segunda-feira, 24 de outubro de 2022

A FÁBRICA DA CRUSH EM CURITIBA

 A FÁBRICA DA CRUSH EM CURITIBA

A FÁBRICA DA CRUSH EM CURITIBA
Em 05/11/1958, o jornal Diário do Paraná anunciava em suas páginas a chegada do refrigerante "Crush" em Curitiba, que seria comercializado a partir do dia seguinte, e que já estava em linha de produção em sua fábrica à rua Marquês do Paraná nº 1177, no bairro Portão.
A propaganda citava que a "deliciosa laranjada especial Crush vem engarrafada com todos os requisitos técnicos e de higiene. Esse produto conhecido nu mundo inteiro é feito à base de laranjas brasileiras e outras matérias primas também brasileiras.
O serviço de montagem da maquinaria moderna foi executado por uma turma de operários sob o comando técnico do sr. Graciliano Correa Filho, vindo especialmente de Porto Alegre para assumir os trabalhos de montagem e manutenção das máquinas.
Apesar de ser um trabalho eminentemente técnico e especializado, os operários assimilaram perfeitamente os ensinamentos, e dominam completamente os mais difíceis serviços da produção."
Assim, rapidamente os curitibanos e moradores das cidades circunvizinhas tomaram contato com a deliciosa laranjada que caiu rapidamente no gosto popular.
Seu proprietário, o sr. João Barão, homem experimente no trato empresarial, logo colocou a marca Crush nos melhores estabelecimentos comerciais da cidade, nas escolas, cinemas, bares e nos parques de lazer da cidade.
A laranjada Crush, tornou-se a companheira das festinhas de aniversário, ou daquela reunião de colegas de sala de aula pra fazer a lição de casa ou, ainda, o refrigerante a acompanhar os almoços dos domingos das famílias com mais condição financeira. Não dava pra beber todo dia, mas, quando rolava, era um acontecimento pra deixar saudades.
Poucas semanas depois do lançamento, o Jornal Paraná Desportivo, de 24/12/1958, veiculava propaganda natalina da Crush, com o seguinte chamamento: "Crush do Paraná -santa Catarina S/A, agradece ao distinto público ..., a preferência dada ao seu refrigerante "Crush", desde o seu recente lançamento, oportunidade que aproveita para apresentar-lhes os seus votos de 'Boas Festas de Natal e Próspero Ano Novo' - João B. Montana, Diretor Presidente e João Barão, Diretor Superintendente - Curitiba, Natal de 1958 ..."
O Parque do Lago Azul, no bairro Umbará, foi um dos grandes consumidores da Crush. conforme veremos adiante o depoimento da sra. Angelina Filomela Zonta:
"Certo dia, a família recebeu a visita de um parente, ligado à fábrica de refrigerantes Crush. Abismado com o grande número de visitantes que o local atraía, mesmo com a estrutura defasada, propôs ajudar: “Ele chegou, assim, e disse: meu Deus, toda essa gente. Olha, agora não tem uma bebida aqui, não tem nada pra vender. Vocês não querem que eu dê uma mão? (...) Daí começou a ajudar. Vendiam um caminhão de Crush por domingo. Chegava cheio, vendiam tudo. Eles ficaram dez anos, a Crush ficou lá. Patrocinando, e ela pagava um aluguelzinho para nós”. [...]
O parque não era desfrutado apenas por famílias e amigos que se reuniam para um piquenique de fim de semana. Encontros de empresas e festividades de grupos maiores também encontravam ali o espaço ideal. Por um bom tempo, os funcionários da Crush, no Paraná, ali realizaram confraternizações; diversas outras empresas da cidade faziam o mesmo. Ademir Zonta relata: “No domingo não cabia carro lá dentro [do parque]. A Crush quando estava lá [período em que comercializou bebidas no local] fazia festas. No dia 1º de maio dava almoço para todos os empregados da firma. Então, [os caminhões] vinham desfilando... Era a coisa mais linda! [...] "
Paulo Grani

Nenhuma descrição de foto disponível.
A fábrica à rua Marquês do Paraná nº 1177, no bairro Portão.
Foto: Autor desconhecido.

Nenhuma descrição de foto disponível.
Caminhão de entregas da Crush em Curitiba.
Foto: Autor desconhecido.

Nenhuma descrição de foto disponível.
Publicidade da Crush nos pedalinho do Passeio Público, anos 1960.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.
Nenhuma descrição de foto disponível.
Pintura publicitária do Parque do Lago Azul, feita pela Crush em 1962.
Foto: Acervo Angelina Filomena Zonta.

domingo, 23 de outubro de 2022

Palmeira – Antiga Coletoria

 

Palmeira – Antiga Coletoria


O Prédio da Antiga Coletoria foi inaugurado em 1907 para o Grupo Escolar Conselheiro Jesuíno Marcondes. Mesmo projeto de outros dois G.E.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Prédio da Antiga Coletoria
Localização: R. Coronel Pedro Ferreira, nº 223 – Palmeira-PR
Número do Processo: 03/2003
Livro do Tombo: Inscr. Nº 152-II

