quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Quando o Vilão é Tão Bom que Queremos Vê-lo Cair: A Lição de Ódio que Joffrey Baratheon nos Deu em Game of Thrones

 

Joffrey Baratheon
Personagem de
A Song of Ice and Fire e Game of Thrones
Joffrey como retratado na série da HBO por Jack Gleeson.
Informações gerais
Primeira apariçãoLivros:
A Game of Thrones (1996)
Televisão:
"Winter Is Coming" (2011)
Última apariçãoLivros:
A Storm of Swords (2000)
Televisão:
"Breaker of Chains" (2014)
Criado(a) porGeorge R. R. Martin
Adaptado(a) porDavid Benioff &
D. B. Weiss
(Game of Thrones)
Interpretado(a) porJack Gleeson
Informações pessoais
Codinomes
conhecidos
Joffrey, o Mal Nascido
O Jovem Usurpador
Características físicas
SexoMasculino
Família e relacionamentos
FamíliaCasa Baratheon
Casa Lannister
Informações profissionais
OcupaçãoRei dos Sete Reinos de Westeros
TítuloRei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens
Senhor e Protetor do Reino
ParentescoRobert Baratheon (pai adotivo)
Cersei Lannister (mãe)
Jaime Lannister (tio/pai biológico)
Myrcella Baratheon (irmã)
Tommen Baratheon (irmão)
Steffon Baratheon (avô)
Cassana Estermont (avó)
Stannis Baratheon (tio)
Renly Baratheon (tio)
Shireen Baratheon (prima)
Tywin Lannister (avô)
Joanna Lannister (avó)
Tyrion Lannister (tio)
Margaery Tyrell (esposa)
Aparições
Temporadas1234

Joffrey Baratheon é uma personagem fictícia da série de livros de fantasia A Song of Ice and Fire, do autor norte-americano George R. R. Martin. Ele também é um dos personagens principais série de televisão Game of Thrones, onde é interpretado pelo ator irlandês Jack Gleeson. Ele é introduzido em ambas as mídias como o filho mais velho de Cersei Lannister, nobre da poderosa Casa Lannister e suposto filho e herdeiro de Robert Baratheon, o Rei dos Sete Reinos do fictício continente de Westeros.

Introduzido no primeiro livro da saga, A Game of Thrones (1996), ele aparece em mais dois livros subsequentes, A Clash of Kings (1998) e A Storm of Swords (2000). Jack Gleeson interpretou o personagem até a quarta temporada da adaptação televisiva da HBO, e abandonou a profissão de ator após a morte de sua personagem.[1] Em 2016, Joffrey foi eleito pela revista norte-americana Rolling Stone o 4º "Maior Vilão da Televisão " em todos os tempos.[2] Sobre ele, diz George R. R. Martin, o autor da história: "Joffrey é parecido com cinco ou seis pessoas com quem eu fui a escola ... um valentão clássico ... incrivelmente mimado".[3]

Perfil

Joffrey herdou os traços da mãe e dos Lannister, loiro de olhos verdes, e é descrito como sendo um jovem muito bonito. Em público, ele é o filho de Cersei Lannister e do rei de Westeros Robert Baratheon, que fizeram um casamento de interesse político após Robert depor o último rei da dinastia Targaryen, Aerys II Targaryen, o "Rei Louco". Secretamente, sem que nem ele mesmo saiba, ele é fruto do incesto da mãe com seu irmão gêmeo, Jaime Lannister, que ele crê ser seu apenas tio. Ele tem dois irmãos mais novos, Myrcella e Tommen, os dois também filhos de Cersei e Jaime. Seus avós, Joanna, já falecida, e Tywin Lannister, também eram primos-irmãos.[4]

Joffrey é um sádico amoral que disfarça sua crueldade com uma fina capa de charme. Isto é melhor simbolizado por sua resposta quando sua (então) prometida o ofende: Joffrey diz que sua mãe o ensinou a nunca golpear uma mulher e, portanto, incumbe um cavaleiro da Guarda Real para bater nela. Ele gosta de obrigar as pessoas a lutarem até a morte e impõe castigos cruéis por crimes pequenos. Sem nenhum senso de responsabilidade pessoal, culpa os outros por todas as falhas. Sem possuir autocontrole, constantemente insulta seus aliados e membros da família. No início do primeiro livro da saga, A Game of Thrones, ele tem 12 anos de idade.

