sexta-feira, 18 de março de 2022

Legenda na BI: "Avenida Candido de Abreu" / "Dezembro de 1953"

 Legenda na BI: "Avenida Candido de Abreu" / "Dezembro de 1953"


Legenda na BI: "PM - DO / Estrada do café / trechos Ponte Rio Barigui / Avenida Bispo Dom Jose / asfaltamento / junho de 1963

 Legenda na BI: "PM - DO / Estrada do café / trechos Ponte Rio Barigui / Avenida Bispo Dom Jose / asfaltamento / junho de 1963


Av. Cândido de Abreu - Canalização e movimento de terra outubro de 1943 - Rozaldo Mello Leitão era o prefeito, Raphael F. Greca - Empreiteiro

 Av. Cândido de Abreu - Canalização e movimento de terra outubro de 1943 - Rozaldo Mello Leitão era o prefeito, Raphael F. Greca - Empreiteiro


Avenida Luiz Xavier, na década de 1940

 Avenida Luiz Xavier, na década de 1940


Pode ser uma imagem em preto e branco de 10 pessoas, estrada e rua

Cartão Postal da Praça General Osorio de Curitiba, datado de 01/01/1928, com suas árvores plantadas a pouco tempo. Os bancos de madeira fixados em apoios de ferro fundido, completam a bucólica paisagem, em meio a alguns felizardos curitibanos.

 Cartão Postal da Praça General Osorio de Curitiba, datado de 01/01/1928, com suas árvores plantadas a pouco tempo. Os bancos de madeira fixados em apoios de ferro fundido, completam a bucólica paisagem, em meio a alguns felizardos curitibanos.


Pode ser uma imagem de 1 pessoaO POSTE E AS CRUZETAS
Cartão Postal da Praça General Osorio de Curitiba, datado de 01/01/1928, com suas árvores plantadas a pouco tempo. Os bancos de madeira fixados em apoios de ferro fundido, completam a bucólica paisagem, em meio a alguns felizardos curitibanos.
O postesinho, com dez cruzetas, levava as poucas linhas telefônicas que saíam da Companhia Telefônica que funcionava ali próximo, na Travessa Jesuíno Marcondes, e atendia Curitiba inteira.
Naquela época os telefones funcionavam com dois fios chamados de "par" e eram estendidos por ar, de casa em casa, desde a telefônica. Não haviam cabos subterrâneos e nem aéreos, nem cabos coaxiais, nem fibra ótica, nem tráfego por ondas, nem centrais comutadoras. As ligações entre as residências ou comércio eram conectadas pelas mãos de telefonistas em mesas chamadas PBX, do inglês, Private Branch Exchange, troca de ramal (linha) privado.
Paulo Grani

Uma inusitada residência construída em madeira, com dois pisos, na Rua Francisco Ader, Novo Mundo, Curitiba, em 1950. (Foto: pinterest) Paulo Grani

 Uma inusitada residência construída em madeira, com dois pisos, na Rua Francisco Ader, Novo Mundo, Curitiba, em 1950.
(Foto: pinterest)
Paulo Grani


Nenhuma descrição de foto disponível.

CURITIBA JÁ TEVE SURTO DE MORTES POR INGESTÃO DE CERVEJA Matéria extraída da revista "O Malho", de abril de 1907.

 CURITIBA JÁ TEVE SURTO DE MORTES POR INGESTÃO DE CERVEJA
Matéria extraída da revista "O Malho", de abril de 1907.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Nenhuma descrição de foto disponível.




Em setembro de 1912, os curitibanos depararam-se com uma curiosa máquina trabalhando na Praça Tiradentes: era uma com­­pressora, compactando o solo para a colocação dos trilhos para os bondes elétricos.

 Em setembro de 1912, os curitibanos depararam-se com uma curiosa máquina trabalhando na Praça Tiradentes: era uma com­­pressora, compactando o solo para a colocação dos trilhos para os bondes elétricos.


