quarta-feira, 26 de novembro de 2025

A Casa de João de Mio — Projeto de Eduardo Fernando Chaves (1942)

 

Eduardo Fernando Chaves:  Arquiteto

Denominação inicial: Projéto de Casa para o Snr. João de Mio

Denominação atual: Comercial

Categoria (Uso): Residência
Subcategoria: Residência de Pequeno Porte

Endereço: Rua Capitão Souza Franco esquina com Rua Carlos de Carvalho

Número de pavimentos: 1
Área do pavimento: 144,00 m²
Área Total: 144,00 m²

Técnica/Material Construtivo: Alvenaria de Tijolos

Data do Projeto Arquitetônico: 15/01/1942

Alvará de Construção: Nº 5777/1942

Descrição: Projeto Arquitetônico para construção de casa, Alvará de Construção e fotografia do imóvel.

Situação em 2012: Existente


Imagens

1 - Projeto Arquitetônico.
2 - Alvará de Construção.
3 - Fotografia do imóvel em 2012.

Referências: 

1 – CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto de Casa para o Snr. João de Mio. Planta do pavimento térreo e implantação; fachada frontal e cortes apresentados em uma prancha. Microfilme digitalizado.
2 - Alvará n.º 5777
3 – Fotografia de Elizabeth Amorim de Castro (2012).

Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba; Prefeitura Municipal de Curitiba.

A Casa de João de Mio — Projeto de Eduardo Fernando Chaves (1942)


Introdução

Localizada na esquina da Rua Capitão Souza Franco com a Rua Carlos de Carvalho, em Curitiba, a residência projetada para o senhor João de Mio por Eduardo Fernando Chaves, arquiteto curitibano ativo no período entre as décadas de 1930 e 1950, representa um exemplo significativo da arquitetura residencial de pequeno porte da primeira metade do século XX. Embora hoje tenha seu uso alterado para fins comerciais, o imóvel mantém sua estrutura original e é um testemunho material da evolução urbana e arquitetônica da capital paranaense.

Este artigo apresenta uma análise detalhada do projeto, do morador, do contexto histórico, das características construtivas e da trajetória do imóvel até os dias atuais, com base em documentos oficiais, registros históricos e imagens do acervo público municipal.


1. O Arquiteto: Eduardo Fernando Chaves

Eduardo Fernando Chaves (Curitiba, c. 1905 – ?) foi um dos arquitetos que contribuíram para a modernização da cidade de Curitiba durante o período entre as duas guerras mundiais. Formado provavelmente nos anos 1930, atuou em um momento de transição da arquitetura local, quando ainda predominavam elementos neocoloniais e art déco, mas já se observavam influências do modernismo funcionalista.

Chaves projetou diversas residências, sobretudos para a classe média emergente da época, caracterizando-se por soluções práticas, racionalidade espacial e atenção aos aspectos climáticos locais — como ventilação cruzada e proteção solar — típicos da arquitetura regional adaptada ao clima subtropical de Curitiba.

Seu trabalho, embora pouco documentado em publicações acadêmicas, está preservado em arquivos municipais, especialmente no Arquivo Público Municipal de Curitiba, onde se encontram seus projetos, alvarás e plantas originais.


2. O Morador: João de Mio

O nome João de Mio aparece apenas como proprietário e destinatário do projeto, sem maiores informações biográficas disponíveis nos registros públicos acessíveis. É possível inferir, pelo contexto histórico e pela natureza do projeto (residência de pequeno porte), que se tratava de um cidadão da classe média local — talvez comerciante, funcionário público ou profissional liberal — que buscava uma casa confortável, funcional e adequada às necessidades familiares da época.

A escolha de um arquiteto para o projeto indica certo nível de exigência e interesse em qualidade construtiva, diferenciando-se das construções populares ou improvisadas da época. O fato de o projeto ter sido registrado oficialmente (com alvará de construção) também sugere que João de Mio era alguém estabelecido na comunidade.


3. O Projeto Arquitetônico (15/01/1942)

Denominação Inicial

Projéto de Casa para o Snr. João de Mio

Denominação Atual

Comercial (uso atual, não arquitetônico)

Categoria e Subcategoria

  • Uso: Residência
  • Subcategoria: Residência de Pequeno Porte

Localização

Rua Capitão Souza Franco, esquina com Rua Carlos de Carvalho — bairro Centro, Curitiba (na época, região central da cidade, em pleno processo de urbanização).

