segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PARANÁ MODERNO: RETRATO COMPLETO DA VIDA, COMÉRCIO, EDUCAÇÃO E CULTURA DE CURITIBA NO INÍCIO DO SÉCULO XX

 

PARANÁ MODERNO: RETRATO COMPLETO DA VIDA, COMÉRCIO, EDUCAÇÃO E CULTURA DE CURITIBA NO INÍCIO DO SÉCULO XX



PARANÁ MODERNO: RETRATO COMPLETO DA VIDA, COMÉRCIO, EDUCAÇÃO E CULTURA DE CURITIBA NO INÍCIO DO SÉCULO XX

APRESENTAÇÃO E CONTEXTO HISTÓRICO

O documento que temos em mãos — o semanário Paraná Moderno — é uma joia histórica. Não se trata apenas de anúncios antigos: é um inventário vivo e fiel de como Curitiba e o Paraná se apresentavam nas primeiras décadas do século XX, quando a capital paranaense deixava de ser uma vila provinciana e se transformava em uma cidade moderna, conectada à Europa e ao mundo. Cada nome, cada endereço, cada marca importada revela uma cidade em plena efervescência econômica e cultural, impulsionada sobretudo por imigrantes europeus — especialmente alemães, italianos e poloneses — que trouxeram técnicas, capital, cultura e trabalho. A publicação se define como "semanário de divulgação das condições vivas do Estado", com sede nas Oficinas Typográficas Apropriadas à Impressões de Luxo, na Rua 15 de Novembro, nº 58 — a artéria principal da cidade, que concentrava praticamente todo o comércio, ensino, lazer e instituições. A Rua 15 de Novembro (ou Rua XV), batizada em homenagem à Proclamação da República em 1889, era então o coração pulsante de Curitiba, e em suas páginas vemos ela repleta de lojas, escritórios, teatros e cinemas.

PÁGINA 1 — COMÉRCIO, MODA, SAÚDE E PRODUTOS DE DIVERSAS ORIGENS

GRANDE CHAPELARIA JACOB — JACOB WORISKI

  • Importação direta de chapéus da Itália e da Inglaterra
  • Marcas em destaque: BORSALINO (Itália), CHRISTYS (Inglaterra), além de Valenti, Chiri, Monte Christy, Chiavari e outros
  • Afirma ter "grande depósito de chapéus" e anuncia GRANDE LIQUIDAÇÃO de chapéus e palhetas — variedades e modelos para todos os gostos
  • Endereço implícito: Rua 15 de Novembro — via comercial por excelência

CHAPELARIA CURYTIBAÑA

  • Endereço: Rua 15 de Novembro, nº 90
  • Marcas: FIORDA e PALMA — também especializada em chapéus

RELOJOARIA ROBERTO RWDER

  • Comércio e conserto de relógios; aparece com ilustração de relógio de parede estilo clássico

CASA DE BRINQUEDOS / AU CHAPEAU PARISIEN

  • Rua 15 de Novembro, nº 90 — mesmo endereço da Chapelaria Curytibana
  • Nome em francês revela o gosto por referências europeias e artigos de estilo importado

ELIXIR DE NOGUEIRA — JOÃO DA SILVA SILVEIRA

  • Fabricado em PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL
  • Classificado como PRODUTO FARMACÊUTICO E QUÍMICO
  • Evidencia a circulação comercial entre estados do Sul do Brasil

ANÚNCIO DE SAÚDE

  • Produto indicado como DEPURATIVO DO SANGUE e contra a SÍFILIS
  • Frases de efeito: "Milhares de curas! Milhares de atestados!" — linguagem comum na propaganda farmacêutica da época, sem regulamentação rígida

