quinta-feira, 30 de março de 2023

Uma bela vista de Curitiba, a partir da Praça Rui Barbosa, na década de 1910

 Uma bela vista de Curitiba, a partir da Praça Rui Barbosa, na década de 1910


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A Praça Tiradentes com grande movimento na década de 1950

 A Praça Tiradentes com grande movimento na década de 1950


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Bonde vindo pela Rua Barão do Rio Branco, na esquina com a 𝑹𝒖𝒂 𝑿𝑽 𝒅𝒆 𝑵𝒐𝒗𝒆𝒎𝒃𝒓𝒐, em frente ao antigo Prédio do Clube Curitibano, em 1931

 Bonde vindo pela Rua Barão do Rio Branco, na esquina com a 𝑹𝒖𝒂 𝑿𝑽 𝒅𝒆 𝑵𝒐𝒗𝒆𝒎𝒃𝒓𝒐, em frente ao antigo Prédio do Clube Curitibano, em 1931


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quarta-feira, 29 de março de 2023

As imagens dizem respeito a escavação arqueológica do Sambaqui de Matinhos - PR, que teve duas etapas de estudos relevantes. A primeira foi realizada por José Loureiro Fernandes, entre os anos de 1942 e 1947,

 As imagens dizem respeito a escavação arqueológica do Sambaqui de Matinhos - PR, que teve duas etapas de estudos relevantes. A primeira foi realizada por José Loureiro Fernandes, entre os anos de 1942 e 1947,

As imagens dizem respeito a escavação arqueológica do Sambaqui de Matinhos - PR, que teve duas etapas de estudos relevantes. A primeira foi realizada por José Loureiro Fernandes, entre os anos de 1942 e 1947, o qual acompanhou a sua exploração comercial, realizou seus estudos e coletas no momento em que o sambaqui estava sendo desmontado pela Diretoria de Obras e Viação do Estado do Paraná. Entre as décadas de 1930 e 1950 dezenas de Sambaquis foram transformados em cal e utilizados na pavimentação de vias por aquele órgão. Loureiro Fernandes que também foi o fundador do Departamento de Antropologia e do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da Universidade Federal do Paraná, constatou que o Sambaqui possuía aproximadamente dez metros de altura, dividido em três camadas (superficial, central e profunda), de onde exumou e estudou vinte esqueletos humanos, além de outros artefatos líticos e ósseos.
No segundo momento, o Sambaqui já em um estado de degradação avançado, foi escavado por Igor Chmyz e João Carlos Gomes Chmyz, no ano de 1977, quando foram acionados pelo proprietário do terreno, Sr. Jorge Antonio Heil, que ao realizar o trabalho de modelagem e abertura de valas para alicerces, constatou que ossadas humanas haviam aflorado juntamente com conchas e ossos de peixes. Estes estudiosos constataram "fogões" de pedras com alguns ossos de peixes carbonizados, carvões e mais um conjunto funerário constituído por um esqueleto adulto e o esqueleto de uma criança, estando este depositado sobre o braço esquerdo e ao lado do tronco do adulto. Na parte frontal do crânio infantil foi constatada uma anomalia, tal evidência levou os pesquisadores a concluírem que este individuo foi golpeado em vida, com objeto de ponta rombuda.
Dentre os materiais líticos (pedra) e osseos encontrados destacam-se talhadores, percutores (bigorna, abrasador e alisador), quebradores de coquinhos, dentes de tubarão e vértebras de peixes perfuradas, ossos de animais terrestres e pontas de flechas, tudo isto "submerso" nas conchas de Anomalocardia brasiliensis, Ostrea e Lucina. As pontas de flechas foram encontradas somente nos estratos superiores, isto indica que no Sambaqui houve superposição de povos, ou seja, os que detinham as flechas não foram os mesmos grupos que iniciaram sua construção. Chmyz ressalta que amostras de rochas foram coletadas para datação através do método da termoluminescência (TL), processadas pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo, fornecendo a data da base do Sambaqui aproximada de 2.750 A.P (Antes do Presente) ou aproximadamente 800 a.C.
REFERÊNCIA:
CHMYZ, Igor; CHMYZ, João Carlos Gomes; SGANZERLA, Eliane Maria. Novas Contribuições para o Estudo do Sambaqui de matinhos no Estado do Paraná. UFPR, Curitiba, 2003.