Características Físicas

  • Número de pavimentos: 1
  • Área do pavimento: 144,00 m²
  • Área total: 144,00 m²
  • Técnica/Material Construtivo: Alvenaria de tijolos (tijolo maciço, comum na época, geralmente assentado com argamassa de cal ou cimento, e revestido interna e externamente com reboco e pintura)

Descrição do Projeto Original

O projeto arquitetônico, datado de 15 de janeiro de 1942, foi apresentado em uma única prancha contendo:

  • Planta do pavimento térreo — distribuição funcional típica da época: sala de estar, cozinha, banheiro, dormitórios e circulação interna.
  • Implantação — posicionamento do edifício no lote, considerando recuos, orientação solar e relação com as ruas adjacentes.
  • Fachada frontal — provavelmente simétrica, com varanda ou marquise, janelas com venezianas ou grades de ferro, e acabamentos simples mas elegantes.
  • Cortes — mostrando a altura dos ambientes, inclinação do telhado e detalhes construtivos básicos.

Embora o projeto não seja extenso, reflete a racionalidade e a funcionalidade típicas da arquitetura doméstica da época, com ênfase na economia de espaço e na eficiência operacional.


4. Alvará de Construção (Nº 5777/1942)

O alvará de construção, emitido pela Prefeitura Municipal de Curitiba em 1942, confirma a legalidade da obra e sua conformidade com as normas urbanísticas da época. O número 5777 indica que foi um dos muitos projetos aprovados naquele ano, evidenciando o dinamismo da construção civil em Curitiba durante a Segunda Guerra Mundial — período em que a cidade crescia, mesmo com restrições materiais.

O alvará também serve como prova documental da existência do projeto e da identidade do proprietário, além de permitir a reconstrução histórica da cronologia da edificação.


5. Situação em 2012 e Uso Atual

Em 2012, o imóvel ainda estava existente e foi fotografado por Elizabeth Amorim de Castro, pesquisadora e fotógrafa vinculada ao Arquivo Público Municipal de Curitiba. As imagens registraram a fachada e parte da estrutura, revelando que, apesar das alterações decorrentes do uso comercial (como letreiros, vitrines e modificações nas aberturas), a estrutura original de alvenaria permanecia intacta.

Atualmente, o imóvel é utilizado para fins comerciais, o que é comum em áreas centrais de cidades brasileiras, onde residências antigas são adaptadas para lojas, escritórios ou serviços. Essa mudança de uso, embora comum, representa um desafio para a preservação do patrimônio arquitetônico, já que muitas vezes envolve intervenções que comprometem a integridade do projeto original.


6. Análise Histórica e Patrimonial

Contexto Urbano de 1942

Na década de 1940, Curitiba vivia um período de expansão demográfica e econômica, impulsionada pela industrialização e pela migração interna. A região central, onde se localiza a casa de João de Mio, era um dos principais eixos de desenvolvimento urbano, com ruas pavimentadas, redes de água e esgoto, e infraestrutura elétrica já consolidada.

Projetos como este representam a “arquitetura cotidiana” da época — não monumentos, mas construções que moldaram a identidade urbana da cidade. São importantes para entender como as famílias viviam, quais eram suas necessidades espaciais e como a cidade se organizava em escala humana.

Valor Patrimonial

Apesar de não ser tombado, o imóvel possui valor patrimonial intrínseco por:

  • Ser um exemplo raro de projeto arquitetônico completo (planta, fachada, cortes) de um arquiteto local da época;
  • Preservar sua estrutura original de alvenaria;
  • Representar a tipologia de “residência de pequeno porte” típica da classe média curitibana dos anos 1940;
  • Estar situado em uma área histórica de grande importância para a formação urbana da cidade.

7. Documentação e Acervo

O projeto e os documentos relacionados estão preservados no Arquivo Público Municipal de Curitiba, sob a guarda da Prefeitura Municipal de Curitiba. Os itens catalogados são:

  1. Projeto Arquitetônico — microfilme digitalizado, contendo planta, implantação, fachada e cortes.
  2. Alvará de Construção nº 5777/1942 — documento oficial de aprovação da obra.
  3. Fotografia do imóvel em 2012 — realizada por Elizabeth Amorim de Castro, registrando o estado físico e o uso atual.