Descrição: Inaugurado no início de 1907, abrigou o Grupo Escolar Conselheiro Jesuíno Marcondes. É um dos três edifícios construídos pelo Governo do Estado do Paraná na primeira década do século XX, utilizando o mesmo projeto. Um deles está situado no município de Ipiranga e já é tombado e o outro está implantado em área central de Tibagi, abrigando a Biblioteca Municipal. Em estilo eclético, a edificação mantêm as características originais até hoje, Foi implantado em área privilegiada no centro da cidade de Palmeira. Abrigou o Fórum e a Coletoria Estadual.
Fonte: CPC.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Espirais do Tempo
IHG
Kuhn; Chaves; Johansen
Kuhn; Chaves; Johansen

Palmeira – Arquibancada do Estádio do Ypiranga Football Club

 

Palmeira – Arquibancada do Estádio do Ypiranga Football Club


A Arquibancada do Estádio do Ypiranga Football Club possui grandes dimensões e elementos ornamentais típicos da arquitetura vernacular regional.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Arquibancada de Madeira do Estádio do Ypiranga Football Club
Localização: R. Coronel Ottoni Ferreira Maciel, s/n – Centro – Palmeira-PR
Número do Processo: 09/90
Livro do Tombo: Inscr. Nº 107-II

Descrição: O Ypiranga Futebol Cube foi fundado em 06 de agosto de 1920. Dois anos depois foi inaugurada a arquibancada em madeira. Durante esses anos todos a arquibancada foi reformada várias vezes para atender as necessidades dos atletas e do próprio quadro social do clube. Segundo depoimento do senhor Luiz Gastão Gumy foram feitas poucas transformações, como: a construção da sauna e os vestiários subterrâneos para dar acesso aos jogadores e árbitros. Os vestiários foram construídos em 1982/83 e a sauna em 1987. Quando o Ypiranga participou da Segunda Divisão do futebol paranaense, foi necessário trocar as madeiras que estavam apodrecidas, afim de atender as pessoas que vinham assistir aos jogos como assim com a crônica esportiva as emissoras de rádios e televisão.
Ao nível do campo de futebol estão o salão, o bar, a cozinha, banheiros, sala de troféus e diretoria, fechados na frente por alvenaria e nas laterais e fundos por tabuado. Sobrepõe-se a esse corpo o pavilhão da arquibancada, totalmente estruturado em madeira e composto por sete fileiras de bancos protegidos por uma cobertura de quatro águas erguida por delgados montantes.
O aspecto mais notável do pavilhão de arquibancadas do Ipiranga Futebol Clube é a transposição para uma edificação de uso coletivo e de grandes dimensões de elementos ornamentais típicos da arquitetura vernacular regional. Os beirais de lambrequim, os treliçados de arremates e os guarda-corpos vazados complementam e emolduram o pavilhão conferindo-lhe, juntamente com as cores contrastantes com que são pintados – branco e vermelho -, uma expressividade marcada pela simplicidade.
Fonte: CPC.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Espirais do Tempo
Wikipedia

Palmeira – Capela Nossa Senhora das Pedras

 

Palmeira – Capela Nossa Senhora das Pedras


A Capela Nossa Senhora das Neves foi construída em 1880, onde os tropeiros descansavam antes de descer a serra de São Luiz do Purunã.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Capela Nossa Senhora das Pedras Ou das Neves
Outros Nomes: Capela Nossa Senhora das Neves
Localização: Fazenda Boiada – Palmeira-PR
Número do Processo: 03/91
Livro do Tombo: Inscr. Nº 114-II

Descrição: Construída por volta de 1880, o local onde está situada foi de grande importância para os tropeiros, pois era utilizado como pouso antes da descida da serra de São Luiz do Purunã, para o qual os tropeiros pediam proteção da santa. A região é dotada de magnífico cenário natural nos contrafortes da citada serra. Sua construção é atribuída a Domingos Ferreira Pinto, o Barão de Guaraúna, mantendo até hoje suas principais características.
Fonte: CPC.

FOTOS:

PANORAMA 360 GRAUS

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Espirais do Tempo

Palmeira – Imóvel à R. Max Wolff

 

Palmeira – Imóvel à R. Max Wolff


O Imóvel em Madeira e Alvenaria Situado à R. Max Wolff foi construído em 1923 pelo Coronel Diogo Antônio de Freitas, para a sua filha Emília, casada com o Urbano Camargo.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Imóvel em Madeira e Alvenaria Situado à R. Max Wolff
Localização: R. Tenente Max Wolff, nº 116 – Palmeira-PR
Número do Processo: 03/2002
Livro do Tombo: Inscr. Nº 151-II

Descrição: O imóvel residencial, que em 1923 foi construído pelo Coronel Diogo Antônio de Freitas, para a sua filha Emília, casada com o Urbano Camargo, é um raro exemplar de arquitetura de madeira com varanda em alvenaria, em arcos, complementado por telhado com cumeeiras cruzadas, conferindo assim ao edifício uma singularidade arquitetônica muito expressiva. Pela sua implantação, na via de acesso à cidade é, até hoje, uma referência àqueles que chegam a cidade de Palmeira.
Fonte: CPC.

Descrição: Proprietária do imóvel em 2018: Zircelia Brugiski.
Fonte: Inez Kuhn Alves de Paula.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Espirais do Tempo