PÁGINA 2 — ENSINO, BEBIDAS, MÓVEIS E ARTIGOS DE LUXO

GYMNASIO CURYTIBANO

  • Equiparado ao Ginásio Nacional — ou seja, reconhecido oficialmente pelo governo federal
  • Regime: INTERNATO, SEMI-INTERNATO E EXTERNATO — alunos podiam morar ou frequentar apenas durante o dia
  • Endereço: Rua Agilho Colares, nº 44 — nome de rua que remete a figura histórica local
  • Telefone nº 289 — número baixo revela que a telefonia ainda era incipiente e exclusiva de estabelecimentos importantes
  • Diretor: Dr. Marins Alves de Camargo — nome de prestígio à frente da instituição
  • Afirma seguir os mesmos programas e normas dos ginásios nacionais; oferecia ensino secundário completo

CASA VILLAR — IMPORTAÇÃO

  • Especializada em VINHOS, CONSERVAS, LICORES E CHAMPANHES
  • Garrafas de champanhe ilustradas: evidência de importação de bebidas de prestígio europeu
  • Afirma ser "o mais sortido e mais barato depósito da praça neste ramo" e "casa de confiança" — linguagem que buscava fidelizar pela reputação

OFFICINA DE MÓVEIS — ALBERTO DITTER

  • Rua das Flores, nº 37 — antiga denominação da Rua XV de Novembro, antes de 1889
  • Produzia móveis de estilo, esculturas, ornamentos e objetos de arte
  • Destaque: "FEITO NO BRASIL" e "ESTILO BRASILEIRO" — ao lado de importações, valorizava-se também a produção local de qualidade
  • A ilustração mostra um pavilhão fabril com detalhes arquitetônicos, sugerindo instalações próprias e porte considerável

I. WEISS & COMP.

  • Seções: Joalheria, Relojoaria e Ourivesaria — trabalhos em ouro e prata
  • Nome de origem germânica: família que se dedicava ao comércio de joias e relógios

ALBERTO ONCKEN

  • Artigos de armarinho, papelaria, objetos de escritório, livros em branco e artigos para presentes — comércio variado de utilidades

PÁGINA 3 — MÁQUINAS, TECNOLOGIA E SORTEIOS

PAULO HAUER & COMP. — DEPÓSITO DE MÁQUINAS

  • Máquinas de Escrever "CONTINENTAL" — descritas como "as mais rápidas, silenciosas e duráveis"
  • Máquinas de Costura "ORIGINAL VICTÓRIA" — "as mais perfeitas e resistentes"
  • Seção de Ferragens
  • Endereço: Rua das Ferragens, nº 99, esquina com Rua Trinta e Um de Março, nºs 1 e 3
  • A família Hauer era uma das mais importantes de Curitiba: imigrantes alemães chegados em 1864, criaram comércio, indústria, energia elétrica, clubes e até times de futebol. Paulo Hauer era parte desse vasto clã.

QUADRO DE SORTEIOS — LÚCIO DAMAZO, INSPETOR GERAL

  • Em destaque: "DOZE NO PARANÁ E 337 NO BRASIL" — rede de agências em todo o país
  • Quatro sorteios anuais em dinheiro — modalidade de poupança/prêmios muito popular na época
  • Sucursal no Paraná: Rua 15 de Novembro, nº 54, Curytiba
  • Lúcio Damazo — Inspetor Geral — nome responsável pela fiscalização e operação no estado

PÁGINA 4 — FERRAGENS, LOUÇAS, CRISTAIS E COMÉRCIO ESPECIALIZADO

CASA METAL — HAUER JUNIOR & WEISER

  • Cutelarias em aço de Solingen — famosa cidade alemã reconhecida mundialmente pela qualidade do aço
  • Talheres de prata, ferro esmaltado, louças, vidros, cristais e artigos de luxo
  • Completo sortimento de ferragens
  • Endereço: Rua Quinze de Novembro, nº 42
  • Telefone nº 462
  • A ligação entre as famílias Hauer e Weiser não é mero acaso: José Hauer Júnior era filho de José Hauer Sênior e Therese Weiser — ou seja, Hauer Junior & Weiser era uma empresa familiar, fundada por descendentes de duas famílias de imigrantes alemães que se uniram em negócios e casamento. A Casa Metal era um dos negócios do grupo Hauer, que também controlava a Companhia de Eletricidade de Curitiba — responsável pela iluminação pública da cidade.

