quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

1955 EM CURITIBA: O ANO QUE DEU FORMA À MODERNIDADE — EDIFÍCIOS, MÚSICAS, LUTO E COMÉRCIO

 

1955 EM CURITIBA: O ANO QUE DEU FORMA À MODERNIDADE — EDIFÍCIOS, MÚSICAS, LUTO E COMÉRCIO



📰 1955 EM CURITIBA: O ANO QUE DEU FORMA À MODERNIDADE — EDIFÍCIOS, MÚSICAS, LUTO E COMÉRCIO

Um mergulho no passado através das páginas da revista “A Divulgação” — onde arquitetura, cultura, luto e indústria se encontram.


📄 PÁGINA 1: O EDIFÍCIO REINALDO THA — O PRIMEIRO GIGANTE DE CURITIBA

Imagem: Capa da revista “A Divulgação” com foto do Edifício Reinaldo Tha.

🏗️ 1955: Quando Curitiba Decidiu Olhar Para o Céu

Em 1955, Curitiba dava seus primeiros passos rumo à modernidade urbana — e o Edifício Reinaldo Tha, projetado pelo próprio arquiteto homônimo, foi o símbolo mais poderoso desse momento.

Localizado na Rua XV de Novembro, este edifício de múltiplos andares rompeu com a arquitetura colonial e trouxe linhas retas, fachadas limpas e uma estética funcionalista que impressionou todos os curitibanos da época.

Reinaldo Tha não era apenas um construtor — era um visionário. Ele sonhava com uma cidade vertical, organizada e moderna. Seu prédio, com seu design “surpreendente” e “magnífico”, como dizia a revista, tornou-se um marco para gerações.

“A projeção arquitetônica da Cidade Serviu é uma das facetas mais surpreendentes do seu progresso...”

👉 Curiosidade: O edifício foi construído no coração da cidade, onde hoje está o centro comercial mais movimentado de Curitiba.


📄 PÁGINA 2: TERESA MARIA NEUFFAL — A DIGNIDADE QUE PARTIU EM 1955

Imagem: Página com o título “NEUFFAL — AZEVEDO” e foto de Teresa Maria.

💔 1955: Uma Perda que Abalou a Sociedade Curitibana

Em setembro de 1955, a sociedade paranaense foi abalada pela morte de Teresa Maria Nogueira Pinto Neuffal, esposa de José Francisco Neuffal, figura influente da política e negócios locais.

Descrita pela revista “A Divulgação” como “Sublime instante de religiosidade, amor e distinção”, Teresa Maria era conhecida por sua elegância, generosidade e compromisso com a cultura.

Seu funeral foi um dos mais concorridos da década, com presença de autoridades, artistas e líderes comunitários. Ela deixou um legado de humanismo e refinamento, sendo lembrada até hoje por quem viveu aquela época.

“Foi profundamente emotivo para quantos a amaram...”

👉 Fato histórico: Seu marido, José Francisco Neuffal, foi um dos fundadores da Associação Comercial do Paraná.


📄 PÁGINA 3: DISCOGRAFIA COMPLETA DE 1955 — O SOM QUE MOVIA O BRASIL

Imagem: Página com anúncios de discos, músicas e livros.

🎶 1955: A DISCOGRAFIA QUE TOCAVA NAS CASAS E RÁDIOS DO BRASIL

A música em 1955 era uma paixão nacional. E a revista “A Divulgação” trazia uma discografia completa dos lançamentos mais vendidos da época — com detalhes que hoje são raríssimos!

🎼 MÚSICA CLÁSSICA — SUPLEMENTO “ODON”

  • Orquestra Sinfônica do Teatro Colón de Buenos Aires
    • Dirigida por Gustavo Casas
    • Faixas: La Revolución – Preludio / Chapi – España – Cuarteto – La Venus / La Bella de Luna Azul – Titeres / El Amor es un Juego – “Buenaventura” / “Chocolatito” – Verti

🎵 DISCOS SELECIONADOS — MÚSICAS CLÁSSICAS

  • Voz Cantada
    • Zizi – Odeon
    • Jardim do Padeiro – Copacabana
    • Música de Câmera – Odeon
    • Maria Encantadora – Parc – Black-Out – Copacabana

🎷 ORQUESTRA NACIONAL DE RADIODIFUSÃO FRANCESA

  • 1º Mov.: Allegro
  • 2º Mov.: Adagio con moto
  • 3º Mov.: Scherzo
  • 4º Mov.: Finale

🎹 LUCIEN TRIVET, TROMPA, COM A ORQUESTRA SINFÔNICA DE CAMARA

  • Doc. Fernand Oubradous
  • 1º Mov.: Allegro
  • 2º Mov.: Andante
  • 3º Mov.: Scherzo
  • 4º Mov.: Allegro

🎧 PRÓXIMOS LONG-PLAYINGS (LPs)

  • Cantoral Diabo — para uso doméstico
  • Nova York – Quem é Você? — com Letra de Roberto Peixoto
  • Elizete Cardoso“O que Foi Feito de Mim?”
  • Fernando Borel“Meu Beijo Bebo”
  • Rosa Maria“Casa de Amor”

👉 Dica nostálgica: Esses discos eram vendidos em lojas como a “Discos e Seleções Clássicas”, que também oferecia importação americana de LPs e singles.