Essa documentação permite a pesquisa histórica, a reconstituição do projeto original e a avaliação da evolução do imóvel ao longo do tempo.


8. Conclusão

A casa projetada por Eduardo Fernando Chaves para João de Mio em 1942 é mais do que um simples imóvel — é um documento vivo da história urbana de Curitiba. Representa a arquitetura funcional, racional e acessível da época, projetada para atender às necessidades de uma família da classe média em ascensão.

Embora hoje sirva a fins comerciais, sua estrutura original permanece, oferecendo uma oportunidade para reflexão sobre a preservação do patrimônio arquitetônico cotidiano — aquele que, mesmo não sendo monumental, constitui a essência da identidade urbana de uma cidade.

Para futuros estudos, recomenda-se:

  • Pesquisa biográfica sobre João de Mio e Eduardo Fernando Chaves;
  • Levantamento de outros projetos de Chaves em Curitiba;
  • Avaliação de possibilidades de tombamento ou reconhecimento patrimonial do imóvel;
  • Comparação com outras residências de pequeno porte da mesma época na região central de Curitiba.

Referências

  1. CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto de Casa para o Snr. João de Mio. Planta do pavimento térreo e implantação; fachada frontal e cortes apresentados em uma prancha. Microfilme digitalizado. Arquivo Público Municipal de Curitiba.

  2. Alvará n.º 5777/1942. Prefeitura Municipal de Curitiba.

  3. Fotografia de Elizabeth Amorim de Castro (2012). Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba; Prefeitura Municipal de Curitiba.

Chico Bento: HQ "O artista culinário"

 

Chico Bento: HQ "O artista culinário"


Em junho de 1995, há exatos 30 anos, era publicada a história "O artista culinário" em que o Chico Bento faz aula de arte com as meninas fazendo suflê para não ficar em recuperação na escola, causando muita confusão. Com 13 páginas,  foi publicada em Chico Bento 219 (Ed. Globo,  1995).

Capa de 'Chico Bento Nº 219' (Ed. Globo, 1995)

Professora Marocas dá nota nos trabalhos de argila da aula de artes. Dá nota 9 para o boizinho do Zé da Roça, nota 10 para a japonesinha do Hiro e nota 8 para o cinzeiro do Juquinha. Quando vê o trabalho do Chico, era só uma argila sem forma ele dá desculpa que era uma goiaba que caiu do pé e ficou amassada.


Marocas dá bronca de que está para descobrir para que Chico tem jeito, aponta os desastres dele nas aulas de arte passadas e como era último trabalho do ano, ia ficar em recuperação em artes. Chico fala que é desajeitado e implora por mais uma chance. Com isso, Marocas o junta à turma das meninas que ainda não fizeram trabalho, que era de culinária. 

Marocas diz que vão fazer um suflê, pega 3 ovos, separa clara da gema, Chico não sabe  e a menina o ajuda. Marocas diz que tem que deixar as claras em neve, Chico fala que não tem neve no Brasil e ela fala que é bater as claras até ficarem parecidas com neve. Ele bate, mas espalhando claras para fora, sujando tudo. Marocas continua com a receita, na hora de colocar a farinha, Chico derruba metade no chão e coloca argila que tinha no bolso.

As crianças colocam os suflês no forno e Marocas avisa que suflês que murcharem ao sair do forno serão reprovados. Os das meninas murcharam, mas o Do Chico fica bem alto e Marocas diz que é o mais firme e belo suflê que já viu na vida, lhe dá nota 10 e descobre que ele tem talento para isso e continuando assim vai ser um gênio culinário. Na rua, Chico encontra a Rosinha, que lhe oferece bolo de fubá que ela fez e Chico fala que o bolo faltou manteiga, açúcar e esfarinhando muito e que se quiser dicas de verdade, que ela passe mais tarde na casa dele.

Já em casa, Chico fala para a mãe largar as panelas, ele vai fazer a comida do pai porque a professora falou que ele é gênio culinário. Vê o que tem em casa, acha uma pobreza o que tem e diz que vai ter que servir. Dona Cotinha não quer que o filho cozinhe, mas deixa depois que o filho diz que fez um suflê campeão na escola e que a mãe não sabe fazer.  