Nenhuma descrição de foto disponível.LÁ VEM A GERINGONÇA
Em setembro de 1912, os curitibanos depararam-se com uma curiosa máquina trabalhando na Praça Tiradentes: era uma com­­pressora, compactando o solo para a colocação dos trilhos para os bondes elétricos.
Tal compressora era movida a lenha e a vapor e funcionou nas ruas curitibanas até a década de 1950. Sua presença era um espetáculo extraordinário para a piazada e também para os adultos em geral.
(Foto: Acervo Gazeta do Povo)
Paulo Grani

ALIENADOS MENTAIS DA CURITIBA DE ANTES

 ALIENADOS MENTAIS DA CURITIBA DE ANTES

"Os ”loucos” do século 19 que perambulavam pelas ruas de Curitiba e se misturavam à paisagem urbana chegavam a parar atrás das grades se tivessem surtos psicóticos. Encarcerados com bandidos e desordeiros, muitas vezes eles saíam da Cadeia Civil da cidade, na Praça Tiradentes, e iam dias depois para a Santa Casa de Misericórdia.
Tratados também como “alienados mentais” pelas autoridades da época, no hospital eles ficavam internados em seis quartos especiais de contenção, sem tratamento adequado, e novamente “soltos” para as ruas da capital do Paraná.
Muitos deles eram alvos de chacotas e sobreviviam de doações. Alguns viam seus nomes ou apelidos publicados em jornais da época por provocarem algum tipo de perturbação na ordem social, como foi o caso de uma senhora chamada de “Maria Balão”, que vivia nas ruas.
Apenas quase quatro décadas depois de o Paraná emancipar-se de São Paulo e virar um território autônomo, surgiu a preocupação em montar uma estrutura específica para tratar os doentes mentais. Até então não se pensava em nada a respeito.
Em 1890 começou a surgir a ideia de um hospício em Curitiba e quem encabeçou a discussão foi o provedor da Santa Casa, Dom Alberto Gonçalves”. A ideia defendida por Gonçalves era de que um hospital, denominado na época também de “asilo de alienados”, poderia curar os pacientes apenas se fosse um ambiente em que as regras sociais tivessem que ser estritamente respeitadas pelos pacientes.
O modelo adotado na capital paranaense era semelhante ao proposto por Philipe Pinel em 1793, na França, propondo uma nova lógica para a tutela: o tratamento moral e educativo. Assim como Pinel, o hospício de Curitiba apostava que a imposição da ordem e de regras socais seria o caminho para o tratamento da doença mental e o isolamento era necessário para a recuperação e socialização.
Após debates com o poder público e fazer campanhas por doação e loterias para angarias fundos, Gonçalves conseguiu ver em 1896 o início da construção do Hospício Nossa Senhora da Luz, a primeira instituição psiquiátrica do estado.
Inaugurado em 1903, o hospício funcionou no local até 1907, quando deu espaço ao Presídio do Ahú. Nesse ano, o Nossa Senhora da Luz mudou-se para a atual sede na Avenida Marechal Floriano Peixoto. “Foi algo muito marcante para a história da cidade, que até então não tinha espaço para os doentes mentais”. A partir daí a loucura começou a ser tratada como uma “doença especial”, que merece tratamento distinto e específico.
O Hospício Nossa Senhora da Luz foi idealizado para possuir quatro alas destinadas a internar pacientes distintos. A ideia era implantar no Hospício Nossa Senhora da Luz o modelo hospitalar francês, com uma ala era para os que tinham mania, demência, idiotia e melancolia. Mas na prática nunca conseguiram instaurar essa racionalidade dentro do hospital.
Nos primeiros anos de funcionamento do hospital os médicos tinham pouco poder na instituição Nossa Senhora da Luz – que passou a ser denominado de hospital psiquiátrico apenas em 1940. Além disso, mesmo com o espaço, os doentes mentais continuavam sendo levados, em algumas situações, para a prisão. Na fase pioneira da instituição, os médicos lutavam para que eles tivessem o direito de definir o que seria melhor para os pacientes.
O tempo de internação dos pacientes variava. Alguns ficavam internados por tempo quase indeterminado e outros não. Naquele começo, o hospício era visto como uma espécie de “salvação” para os doentes mentais."
(Texto adaptado da Gazeta do Povo / Fotos: Arquivo Gazeta do Povo)
Paulo Grani
Nenhuma descrição de foto disponível.
Padre Dom Alberto Gonçalves (ao centro) encabeçou o debate sobre o hospital para doentes mentais.

Nenhuma descrição de foto disponível.



A HISTÓRIA DA GARAGEM DOS BONDES DE CURITIBA

 A HISTÓRIA DA GARAGEM DOS BONDES DE CURITIBA


Nenhuma descrição de foto disponível.


