| Tipo | museu de arte museu nacional château |
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| Fundação | |
| Estilo | arquitetura barroca |
| Arquiteto | Ange-Jacques Gabriel |
| Estatuto patrimonial | |
| Visitantes por ano | 91 309 () |
| Website | (fr) chateaudecompiegne.fr |
| Localização | Compiègne, Oise |
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| Coordenadas |
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O Château de Compiègne, ou, na sua forma portuguesa, de Compienha, é um palácio francês que serviu de Residência Real. Foi mandado construir por Luís XV e restaurado por Napoleão Bonaparte. Compiègne foi uma das três sedes do Governo Real, sendo as outras o Palácio de Versailles e o Château de Fontainebleau. Localiza-se em Compiègne, no Departamento de Oise, e está aberto ao público.
Hstória
Mesmo antes de o actual Château ser construído, Compiègne era a residência de Verão preferida pelos monarcas da França, primariamente pela caça fornecida pela proximidade com a Floresta de Compiègne. Sua história remonta desde a época dos reis merovíngios. Em 1374, Carlos V iniciou a modificação do antigo prédio, tendo uma longa procissão de sucessores visitado e modificado o palácio. Só Luis XIV residiu em Compiègne cerca de 75 vezes. Luis XV estava talvez ainda mais favoravelmente impressionado; o Conde de Chevergny descreveu a sua paixão: "Caçar era a sua paixão principal […] e Compiègne, com a sua imensa floresta, com as suas avenidas intermináveis entre as árvores, com os seus caminhos que se podem percorrer todo o dia sem nunca chegar ao fim, era o local ideal para satisfazer essa paixão."

Em 1750, o proeminente arquitecto Ange-Jacques Gabriel propôs uma completa revisão do palácio. Os trabalhos começaram em 1751 e terminaram em 1788 pelo aluno de Gabriel Louis, Le Dreux de La Châtre. As antigas protecções da cidade ditaram o plano triangular do palácio; o edifício resultante cobre cerca de 5 acres. O estilo é Neo-Clássico, com uma rigorosa simplicidade e clareza a governarem as características exteriores e interiores.
Durante a Revolução Francesa, passou para a jurisdição do Ministério do Interior. Em 1795 todo o mobiliário foi vendido e as suas obras de arte mandadas para o Museu Central. Nesse ponto foi essencialmente espoliado. Napoleão visitou o palácio em 1799 e novamente em 1803; em 1804 o Château tornou-se um 'domaine impérial' (domínio imperial); e em 1807 ordenou que fosse tornado novamente habitável. O palácio foi restaurado pelos arquitectos Berthault, Charles Percier e Pierre François Léonard Fontaine, os decoradores Dubois e Pierre-Joseph Redouté, e ebanistas François-Honoré-Georges Jacob-Desmalter e Marcion. O seu esboço foi alterado, foi adicionado um salão de baile e o jardim replantado e ligado diretamente à floresta.
O resultado é um impressionante exemplo do Estilo Primeiro-Império (1808-1810), apesar de sobreviverem alguns traços da decoração anterior. Auguste Luchet observou que "Compiègne fala de Napoleão como Versailles o faz e Luis XIV". A partir de 1856, Napoleão III e Eugênia fizeram do Château de Compiègne a sua residência de Outono, tendo redecorado algumas salas ao Estilo Segundo-Império.
Actualmente os visitantes podem encontrar três museus dentro do palácio: os próprios apartamentos; o Museu do Segundo-Império; e o Museu Nacional do Carro, fundado em 1927, com uma refinada coleção de carruagens, bicicletas, e automóveis.
O Château de Compiègne: Residência Real, Imperial e Tesouro Histórico
O Château de Compiègne (ou Compienha) é um imponente palácio francês que serviu como Residência Real e Imperial. Localizado na comuna de Compiègne (Departamento de Oise), foi uma das três sedes principais do Governo Real da França, ao lado do Palácio de Versailles e do Château de Fontainebleau. Atualmente, o complexo está aberto ao público e abriga importantes museus.
História e a Paixão pela Caça
Muito antes da construção do palácio atual, a região já era a residência de verão favorita dos monarcas franceses, desde a época dos reis merovíngios, principalmente devido à abundante caça na Floresta de Compiègne.
Evolução do Local: Carlos V iniciou modificações no prédio antigo em 1374, seguido por uma longa linhagem de sucessores. Luís XIV visitou o local cerca de 75 vezes.
A Paixão de Luís XV: O monarca tinha profunda afinidade pelo lugar. O Conde de Chevergny destacou que a imensa floresta e as avenidas intermináveis tornavam Compiègne o cenário perfeito para a caça, a grande paixão do rei.
Arquitetura Neoclássica e a Reforma de Ange-Jacques Gabriel
Em 1750, o arquiteto Ange-Jacques Gabriel propôs uma reestruturação total do palácio.
Cronologia: As obras começaram em 1751 e foram concluídas em 1788 por Louis Le Dreux de La Châtre.
Design e Estrutura: As antigas defesas da cidade moldaram o formato triangular do palácio, que ocupa cerca de 5 acres. O projeto exibe um estilo neoclássico, marcado por rigorosa simplicidade e clareza estética tanto no exterior quanto no interior.
A Era Napoleônica e o Esplendor do Império
Durante a Revolução Francesa, o palácio foi saqueado, tendo seu mobiliário vendido em 1795 e suas obras de arte transferidas. No entanto, o destino do edifício mudou com a ascensão de Napoleão Bonaparte:
Restauração Imperial: Visitado por Napoleão em 1799 e 1803, o palácio tornou-se um domínio imperial em 1804. Em 1807, ordenou-se a sua restauração completa.
Equipe de Renome: Os arquitetos Berthault, Percier e Fontaine, junto a decoradores e ebanistas de elite (como Jacob-Desmalter), remodelaram o espaço, adicionando um salão de baile e religando o jardim diretamente à floresta.
O Estilo Primeiro-Império: O resultado (1808-1810) tornou-se um exemplo magistral do período. Como observou Auguste Luchet: "Compiègne fala de Napoleão como Versailles o faz e Luis XIV".
Segundo Império: A partir de 1856, Napoleão III e a Imperatriz Eugênia transformaram o palácio em sua residência de outono, incorporando decorações do Segundo Império.
O Que Visitar Atualmente
Hoje, o Château de Compiègne oferece aos visitantes um rico panorama histórico dividido em três grandes acervos:
Os Apartamentos Históricos: Espaços ricamente decorados que preservam a atmosfera real e imperial.
O Museu do Segundo-Império: Dedicado à história e à estética do período de Napoleão III.
O Museu Nacional do Carro: Fundado em 1927, abriga uma requintada coleção que vai desde carruagens históricas até bicicletas e automóveis antigos.
Nota Histórica: Por ter funcionado como um polo de poder político e refúgio de lazer ao longo de séculos, Compiègne sintetiza a transição de eras cruciais da França, do Antigo Regime até a era industrial e imperial do século XIX.