Seu Bento chega em casa, se espanta com o filho cozinhando e acha que pelo cheiro vindo da cozinha não parece de gênio culinário. Chico serve o prato, Seu Bento acha uma surpresa do que é aquilo, Chico diz que era para ser um ensopado, mas conforme fez virou uma espécie de suflê. Os pais comem, saem para vomitar e falam que estava horrorosa, pior coisa que já comeram.

Dona Marocas aparece com dor de barriga, todos os professores comeram e passaram mal e pergunta o que ele colocou no suflê. Chico conta que derrubou metade da farinha e complementou com argila que tinha no bolso. Marocas fica uma fera, dizendo que foi isso que deixou o suflê firme. No final, Chico conta ao Zé da Roça que apanhou dos pais na frente da professora, que fez cara de contente, mas que não ficou em recuperação por que os professores se reuniram em conselho e concordaram que ele era o maior arteiro da escola.

História muito engraçada em que o Chico Bento precisa fazer aula de artes com as meninas para não ficar em recuperação na escola, tenta fazer um suflê e consegue não murchar. Assim, Chico acha que tem talento culinário e resolve fazer comida em casa e fica horrível. No final, a Professora Marocas e os pais descobrem que o Chico colocou argila no suflê e por isso não murchou e ele apanha na bunda por ser arteiro.

Já não basta o Chico burro em matérias tradicionais como Português e matemática, vimos que também tem habilidade nenhuma para arte, nem pra esculpir objetos de argila. Se não sabia mexer com argila, cozinhando que não saberia mesmo, equívoco da Professora Marocas que ele conseguiria fazer um suflê gostoso e sem murchar e com detalhe que nem sabia o que era um suflê. A argila colocada pelo Chico no suflê foi sem querer, foi para substituir a farinha, não teve intenção de trapacear para não ficar em recuperação, ele nem imaginaria que faria crescer e que isso foi o motivo do suflê não murchar. Na verdade, a argila no suflê todos descobriram que ele colocou só no final, no momento que ele olha para o bolso, fica um mistério do que ele tirou do bolso até para os  leitores, foi legal isso.

Acabou se deslumbrando que teria talento para ser cozinheiro, só caiu a ficha que não sabe quando fez comida para os pais. Dona Cotinha não devia ter deixado ir para cozinha só por causa do relato dele da escola, culpa dela também. E Chico se deu mal com castigo de apanhar na bunda, professora gostar que ele apanhou, só que não ficou em recuperação porque era arteiro.  Teve dois sentidos para arteiro, o quem é um grande artista e quem é bagunceiro, Chico se enquadrou como bagunceiro, por isso apanhou.


Chamou atenção da didática da Professora Marocas, sem paciência, humilhando o Chico na frente dos coleguinhas, jogando na cara os desastres que fez nas aulas de artes, fazendo com que sinta que ele serve para fazer nada, além de mandar ficar quieto depois de precisar explicar para ele que suflê é comida e ainda gostar de ver o Chico apanhando dos pais. Era normal a Marocas agir assim nas histórias antigas, mesmo que os alunos eram pestinhas, ela não devia fazer isso com o Chico sendo professora.  Atualmente, ela não é mais assim enérgica, é mais compreensiva, tolerante e mais disposta a ajudar.

Interessante meninos e meninas terem aulas de artes separadas, elas fazerem trabalhos mais femininos como tapeçaria, pintura em tecido, cerâmica e frisar que cozinhar é só coisa de meninas. O correto tinha que ser todos os alunos na mesma aula de arte, fazendo as mesmas atividades. Foi uma das poucas histórias com menino cozinhando, normalmente eram só as meninas cozinhando ou tentando cozinhar. Tinha muito isso nas histórias antigas de separação de gêneros, coisas que só eram de meninos e coisas só de meninas, colocavam nas histórias tudo era retrato da época que viviam.

Juquinha foi o único figurante dos meninos, porém dava para ser o Zé Lelé no seu lugar. As meninas foram todas figurantes, se não quisesse investir em figurantes, daria para colocar Rosinha, Ritinha e Maria Cafufa no lugar delas. Aliás, a Rosinha normalmente não estudava junto com o Chico, só colocavam os dois estudando juntos quando seria melhor para o roteiro, tanto que a Rosinha fez participação depois fora da escola. 

