Vista da praça do Japão, ao fundo o bairro do Água Verde. Destacando tambem a Igreja do Água Verde ainda em construção. Início da década de 1950
araucaria Foto sem data Localização - Rua Jeronin Durski esquina com João Asseff Foto - do Livro OS TRILHOS DO PROGRESSO de PAULO SÉRGIO ZAGESKI
Quem conheceu esse casarão no Bairro Estação? Ficava na esquina da Rua Jeronin Durski com as Ruas João Asseff e Pedro Pizzatto, uma residência como tantas outras de Araucária, possuía diversas janelas grandes e assim como as portas davam direto para a calçada e rua (não havia o perigo que temos agora), dividia-se como vemos na foto, as duas portas abertas eram comércio e as demais peças eram residência da família. No tempo desta foto e ainda por muitos anos esse foi o Armazem do Fontana. Pertenceu ao Sr. Emilio Fontana, e fazia frente para a antiga Estação Ferroviária, dividia cerca com os depósitos de batatas e linho da Família Jess. Só pela localização podemos imaginar que era um estabelecimento sempre lotado de fregueses e bastante animado.Esse comércio teve outros proprietários como Dona Rosa e o Padilha, e também era bem nesta esquina que o Ônibus Circular fazia ponto para apanhar os passageiros que vinham para o centro da cidade. Mas não nesta época ainda.Atualmente neste lugar há um grande restaurante. Há décadas que já não existe a Estação Ferroviária nem as linhas dos trens, o Bar ou Armazem ficou na memória de todos que conheceram o antigo Bairro Estação e ainda traz muitas saudades.
Vista da zona do Bairro agua Verde [tirada de cima da fabrica Todeschini] no ano de 1928
Parte de uma vista panorâmica do Alto da Glória, por volta de 1910. Aparecem: EM 1º plano, a Chácara da família Fontana [Mansão das Rosas]; ao fundo, a igreja Evangélica Luterana [na esquina das ruas Trajano Reis com Pres. Carlos Cavalcanti]
Foto de 1950 tirada da torre da Igreja do Cabral. a Rua em primeiro plano e a travessa Doutor Flavio Luz, faz Bifurcacao Com a Avenida Munhoz da Rocha. A casa Redonda ainda existe
Vista parcial do Bairro Batel em 1913
Xaxim familia Abram e Helena Duck diante de sua casa tipica - Dec de 40 [Entre 1942 e 1945].
Data - Década de 70
Localização - Rodovia do Xisto BR 476
Foto - acervo do ARQUIVO HISTÓRICO ARCHELAU DE ALMEIDA TORRES
A década de 70 foi o tempo que marcou a chegada do progresso em Araucária. Neste tempo, mesmo com a instalação de grandes indústrias as estradas do Município ainda passavam por um estado lastimável que prejudicava muito o tráfego que a cada dia se tornava mais intenso mesmo nas Rodovias Federais. Nesta foto podemos ver exatamente esses problemas, a BR apresenta um grande tráfego em ambas pistas, ao fundo visualizamos duas indústrias, ou parte delas, a direita está a Cocelpa, naturalmente já pode ser identificada pela fumaça que levanta das chaminés, à esquerda os depósitos de gás da Petrobras. Como a Refinaria da Petrobras foi inaugurada em 1977, talvez aquelas construções esféricas ainda não estivessem totalmente em uso, como podem verificar a BR tem vários trechos com água talvez por ainda a pista estar também em fase de melhoramentos.Mas, foi nesta década que os governos federal e estadual investiram mais recursos para melhoria em nossa cidade. O certo é que a cada dia um novo trecho ainda precisa de reconstrução, mas foi uma década que o impulso foi dado, e mesmo com as dificuldades que o progresso sempre traz, os meios de transporte são os que merecem atenção e manutenção, pois estradas mal conservadas não trazem saudades para quem usa as estradas regularmente.
araucaria Data - 1920 Localização - Distrito de Guajuvira Foto - acervo de ESTEVÃO WAGNER
O Distrito de Guajuvira é um dos lugares de Araucária que cresceu em torno de uma ferrovia. Seu solo tem o material perfeito para indústria cerâmica e essa foi um dos marcos de progresso do local, os habitantes do local geralmente encontram emprego dentro do Distrito que por ser um local produtivo também na área rural é bastante procurado por pessoas vindas de diversas localidades. Essa imagem de Guajuvira de 1920 apresenta um local bem dividido entre a agricultura, as indústrias cerâmicas e a estrada de ferro em pleno movimento. Mesmo com um século passado desta foto sabemos que muitas mudanças ocorreram, mas olhando esse Distrito deste ponto, parece que tudo ali corre lenta e tranquilamente. Guajuvira teve se pior pesadelo em 1988 com um desastre terrível de trem e por ter tantas moradia, comércio e industrias próximos a ferrovia, sofreu muita destruição, mas hoje já recuperada, perdeu sua indústria cerâmica que preservou a chaminé como monumento à lembrança de que este lugar preservará para sempre sua paz, tranquilidade, simplicidade, lembranças e a certeza de um povo trabalhador.
Condução (Jardineira) para o Bairro do Bacacheri em 1928.