sexta-feira, 8 de abril de 2022

Foto aérea da região do Batel em 1933, em direção ao Rebouças e Prado Velho.

 Foto aérea da região do Batel em 1933, em direção ao Rebouças e Prado Velho.


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Praça Tiradentes em 1949

 Praça Tiradentes em 1949


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Praça Generoso Marques e a Antiga Prefeitura em 1961. atual Paço da Liberdade.

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Curitiba dos anos 1950. Ao fundo o Edifício Pedro Demeterco na Alameda Dr Muricy X Rua Marechal Deodoro.

 Curitiba dos anos 1950. Ao fundo o Edifício Pedro Demeterco na Alameda Dr Muricy X Rua Marechal Deodoro.


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"LÁ NO PASQUALE". ANTES, DURANTE E DEPOIS Houve um tempo em Curitiba, desde a década de 1940, que a chegada do domingo, principalmente nas manhãs de sol, significava um dia de festa e confraternização no Passeio Público.

 "LÁ NO PASQUALE". ANTES, DURANTE E DEPOIS
Houve um tempo em Curitiba, desde a década de 1940, que a chegada do domingo, principalmente nas manhãs de sol, significava um dia de festa e confraternização no Passeio Público.


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"LÁ NO PASQUALE". ANTES, DURANTE E DEPOIS
Houve um tempo em Curitiba, desde a década de 1940, que a chegada do domingo, principalmente nas manhãs de sol, significava um dia de festa e confraternização no Passeio Público. Uma manhã no Passeio Público era uma tradição sistemática e natural, envolvendo gerações de curitibanos.
Lá havia um pavilhão de madeira onde funcionava um bar que cumpria a tarefa de servir lanches, cafés, refrigerantes e bebidas ao público, além de disponibilizar um local de descanso aos frequentadores, que podiam apreciar a desenvoltura das atividades do Passeio Público e curtir os usuários dos pedalinhos que desfilavam no lago.
Em 1947, durante o governo Lupion, o pavilhão foi transformado em sua estrutura e passou a abrigar o Restaurante do Estudante, tendo abrigado uma geração de estudantes curitibanos por quase uma década. Em 1956, o local foi parcialmente destruído devido a um incêndio.
Após uma restauração, em março de 1957, o espaço foi alugado por João de Pasquale que criou o restaurante "Lá no Pasquale", um espaço para as pessoas se encontrarem e degustarem algumas especiarias.
"Jornalistas e radialistas encarregavam-se de divulgar os eventos culturais promovidos pela Fundação Cultural de Curitiba no espaço do Pasquale, nos finais de tarde e nos sábados pela manhã. Pronto! A notoriedade do Pasquale estava garantida! Era, sem dúvida, um bar-restaurante da moda! João de Pasquale, uma figura muito bem relacionada em Curitiba, sempre soube administrar o seu lado carismático no trato com as pessoas, e junto com sua esposa, Dona Isaura, incansável na cozinha, e seus filhos, que sempre participaram de tudo, fizeram do Pasquale um local aconchegante. [...]
O cardápio do Pasquale era bastante variado, indo dos acepipes como a linguiça calabresa servida no palito, aos pratos mais elaborados como o barreado, a feijoada, o churrasco de grelha, os peixes e camarões e frangos feitos das mais diferentes maneiras. Alguns aperitivos inventados por Dona Isaura marcaram, como é o caso do mini pastel, o pastel à milanesa, a casquinha de siri com leite de coco, o bolinho de arroz” (*1)
Seu sucesso maior foi no final dos anos sessenta e decorrer dos setenta.
No final dos anos 1990, o estabelecimento passou a chamar-se Restaurante do Passeio, porém, os frequentadores haviam migrado para outros parques criados no entorno da cidade, ocasionando total declínio.
Em 2018, a Prefeitura iniciou sua demolição justificando "Agora, em mais uma etapa da revitalização do Passeio Público, a ideia é tornar o espaço em uma área comum de convivência. “Trata-se, agora, da implantação da Praça do Passeio, uma área comum de convivência, que visa resgatar a identidade e o valor histórico do local, inaugurado em 1886”, informa a administração municipal.
Um antigo frequentador daquele espaço expressou-se em rede social: “Quem conheceu o Restaurante do Pasquale, conheceu. Quem não conheceu, não vai conhecer mais. Bons tempos de juventude que a gente vinha andar de pedalinho e tomar uma ‘béra’. Saudades que vão ficar”,
(*1 - Extraído de: tribunapr.com.br / Fotos: Arquivo Gazeta do Povo, curitiba.pr.gov.br, tribunapr.com.br)
Paulo Grani

Segundo o historiador Francisco Negrão, a origem do nome do bairro Batel, de Curitiba, está no fato ocorrido em 1854, quando o alfaiate Torquato Paulino, resolveu montar uma pequena embarcação para participar das tradicionais "cheganças", na histórica festa do Espírito Santo, que era realizada em São José dos Pinhais.