CASA BICHELS

  • Importação direta da Europa — miudezas, bijuterias, artigos para presentes e fantasias
  • Grande depósito — "Vende por atacado e a varejo" — atende tanto consumidor quanto revendedor

REPETIÇÕES

  • Officina de Móveis Alberto Ditter — reforça presença
  • Casa de Brinquedos / Au Chapeau Parisien — Rua 15 de Novembro, nº 90
  • Alberto Oncken — papelaria e presentes

PÁGINA 5 — EDUCAÇÃO, SAÚDE E PRESTÍGIO COMERCIAL

GYMNASIO CURYTIBANO — REPETIÇÃO

  • Mesmos dados: Rua Agilho Colares, nº 44 — Telefone 289 — Diretor Dr. Marins Alves de Camargo
  • Repetir o anúncio revela a importância da instituição e o investimento em divulgação

COLLEGIO SANTA JULIA

  • Apresentado como "o mais antigo estabelecimento de instrução" de Curitiba
  • Regime: INTERNATO, SEMI-INTERNATO E EXTERNATO
  • Aceita alunos de ambos os sexos — raro para a época, revela postura avançada
  • Oferecia ensino primário e secundário, com corpo docente detalhado (nomes e qualificações)
  • Pelo perfil, era uma instituição de ensino privado, voltada à elite curitibana

ELIXIR DE NOGUEIRA — REPETIÇÃO

  • João da Silva Silveira — Pelotas, RS — produto farmacêutico e químico
  • Repetido em páginas distintas: produto de grande circulação e investimento publicitário

RELOJOARIA ROBERTO RWDER E I. WEISS & COMP.

  • Reaparecem, reforçando prestígio e localização central
  • Anúncio de depurativo de sangue com as mesmas promessas de cura

PÁGINA 6 — CULTURA, LAZER E O NASCIMENTO DO CINEMA

"OS NOSSOS CARTAZES" — GUIA DE ESPETÁCULOS

Esta seção é extraordinária: lista as primeiras casas de espetáculos de Curitiba, quando o cinema — o cinematógrafo — chegava como novidade revolucionária. Dados históricos confirmam que o Cine Mignon, em 1910, foi o primeiro cinema registrado de Curitiba.
Tabela
EspaçoEndereço / DestaqueProgramação
SMARTRua 15 de Novembro, esquina com Gabriel de MoraesCinematógrafo, salão elegante, sessões variadas
MIGNON THÉATRERua 15 de Novembro, nº 58Cinematógrafo, variedades, elenco artístico
POLYTHIEMAAvenida Luiz XavierEstréias, variedades, cinematógrafo
  • O Mignon Theatre ficava na Rua XV de Novembro, nº 58 — mesmo endereço da sede do próprio jornal Paraná Moderno! Coincidência ou não, reforça que a imprensa e o entretenimento cresciam juntos no mesmo coração da cidade.
  • O Mignon era considerado "o cinema da elite curitibana" — possuía sala de espera, café e botequim, padrão superior às salas improvisadas.
  • A Avenida Luiz Xavier já era um eixo cultural: ali existiu o Palácio Theatre e outros espaços de espetáculos.

QUADRO DE SORTEIOS — REPETIÇÃO

  • "Doze no Paraná e 337 no Brasil" — Rua 15 de Novembro, nº 54 — Lúcio Damazo, Inspetor Geral
  • Quatro sorteios anuais em dinheiro — programa de alcance nacional