Biografia

Série literária

A Game of Thrones

O príncipe Joffrey acompanha seus pais na viagem da capital Porto Real até Winterfell, no Norte de Westeros, onde é prometido em casamento a Sansa Stark, filha do melhor amigo do rei Robert, Lorde Ned Stark, para criar uma aliança e laços entre as Casa Baratheon e a Casa Stark. Entretanto, ele se recusa a mostrar simpatia pela família quando Bran Stark, um dos irmãos menores de Sansa, cai de uma torre da fortaleza; isto faz com que seu tio, o anão Tyrion Lannister o esbofeteie para que mostre respeito. Quando estão na Estrada Real de volta à capital, Joffrey e Sansa cruzam com Arya Stark, a irmã menor de Sansa, que treina esgrima com cabos de vassoura com um amigo humilde, o filho do açougueiro, Mycah. De propósito, Joffrey acusa o menino de atacar uma menina nobre e marca a cara de Mycah com sua espada. Isto faz com que Arya, revoltada, atinja Joffrey, enquanto Mycah escapa. Joffrey então se volta para atingir Arya mas é impedido pelo lobo-gigante da menina, Nymeria, que o ataca e machuca seu pulso. Mais tarde, Joffrey mente sobre o ocorrido, dizendo que não provocou o animal e exige que ele seja sacrificado. Como Arya fez seu lobo fugir depois do incidente, é o lobo de Sansa, Lady, que é morto em seu lugar. Depois ele ordena a seu guarda-costasSandor Clegane, o "Cão de Caça", que encontre Mycah, mate-o, e traga seu corpo para Joffrey, o que Sandor faz.[5]

Em investigações em Porto Real, Ned Stark descobre que Joffrey não é filho do rei Robert, nem seu herdeiro por direito, quando examina a genealogia da família e compreende que que o traço comum nela é o cabelo preto de toda a linhagem, diferente dos cabelos loiros de Joffrey, uma característica de toda a família Lannister, o que pode ser atribuído a um incesto da rainha Cersei com seu irmão Jaime. Isto faz com que Ned se recuse a reconhecer Joffrey como herdeiro do trono quando Robert morre. Ele é preso por Joffrey e levado em custódia enquanto seus guardas e empregados, que o acompanharam à capital, são mortos. Sansa se ajoelha perante Joffrey e implora pela vida do pai, dando a Ned a chance de confessar sua traição. Ele promete a Sansa que se Ned realmente confessar, ele será piedoso. Em princípio relutante, Ned acaba reconhecendo Joffrey, preocupado com a vida da filha. Entretanto, mesmo agradecido pela "confissão" de Ned, Joffrey diz que ele não tolera traidores e manda executar Lorde Stark, decapitando-o, e ainda obriga Sansa a olhar a cabeça do pai.[5]

A Clash of Kings

Joffrey governa com extravagâncias e caprichos, mostrando ser difícil até para a mãe controlá-lo. Sansa se torna uma prisioneira da sua vontade e ele faz com que seus guardas batam nela quando ela o desagrada. Quando Stannis Baratheon ataca Porto Real, Joffrey some do campo de batalha, causando danos à moral de suas tropas. A batalha só é ganha quando seu tio Tyrion usa fogo vivo como explosivo para incendiar os navios inimigos e o avô Tywin chega à frente de seu exército no último minuto acompanhado de tropas dos aliados da Casa Tyrell.[6]

