quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Altamira do Paraná: Onde a História Brota do Chão e o Mate Aquece a Alma!

 

Altamira do Paraná


Município de Altamira do Paraná
Bandeira indisponível
Brasão de Altamira do Paraná
Bandeira indisponívelBrasão
Hino
Fundação27 de abril de 1982 (37 anos)
Gentílicoaltamirense
Prefeito(a)Elza Aparecida da Silva Aguiar (PSB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Altamira do Paraná
Localização de Altamira do Paraná no Paraná
Altamira do Paraná está localizado em: Brasil
Altamira do Paraná
Localização de Altamira do Paraná no Brasil
24° 47' 52" S 52° 42' 46" O
Unidade federativaParaná
MesorregiãoCentro Ocidental Paranaense IBGE/2008 [1]
MicrorregiãoGoioerê IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofesCampina da LagoaNova CantuLaranjalGuaraniaçu
Distância até a capital550 km
Características geográficas
Área388,634 km² [2]
População1,942 hab. estimativa populacional — IBGE/2019[3]
Densidade0 hab./km²
Altitude575 m
ClimaSubtropical
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,677 médio PNUD/2000 [4]
PIBR$ 36 189,947 mil IBGE/2008[5]
PIB per capitaR$ 8 824,66 IBGE/2008[5]
Altamira do Paraná é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2019 era de 1.942 habitantes.

Etimologia

Altamira do Paraná recebeu esse nome em homenagem do proprietário da companhia de colonização à cidade paraense de Altamira, pelo especialista e fã em geografia do município supracitado. A etimologia para o vocábulo Altamira faz o historiador Guérios saber da existência de duas variações idiomáticas do étimo: em português vem de "alta" e "mira" e no germânico vem de "Altmir", de "alt" que significa velho, esperto e "mir" que significa esplêndido, brilhante (Antenor Nascentes).

História

A história do fluxo de pessoas em Altamira do Paraná é muito antiga. O primeiro grupo de moradores, formado por desbravadores valentes e conhecedores da geografia, da fauna e da flora da região, que eram dispostos a enfrentar o desconhecido e se aventurar no sertão, viviam espalhados em grandes áreas de terras.[6]
A mais importante fonte de renda é o extrativismo vegetal, em primeiro lugar da erva-mate, e em segundo lugar da madeira, que tinham em grande quantidade nas enormes florestas da região.[6]
Mais tarde surgiu uma povoação,[6] que no começo dos anos 1940 já se progredia significativamente.
Desde 1943, depois que Pitanga foi transformado em município emancipado de Guarapuava, a aglomeração urbana ganha uma nova sede administrativa, fazendo parte do território do município recém-criado.[6]
O nome Altamira foi dado por um dos líderes da Companhia de Colonização e Desenvolvimento (CODAL), no ano de 1962, sendo que naquela época começou a verdadeira colonização. A CODAL, transformando a localidade numa futura cidade, fez a medição e a divisão do sítio em diferentes lotes e os comercializou, da mesma forma que a zona rural, fazendo com que a comunidade se desenvolvesse acentuadamente.[6]
No dia 20 de novembro de 1963, o povoado de Altamira virou um Distrito Administrativo, através da Lei Estadual nº 4.784, fazendo parte do recém emancipado município de Palmital.[6]
A sua transformação em município emancipado de Palmital ocorreria no dia 27 de abril de 1982, pela Lei Estadual nº 7.571, aprovada pelo governador Ney Aminthas de Barros Braga. O município foi instalado solenemente no dia 1º de fevereiro de 1983.[6]
Em 15 de junho de 1983, através da Lei Estadual nº 7.601, Altamira mudou de nome para Altamira do Paraná, porque já existia um município no Pará com o mesmo nome.

Altamira do Paraná: Onde a História Brota do Chão e o Mate Aquece a Alma! ☕🌄

Encravada nos campos verdes do Centro Ocidental Paranaense, a pequena e acolhedora Altamira do Paraná é um daqueles lugares que passam despercebidos nos grandes mapas, mas que guardam uma identidade forte, raízes profundas e uma história que merece ser contada com carinho.

Fundado oficialmente como município em 27 de abril de 1982 — e solenemente instalado em 1º de fevereiro de 1983 —, Altamira do Paraná nasceu do esforço de desbravadores corajosos que, desde os anos 1940, enxergaram nessa terra fértil e cheia de matas um futuro promissor. Inicialmente ligado a Pitanga e depois a Palmital, o povoado só conquistou sua emancipação após décadas de luta, crescimento e organização comunitária.