📄 PÁGINA 4: TECIDOS URBANA — O COMÉRCIO QUE VESTIA CURITIBA

*Imagem: Anúncio da loja “Tecidos Urbana”. *

👗 1955: A MODA QUE CONQUISTOU TODOS OS BOLSOS

Com o slogan “Para todos os gostos e todas as posses”, a Tecidos Urbana era a loja favorita de curitibanos que buscavam qualidade, variedade e preço justo.

Fundada em 1948, a loja já era referência em tecidos para roupas, cortinas, colchas e até mesmo para decoração de interiores. Seus produtos vinham de fábricas nacionais e importados da Argentina e Europa.

“Serve bem para servir sempre.”

Além disso, a loja tinha uma equipe especializada para ajudar clientes a escolher os melhores tecidos para cada ocasião — desde festas até roupas do dia a dia.

👉 Fato curioso: A Tecidos Urbana era tão popular que aparecia em vários anúncios da revista “A Divulgação”, mostrando que o comércio local estava em pleno crescimento.


📄 PÁGINA 5: VIDRAÇARIA VITRAUX — 50 ANOS DE TRADIÇÃO E QUALIDADE

Imagem: Anúncio da Vidraçaria Vitraux, com foto de mulher sorridente.

🪟 1955: A LUZ QUE ILUMINAVA AS CASAS BRASILEIRAS

Em 1955, a Vidraçaria Vitraux, fundada por Reinaldo V. D. Osten & Cia. Ltda., completava 50 anos de existência — um marco impressionante para qualquer empresa da época.

Desde 1905, a empresa fornecia vidros, molduras, artefatos de madeira e cristais para residências, escritórios e empresas em todo o Paraná.

“A firma Reinaldo V. D. Osten & Cia. Ltda., que há mais de 50 anos vem colaborando...”

O anúncio da época destacava o orgulho de ser uma empresa que contribuiu para o desenvolvimento da cidade — e ainda hoje, muitos desses produtos estão preservados em casas históricas de Curitiba.

👉 Legado: A Vidraçaria Vitraux ainda existe, mantendo a mesma qualidade e tradição de 1955.


CONCLUSÃO: 1955 — O ANO QUE MUDOU TUDO

1955 foi um ano de transformações profundas em Curitiba e no Brasil:

  • 🏙️ A cidade começou a se modernizar com edifícios como o Reinaldo Tha.
  • 💔 A sociedade sentiu profundamente a perda de figuras como Teresa Maria Neuffal.
  • 🎶 A música ganhou espaço com uma discografia rica e diversificada.
  • 👗 O comércio local floresceu com lojas como a Tecidos Urbana.
  • 🪟 Empresas tradicionais como a Vidraçaria Vitraux consolidaram seu legado.

Esse ano nos mostra como o passado moldou o presente — e como podemos aprender com ele.


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HQ "A Supermagali"

 

HQ "A Supermagali"


Em março de 1995, há exatos 30 anos, era lançada a história "A Supermagali" em que a Magali vira super-heroína depois de comer a comida jogada fora pelo filho do Superomão. Com 16 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 150' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Magali Nº 150' (Ed. Globo, 1995)

Em uma casa secreta escondida no alto da montanha, o filho do Superomão, o Júnior, não quer comer e sua mãe reclama que ele tem que comer senão não vai ficar forte como o pai dele. Júnior joga a comida para fora da janela querendo batata frita e a mãe avisa que vai chamar o monstro de criptonita.

Momentos antes, Magali reclama que está vivendo horas terríveis entre o café da manhã e o almoço. A mãe não deixa beliscar nada de comida, já pegou as maçãs que alcançava da macieira e está sem dinheiro para comprar e acha que bem que podia cair comida do céu, quando a comida do Júnior cai em cima da cabeça dela.  

Magali acha que ouviram suas preces, come tudo, achando que era uma comida diferente, mais forte e logo depois passa a ter revertério. Ela se esconde atrás da árvore e quando volta já está com roupa de super-heroína. Estranha pensando que era roupa de ginástica e ter uma capa e nem estão no Carnaval. Segura o poste para raciocinar se está com amnésia e consegue derrubar o poste. 

Magali acha que estão bichados e foge porque ninguém acreditaria se ela fosse explicar. Corre tão rápido que passa a voar e estranha como foi parar no céu. Com os fatos lembrados, Magali deduz que virou Super e que a comidinha devia ser especial. Fica feliz que pode comer as maçãs que não alcançavam, as ameixas da árvore da Dona Clotilde e os abacates do Seu Nicolau. 

Magali comenta que vida de super é moleza, quando vê Mônica correndo atrás do Cebolinha e do Cascão e resolve ajudar. A turma estranha como Magali surgiu ali, se saltou de paraquedas. Magali diz que veio voando, a turma dar gargalhadas e perguntam como arranjou aquela fantasia. Magali diz que virou Super e prova pulando do precipício e voa em seguida para voltar onde estava. Depois segura uma pedrona com a ponta dos dedos e a turma fica boquiaberta.

