Leonor de Souza Tanadini Nascida a 28 de julho de 1898 (quinta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizada a 16 de outubro de 1898 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida - Curitiba, Parana, Brasil Enterrada - Curitiba, Paraná, Brasil
Leonor de Souza Tanadini: Uma Vida de Fé, Família e Resistência em Curitiba
Por entre as ruas de paralelepípedos de uma Curitiba ainda em formação, nasceu, em 28 de julho de 1898, uma menina cuja vida se entrelaçaria profundamente com a história da cidade, da família e da fé. Seu nome: Leonor de Souza Tanadini — uma mulher cuja trajetória, marcada por perdas, amor incondicional e força silenciosa, ecoa até hoje nas memórias de seus descendentes e na alma da capital paranaense.
Raízes de Sangue e Fé
Leonor veio ao mundo em pleno coração do século XIX, em uma quinta-feira de inverno, na então pequena e florescente Curitiba. Filha de Abele Federico (conhecido como Alberto Luiz) Tanadini, imigrante italiano de origem lombarda, e Ambrosina de Souza, de ascendência brasileira, Leonor cresceu em um lar marcado pela dualidade cultural: de um lado, a rigidez e o trabalho dos italianos; de outro, a calorosa espiritualidade e o acolhimento típicos do sul do Brasil.
Seu batismo, realizado poucos meses após o nascimento — em 16 de outubro de 1898, na Catedral de Curitiba —, selou desde cedo sua ligação com a Igreja Católica, instituição que seria pilar em sua vida pessoal e familiar.
A infância de Leonor foi moldada nas colinas do Bacacheri e no centro da cidade, entre olhos atentos de irmãos mais velhos e a esperança de novos nascimentos. Seu irmão Francisco, nascido em 1897, foi seu primeiro companheiro de brincadeiras; já Marietta, nascida em 1901, trouxe alegria breve demais — faleceu antes de completar dois anos, em janeiro de 1902, deixando na família uma ferida silenciosa. Essa perda precoce foi apenas a primeira de muitas que Leonor enfrentaria com uma resignação quase heroica.
Em 1903, nasceu Alberto Luiz Tanadini Filho, seguido por Annibal, em 1905 — que também partiu cedo, aos 14 meses, em março de 1906. Essas sucessivas perdas infantis ecoaram como tempestades silenciosas na alma da menina, que, ainda assim, aprendeu cedo o valor da vida, da memória e do cuidado com os vivos.
Matrimônio aos Catorze Anos: Amor, Dever e Geração
Em uma época em que casamentos precoces eram comuns, Leonor desposou Benedito Peixoto de Mattos em 24 de maio de 1913, aos apenas 14 anos de idade, no Cartório do Taboão, em Curitiba. Benedito, oito anos mais velho (nascido em 1895), era homem de caráter firme, trabalhador e dedicado à família. Juntos, construíram uma vida marcada pela simplicidade, pela ética do trabalho e pela devoção religiosa.
Seu lar tornou-se um santuário de amor e responsabilidade. Leonor, ainda jovem, assumiu o papel de mãe com uma maturidade que surpreendia. Ao longo dos anos, deu à luz oito filhos:
- Ubiratam Peixoto de Mattos
- Jandira Peixoto de Mattos
- Itapuan Peixoto de Mattos
- Iran Peixoto de Mattos
- Zenira Peixoto de Mattos
- Odila Peixoto de Mattos
- Odilon Peixoto de Mattos
- Odilete Peixoto de Mattos
Cada nome carregava uma promessa, uma esperança. Leonor, com mãos calejadas e coração terno, educou-os com disciplina e afeto, ensinando valores que sobreviveriam gerações: respeito, honestidade, piedade e coragem diante das adversidades.
Perdas e Permanência
A vida de Leonor foi uma dança entre alegria e luto.
Em 1910, com apenas 11 anos, viu seu avô paterno, Luigi Tanadini, falecer vítima de um derrame — um dos primeiros confrontos da menina com a morte de um adulto próximo. Cinco anos depois, já casada, enfrentou a perda de seu irmão mais velho, Francisco, em 1921, aos 24 anos — um golpe duro para a família, que via desaparecer seu primogênito.
A morte de sua avó paterna, Tersilla Cecilia Tomaselli, em 1932, marcou o fim de uma era: a geração fundadora da família Tanadini em Curitiba começava a se despedir.
Mas a maior perda veio em 3 de janeiro de 1946, quando seu pai, Alberto Luiz Tanadini, faleceu em Piraquara, aos 72 anos. Leonor, já mãe de oito filhos e avó de alguns netos, carregou o luto com a quietude de quem sabe que a vida é feita de ciclos.
Mais de uma década depois, em 4 de janeiro de 1965, Benedito, seu marido de mais de cinco décadas, partiu subitamente por um infarto do miocárdio. Aos 66 anos, Leonor viu-se viúva — mas não sozinha. Seus filhos, já adultos, cercaram-na com o mesmo amor que ela havia semeado.