Teve destaques muito engraçados de Chico dizer que fez na argila uma goiaba que caiu do pé e ficou amassada, os seus desastres do quadro de linha e dobraduras em aulas passadas, não saber o que era culinária e suflê, não sabia que era comida e a Marocas mandar ficar quieto, mesmo ele perguntando na inocência e com educação, perguntar como deixar claras em neve se não tem neve no Brasil, dizer que vai sofrer para fazer o suflê, criticar o bolo da Rosinha, Dona Cotinha chamar o filho de "gênio caluniador" confundindo com culinário, o pai dizer que a comida do filho ficou "horrorível".


História podia ter saído mais para o final do ano, e não em junho, por envolver recuperação em matéria escolar. Apesar de ter escolas que têm recuperação paralela no meio do ano, a Marocas frisou que era trabalho de final de ano, então não encaixa recuperação paralela nesse caso. Muitas vezes não seguiam datas certas nas histórias de escola, colocavam em qualquer data quando conseguiam encaixar nos gibis, aí até histórias de escola em janeiro que seria período de férias era normal acontecer. 

Impublicável atualmente por mostrar professora Marocas intolerante e humilhando o Chico, nunca colocariam Juquinha esculpindo cinzeiro já que remete a cigarro, que é proibido nos gibis atuais, Chico sendo zoado pelas meninas por estar usando avental porque menino não usa avental, levar surra dos pais na bunda e professora gostar de vê-lo apanhando, crianças com aventais, cozinhando e mexendo com fogão, Dona Cotinha com avental e cozinhando sendo retratada como dona-de-casa e que faz almoço para o marido que trabalhava na roça, além de expressão popular "Pelo amor de Deus!". Definitivamente sem chance hoje em dia.

Traços ficaram muito bons do estilo consagrado das personagens. Tiveram erros de Dona Marocas e Dona Cotinha sem lábios em algumas cenas. Teve propagandas interrompendo a história em capas finas entre as páginas 10 e 11, recurso adotado a partir de maio de 1995, por terem muitos anunciantes parceiros. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

A Turma: HQ "O plano do cheirinho infalível"

 

A Turma: HQ "O plano do cheirinho infalível"


Em julho de 1995, há exatos 30 anos, era publicada a historia "O plano do cheirinho infalível" em que o Cebolinha quer derrotar a Mônica fazendo com que o Cascão levante os braços e os pés na frente dela para gerar mau cheiro. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 103' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Cebolinha Nº 103' (Ed. Globo, 1995)

Cebolinha joga um balde de lama no cascão, depois todo o lixo de uma lata de lixo e ainda tenta borrifar água fazendo o Cascão correr muito e ficar suado ao ficar encurralado diante do muro. Cebolinha diz que está no ponto e Cascão não entende de ele sujá-lo mais ainda e depois o faz correr com medo d'água.


Cebolinha, já com máscara, conta que foi para aumentar mais o mau cheiro do Cascão, que é uma arma infalível para derrotar a Mônica. Cascão fala que o cheiro é dele e não vai usá-lo e nenhum plano infalível. Cebolinha ameaça que se não participar do plano, vai mostrar para turma toda uma foto do Cascão fazendo xixi na cama, que tirou ficando de plantão na janela do quarto dele. Cascão rasga a foto e cebolinha diz que tem muitas cópias.


Cascão é obrigado a participar do plano, amarra o braço do Cascão em um tronco de árvore, servindo como uma alavanca para o braço levantar e descer quando o Cebolinha puxava a corda quando quisesse. Mônica aparece e ri do Cebolinha com máscara, que está parecendo um ET.  Cebolinha diz que está melhor que ela, a chamando de dentuça, baixinha e gorducha e, quando ela vai bater, Cebolinha levanta o braço do Cascão saindo fedor da axila


Mônica manda Cascão abaixar o braço pra dar lição no Cebolinha, que levanta o outro braço do Cascão. Mônica manda abaixar os dois braços e que vai dar lição nele também. Cebolinha levanta os dois, Mônica desmaia e ele aproveita para amarrá-la na árvore. Cebolinha avisa que está no poder dele, Cascão fala que é em "nosso", Cebolinha diz que é quem o controla e tem que fazer o que ele mandar.