A Storm of Swords

Joffrey deixa de lado seu noivado anterior com Sansa em favor de Margaery Tyrell, cimentando uma aliança entre as Casas Lannister e Tyrell. No casamento de Tyrion e Sansa, ele humliha seu tio e fica indignado quando Tyrion o ameaça após ele ordenar que ele consuma o casamento. Tyrion só escapa de uma punição quando seu pai diz a Joffrey que ele estava bêbado e não tinha nenhuma intenção de ameaçar o rei. Após os eventos do "Casamento Vermelho", Joffrey alegremente planeja servir a Sansa a cabeça de seu irmão morto, para revolta de Tyrion e Tywin. Tyrion o ameaça mais uma vez e ele se volta para o avô, que responde mandando-o para o quarto, para seu desgosto. Durante sua festa de casamento na sala do trono, ele apresenta uma ofensiva peça da "Guerra dos Cinco Reis" com cada um dos reis representados por anões para humilhar seu tio. Ele continua a atormentar Tyrion e Sansa, forçando seu tio a ser seu servente à mesa. Ao fim do jantar, porém, o vinho de Joffrey é envenenado e ele morre num evento chamado de "O Casamento Roxo", por causa da cor que fica seu rosto pela ação do veneno. Tyrion é falsamente acusado da morte e preso por Cersei. Mais tarde é revelado que Olenna Tyrell e Petyr Baelish foram os verdadeiros responsáveis pelo assassinato, com a ajuda do bobo da corte Ser Dontos Hollard, que consegue tirar Sansa de Porto Real antes que ela possa ser presa e julgada pela morte de Joffrey como uma vingança de Cersey.[7]

Genealogia

Série de televisão

1ª temporada

Após a morte de Robert, Cersei Lannister (Lena Headey) e seu pai Tywin (Charles Dance) coroam Joffrey como rei, e sua mãe o usa como uma marionete. Ele também está noivo de Sansa Stark (Sophie Turner) para cimentar uma aliança entre as Casas Stark e Lannister. Um tirano cruel, Joffrey faz da tortura sádica e do assassinato em massa as principais características de seu reino, e até mesmo executa o pai de Sansa, Ned (Sean Bean), devido aos apelos de misericórdia de Sansa e à desaprovação de Cersei.

2ª temporada

A tirania de Joffrey piora a situação com o esforço de guerra dos Lannister, quando seu tio Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) é capturado pelos Starks e os tios paternos de Joffrey, Renly (Gethin Anthony) e Stannis (Stephen Dillane), desafiam sua reivindicação ao Trono de Ferro. Joffrey freqüentemente ordena que sua Guarda Real derrote Sansa. Sua crueldade e ignorância do sofrimento dos plebeus o torna impopular depois que ele ordena que a Patrulha da Cidade mate todos os filhos bastardos de seu pai em Porto Real; conseqüentemente, ele quase é morto durante uma rebelião. Quando Stannis ataca Porto Real, Joffrey serve apenas como uma figura de proa e evita os combates pesados. Quando a batalha acaba virando a favor de Stannis, Cersei chama seu filho para a segurança do castelo, prejudicando o moral de seu exército. A batalha só é vencida por seu tio Tyrion (Peter Dinklage) e avô Tywin, auxiliado pelas forças da Casa Tyrell. Para cimentar a aliança entre essas famílias, o noivado de Joffrey com Sansa é anulado para que ele possa se casar com Margaery Tyrell (Natalie Dormer).

3ª temporada

O casamento ainda está para acontecer, e há diferenças entre Joffrey, seu tio Tyrion e o avô Tywin, que estão (em seus respectivos caminhos) refutando sua crueldade. Joffrey também parece não se interessar muito pela noiva, mas fica pasmo e alterado com a maneira como ela ganha o favorecimento do povo, do qual ele participa. No casamento de Tyrion e Sansa, ele humilha seu tio e fica indignado quando seu tio o ameaça depois que Joffrey ordena que ele consuma o casamento. Tyrion só evita punição quando seu pai Tywin garante a Joffrey que Tyrion estava bêbado e não tinha intenção de ameaçar o rei. Mais tarde, após os eventos do "Casamento Vermelho", Joffrey planeja alegremente servir Sansa ao chefe de seu irmão recentemente falecido, Robb (Richard Madden). Tyrion e Tywin ficam indignados, e o primeiro ameaça Joffrey mais uma vez. Depois de outro desentendimento, Tywin envia Joffrey para seu quarto, para grande desgosto de Joffrey.