PÁGINA 7 — MAPA COMPLETO DA VIDA CULTURAL CURITIBANA

"OS NOSSOS CARTAZES" — LISTA AMPLIADA

Seis espaços de cultura e lazer, revelando uma cidade que já vivia intensamente o entretenimento e a arte:
Tabela
EspaçoEndereçoAtração
SMARTRua 15 de Novembro, esquina com Gabriel de MoraesCinematógrafo, salão elegante
MIGNON THÉATRERua 15 de Novembro, nº 58Cinematógrafo, variedades, elenco artístico
POLYTHIEMAAvenida Luiz XavierEstréias, variedades, cinematógrafo
EDENRua 15 de Novembro, nº 60Filmes escolhidos, variedades, preços populares, todas as noites
CAFÉ PARAISOEstabelecimento de 1ª ordem, soirées musicais
THEATRO GOYAZÁRua Dr. MuricyEspetáculos diversos — Gerência: Ildefonso & Comp.
  • Café Paraiso — evidência de que Curitiba já possuía vida boêmia, cafés com música e encontros
  • Theatro Goyazá — teatro tradicional, em via diferente do centro comercial, gerido por empresa local
  • Éden — Rua XV, nº 60: cinema com "preços populares", democratização do entretenimento

APRESENTAÇÃO DO PRÓPRIO JORNAL

PARANÁ MODERNO — semanário de divulgação das condições vivas do Estado
Oficinas Typográficas Apropriadas à Impressões de Luxo — Rua 15 de Novembro, nº 58
Ou seja: o jornal se definia como instituição a serviço do progresso do Paraná, e suas oficinas tinham capacidade gráfica de alto padrão — "impressões de luxo" — equipamentos modernos para a época.

SÍNTESE GERAL — O QUE AS PÁGINAS REVELAM EM CONJUNTO

📍 A RUA 15 DE NOVEMBRO — O CORAÇÃO DE TODA CURITIBA

Praticamente todos os endereços comerciais importantes estavam ali: nº 42, 54, 58, 60, 90... Era a via que concentrava comércio, educação, cultura, imprensa e serviços. De 1889 em diante, batizada em homenagem à República, sucedeu à antiga Rua das Flores, nome que até hoje identifica seu trecho mais famoso e que se tornou o primeiro calçadão de pedestres do Brasil, em 1972. Nas páginas do Paraná Moderno, vemos a Rua XV em sua primeira era de ouro: quando deixou de ser caminho de carros de bois e se transformou na vitrine comercial e cultural de uma capital que crescia a cada dia.

👨‍👩‍👧‍👦 AS FAMÍLIAS QUE CONSTRUÍRAM A CIDADE

  • Hauer — imigrantes alemães chegados em 1864: comércio, ferragens, energia elétrica, clubes, indústria. A ligação Hauer & Weiser era familiar e comercial. José Hauer Júnior foi pioneiro da eletricidade do Paraná, construiu a Usina Termoelétrica de Curitiba e iluminou a cidade.
  • Ditter, Oncken, Weiss, Rwder, Woriski — nomes germânicos e eslavos: cada um dono de comércio especializado, tecido, mobiliário, joias, chapéus, máquinas. O capital imigrante foi o motor do progresso curitibano.

📚 EDUCAÇÃO — BASE DO PROGRESSO

  • Ginásio Curytibano — ensino secundário oficializado, com internato e diretor médico (Dr. Marins Alves de Camargo)
  • Colégio Santa Julia — o mais antigo da cidade, coeducacional, ensino completo
  • A educação era considerada fundamental para a modernidade: famílias imigrantes valorizavam instrução e os estabelecimentos repetiam anúncios para firmar prestígio

🎭 CULTURA — O CINEMA CHEGA A CURITIBA

  • 1910: o Cine Mignon abre as portas — primeiro cinema registrado de Curitiba, na própria sede do jornal, Rua XV nº 58
  • Em poucos anos, já havia seis casas de espetáculos: salões de cinema, teatros, cafés com música. A cidade passava a ter vida noturna e lazer coletivo
  • O cinematógrafo era novidade: aparelho moderno que trazia imagens em movimento da Europa e do mundo — Curitiba já estava conectada

🛒 COMÉRCIO IMPORTADO — A CIDADE SE ABRIA AO MUNDO

  • Chapéus: Itália (Borsalino), Inglaterra (Christys)
  • Aço: Solingen, Alemanha
  • Máquinas: Continental, Victória — tecnologias europeias
  • Vinhos e champanhes: França e Europa
  • Produtos nacionais: Elixir do Rio Grande do Sul, móveis "Estilo Brasileiro"
  • A cidade importava o que havia de melhor e já produzia com qualidade própria