Cebolinha aproveita a situação, fala para Magali que ela tem que defender os fracos e oprimidos e tem que o defender e o Cascão da Mônica opressora. Magali fala que eles que a provocam. Os meninos falam que ela tem que proteger os fracos. Magali diz que a Mônica é amiga dela, os meninos  dizem que é amiga de vilã, o Sindicato dos Super-Heróis vão gostar de saber disso. Mônica fala que se Magali brigar com ela, vai ter que se defender e, assim, as duas partem para briga.

Enquanto isso, momentos antes, Superomão chega a casa depois de um dia de serviço e descobre que seu filho jogou comida fora pela janela. Superomão conta que aquela comida não pode cair nas mãos de um mortal e leva o filho para recuperar o prato e consertar o estrago que ele fez. Na briga, a coelhada da Mônica faz nem cosquinhas na Magali, que se prepara para bater na amiga, quando o Superomão impede segurando a mão da Magali.

Superomão diz que chegou antes que alguém virasse paçoca. Os meninos mandam não interromper a Supermagali defender os fracos e oprimidos. Superomão os chama de crianças inconsequentes e diz que quem viraria paçoca seria a Magali, o efeito da comida ia passar no meio da briga, único jeito de um mortal continuar super, seria comer a super comida todos os dias. Magali lembra do revertério que teve e dispensa.

Superomão se prepara a ir embora com o filho, Cebolinha e Cascão pergunta quem vai defendê-los da "tirana dentuça", Superomão fala que é para evitarem violência e resolverem de outra forma e vai embora prometendo ao filho comprar batata frita para  o lanche se ele comer a super comida.

Mônica quer bater nos meninos por terem chamado de tirana dentuça, os meninos lembram que o Sueromão falou que tem que evitar violência e Mônica deixa passar dessa vez e volta a ser amiga da Magali. No final, Cebolinha e cascão fazem plantão em frente a montanha na esperança do Júnior jogar a super comida pela janela e assim eles comerem e virarem super-heróis para derrotarem a Mônica.

História engraçada que a Magali come a super comida do filho do Superomão e também vira Super. Até que gostou pra poder comer as frutas das árvores que não alcançava só que precisou enfrentar a Mônica como pedido do Cebolinha que por ser uma super-heroína tem que defender os fracos e oprimidos. Foi salva pelo Superomão chegando a tempo na hora do efeito da comida acabar e não virar paçoca da Mônica.

Magali conseguiu ficar mais forte que a Mônica, um corpo de aço que nem a coelhada a derrubava, só que era efeito temporário, para o azar dos meninos que perderam a chance de ver a Mônica derrotada. Agora ficam de plantão em frente á casa do Superomão, quem sabe um dia o Júnior não volta a jogar comida fora e consigam comer e derrotarem a Mônica. 

Para Magali o que importava era comer, se interessou porque podia comer o que não podia antes e até aceitaria continuar comendo a super comida se não fosse o revertério que passava antes de dar efeito. Interessante ter pomares no bairro do Limoeiro e que os donos não deixavam os outros pegarem, assim como Nhô Lau do Chico Bento. Inclusive o Seu Nicolau deve ter se inspirado no Nhô Lau. 

Descobrimos que o Superomão depois de  tinha casa, esposa e filho que não gosta de comer que nem o Dudu e que só gostava de batata frita, comida dos mortais. Os super-heróis só comem comidas especiais para a nutrição deles e ficarem fortes e seria perigo de ser humano comesse. E combater crimes e salvar pessoas em perigo era trabalho do Superomão e que depois ia para casa curtir a família.

Foi engraçado ver o revertério da Magali, derrubar poste só encostando a mão, o susto da turma com ela caindo do precipício, Magali nem sentir cosquinhas com coelhada da Mônica, tirada de que Sindicato dos Super-heróis não ia gostar de saber que a Supermagali era amiga de vilã. 

Paródia de Super-Homem sempre foi "Superomão" e muitas vezes aparecia com cores de roupa iguais ao original como nessa vez. As falas do Superomão chegando em casa cantando teve referência à música dos sete anões da Branca de Neve e o "Querida, cheguei!", ao Dino da Família Dinossauros.

Tiveram erros como Magali aparecer de vestido amarelo após a transformação para Super no 4º quadro da página 6 do gibi, Magali com olhos sem fundo branco no 3º quadro da página 7 do gibi, pintar calça do Superomão com cor de pele parecendo que estava com pernas para fora nos dois primeiros quadros da página 15 do gibi.


Traços ficaram bons seguindo o estilo que prevaleceu nos anos 1990 com personagens com língua ocupando mais espaço dentro da boca. Incorreta atualmente  por conta de absurdos mostrados, ter estímulo de violência com briga entre amigas estimuladas pelos meninos, menino jogar comida fora, Magali se jogar do precipício dando ideia para turma que era depressão e palavras expressões de duplo sentido proibidas como "Bolas!", "estou dura", "focinho de porco não é tomada".  Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.