4ª temporada

Joffrey finalmente se casa com Margaery. Durante sua festa de casamento, ele repetidamente atormenta Tyrion e Sansa, apresentando uma peça ofensiva sobre "A Guerra dos Cinco Reis", com cada um dos reis interpretados por anões para humilhar seu tio, a quem ele também força a agir como seu copeiro. No auge das festividades, Joffrey é subitamente dominado por um veneno e morre. Seu último ato é uma tentativa de apontar para Tyrion e, como resultado, Tyrion é falsamente acusado e mandado ser preso por Cersei, mas é posteriormente revelado que Lady Olenna Tyrell (Diana Rigg) e Lord Petyr Baelish (Aidan Gillen) foram os verdadeiros perpetradores. Olenna, a avó de Margaery, mais tarde confidencia a Margaery que ela nunca a teria deixado se casar com "aquela besta". Após o funeral de Joffrey, seu irmão mais novo e herdeiro, Tommen (Dean-Charles Chapman), é coroado rei e se casa com Margaery.[8]

Referências

  1.  «King Joffrey: Jack Gleeson to retire from acting after Game of Thrones season 4». The Independent. Consultado em 8 de agosto de 2017
  2.  Collins, Sean T. (9 de fevereiro de 2016). «40 Greatest TV Villains of All Time»Rolling Stone. Consultado em 29 de abril de 2016
  3.  Dent, Grace (interviewer); Martin, George R. R. (12 de junho de 2012). Game Of Thrones – Interview with George R.R. Martin. YouTube
  4.  «Game of Thrones Viewer's Guide»
  5.  Martin, George R. R. (1996). A Game of Thrones. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-553-89784-5
  6.  Martin, George R. R. (1998). A Clash of Kings. [S.l.: s.n.]
  7.  Martin, George R. R. (2000). A Storm of Swords. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-553-89787-6
  8.  «Game of Thrones Episodes»HBO. Consultado em 9 de agosto de 2017

Quando o Vilão é Tão Bom que Queremos Vê-lo Cair: A Lição de Ódio que Joffrey Baratheon nos Deu em Game of Thrones 👑🍷💀

Há vilões que amamos odiar. E depois há Joffrey Baratheon — o príncipe loiro de olhos verdes que conseguiu algo quase impossível na história da televisão: unir milhões de espectadores ao redor do mundo num único desejo coletivo, quase religioso: "Que alguém, por favor, mate esse garoto!" E quando o veneno roxo finalmente subiu por sua garganta naquela mesa de casamento, o mundo inteiro soltou um suspiro de alívio tão alto que deve ter abalado os sete reinos. Hoje celebramos não a crueldade de Joffrey, mas a genialidade narrativa que nos fez sentir cada segundo de sua tirania — e a alegria pura de sua queda!

O Menino-Rei que Nasceu para Ser Odiado (e Nós Agradecemos por Isso!)

Interpretado com maestria arrepiante pelo irlandês Jack Gleeson — que, diga-se de passagem, abandonou a carreira de ator após a morte do personagem justamente porque as pessoas o xingavam na rua! — Joffrey entrou em nossas vidas como o noivo perfeito de Sansa Stark: loiro, bem-vestido, com sorriso de príncipe de conto de fadas... e a alma de uma cobra venenosa criada em vinho doce e narcisismo puro. Filho "oficial" de Robert Baratheon e Cersei Lannister (embora, spoiler histórico: fruto do incesto entre Cersei e Jaime), Joffrey herdou o pior dos Lannister — a arrogância, a sede de poder — sem nenhum traço de inteligência estratégica ou carisma genuíno. Era um tirano de 12 anos com coroa, e o mundo nunca esteve tão preparado para aplaudir a queda de um monarca.