 Segundo o historiador Francisco Negrão, a origem do nome do bairro Batel, de Curitiba, está no fato ocorrido em 1854, quando o alfaiate Torquato Paulino, resolveu montar uma pequena embarcação para participar das tradicionais "cheganças", na histórica festa do Espírito Santo, que era realizada em São José dos Pinhais.


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ORIGEM DO NOME DO BAIRRO BATEL
Segundo o historiador Francisco Negrão, a origem do nome do bairro Batel, de Curitiba, está no fato ocorrido em 1854, quando o alfaiate Torquato Paulino, resolveu montar uma pequena embarcação para participar das tradicionais "cheganças", na histórica festa do Espírito Santo, que era realizada em São José dos Pinhais.
A chegada do barco de Torquato a São José foi triunfal, querendo todo o povo contemplá-lo e saborear as galinhas recheadas, os leitões assados, os pastéis, os croquetes e os refrescos vendidos por ele na festa.
Regressando a Curitiba, pela então Estrada do Mato Grosso, o barco, instalado sobre um carro de boi, se acidenta num desnível, ficando abandonado no local durante muito tempo. O fato chamou a atenção dos curitibanos que por lá passavam e que passaram a chamar o local de Batel.
Existem, ainda, outra versão para a origem do nome: homenagem a um antigo morador da região, que teria se chamado Bathé, nome proveniente do latim battelum, que significa pequeno barco ou canoa.
(Foto ilustrativa, origem pinterest)
Paulo Grani

Quem lembra-se do Sesi da Vila Hauer, Curitiba? (Foto de 1950. - Acervo Giuseppe Todeschini). Paulo Grani.

 Quem lembra-se do Sesi da Vila Hauer, Curitiba?
(Foto de 1950. - Acervo Giuseppe Todeschini).
Paulo Grani.


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CONFEITARIA COMETA A Confeitaria Cometa, de Curitiba, também conhecida como Bar Cometa, funcionava na rua XV de Novembro, desde 1902. Nos anos 1930, tinha como chefe de pastelaria Carlos Koeler, fundador da Confeitaria Colombo do Rio.

 CONFEITARIA COMETA
A Confeitaria Cometa, de Curitiba, também conhecida como Bar Cometa, funcionava na rua XV de Novembro, desde 1902. Nos anos 1930, tinha como chefe de pastelaria Carlos Koeler, fundador da Confeitaria Colombo do Rio.