Nenhuma descrição de foto disponível."Pouco lembrada pela população de Curitiba, a antiga garagem de bondes situada no cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e Visconde de Guarapuava já foi uma referência quando a região do entorno da Praça Eufrásio Correia era uma das principais vias da cidade, um trajeto obrigatório para quem desembarcava na estação ferroviária.
A garagem começou a funcionar em 8 de novembro de 1887, data da inauguração das primeiras linhas de bondinhos puxados por mulas, que eram administradas pela empresa Ferrocarryl Curitybana, de propriedade do senhor Boaventura Fernando Clapp. A atividade era exercida mediante contrato entre Clapp e a Câmara Municipal. O espaço da garagem se resumia a um galpão de madeira no formato chalé, que servia de depósito e estrebaria, entre outras funções.
O primeiro dia de funcionamento das linhas de bonde foi noticiado com destaque pelo jornal A Gazeta Paranaense e transcrito de forma resumida por Heitor Borges de Macedo, em seu livro Rememorando Curitiba. “Pouco depois das onze horas, partiram da estação central da empresa quatro vagões (wagons) de passageiros, um ocupado pela excelente banda do 2º Corpo de Cavalaria. Dirigiram-se os bondes para o Boulevard 2 de julho (atual Av. João Gualberto), onde reside o operoso industrial Comendador Francisco Fontana, que preparou condigna recepção”, publicou o jornal.
A regularização de um serviço de bondes representava (ao lado de outras novidades como o Passeio Público, o saneamento e a iluminação pública) um avanço, uma mudança do universo eminentemente rural que predominara até então para um ambiente com aspirações cosmopolitas.
Em 27 de agosto de 1895, o empresário Santiago Colle passou a ser o dono da empresa, que ele próprio descreveu num relatório de 20 de fevereiro de 1906: “a estação e suas dependências ocupam uma área de seis mi metros quadrados. O material rodante é representado por 20 viaturas abertas para passageiros, quinze vagões descobertos para cargas, dois vagões fechados para transporte de mala postal e diversos carros abertos para ferragens. Para a tração desses veículos, possui a empresa, 150 mulas”, registrou Santiago Colle.
Para o pesquisador Marcelo Sutil, a garagem possuía importância estratégica: “Quando foi inaugurada, a Praça Eufrásio Correia ainda era um descampado e um matagal cobria parte da futura Rua da Liberdade. No entanto, os bondes ali localizados, juntamente com a ferrovia, tinham naquele espaço um ponto crucial para a dispersão de linhas. De lá partiam ramais que direcionavam o crescimento (da cidade)”, esclarece Sutil.
Santiago Colle se afastou da empresa em 1910, cedendo espaço à firma inglesa South Brazilian Railways Ltd., que assumiu o controle sobre os equipamentos, veículos, animais de tração e instalações. Dois anos depois, essa empresa montou a estrutura metálica que até hoje sustenta a cobertura da antiga garagem de bondes. Seria precipitado supor o peso das vigas de ferro fundido que se conectam a dez metros de altura, mas o fato é que essa descomunal armação metálica completou 100 anos e, aparentemente, reúne condições para permanecer intacta por muito mais tempo.
Em 1913, Curitiba adotou os bondes elétricos, o que não significou o imediato abandono dos bondes movidos à tração animal. Os dois modelos conviveram durante um breve período, mas não tardou para que todas as linhas se eletrificassem.
Com a extinção da South Brazilian Raiways em 1928, os bondes e toda a administração desse meio de transporte coletivo foram transferidos para a Companhia Força e Luz do Paraná que deu continuidade aos serviços. Em 1952,os bondes já não eram mais compatíveis com o fluxo do trânsito, o que fez com que o prefeito Ney Braga os excluísse em benefício dos ônibus que se mostravam mais práticos e econômicos.
A antiga garagem se tornou propriedade da família Slaviero, que manteve no local uma concessionária de veículos por alguns anos. Atualmente o espaço é utilizado por vários setores técnico-administrativos da Câmara Municipal. Embora sua aparência tenha sido alterada e sua função seja outra, o lugar continua evocando um tempo remoto em que a cidade ainda era uma promessa." - Texto de João Cândido Martins/ Gazeta do Povo.
Paulo Grani.