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Sambaqui de Matinhos, Coleção do Museu Paranaense.

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Crânios exumados no Sambaqui de Matinhos. No alto adulto, norma frontal e norma lateral; embaixo, infantil, norma frontal e lateral. Neste, a seta indica anomalia.

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Pontas de flechas escavadas por Loureiro Fernandes nos estratos superiores do Sambaqui.

Após a perda do território Contestado para Santa Catarina, não imaginavam os paranaenses que nas décadas seguintes, em meio a Segunda Guerra Mundial, perderiam uma extensa parte de seu território para a União.

 Após a perda do território Contestado para Santa Catarina, não imaginavam os paranaenses que nas décadas seguintes, em meio a Segunda Guerra Mundial, perderiam uma extensa parte de seu território para a União.


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Após a perda do território Contestado para Santa Catarina, não imaginavam os paranaenses que nas décadas seguintes, em meio a Segunda Guerra Mundial, perderiam uma extensa parte de seu território para a União.

O país a época era administrado pelo "pai dos pobres", culto a personalidade do presidente gaúcho Getúlio Vargas implantada na população, e foi na vigência de sua ditadura conhecida como Estado Novo que decretou a criação do território federal do Iguaçu, desmembrando regiões a sudoeste do Paraná e noroeste de Santa Catarina através do Decreto-Lei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943.

Logo após a sua assunção ao Governo Federal em 1930, o presidente Vargas já tentará criar esse território, entretanto encontrou firme reação do seu interventor no Paraná General Mario Tourinho, logo exonerado, cedeu seu lugar a Manoel Ribas que ocupou a função desde 1932 até a queda do Estado Novo em 1945.

Em relação a função exercida por Manoel Ribas como interventor, o respeitado historiador Rui Wachowicz assim o define: "...Getúlio Vargas sempre o mantinha no poder. Tornou-se o decano entre os interventores. Não incomodava, não pedia nada, não nasceu com alma de mascate. Era um rude, porém reto Capitão Mor do século XX" (WACHOWICZ, 1983).

Duas são as causas que podem ter motivado a criação do território do Iguaçu, a primeira defendida pelo Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná é "...para que grupos econômicos do Rio Grande do Sul adquirissem extensas glebas de terra, entre outras as que haviam sido retomadas da 'Brazil Railway Company', e iniciassem lucrativos negócios imobiliários. O objetivo principal era orientar o excedente de mão-de-obra agrícola, que já começava a deixar o Rio Grande do Sul para outras unidades da Federação" (ITCG-PR, 2020).

Outra justificativa era a ocupação pelo governo federal de regiões fronteiriças de baixa densidade demográfica, regiões as quais comissões governamentais haviam notado a presença de grandes contingentes indígenas, registrando também a presença de paraguaios e argentinos que ali viviam e não falavam português, utilizavam as moedas de seus países de origem como moeda corrente, fato que preocupou a União em relação à garantia da soberania sobre estas regiões.

Com a queda de Vargas e a atuação de parlamentares paranaenses na constituinte de 1946, o território do Iguaçu foi extinto.

REFERÊNCIAS:

Decreto-Lei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943;

Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná - Mapas Históricos;

Universidade do Mate. Rui C. Wachowicz, 1983. (p. 95).

Você já percebeu que o centro da cidade não possui edificações em madeira ou com apenas um pavimento? Claro que isso não é por acaso. A planta de Curitiba de 1914 nos traz muitas curiosidades, dentre elas destaco:

 Você já percebeu que o centro da cidade não possui edificações em madeira ou com apenas um pavimento? Claro que isso não é por acaso.
A planta de Curitiba de 1914 nos traz muitas curiosidades, dentre elas destaco:


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Você já percebeu que o centro da cidade não possui edificações em madeira ou com apenas um pavimento? Claro que isso não é por acaso.