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Pode ser uma imagem de 7 pessoas, rua e estradaCONFEITARIA COMETA
A Confeitaria Cometa, de Curitiba, também conhecida como Bar Cometa, funcionava na rua XV de Novembro, desde 1902. Nos anos 1930, tinha como chefe de pastelaria Carlos Koeler, fundador da Confeitaria Colombo do Rio.
Nos anos 1950, a Cometa passou para o sr. Ewaldo Gastão Mehl que a dirigiu até a sua morte. Após, a Confeitaria Cometa continuou funcionado sob administração do filho Herley Mehl, e do seu irmão Ary Mathias, porém, devido à carreira profissional diversa, de ambos, a família vendeu-a a um empresário. Pouco tempo depois, ele recebeu uma oferta de compra por parte do Gerente Mário em sociedade com os garçons Bepe e Adelino.
A Confeitaria Cometa ficou famosa por servir empadinhas de massa podre, massa tão fina que esfarelava, e o conhecido Especial, um sanduíche dividido em quatro partes, recheado com pernil bem condimentado.
Conforme a jornalista Malu Maranhão, a Confeitaria Cometa "era freqüentada por jornalistas e intelectuais, e tinha seus horários de maior freqüência na hora do almoço e no final da tarde. Os fregueses costumavam comer a empadinha e o Especial acompanhados de chope, para depois terminar com uma coalhada na Confeitaria Schaffer."
Para o publicitário João José Werzbitzki: "O Cometa era um super bar. Era grande e vivia cheio. Todos os dias meu pai (o conhecido Onha, proprietário do Restaurante Onha) saía da copiadora às 17h30, 18 horas e passava ali. Pedia uma empadinha, tomava uma cerveja, comia um sanduíche de pernil com queijo derretido e picles, com pão de forma torradinho ...".
O jornalista Luís Alfredo Malucelli escreveu: "E tinha as Confeitarias que a gente freqüentava muito como radialista e jornalista. Depois que a gente saía do trabalho, freqüentava muito a Cometa. Lá se comia um espetinho de minhom com bacon que era uma delícia!".
Para o jornalista Vinícius Coelho: "O Bar Cometa foi um dos mais famosos da época. Depois, quando o Mehl vendeu a Cometa para três de seus garçons - Bepe, Adelino e Mário - passou a ser mais restaurante.
Paulo Roberto Marins, em suas recordações sobre a noite de Curitiba, entre 1956 e 1992, teceu algumas considerações sobre o Bar Cometa, relativas a duas épocas: "Presunto, queijo, picles, pernil, verde, pão de forma. Ao forno. Está pronto o sanduíche. Mister Sandwich, mais uma solução para o Brasil. O garçom Jorge Marlle lépido, dança, literalmente dança entre as mesas, entre um pedido e outro. O bar está cheio. Mais um gole de retórica, mais um chute do Demétrio Shetalla, cerveja, chope, bebida para todos os gostos, nas entranhas da rua XV, mais de 50 mesas, o grande balcão do lado esquerdo e ao fundo, no espaço mais amplo, os sanitários e a cozinha (Marins, Bar Cometa, rua XV, 1962)."
Ainda, segundo Marins, "O Bar Cometa, é dirigido agora pelos seus ex-garçons Bepe e Adelino, e Mário, o gerente. Ainda serve cerveja. Também é ponto de encontro de jornalistas, fotógrafos, artistas, estudantes. Cabeças que, mesmo com rumos diferentes, se encontram aqui. As vezes, não há lugar para sentar naquela imensidão de bar. Uma noite, com todo o movimento, o bar foi assaltado por profissionais e a freguesia também sofreu as conseqüências. Nessa noite ninguém pagou a conta [...] Não se sabe por que, em seguida, o bar passou a não servir mais cerveja. Só chope. O movimento caiu e nunca mais foi o mesmo (Marins, Bar Cometa, 1977)".
Em oito de novembro de 1991, depois de mais de meio século de atividade, a Confeitaria Cometa cerrou suas portas, deixando o lugar para instalação de uma loja de sapatos.
Paulo Grani

ANTONIO MATTOS AZEREDO, UM GRANDE EMPREENDEDOR " Antonio Mattos Azeredo foi um empresário proprietário de muitos cinemas de Curitiba, desde o cinema mudo, e boa parte do sonoro, em várias salas de exibição da cidade.

 ANTONIO MATTOS AZEREDO, UM GRANDE EMPREENDEDOR
" Antonio Mattos Azeredo foi um empresário proprietário de muitos cinemas de Curitiba, desde o cinema mudo, e boa parte do sonoro, em várias salas de exibição da cidade.


