domingo, 23 de outubro de 2022

Antigo Complexo Médico Hospitalar Bom Retiro - Bom Retiro. Ano - 1946.

 Antigo Complexo Médico Hospitalar Bom Retiro - Bom Retiro.
Ano - 1946.

Ano - 1946.
(Hospital que deu nome ao bairro Bom Retiro foi demolido no final de 2012, apagando do cenário Curitibano a arquitetura que guardava memória da Psiquiatria. A Unidade funcionou em Curitiba, no mesmo local, durante 67 anos.*
*No endereço foi construído um centro comercial e um edifício residencial)

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Rua Barão do Serro Azul em 1919. À esquerda, a Catedral Copyright © Gazeta do Povo.

 Rua Barão do Serro Azul em 1919. À esquerda, a Catedral
Copyright © Gazeta do Povo.


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OS TEMPOS DA PRAÇA OSÓRIO

 OS TEMPOS DA PRAÇA OSÓRIO

OS TEMPOS DA PRAÇA OSÓRIO
"Em meados do século 19, o terreno da Praça Osório, Curitiba, não passava de um grande banhado formado pelo Rio Ivo. Na época, a área alagadiça era um entrave para o prolongamento da Rua das Flores, que contava apenas com três quadras de extensão – da Rua Barão do Rio Branco até a Alameda Dr. Muricy.
O fato perdurou até o início dos anos de 1870, quando o Governo da Província – ao visualizar o progresso na região – autorizou a abertura da Estrada do Mato Grosso (atual Comendador Araújo). A cerimônia de lançamento da pedra fundamental aconteceu no dia 15/04/1871 sob o governo de Venâncio José de Oliveira Lisboa.
O primeiro nome – Largo Oceano Pacífico – veio no início de 1874, após a Câmara Municipal designar uma comissão com o intuito de demarcar o local. A mudança para a denominação atual aconteceu em 27/02/1879 como forma de homenagear Manuel Luís Osório, general de destaque durante a Guerra do Paraguai.
As últimas décadas do século 19 foram marcadas por um cenário descampado e sem utilidade. Apenas questões militares e apresentações circenses faziam parte da rotina do Largo General Osório.
As primeiras obras no local viriam ocorrer na gestão municipal de Luiz Antônio Xavier (1900-1907). O então prefeito destacou os melhoramentos no calçamento em torno da região; terraplanagem e o revestimento do mesmo com saibro e pedregulho; arborização do Largo; entre outras iniciativas.
O fim das obras, no dia 29/10/1905, contou com a apresentação da banda de música do Regimento de Segurança do Estado. O novo formato simbolizava um “extenso retângulo cortado ao meio pela linha de bondes que vinha da Rua Comendador Araújo para a atual Avenida Luiz Xavier”.
Outras alterações urbanas viriam na sequência como a ligação entre as Avenidas Vicente Machado e Luiz Xavier e a Rua XV de Novembro; novo jardim com objetivo estético; tratamento paisagístico à francesa com estátuas de sereias e de um cisne; um relógio elétrico para marcar o horário oficial do município; além do calçamento em petit pavet.
A partir da segunda metade do século 20, a Praça Osório receberia mais intervenções. Áreas de lazer, diversão, exercícios físicos, e a criação da Arcada da Praça Osório com bancas de revistas, cafés e a Boca do Brilho. Na região também funcionou (1964-2006) o tradicional Cine Plaza, que chegou a se tornar o cinema com maior bilheteria da cidade. Há também uma série de bustos que homenageiam personalidades locais e nacionais."
(Extraído de: Curitibaspace.com.br)
Paulo Grani

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Cartão Postal, datado de 1905, pouco antes da inauguração da sua primeira configuração, mostra a Praça Osório com suas arvores recém-plantadas.
Foto: Coleção Julia Wanderley, acervo IHGPr.

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Público presente na solenidade de inauguração da sua nova versão, em 1914.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

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A praça Osório, em Cartão Postal de J. Pedrosa, de 1905.
Foto: Acervo Paulo José da Costa.

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Outro Cartão Postal de 1905, o então Largo Osório.
Foto: IHGPr.

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A Praça Osório com novo lay-out, anos 1920.
Foto: curitiba.pr.gov.br

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Outro Cartão Postal, de 1910, mostra uma vista panorâmica da Praça Osório.
Foto: Arquivo Público do Paraná).

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A Praça Osório, em 1916, com seu paisagismo à francesa, complementado pela presença do bondinho elétrico.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

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A Praça Osório, primeira década de 1900, tendo ao centro os trilhos do bondinho puxado por mulas, em direção ao Batel, pela Comendador Araujo.
Foto: curitiba.pr.gov.br

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Praça Osório, década de 1930, pela rua Voluntários da Pátria.
Foto: Acervo Wagner Wolff.

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Cartão Postal da década de 1930, mostra a Praça Osório e o seu famoso relógio.
Foto: Acervo Walmor Frank Góes.

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Lado sul da Praça Osório, década de 1930, visto do alto do edifício Garcez.
Foto: Acervo Wagner Wolff.

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Vista aérea da Praça Osório, década de 1930.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

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Praça Osório, início década de 1920, em momento que o bonde elétrico da linha Batel fazia seu percurso.
Foto: Acervo Paulo José Costa.

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Nesta histórica foto, de 1916, vemos o relógio ainda sem ponteiros e, mais ao lado, o saudoso coreto.
Foto: Coleção Julia Wanderley, acervo IHGPr.