💰 ECONOMIA E INFRAESTRUTURA

  • Telefones: números de 2 a 3 dígitos — tecnologia nova, restrita a comércio e instituições
  • Sorteios: rede com 12 agências no Paraná e 337 no Brasil — sistema de poupança/prêmios de capilaridade nacional
  • Imprensa moderna: oficinas tipográficas de luxo, publicação semanal, distribuição estadual
  • Farmácia e saúde: produtos de outros estados, propaganda ousada — mercado em formação

CONCLUSÃO

Cada página, cada linha, cada nome e cada endereço do Paraná Moderno forma um quebra-cabeça impressionante: Curitiba, no início do século XX, já era uma cidade moderna, europeizada, dinâmica e ambiciosa. Os imigrantes trouxeram não apenas seus nomes e técnicas, mas uma visão de progresso: ensino de qualidade, comércio especializado, tecnologia importada, lazer e cultura. A Rua 15 de Novembro era o símbolo dessa vontade — ali se concentravam tudo o que a cidade tinha de melhor. O jornal, ao retratar comércio, escolas, cinemas e serviços, registrava não apenas o que se vendia, mas o que se sonhava: um Paraná desenvolvido, civilizado e conectado ao mundo. Muitos dos nomes desses pioneiros — Hauer, Ditter, Oncken — permanecem vivos em ruas, instituições e na memória de Curitiba. Eles não apenas fizeram comércio: construíram a cidade.











Obras na sete de setembro, junto a Estação Ferroviária de Curitiba em 1915.

 Obras na sete de setembro, junto a Estação Ferroviária de Curitiba em 1915.


A rua Padre Anchieta, entre a Cândido Hartmann e Presidente Taunay em Curitiba, no ano de 1956.

 A rua Padre Anchieta, entre a Cândido Hartmann e Presidente Taunay em Curitiba, no ano de 1956.


A Ernesto Vilela de Ponta Grossa em direção à Nova Rússia.

 A Ernesto Vilela de Ponta Grossa em direção à Nova Rússia.


A Rua D. Pedro II na Nova Rússia de Ponta Grossa na década de 1940.

 A Rua D. Pedro II na Nova Rússia de Ponta Grossa na década de 1940.


domingo, 9 de agosto de 2026

Tanque Principal de Batalha CM11 "Yongfu / Brave Tiger"

 

CM11 “Yu-Tora”





O tanque CM11 "Yongfu" é um MBT que o Exército de Taiwan começou a desenvolver em colaboração com a GDLS (General Dynamics Land Systems) dos Estados Unidos em 1984 e foi inicialmente chamado de "M48H".
O protótipo do tanque CM11 foi concluído em 1988, o teste de tiro foi concluído no final do mesmo ano e foi aberto ao público pela primeira vez em 1990.
Em 1995, um total de 450 carros foram produzidos e ainda estão em operação como o principal MBT do Exército de Taiwan.

O tanque CM11 é basicamente o corpo do tanque M60A3 recentemente produzido pela GDLS, equipado com um canhão tanque de 105 mm montado na torre do tanque M48A1 e modificado para as especificações do tanque M48A5 e FCS (sistema de controle de tiro). um MBT modernizado e é comparável aos MBTs aprimorados de segunda geração do pós-guerra, como o tanque americano M60A3, o tanque alemão Leopard 1A5 e o tanque francês AMX-30B2.

A torre do tanque CM11 é basicamente igual ao tanque M48A1, mas em vez da torre do comandante tipo cúpula M1, previamente equipada, é equipada com uma cúpula de torre curta feita pelas Indústrias Urdan de Israel. Os lançadores de bombas de fumaça instalados no os lados esquerdo e direito da torre também foram substituídos por aqueles fabricados no Reino Unido.
Quanto ao armamento secundário, o canhão principal coaxial e a escotilha do carregador estão equipados com a metralhadora 7,62 mm M240, e a cúpula do comandante também está equipada com a metralhadora pesada M2 de 12,7 mm.

