Francisco Bueno (São Paulo dos Campos de Piratininga, c. 1585 — margens do rio Paraguai, 1638) foi um bandeirante paulista.
Era filho de Bartolomeu Bueno (nascido na Ribeira de Sevilha por volta de 1555 e falecido em São Paulo em 1629), dito O Sevilhano, tronco dessa família, chegado a São Paulo em 1581 em companhia de seu pai, Francisco Ramirez de Pórros, na armada de D. Diego Flores de Valdez (Valdés) na qualidade de carpinteiro da ribeira do rio Guadalquivir de Sevilha, pago a 30 ducados. Exerceu em São Paulo cargos de Juiz de Ofício de Carpinteiro, em 1587; Aferidor, em 1588; almotacel, 1591 e Vereador em 1616. Casou em São Paulo em 1590 com Maria Pires, nascida em 1564, filha de Salvador Pires e de Mécia Fernandes de Medeiros, filha de Marco Fernandes e Ne.. de Medeiros, neta de Amaro de Medeiros, povoador. O pai voltou para Castela em 1599. Do casal descendem os Buenos, de São Paulo, que se espalharam por todo o Brasil.

Francisco Bueno serviu os honrosos cargos da república em São Paulo e foi grande sertanista. Em 1628 seguiu para a região do Guayrá na bandeira de Antônio Raposo Tavares.
Em abril de 1637, com uma centena de brancos e enorme séquito de índios, chefiou uma bandeira de Piratininga para o sertão do Tape, no atual Rio Grande do Sul, atingindo o rio Taquari. Após atacar reduções dos jesuítas em Santa Teresa, a noroeste desse rio, investiu contra a missão de São Carlos de Caapi e contra a missão de Apóstolos de Caazapaguaçu, destruindo-as. Faleceu nesses combates e seu irmão e imediato Jerônimo Bueno tomou conta da tropa com outro sertanista de renome, André Fernandes.
Casou em 21 de janeiro de 1630 com Filipa Vaz (1606-7 de janeiro de 1647) filha de Francisco João Branco e de Ana de Cerqueira. Sua descendência é descrita por Silva Leme em «Genealogia Paulistana», Volume I Pág. 503 Cap. 2.º Tit. Buenos da Ribeira
Eram seus irmãos:
- 1 o célebre Amador Bueno «de Ribeira», dito O Aclamado, nascido em 1584 e morto após 1649, que seria aclamado em São Paulo pelo partido dos ricos castelhanos como rei de São Paulo.
- Bartolomeu Bueno, o Moço, que seria o tronco da família Bueno de Camargo;
- Jerônimo Bueno (1588-1645), bandeirante.
- Maria de Ribeira (nascida em 1590) casada com João Ferreira Pimentel de Távora, de Torres Vedras, casal que seria o tronco da família Rocha Pimentel.
Outro homônimo, Francisco Bueno, com seus irmãos, um dos quais Antônio Bueno, receberá em 1700 sesmaria na serra do Caraça.
Bibliografia
- Leme, Silva (1903). Genealogia Paulistana. São Paulo: Duprat & Comp.
Francisco Bueno: O Bandeirante e Sertanista do Século XVII
Francisco Bueno (São Paulo dos Campos de Piratininga, c. 1585 — margens do rio Paraguai, 1638) foi um proeminente bandeirante paulista, integrante da célebre família Buenos da Ribeira, com forte atuação na exploração dos sertões e destruição de reduções jesuíticas na região sul.
Origens e Família
Francisco era filho de Bartolomeu Bueno (conhecido como "O Sevilhano", nascido por volta de 1555 na Ribeira de Sevilha e falecido em São Paulo em 1629) e de Maria Pires (nascida em 1564).
Seu pai chegou a São Paulo em 1581 junto com o avô de Francisco, Francisco Ramirez de Pórros, na armada de D. Diego Flores de Valdés. O Sevilhano exerceu diversos cargos públicos em São Paulo — como juiz,feridor, almotacel e vereador — antes de retornar a Castela em 1599. Deste tronco familiar descendem os Buenos de São Paulo, que se espalharam por todo o Brasil.
Francisco Bueno teve irmãos igualmente notáveis na história colonial:
Amador Bueno "de Ribeira" (O Aclamado, n. 1584), figura central na tentativa de aclimatação como rei de São Paulo pelo partido dos castelhanos.
Bartolomeu Bueno, o Moço, tronco da família Bueno de Camargo.
Jerônimo Bueno (1588–1645), bandeirante e seu imediato em expedições.
Maria de Ribeira (n. 1590), casada com João Ferreira Pimentel de Távora, tronco da família Rocha Pimentel.
Em 21 de janeiro de 1630, Francisco casou-se com Filipa Vaz (1606–1647), filha de Francisco João Branco e Ana de Cerqueira. Sua descendência é detalhada por Silva Leme no Volume I (página 503) da Genealogia Paulistana.
Atuação nas Bandeiras
Além de servir em cargos da república em São Paulo, Francisco Bueno consolidou-se como um grande sertanista:
Bandeira no Guayrá (1628): Integrou a grande expedição liderada por Antônio Raposo Tavares rumo à região do Guayrá (atual Paraná), atacando e destruindo diversos assentamentos e reduções espanholas e jesuíticas.
A Expedição ao Tape (1637): Em abril de 1637, chefiou uma bandeira de Piratininga em direção ao sertão do Tape (no atual Rio Grande do Sul), acompanhado por uma centena de brancos e um imenso séquito indígena, alcançando o rio Taquari.
Ataques às Missões: Investiu contra as reduções jesuíticas de Santa Teresa (a noroeste do rio Taquari), São Carlos de Caapi e Apóstolos de Caazapaguaçu, destruindo-as.
Morte
Francisco Bueno faleceu em decorrência dos combates e rigores dessas expedições ao sertão (registrado em 1638, às margens do rio Paraguai). Com a sua morte, o comando da tropa passou para o seu irmão e imediato, Jerônimo Bueno, em conjunto com o sertanista André Fernandes.