigues do Prado faleceu em 1738.

Domingos Rodrigues do Prado: O Altivo Bandeirante e Pioneiro de Pitangui e Goiás

Domingos Rodrigues do Prado foi um marcante bandeirante paulista do século XVIII, consagrado na história como um dos primeiros descobridores de ouro nas regiões de Minas Gerais e de Goiás. Nascido em Taubaté, filho de Domingos Rodrigues do Prado ("o Longo") e de Violante Cordeiro de Siqueira, casou-se com Leonor Bueno da Silva (filha do célebre segundo Anhanguera). Ficou conhecido pela sua personalidade altiva, insubmissa e desassombrada perante as autoridades metropolitanas.

⛏️ 1. As Descobertas no Rio das Velhas e Pitangui

  • A Expedição rumo ao São Francisco: Na tentativa de encontrar minas nos sertões do São Francisco, partiu em bandeira ao lado de José dos Campos Bicudo e do irmão deste. Embora o guia indígena tenha morrido picado por uma cobra nas margens do rio Cajuru, o grupo notou que a terra revolvida pelos tatus brilhava com folhetas de ouro entre os córregos de Cajuru e Veríssimo.

  • O Nascimento de Pitangui: Os irmãos Bicudo encontraram aluviões ricos à flor da terra (batizando o local de Batatal), a que se seguiram descobertas no Morro do Descoberto e nos ribeiros do Brumado e São João. A zona encheu-se de mineiros paulistas, dando origem ao arraial de Pitangui (nome atribuído porque os índios do rio Pará fugiram e deixaram crianças de colo na taba). Contudo, o governador D. Brás Baltazar da Silveira relataria mais tarde ao rei, em 1717, que a zona fora inicialmente revelada por carijós que retiravam ouro ocultamente.

⚖️ 2. Conflitos com a Coroa e o Incidente com o Capitão

  • Resistência às Autoridades: Em Pitangui, Domingos Rodrigues do Prado exerceu grande domínio, entrando em sucessivos conflitos e recusando submissão às autoridades de Sabará. Devido a essa insubmissão, acabou por fugir para o sertão em 1719, reaparecendo mais tarde nas descobertas auríferas de Goiás. A partir de Pitangui, organizaram-se também novas entradas rumo às nascentes do rio São Francisco, Parnaíba e Dourados.

  • O Conflito na Fazenda (Narrado por Pedro Taques):

    • Pedro Taques de Almeida Paes Leme regista um episódio emblemático do temperamento do bandeirante. Um capitão de infantaria português, arrogante por natureza e hostil aos naturais da terra, exigiu de forma despótica o fornecimento de farinhas de pão na fazenda de Domingos Rodrigues do Prado, sem aviso prévio.

    • Perante os insultos e a altercação, o filho de Domingos Rodrigues do Prado acabou por disparar uma arma de fogo e matar o oficial português no local.

    • Os próprios soldados do capitão reconheceram o despotismo do seu superior e aceitaram o desfecho, sendo prontamente auxiliados por Prado, que detinha total superioridade tática e de forças na região.

⏳ 3. Fim de Vida

Após uma vida marcada por entradas no sertão, fundação de arraiais mineiros, confrontos com o poder central e abertura de caminhos rumo ao Centro-Oeste, Domingos Rodrigues do Prado faleceu em 1738.


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