O FCS do tanque CM11 é composto por todos os componentes domésticos, equipado com um dispositivo de imagem por raio de calor, telêmetro a laser Nd-YAG, calculadora balística digital, sensor ambiental, estabilizador de arma e é tão caro quanto o tanque M60A3. precisão de acertar a arma principal.
De acordo com o Exército de Taiwan, o tanque CM11 tem capacidade de tiro entre corridas e capacidade de combate em qualquer clima, e a taxa de acerto inicial do canhão principal é de 82% se o alvo estiver dentro de 2.000 m.

Cerca de 300 dos tanques CM11 têm seus canhões principais substituídos do canhão M48A1 de 48 calibre 90 mm M41 para o mesmo canhão M68 de 105 mm calibre 51 que o tanque M60A3, e junto com o avançado FCS, o poder de ataque é comparável a o tanque M60A3.
No entanto, a proteção da armadura da torre é ligeiramente inferior à do tanque M60A3, então para compensar isso, um tipo com ERA (armadura reativa) fabricado pela Nexter da França está sendo desenvolvido.

A fonte de alimentação do tanque CM11 é a mesma do tanque M60A3, com o motor a diesel GDLS AVDS-1790-2C V12 refrigerado a ar (potência 750cv) e o cross-drive automático americano Allison CD-850-6A. com uma transmissão (2 velocidades à frente / 1 à ré).
O peso de combate do tanque CM11 aumentou significativamente de 47t para 54t do tanque M48A1 original devido à renovação de cada parte, mas graças a este novo pacote de força, é possível demonstrar a mesma manobrabilidade do tanque M60A3.


<CM11 Tank>

Comprimento total : 9,306m
Comprimento do corpo: 6,946m
Largura total: 3,631m
Altura total : 3,33m
Peso total : 54,0t
Tripulação: 4 pessoas
Motor: GDLS AVDS-1790-2C 4 tempos V12 refrigerado a ar
Máximo diesel potência: 750hp /
2.400rpm Velocidade máxima: 48,28km / h
Alcance de cruzeiro : 483km
Armados: 51 calibre 105mm rifle gun M68 × 1 (63 tiros)
        12,7mm metralhadora pesada M2 × 1 (900 tiros)
        7,62mm metralhadora M240 × 2 (5.950 tiros))
Espessura da armadura: 12,7-143 mm


<Referências>

・ "Pantzer, edição de setembro de 1999, Exército da República da China Independent 51º Journey Tank 1º Treinamento de Retreinamento" Argonaute
, "Pantzer agosto de 2014, Taiwan 333º Treinamento de Defesa da Brigada de Infantaria Mecanizada" Argonaute
・ "Pantzer Outubro 2004 M48 Patton Tank Series" por Mitsuru Shiraishi Argonaute
・ "Panzer março 2017 Taiwan Original AFV CM11 & CM32" Argonaute
・ "Panzer julho 2015 República da China (Taiwan)) Exército AFV" Argonaute "Argonaute
" World AFV 2021-2022 "Argonaute
" Tank Mechanism Encyclopedia "por Shin Ueda Grand Prix ​​Publishing
"Tank Directory 1946-2002 Edição Atual" Koei
"Catálogo de Tanques Principal do Novo Mundo" Sanshusha

Tanque Principal de Batalha CM11 "Yongfu / Brave Tiger"

O CM11 (conhecido popularmente como Yongfu ou Brave Tiger) é um Carro de Combate Principal (MBT) desenvolvido especificamente para o Exército de Taiwan em uma colaboração iniciada em 1984 com a empresa norte-americana GDLS (General Dynamics Land Systems), inicialmente sob a designação de projeto M48H.

