| Madraça Kukeldash | |
|---|---|
| Koʻkaldosh madrasasi | |
| Informações gerais | |
| Tipo | Madraça |
| Religião | islão sunita |
| Geografia | |
| País | Usbequistão |
| Cidade | Tasquente |
| Coordenadas | 41° 19′ 25″ N, 69° 14′ 10″ L |
| Localização em mapa dinâmico | |
A Madraça Kukeldash (em usbeque: Koʻkaldosh madrasasi) é uma madraça (escola islâmica) em Tasquente, a capital do Usbequistão. Construída na segunda metade do século XVI, é um dos poucos monumentos pré-modernos de Tasquente que resistiu ao sismo de 1966 que arrasou a cidade. Antes do sismo estava rodeada por uma densa malha urbana, mas atualmente situa-se num terreno elevado que é limitado a sul e a oeste pelo cruzamento de três grandes avenidas, a norte pelo mercado e bairro comercial de Chorsu e a leste pela moderna Mesquita Juma.[1]
História e arquitetura
Foi construída durante o período xaibânida e deve o seu nome a Qul Baba Kukeldash, vizir[1] do cã Abedalá Cã II. Kukeldash era particularmente próximo do cã, pois a sua mãe foi ama de leite de Abedalá, o que está na origem do nome Kukeldash, que significa "irmão de leite".[2] Era também confidente de Baraque Cã, o governador de Tasquente.[1]
A madraça segue a generalidade dos padrões das madraças da Ásia Central, nomeadamente os das madraças de Ulugue Begue de Bucara e de Samarcanda. A fachada apresenta muitas semelhanças estilísticas com a Madraça Kutlug Murad Inak de Quiva, construída no século XIX. Ambas as madraças têm planta retangular, dois andares, um amplo pátio central rodeado de salas de aula e de leitura e de hujras (celas-dormitório de estudantes) e comunicam com o exterior através de grandes ivãs (portais monumentais) flanqueados por dois níveis de ivãs em miniatura com arcos apontados. Como é usual nas madraças centro-asiáticas, em cada um dos cantos do edifício há uma guldasta (torres semelhantes a minaretes). O tratamento decorativo das paredes é feito por tijolos com vidrado colorido.[1]
Durante o período soviético, a madraça foi desativada como escola islâmica e foi transformada num museu dedicado ao ateísmo. A seguir à independência, no início da década de 1990, foi um museu de música folclórica durante um breve período, após o que voltou a funcionar como madraça.[1]
Referências
- «Kukeldash Madrasa, Tashkent, Uzbekistan» (em inglês). Asian Historical Architecture. www.orientalarchitecture.com. Consultado em 10 de dezembro de 2020
- «Kukeldash Madrasa, Bukhara, Uzbekistan» (em inglês). Asian Historical Architecture. www.orientalarchitecture.com. Consultado em 10 de dezembro de 2020
Bibliografia
- Chuvin, Pierre; Degeorge, Gerard (2001), Samarkand, Bukhara, Khiva, ISBN 9782080111692 (em inglês), Flammarion
- Dani, Ahmad Hasan; Masson, Vadim Mikhaĭlovich, eds. (1992), History of Civilizations of Central Asia, Volume 6, ISBN 9789231034671 (em inglês), Paris: UNESCO
- Gangler, Anette; Gaube, Heinz; Petruccioli, Attilio (2004), Bukhara, the Eastern Dome of Islam: Urban Development, Urban Space, Architecture and Population, ISBN 9783932565274 (em inglês), Axel Menges
- Soustiel, Jean; Porter, Yves; Janos, Damien (2003), Hampton, Ellen, ed., Tombs of Paradise: The Shah-e Zende in Samarkand and Architectural Ceramics of Central Asia, ISBN 9782903824433 (em inglês), Monelle Hayot
A Madraça Kukeldash: Patrimônio Resistente no Coração de Tasquente
Localização e Contexto Atual
- Ao sul e a oeste, faz fronteira com o cruzamento de três grandes avenidas da capital;
- Ao norte, fica junto ao tradicional mercado e bairro comercial de Chorsu, um dos centros de comércio mais antigos e animados da região;
- A leste, encontra-se a moderna Mesquita Juma, formando um conjunto que une a arquitetura histórica e a contemporânea.
Origem e História
- Durante o período soviético, com a adoção oficial do ateísmo, a madraça foi fechada como centro de ensino religioso e transformada em um museu dedicado à divulgação de ideias seculares;
- Após a independência do Usbequistão, no início da década de 1990, funcionou brevemente como museu de música folclórica, preservando e exibindo tradições culturais locais;
- Pouco tempo depois, recuperou sua função original e voltou a operar como escola islâmica, mantendo viva a tradição de ensino religioso e cultural.
Arquitetura e Características
- Planta e dimensões: Tem formato retangular, com dois andares e um amplo pátio central aberto, espaço que servia tanto para circulação quanto para atividades ao ar livre;
- Espaços internos: Ao redor do pátio estão dispostas as salas de aula, salas de leitura e estudo, além das hujras — pequenos quartos que funcionavam como alojamento para os estudantes durante o período de formação;
- Entrada e fachada: O acesso principal é feito por um grande portal monumental, o ivã, flanqueado por níveis sucessivos de arcos menores, que criam um efeito visual imponente e simétrico;
- Torres e decoração: Nos quatro cantos do edifício erguem-se as guldastas, torres robustas com formato semelhante ao dos minaretes, que reforçam a presença do monumento. As paredes são revestidas com tijolos e azulejos vidrados em tons variados, com padrões geométricos e florais estilizados, cumprindo a tradição islâmica de não representar figuras de seres vivos.