Lições de Vilania em Três Atos (ou: Como Não Ser um Líder)

Ato 1: A Arte de Transformar Aliados em Inimigos
Desde o início, Joffrey mostrou seu talento especial: destruir laços com a delicadeza de um elefante numa loja de cristais. Quando Bran Stark caiu da torre, ele não demonstrou uma gota de compaixão — ganhando um tapa memorável de Tyrion Lannister que ecoou na sala de estar de milhões de fãs. Depois, na Estrada Real, inventou uma mentira para justificar marcar Mycah com a espada, provocando Arya Stark e seu lobo Nymeria. Resultado? Lady, o lobo inocente de Sansa, pagou com a vida. E Mycah? Morto pelo "Cão de Caça" por ordem de Joffrey. Tudo isso antes dos 13 anos. Um prodígio da maldade!
Ato 2: O Rei que Governava com Tapas e Humilhações
Coroado após a morte de Robert, Joffrey transformou a Fortaleza Vermelha num playground de sadismo. Sansa Stark, sua noiva-prisioneira, virou seu brinquedo favorito: obrigada a olhar a cabeça decepada do próprio pai, Ned Stark, depois de Joffrey quebrar sua "promessa de misericórdia" com um sorriso gelado. Quando irritado, ordenava que a Guarda Real a espancasse — afinal, "minha mãe me ensinou a nunca bater numa mulher", dizia ele com falsa inocência, enquanto delegava a violência a outros. Até mesmo o povo de Porto Real sofreu: mandou matar todos os bastardos de Robert numa chacina que quase o custou a própria vida durante um motim nas ruas.
Ato 3: A Queda que Virou Festa Global
Mas os deuses (e George R. R. Martin) têm senso de justiça poética. No casamento com Margaery Tyrell — cerimônia que ele transformou num circo humilhante, com anões representando os reis rivais e Tyrion servindo como copeiro — Joffrey bebeu seu último cálice de vinho. O veneno roxo agiu rápido: tosses, sufocamento, olhos arregalados de terror... e aquele dedo trêmulo apontando para Tyrion antes de desabar. Na sala de estar de cada fã, aplausos, gritos e abraços. Até hoje, cenas de sua morte são repostadas nas redes com a legenda: "Melhor dia da minha vida." Lady Olenna Tyrell, a verdadeira responsável, resumiu tudo com perfeição anos depois: "Eu nunca deixaria minha neta casar com aquela besta." 🌹

Jack Gleeson: O Ator que Nos Fez Odiar Tão Bem que Virou Lenda

Gleeson não apenas interpretou Joffrey — ele encarnou a maldade mimada com uma precisão quase científica. Cada sorriso afetado, cada olhar de desprezo, cada risada histérica ao ver sofrimento alheio foram construídos com um talento que merece nosso respeito (mesmo que tenhamos xingado seu personagem por quatro temporadas!). Curiosidade deliciosa: após deixar Game of Thrones, Gleeson voltou à universidade para estudar filosofia e hoje trabalha com teatro experimental — longe dos holofotes que o transformaram no homem mais odiado da TV. Um final feliz merecido para quem nos deu um vilão tão bom que sua morte virou motivo de celebração coletiva!

Por Que Amamos Odiar Joffrey? A Beleza dos Vilões que nos Unem

Joffrey nos ensinou algo precioso: grandes histórias precisam de antagonistas que nos façam sentir. Não apenas medo ou nojo — mas uma indignação tão visceral que nos conecta a outros espectadores numa comunhão de justiça desejada. Ele foi o espelho perfeito da tirania real: governantes que abusam do poder, que confundem crueldade com força, que veem pessoas como objetos. E sua morte não foi apenas vingança — foi catarse. Foi a narrativa nos dando o que a vida raramente oferece: o vilão recebendo exatamente o que merece, na frente de todos, sem escapatória.
Então ergamos nossos cálices (de preferência sem veneno roxo!) para Joffrey Baratheon — não como modelo a seguir, mas como obra-prima da narrativa que nos fez torcer por justiça, rir de sua arrogância e aplaudir de pé quando as chamas da vingança finalmente o consumiram. Ele foi o rei que ninguém queria, o vilão que todos amamos odiar, e a prova de que, às vezes, a melhor alegria vem não de ver um herói vencer... mas de ver um tirano cair. Long live the king? Não, obrigado. Long live the moment he died! 👑☠️🍷
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