A planta de Curitiba de 1914 nos traz muitas curiosidades, dentre elas destaco: as limitações da cidade a oeste até o Santa Quitéria, a leste até o Cajuru e ao sul até a Vila Guaíra, entretanto, mais interessante do que isto é analisar as zonas fiscais nas quais o município foi subdivido a época. Essas subdivisões obedeciam critérios de taxas e cobrança de impostos diferentes, além de demarcarem restrições e obrigações às edificações.

Conforme o contido na própria planta, a Lei Municipal n° 177/1906, proibiu a construção de casas de madeira na região central de Curitiba (região delimitada com linha preta tracejada), também havia a obrigatoriedade das construções conterem dois ou mais pavimentos, ou seja, o solo curitibano foi definitivamente hierarquizado.

Os padrões construtivos mais bem elaborados visavam a valorização da região central da cidade e ali só permaneceria quem pudesse cumprir a legislação.

A planta de CORITIBA do ano de 1914 e a Lei 177/1906 são fundamentais para nós entendermos porque os menos favorecidos estão a margem da sociedade.

REFERÊNCIA:

João Cândido Martins, Câmara Municipal de Curitiba. 

BASCUIA, UM HERÓI ANÔNIMO. Nascido em 1920 na Lapa-PR, José Berberino dos Santos o “Bascuia” era um cara negro, de família pobre e analfabeto.

 BASCUIA, UM HERÓI ANÔNIMO.
Nascido em 1920 na Lapa-PR, José Berberino dos Santos o “Bascuia” era um cara negro, de família pobre e analfabeto.


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BASCUIA, UM HERÓI ANÔNIMO.

Nascido em 1920 na Lapa-PR, José Berberino dos Santos o “Bascuia” era um cara negro, de família pobre e analfabeto.

Foi convocado pelo Exército brasileiro em 1941, onde passou a usar um calçado pela primeira vez. Bascuia apresentou-se como voluntário para a Segunda Guerra Mundial, passando pelo 15º Batalhão de Caçadores (atual 20 BIB) e 20º Regimento de Infantaria em Curitiba, seguindo após para o 11º Regimento de Infantaria, um dos Regimentos da Força Expedicionária Brasileira.

Na Itália, foi escolhido entre os mais corajosos soldados do 1º Batalhão para integrar o Pelotão Especial sob comando do 3º Sargento Max Wolff Filho, realizou patrulhas na neve, ataques a casamatas em Monte Castello e fez prisioneiros em Castelnuovo, sobretudo, foi no ataque a Montese, em uma das maiores operações bélicas realizadas por um Regimento da Força Expedicionária, que a coragem do soldado passou a ser admirada até mesmo pelos seus comandantes.

Como não sabia ler e nem escrever, Bascuia dependia de seus amigos próximos para escrever cartas que mandava a sua mãe, que continuava a residir na Lapa. Com o término da guerra, foi desligado da FEB, como não tinha uma profissão definida, ficou sem rumo, mantendo-se com a ajuda e caridade de alguns amigos, passando a fazer parte da Guarda Civil do Paraná em 1952, Corporação dissolvida em 1970.

Bascuia faleceu no dia 7 de setembro de 1981, no Dia da Pátria, após desfilar na Avenida Cândido de Abreu com suas honradas medalhas no peito, seguiu para uma confraternização promovida pela Legião Paranaense do Expedicionário no restaurante do Coritiba F.C, no final do evento, ao caminhar no pátio, um enfarte de miocárdio fulminante tombou o soldado.

REFERÊNCIA:

Museu do Expedicionário. 