Desenvolvimento e Histórico Operacional

  • Cronograma: O primeiro protótipo do CM11 foi finalizado em 1988, com testes de tiro concluídos no mesmo ano e a primeira aparição pública em 1990.

  • Produção: A produção totalizou 450 unidades até 1995, consolidando o veículo como um dos pilares blindados das forças terrestres de Taiwan.

  • Conceito Híbrido: O CM11 foi concebido como uma solução de modernização econômica e de alto desempenho, combinando elementos de diferentes gerações da família Patton. Ele utiliza o chassi recém-produzido do tanque M60A3 acoplado à torre do M48A1 (modificada para os padrões do M48A5), posicionando-se tecnologicamente ao lado de MBTs de segunda geração aprimorados, como o M60A3 norte-americano, o Leopard 1A5 alemão e o AMX-30B2 francês.

Armamento e Sistema de Controle de Tiro (FCS)

O grande trunfo do CM11 reside em seu poder de fogo modernizado, equiparável ao de MBTs mais pesados da mesma época:

  • Canhão Principal: Cerca de 300 unidades receberam a substituição do canhão original de 90 mm (M41) pelo poderoso canhão M68 de 105 mm (calibre 51), o mesmo padrão utilizado no M60A3. O veículo transporta até 63 projéteis.

  • Sistema de Controle de Disparo (FCS): Equipado com um avançado sistema computadorizado de fabricação local que inclui imageador térmico, telêmetro a laser Nd-YAG, calculadora balística digital e estabilizadores de armas. Segundo o Exército de Taiwan, o FCS garante capacidade de combate em qualquer clima, tiro em movimento e uma taxa de acerto inicial de 82% em alvos a até 2.000 metros.

  • Armamento Secundário:

    • Metralhadora coaxial M240 de 7,62 mm.

    • Metralhadora pesada M2 de 12,7 mm montada na cúpula do comandante.

    • Uma metralhadora adicional M240 de 7,62 mm na escotilha do carregador.

Proteção e Blindagem

Como a blindagem da torre herdada do M48A1 é ligeiramente inferior à do chassi do M60A3, o projeto buscou compensar essas deficiências:

  • Melhorias de Defesa: O veículo conta com lançadores de granadas fumígenas de fabricação britânica instalados nas laterais da torre.

  • Blindagem Reativa (ERA): Para reforçar a proteção contra ogivas de carga oca, foram desenvolvidos pacotes de blindagem reativa (ERA) fornecidos pela empresa francesa Nexter.

  • Cúpula Modificada: A tradicional cúpula alta do comandante do M1 foi substituída por um modelo mais baixo e seguro fabricado pela empresa israelense Urdan Industries.

Mobilidade e Conjunto Propulsor

Apesar do aumento significativo no peso de combate — que passou dos 47 toneladas originais do M48A1 para 54 toneladas devido às atualizações estruturais e eletrônicas —, o CM11 manteve excelente mobilidade graças a um pacote propulsor robusto:

  • Motor: Diesel V12 refrigerado a ar GDLS AVDS-1790-2C, capaz de entregar 750 cv de potência a 2.400 rpm.

  • Transmissão: Transmissão automática cruzada Allison CD-850-6A (com 2 marchas à frente e 1 à ré).

  • Desempenho: Atinge uma velocidade máxima de aproximadamente 48,28 km/h em estradas, com um raio de cruzeiro de cerca de 483 km.

Especificações Técnicas Principais

CaracterísticaEspecificação
Comprimento Total9,306 m (6,946 m apenas o corpo)
Largura Total3,631 m
Altura Total3,33 m
Peso Total54,0 toneladas
Tripulação4 pessoas
MotorGDLS AVDS-1790-2C V12 diesel refrigerado a ar (750 cv)
Velocidade Máxima48,28 km/h
Alcance de Cruzeiro483 km
Armamento PrincipalCanhão raiado M68 de 105 mm (63 munições)
Armamento Secundário1x Metralhadora pesada M2 de 12,7 mm / 2x Metralhadoras M240 de 7,62 mm
Espessura da Blindagem12,7 mm - 143 mm