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quarta-feira, 1 de julho de 2026

O POSTE E AS CRUZETAS

 O POSTE E AS CRUZETAS

Uma mesa operadora similar à usada em Curitiba na década de 1920. Conforme havia a expansão de linhas, eram eram colocadas lado a lado.
Foto: acervo alamy.
Para realizar uma ligação era necessário girar a manivela do aparelho, que por sua vez, criava uma corrente elétrica alternada para a condução de uma ligação. Essas correntes alternadas percorriam cabos elétricos que eram instalados nos postes telefonicos da cidade que iam até a mesa operadora da Cia. telefônica, lá a operadora conectava a chamada à outro cabo do destino.
Foto: Acervo Fundação Romi)






Cartão Postal da Praça General Osorio de Curitiba, datado de 01/01/1928, com suas árvores plantadas a pouco tempo. Os bancos de madeira fixados em apoios de ferro fundido, completam a bucólica paisagem, em meio a alguns felizardos curitibanos.
O postesinho, com dez cruzetas, levava as poucas linhas telefônicas que saíam da Companhia Telefônica que funcionava ali próximo, na Travessa Jesuíno Marcondes, e atendia Curitiba inteira.
Naquela época os telefones funcionavam com dois fios chamados de "par" e eram estendidos por ar, de casa em casa, desde a telefônica. Não haviam cabos subterrâneos e nem aéreos, nem cabos coaxiais, nem fibra ótica, nem tráfego por ondas, nem centrais comutadoras. As ligações entre as residências ou comércio eram conectadas pelas mãos de telefonistas em mesas chamadas PBX, do inglês, Private Branch Exchange, troca de ramal (linha) privado.
Paulo Grani