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A velha Praça Osório, em Cartão Postal da Foto Colombo, década de 1940.
Foto: Acervo Manoel Steinkirch

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Novamente a Praça é seu histórico relógio, em foto de 1918.
Foto: Acervo Giuseppe Todeschini.

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A Praça Osório, década de 1930, com suas árvores já bem crescidas.
Foto: Acervo Aldo Ramalho Picanço.

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As ninfas do chafariz da Praça Osório, fundidas em bronze, trazidas da França, década de 1920.
Foto: IHGPr.

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Em vôo de 1933, destaque para a Praça Osório.
Foto: Acervo Romulo Antônio Fontana.

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Castro – Casa à Praça Manoel Ribas, nº 120

 

Castro – Casa à Praça Manoel Ribas, nº 120

Em 1880, à Praça Manoel Ribas, nº 120, foi construída a casa de João José da Fonseca destinada parte para moradia e parte para comércio.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Casa situada à Praça Manoel Ribas 120
Localização: Praça Manoel Ribas, nº 120 – Castro-PR
Número do Processo: 77/81
Livro do Tombo: Inscr. Nº 76-II, de 26/06/1986

Descrição: A maioria das construções remanescentes relacionadas ao tropeirismo em Castro datam do século XIX. No final deste período, Castro era movida pelas fazendas de invernadas onde engordavam as tropas de gado vindas do Rio Grande do Sul. A demanda tanto por bois para alimentação como por mulas para o trabalho agrícola nos cafezais paulistas que se expandiam geraram incalculáveis fortunas. Na época era comum que os fazendeiros tivessem uma morada na cidade para maior conforto de sua família.
Neste mesmo período, em 1880, foi construída a casa de João José da Fonseca destinada parte para moradia e parte para comércio. O tombamento justifica-se pela proteção de uma parte importante da paisagem urbana/histórica de Castro.
Adota, igualmente, o partido da arquitetura de transição entre colonial e o neoclássico, e ao ser concluída possuía cinco portas na fachada frontal, três das quais foram transformadas em janelas, quando da adaptação do imóvel, o que motivou, também, uma ampliação da parte posterior, para construção de cozinha, com fins residenciais.
Fonte: CPC.

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CPC
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Castro – Casa à R. Dr. Jorge Xavier da Silva

 

Castro – Casa à R. Dr. Jorge Xavier da Silva


A Casa à R. Dr. Jorge Xavier da Silva funcionou como jardim-escola de Dona Emília, que dava as primeiras noções de educação a meninas.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído:  Casa situada à R. Dr. Jorge Xavier da Silva com R. Benjamin Constant
Localização: R. Dr. Jorge Xavier da Silva, esquina com R. Benjamin Constant – Castro-PR
Outros Nomes: Casa Emília Ericksen, Casa da Cultura
Número do Processo: 76/81
Livro do Tombo: Inscr. Nº 73-II, de 07/05/1982
Uso Atual: Casa da Cultura

Descrição: Por longos anos, no prédio número 66, da Rua das Tropas, esquina com a rua Benjamim Constant, funcionou o jardim-escola de dona Emília, local em que várias gerações de meninas receberam as primeiras noções de educação. Em 1855, chegaram a Castro os membros da família Erichsen, composta do dinamarquês Conrado Erichsen, sua esposa, Emília e filhos, vindos de São Paulo; no ano de 1862, faleceu Conrado Erichsen. Para dar sustento aos seus filhos menores, Emília Erichsen, senhora de aprimorada cultura, montou um estabelecimento de ensino para meninas, que se tornou o primeiro Jardim de Infância do Brasil.
A Senhora Erichsen vendeu o prédio de seu “Jardim de Infância”, em 01 de agosto de 1905, ao cidadão Carlos Betenheuse, afastando-se para a cidade de Palmeira, onde faleceu em 28 de setembro de 1907.
Apesar de não ter sido construído com a finalidade de abrigar um estabelecimento educacional, foi tombado em 1991, pelo uso que desempenhou como o primeiro Jardim de Infância no país, além da sua importância arquitetônica.
Edificação em taipa, provavelmente da década inicial do século XIX, constitui bom exemplo da arquitetura adotada no Paraná durante a fase do tropeirismo. Sediou o primeiro jardim-de-infância particular do Brasil, dirigido pela educadora Emília Erichsen. Construída sobre plataforma retangular, a edificação tem sua fachada principal emoldurada por cunhais de massa, aberturas enquadradas por requadros em madeira e encimadas por vergas retas; janelas em sistema de guilhotina, divididas em quadrículos, e postigos internos. Cobertura em telhado de quatro águas, telha capa e canal, arrematada por beiral em cimalha.
Fonte: CPC.

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CPC
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Castro – Casa à Praça Manoel Ribas, nº 152

 

Castro – Casa à Praça Manoel Ribas, nº 152

Construída em 1863 em alvenaria de pedra e paredes de pau-a-pique, a casa à Praça Manoel Ribas, nº 152 se situa entre o colonial e o neoclássico.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Casa situada à Praça Manoel Ribas 152
Localização: Praça Manoel Ribas, nº 152 – Castro-PR
Número do Processo: 78/81
Livro do Tombo: Inscr. Nº 74-II, de 07/05/1982

Descrição: Construída em 1863 em alvenaria de pedra e paredes de pau-a-pique, o imóvel se situa dentro do partido adotado pela arquitetura de transição entre colonial e o neoclássico, mesclando elementos de ambos os estilos.
Conta-se ter sido a casa construída por um escravo ao qual fora prometido a alforria em troca do trabalho. Todavia quando da conclusão da obra, foi vendido, afim de continuar a ser escravo-construtor.
Fonte: CPC.

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