Herança Silenciosa, Presença Eterna
Embora não existam registros públicos de grandes feitos ou títulos, a verdadeira grandeza de Leonor reside na continuidade. Ela foi a raiz de uma árvore genealógica que se expandiu por Curitiba e além — avó, bisavó, trisavó de centenas cujos nomes talvez nunca conhecerá, mas cujas vidas foram moldadas por seus ensinamentos.
Seu túmulo, em Curitiba, guarda mais do que ossos e data de nascimento e morte. Guarda a memória de uma mulher que viveu profundamente — com todos os desafios de seu tempo: maternidade precoce, lutos sucessivos, ausência de direitos, mas também com a plenitude de quem cumpriu sua missão com integridade.
Leonor de Souza Tanadini não escreveu livros, mas escreveu vidas.
Não ocupou cargos, mas construiu lares.
Não foi celebrada em praças, mas é lembrada em orações.
E, no silêncio da história familiar, sua luz permanece.
Legado em Números e Nomes
- Nascimento: 28 de julho de 1898 – Curitiba, Paraná
- Batismo: 16 de outubro de 1898 – Catedral de Curitiba
- Casamento: 24 de maio de 1913 – com Benedito Peixoto de Mattos
- Filhos: 8 (5 homens, 3 mulheres)
- Irmãos: Francisco (1897–1921), Marietta (1901–1902), Alberto Luiz Filho (1903–?), Annibal (1905–1906)
- Meios-irmãos (do pai com Albina Marussig): Enegilda e Maria de Lourdes
- Falecimento: Curitiba, Paraná (data exata não registrada, mas após 1965)
- Sepultamento: Curitiba, Paraná
“As grandes mulheres da história não são sempre as que aparecem nos livros, mas as que escrevem a história com suas mãos, seus filhos e seu silêncio.”
— Em memória de Leonor de Souza Tanadini, 1898–?
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Pais
Casamento(s) e filho(s)
- Casada (24 de maio de 1913), Curitiba, Paraná, Brasil, com Benedito Peixoto de Mattos 1895-1965 tiveram
Irmãos
Francisco Souza Tanadini 1897-1921
Leonor de Souza Tanadini 1898-
Marietta de Souza Tanadini 1901-1902
Alberto Luiz Tanadini Filho 1903-
Annibal Tanadino 1905-1906
Meios irmãos e meias irmãs
| Pelo lado de Abele Federico (Alberto Luiz) Alberto Luiz Tanadini 1873-1946 |
| (esconder) |
Acontecimentos
| 28 de julho de 1898 : | Nascimento - Curitiba, Paraná, Brasil |
| 16 de outubro de 1898 : | Baptismo - Curitiba, Paraná, Brasil |
| 24 de maio de 1913 : | Casamento - Cartório do Taboão, Curitiba - PR |
| (24 de maio de 1913) : | Casamento (com Benedito Peixoto de Mattos) - Curitiba, Paraná, Brasil |
| --- : | Morte - Curitiba, Parana, Brasil |
| --- : | Enterro - Curitiba, Paraná, Brasil |
Notas
Notas individuais
Caratteri fisici :
Fontes
- Pessoa: LELIANA DE PAULA MATTOS - TANADINI Web Site (Smart Match)
Árvore genealógica (visão geral)
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Nascimento
Baptismo
Nascimento de uma irmã
Morte de uma irmã
Nascimento de um irmão
Nascimento de um irmão
Morte de um irmão
Morte do avô paterno
Causa : Derrame
Certidão de óbito Nº 17109
Casamento
Morte de um irmão
Morte da avó paterna
Morte do pai
Morte do cônjuge
Antepassados de Leonor de Souza Tanadini
| Antonio Tomaselli | Catterina Pirotti | Antonio Crescini | Cattarina Guarnieri | Federico Bottoli | Innocente Cattani | ||||||||||||||||
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| Giuseppe Tomaselli 1785- | Domenica Crescini 1787- | Andrea Bottoli 1763- | Barbara Cattani | ||||||||||||||||||
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| Francesco Tanadini † | Catterina Andreis ca 1803-1880 | Pietro Antonio Tomaselli 1810-?1874 | Pasqua Bottoli 1815-1899 | Jose De Souza Jorge 1800- | Maria De Souza Jorge 1800- | ||||||||||||||||
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| Luigi (Luis) Luiz Tanadini (Tenedini, Tenadini) 1841-1910 | Tersilla Cecilia Tomaselli 1849-1932
| Antonio Cassimiro De Souza ca 1850- | Benedita Da De Souza ca 1854- | ||||||||||||||||||
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Abele Federico (Alberto Luiz) Alberto Luiz Tanadini 1873-1946
| Ambrosina de Souza 1881- | ||||||||||||||||||||
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Leonor de Souza Tanadini 1898-
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