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ANTONIO MATTOS AZEREDO, UM GRANDE EMPREENDEDOR
" Antonio Mattos Azeredo foi um empresário proprietário de muitos cinemas de Curitiba, desde o cinema mudo, e boa parte do sonoro, em várias salas de exibição da cidade.
Vamos encontrá-lo no ano de 1924 possuindo, por arrendamento, o Palácio Theatro e o Mignon Theatre e, mais tarde, o Cine Popular.
Consta no livro Diário da Cia. Cine Theatral Paraná, documento registrado na Junta Co­­­­mer­­­­cial do Paraná em 6 de outubro de 1924, contendo anotações da dita companhia por mais de dez anos, até 30/11/1934. Seus apontamentos nos in­­­­­dicam que eram sócios da mesma, os senhores: Annibal Requião, Joaquim Sampaio, Francisco Fido Fontana, Ângelo Casagrande e Antonio Mattos Azeredo, sendo que este último detinha 55% das ações.
Consta no referido livro, que o Palácio Theatro pertencia a João Moreira Garcez, de quem Mattos Azeredo arrendou por um conto e 600 mil réis por mês. Era um barracão de madeira e que o próprio Azeredo foi-lhe anexando melhorias du­­­­­rante os anos que o explorou. Quan­­­do foi construído o Edifício Garcez, no início de 1930, o am­­­­biente do cinema já era todo de al­­­­­­­­ve­­­naria, o público chegava até ele transitando por extenso corredor no andar térreo do edifício, com entrada pela Avenida Luiz Xavier.
O Cine Mignon, que ficava na Rua XV de Novembro após a es­­­­­quina da Rua Marechal Floriano, pertencia a Joaquim Taborda Ri­­­­bas, tendo Mattos Azeredo sublocado parte do imóvel.
Alem destes três cinemas, a Cine Theatral Paraná mantinha exibições em três salões da sociedade alemã de Curitiba, no Teuto Brasileiro, no Andewerger e no Theatro Hauer, pagando um aluguel mensal de cem mil réis para cada um.
Antonio Mattos Azeredo chegou a explorar o Cine Glória, na Avenida Luiz Xavier, e o Cine Imperial, na Rua XV.
Azeredo teve ainda sob a sua direção o Cine Avenida, que era propriedade de Feres Merhy. Isto aconteceu com a saída do primeiro arrendatário, José Muzillo.
A vida de Mattos Azeredo no meio cinematográfico de Curitiba foi cercada de altos e baixos em termos do controle de suas finanças. No auge da fortuna construiu luxuosa mansão na Alameda D. Pedro II, no Batel.
Ao morrer já não era mais o empresário abastado. Sua morada foi destinada à sede do Auto­­móvel Clube, sendo, posteriormente, ali instalado o Colégio Sion, que ocupa a propriedade até hoje."
(Texto adaptado de gazetadopovo.com.br / Fotos: Acervo Gazeta do Povo)
Paulo Grani.

FUNDAÇÃO DO RIO BRANCO SPORT CLUB DE PARANAGUÁ Histórica foto das antigas instalações do Sport Club Rio Branco de Paranaguá, da década de 1910, nas cercanias da Praça João Gualberto, onde hoje estão as instalações dos Correios e o INSS.

 FUNDAÇÃO DO RIO BRANCO SPORT CLUB DE PARANAGUÁ
Histórica foto das antigas instalações do Sport Club Rio Branco de Paranaguá, da década de 1910, nas cercanias da Praça João Gualberto, onde hoje estão as instalações dos Correios e o INSS.