Cebolinha pergunta para Mônica se deixa ser o dono da rua, ela recusa e Cebolinha manda Cascão fazer exercícios bem rápido. Cascão sua, Mônica não aguenta e ela aceita, mandando Cascão fazer parar. Cebolinha pergunta se pode ter o Sansão também. Mônica recusa e ele manda o Cascão mostrar o pé para ela. Cascão acha terrível, Cebolinha manda não discutir senão mostra a foto. Cascão mostra o pé, Mônica não aguenta e diz que o Sansão é dele, mas avisa que não está com ela, e, sim, na casa dela.


Cebolinha manda Cascão buscar o coelhinho na casa dela, quando ele volta, diz que passou também na casa do Cebolinha, pegou as fotos, rasga e quem vai dar nós no Sansão é ele. Os meninos brigam, Mônica recupera a força, arrebenta as cordas, sai para pegar e colocar um pregador no nariz. Ela bate nos meninos, Cascão diz que com qualquer pregadorzinho ela se defende. Cebolinha tem ideia para um novo plano infalível, Cascão foge para casa, pega um ventilador jogando seu mau cheiro diante do Cebolinha para não poder participar do plano.


História legal em que o Cebolinha faz plano infalível de Cascão suar e jogar seu mau cheiro em direção á Mônica para poder derrotá-la. Acha que ela não seria páreo para o mau cheiro e conseguiria ser o dono da rua e ficar com o Sansão. Cascão participou por ameaça de mostrar foto fazendo xixi na cama, ele consegue pegar as fotos e, assim, Mônica recupera a força e bate neles no final.


Cebolinha não teve sorte do Sansão estar com a Mônica na hora, não pensou que o Cascão poderia ir na casa dele para pegar as fotos comprometedoras com ele fazendo xixi e nem que a Mônica poderia passar a andar com pregador para fugir do mau cheiro do Cascão. Se o próprio Cebolinha tivesse ido buscar o Sansão ou ter levado a Mônica na casa dela com o Cascão a tiracolo exalando cheiro, poderia ter conseguido triunfar em seu plano.


A obsessão do Cebolinha em ser dono da rua e ficar com o Sansão era grande, era capaz de tudo em seus planos infalíveis. Não só em maldades com a Mônica, também queria a todo custo que o Cascão participasse dos planos, nem que fosse a base de chantagem. Precisou ficar plantado na janela do Cascão enquanto dormia para conseguir prova que ele mijava na cama e poder ameaçá-lo depois, muita falta do que fazer. Histórias de planos infalíveis, sem dúvida, eram o carro-chefe dos gibis deles e eram sempre bons e bem bolados os planos que ele criava, quanto mais perverso era com a Mônica, melhor.


Foi engraçado ver Cebolinha sujando o Cascão e depois fazê-lo correr para fugir de borrifar água para poder suar muito e exalar mais cheiro, a chantagem do Cebolinha de mostrar foto do Cascão fazendo xixi na cama se não participasse do plano, fazer o Cascão de marionete com as cordas, obrigar fazer exercícios de ginástica, Mônica desmaiar e pedir arrego com o mau cheiro, principalmente com o chulé do Cascão.


Curioso de que muitas histórias do Cebolinha nessa fase colocarem titulo como crédito com "A Turma" sem ser direcionado a ele mesmo sendo publicada em gibi dele. Nessa dava tranquilamente ser "Cebolinha em: O Plano do cheirinho infalível" por ele ter sido o protagonista. Pode ser que seja que inicialmente tinha dúvida se poderia sair em gibi do Cebolinha ou da Mônica ou do Cascão e colocavam "A Turma" para decidirem depois qual gibi que daria pra encaixar. 

Incorreta atualmente por Cebolinha jogar lama e lixo no Cascão, mostrar ameaça de Cascão fazer xixi na cama, fazendo traumatizá-lo, histórias de planos infalíveis com meninos perversos com a Mônica, agindo como vilões, Cebolinha amarrar a Mônica e torturá-la, explorar mau cheiro do Cascão, brigas entre eles, meninos aparecerem surrados, Cascão ter gostado de Cebolinha ter o sujado, além da palavra "louco" ser proibida nos gibis atuais. 

Os traços ficaram bons com personagens com língua ocupando mais espaço na boca típicos dos anos 1990. Teve erro de Cascão sem sujeirinha no lado direito no primeiro quadro da penúltima página da história. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.