Mapa de João Teixeira Albernaz II, o Moço, 1666. Foi neto de João Teixeira Albernaz I, o Velho, os nomes homônimos dos dois Albernaz geraram muitas confusões, pois ambos eram cartógrafos e fizeram primitivos mapas da baia de Paranaguá no século XVII.

 Mapa de João Teixeira Albernaz II, o Moço, 1666.
Foi neto de João Teixeira Albernaz I, o Velho, os nomes homônimos dos dois Albernaz geraram muitas confusões, pois ambos eram cartógrafos e fizeram primitivos mapas da baia de Paranaguá no século XVII.


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Mapa de João Teixeira Albernaz II, o Moço, 1666.

Foi neto de João Teixeira Albernaz I, o Velho, os nomes homônimos dos dois Albernaz geraram muitas confusões, pois ambos eram cartógrafos e fizeram primitivos mapas da baia de Paranaguá no século XVII.

O mapa que é de 1666 e denomina-se “Demotração do Pernagua e Cananeia”, representa com detalhes o interior da baía e as minas de ouro, além das ilhas do Mel, das Pessas (Peças), das Cobras e das Gamellas. A cidade de Pernagua (Paranaguá) conta com três casas e uma igreja, ao lado direito da imagem está a vila de São João e a ilha de Cananeia, a esquerda a baía de Guaratuba.

A exploração do ouro na região fez com que ali houvesse uma Casa de Fundição já em 1695, uma das primeiras do Brasil, que tinha como objetivo cobrar o quinto do ouro pertencente ao rei, este imposto do quinto era chamado pelo povo de “o quinto dos infernos”. Na imagem que sobrepõe o mapa, uma barra de ouro no padrão D’El Rey com a data de 1796.

O mapa pertence a Mapoteca do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que também possui o de seu avô, João Teixeira Albernaz I, mais antigo, que buscaremos trazer em uma postagem futura.

Pouco se fala sobre o trecho original da Estrada da Graciosa em Curitiba. Diferente do que se propaga em diversos sítios virtuais, a antiga estrada não começava no atual trevo do Atuba e muito menos na cidade de Quatro Barras, o trecho original da rodovia adentrava a pequena área urbana de Curitiba e tinha início no local onde hoje conhecemos como praça dezenove de dezembro ou praça do homem nú.

 Pouco se fala sobre o trecho original da Estrada da Graciosa em Curitiba.
Diferente do que se propaga em diversos sítios virtuais, a antiga estrada não começava no atual trevo do Atuba e muito menos na cidade de Quatro Barras, o trecho original da rodovia adentrava a pequena área urbana de Curitiba e tinha início no local onde hoje conhecemos como praça dezenove de dezembro ou praça do homem nú.

A Graciosa era a principal ligação da capital com o litoral do Paraná, foi por ela que o Imperador D. Pedro II e sua comitiva subiram a Serra do Mar e vieram inaugurar a Santa Casa de Misericórdia em 1880.
Na planta da cidade "CURITYBA" de 1894 temos este importante registro.
1. Planta de Curityba de 1894;
2. Detalhe da Estrada da Graciosa e Passeio Público.

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Mapa da Província do Paraná de 1881, o Brasil ainda era um império e neste momento havia uma forte relação entre Estado e Igreja, no rodapé do mapa há uma relação de colônias no Estado do Paraná com o quantitativo de pessoas existentes em cada uma delas ou como descrito "ALMAS", termo que evidência a influência religiosa sobre ações do governo. Em destaque as colônias do Abranches, Pilarzinho, Superagui, Orleãs, Santa Cândida e Argelina (Bacacheri).

 Mapa da Província do Paraná de 1881, o Brasil ainda era um império e neste momento havia uma forte relação entre Estado e Igreja, no rodapé do mapa há uma relação de colônias no Estado do Paraná com o quantitativo de pessoas existentes em cada uma delas ou como descrito "ALMAS", termo que evidência a influência religiosa sobre ações do governo.
Em destaque as colônias do Abranches, Pilarzinho, Superagui, Orleãs, Santa Cândida e Argelina (Bacacheri).


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