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Histórica foto das antigas instalações do Sport Club Rio Branco de Paranaguá, da década de 1910, nas cercanias da Praça João Gualberto, onde hoje estão as instalações dos Correios e o INSS.
"A história do Rio Branco Sport Club começa no dia 12 de Outubro de 1913, dia comemorativo ao descobrimento da América. Em um bate papo envolvendo Manuel Victor da Costa, Aníbal José de Lima, Euclides de Oliveira, José de Oliveira, Jarbas Nery Chichorro, Antonio Gomes de Miranda e Raul da Costa Pinto, surgiu a conversa sobre esse novo esporte, “coqueluche” no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, e que já havia influenciado a criação dos dois primeiros clubes de futebol na cidade: Brasil Football Club e Paranaguá Football Club.
Surgiria o Rio Branco Sport Club no dia seguinte. Além dos nomes já citados e com a presença de mais alguns amigos ocorreu a aclamação de diretoria, com ata lavrada por Raul da Costa Pinto, tendo sido publicada a composição diretiva no jornal Diário do Commercio de 17 de Outubro, depois de uma reunião ocorrida na casa do Sr. Manoel Victor da Costa. Diretoria provisória: Presidente, Manoel Victor da Costa; Vice Presidente, Antonio Gomes de Miranda; Secretário, Jarbas Marques Mery Chichorro; Tesoureiro, Jose de Oliveira. O nome escolhido era uma justa e perfeita homenagem ao herói nacional, Barão do Rio Branco.
O PRIMEIRO JOGO
Houve também a escolha do primeiro time do Rio Branco: Jarbas, Nenê, Miranda, Lucidio, Ellias, Hugo, Luiz José, Mathias, Nero e Nagib. Da fundação até o primeiro jogo transcorreram mais de 30 dias e a escalação da estreia, contra o Brazil Foot Ball Club, mudou bastante, permanecendo só Mathias e Nagib daquele time original. Os novos integrantes eram Eugenio, Itaborahy, Raul, Rocha, Romeu, Cezario, Braga, Flota e Colombino. O jogo aconteceu dia 23 de novembro, na Praça Pires Pardinho (que ficava em frente à Santa Casa, local também conhecida por Campo Grande), tendo lotada a praça. Com um gol de cabeça, o Brazil saiu vencedor.
Em dezembro os sócios se reuniram na sede localizada à rua Marechal Deodoro, número 59, e escolheram sua diretoria definitiva. Foram eleitos e empossados: Presidente, Itaborahy de Macedo; vice, José Colombino; 1° secretário, Antonio Roza; 2° secretário, Nagib Balech; 1° tesoureiro, Angelo Perusin; 2 tesoureiro, José de Oliveira; orador, Raul da Costa Pinto; capitão, Mathias Lourenço; 2° capitão, Cezario Corriel e “Guarda Sport”, Lucilio F. do Nascimento.
O primeiro jogo contra uma equipe de fora aconteceu no dia 6 de janeiro de 1914, na Praça Pires Pardinho, enfrentado o América de Curitiba. Sabendo que o adversário levaria uma equipe mais forte do que o normal, o Rio Branco se uniu com o Brazil e o Paranaguá e formaram um time misto com os melhores jogadores da cidade: Osmario, Arcesio, Mendes, Zizo, Quinquin, Luiz, Nagib, Agostinho, Acrisio, Fernando e Soffiati. O grande goleador do Rio Branco foi Quinquin, que marcou três, mas o juiz anulou um porque estava “off-side”.
O PRÓPRIO CAMPO
O Prefeito Dr. Cetano Munhoz da Rocha outorgou ao clube uma área de alagadiço nas redondezas da Praça João Gualberto, no começo de 1914.
No mês de junho, os sócios organizaram uma grande quermesse na Praça Pires Pardinho para arrecadação de verbas e a previsão de inauguração era para abril de 1915. Até peça de teatro teve sua bilheteria revertida para as obras do novo campo e a construção das arquibancadas. Foram seis meses de trabalho para deixar o campo em condições de uso. O sócio-benfeitor José Fonseca Lobo, conhecido por Zézito, doou alguns vagões de madeira para a construção das arquibancadas de madeira.
A inauguração oficial ocorreu contra um selecionado de times de Curitiba, chamado de Team Extra, formado basicamente por jogadores do International e América. O Rio Branco venceu o confronto pelo placar de 2 x 1, com gols de Cardines e Lobo. A formação era a seguinte: Pedrinho; Azevedo e Marinho; Rosa, Eugênio e Manoel; Docelo, Caldeira, Lobo, Cardines e Coelho.
O clube ficou cerca de 10 anos nesse espaço, quando o então Presidente da Província do Paraná, Dr. Caetano Munhoz da Rocha informaria ao prefeito, Coronel José Gonçalves Lobo, que a cidade precisaria doar um terreno para a Construção da Escola Normal – atualmente Instituto de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha.
A área definida ficava em frente à área de fundos das arquibancadas do campo do Rio Branco e isso desagradou as autoridades da época, pois não consideravam adequado uma escola para meninas ficar “contemplando os fundos de uma praça de esportes voltada para o público masculino”.
NOVO CAMPO
A diretoria do clube então recebeu a proposta de mudança, comprometendo-se o município a doar um terreno na Estrada das Colônias – atual Alameda Coronel Elysio Pereira – para o novo estádio.
Efetivamente a doação do terreno aconteceu na gestão do prefeito Francisco Accioly Rodrigues da Costa, que também doou a importância de dois contos de réis (2:000$000) para que o clube pudesse providenciar a mudança para a nova sede, que hoje abriga o Estádio Nelson Medrado Dias.
O nome do estádio homenageia o Presidente do clube, Nelson Medrado Dias, agente do LLoyd Brasileiro, vindo do Rio de Janeiro e apaixonado pelo futebol. Em sua gestão teve início o projeto de construção do novo campo em meados de 1924, tendo concorrido o prazo de aproximadamente 6 meses para arrecadação de fundos para ás primeiras obras, que começaram em 1925.
Com seu prestígio no comércio local e na política, apesar daqueles que trabalhassem contra, arrecadou fundos e mandou aparelhar o terreno e iniciar a construção das arquibancadas e quase dois anos depois, em 12 de Junho de 1927, era inaugurada a “Praça de Esportes” Nelson Medrado Dias, que até hoje é a sede do clube e seu campo de futebol.". - (Compilado de: riobrancosportclub.net.br).
Paulo Grani.