A origem do nome é tão poética quanto curiosa: homenagem à cidade de Altamira no Pará, escolhida por um dos líderes da Companhia de Colonização e Desenvolvimento (CODAL) em 1962. Curiosamente, “Altamira” carrega dois significados distintos: em português, une “alta” (elevada) e “mira” (visão, mirante), sugerindo um lugar de onde se vê longe. Já em germânico, “Altmir” significa “velho e esperto”, mas também “esplêndido” e “brilhante” — uma bela metáfora para essa comunidade que, com sabedoria e resiliência, floresceu no coração do Paraná.

Hoje, com cerca de 1.942 habitantes (IBGE/2019), Altamira do Paraná é um retrato vivo do interior brasileiro: pacato, orgulhoso de suas tradições e profundamente ligado à terra. Situada a 550 km de Curitiba, a cidade tem 575 metros de altitude, clima subtropical e um território de 388 km² repleto de belezas naturais.

Sua economia, historicamente impulsionada pelo extrativismo vegetal, tem na erva-mate e na madeira suas maiores riquezas. As grandes florestas que antes cobriam a região não só sustentaram famílias, mas também moldaram a cultura local — afinal, quem nunca sentiu o cheiro do chimarrão subindo das roupas após um dia na roça?

Apesar de pequeno, o município exibe um IDH-M de 0,677 (considerado médio), e seu PIB, embora modesto, reflete uma economia baseada na agricultura familiar, na pecuária e em atividades rurais que valorizam o saber ancestral. Limita-se com Campina da Lagoa, Nova Cantu, Laranjal e Guaraniaçu, formando uma rede de cidades interioranas que mantêm viva a alma do Paraná profundo.

Mas mais do que números, Altamira do Paraná é feita de gente. De sorrisos sinceros, de mãos calejadas que plantam o alimento com amor, de histórias contadas à beira do fogão a lenha. É um lugar onde o tempo tem outro ritmo — mais lento, mais humano — e onde a natureza ainda é respeitada como fonte de vida.

Se você busca um destino autêntico, longe do turismo de massa, onde cada estrada de chão conta uma história e cada cafezinho é servido com carinho, então Altamira do Paraná merece um espaço no seu coração — e no seu roteiro de viagem!

Venha conhecer esse canto do Paraná onde o nome já anuncia: de lá de cima, a vista é sempre inspiradora. 🌿✨


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Alto Paraíso (PR): Um Canto de Beleza Escondido no Noroeste do Paraná!

 

Alto Paraíso (Paraná)


Município de Alto Paraíso
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponívelBrasão indisponível
Hino
Fundação1 de janeiro de 1993 (26 anos)
Gentílicoaltoparaisense
Prefeito(a)Dercio Jardim Junior (PP)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Alto Paraíso
Localização de Alto Paraíso no Paraná
Alto Paraíso está localizado em: Brasil
Alto Paraíso
Localização de Alto Paraíso no Brasil
23° 30' 28" S 53° 43' 40" O
Unidade federativaParaná
MesorregiãoNoroeste Paranaense IBGE/2008 [1]
MicrorregiãoUmuarama IBGE/2008 [1]
Região metropolitanaUmuarama
Municípios limítrofesIcaraímaUmuaramaXambrêEsperança NovaSão Jorge do Patrocínio e Mato Grosso do Sul
Distância até a capital600 km
Características geográficas
Área967,771 km² [2]
População2 741 hab. estimativa IBGE/2019[3]
Densidade2,83 hab./km²
Altitude405 m
Climasubtropical
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,704 alto PNUD/2000
PIBR$ 33 976,103 mil IBGE/2008[4]
PIB per capitaR$ 10 380,72 IBGE/2008[4]
Alto Paraíso é um município do estado do Paraná, no Brasil. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 2 741 habitantes

História

Toda a região do noroeste do estado brasileiro do Paraná era ocupada, até meados do século XX, pela etnia indígena dos xetás. Com os projetos de colonização da região levados a cabo a partir dessa época, os xetás foram praticamente exterminados, seja através da perda de suas terras, através de doenças trazidas pelos não índios ou através do assassínio puro e simples.[5]
A origem da ocupação do território do município de Vila Alta se deve à expansão cafeeira do Norte Paranaense. Foi por volta de 1960 que a Companhia Brasileira de Imigração e Colonização promoveu a colonização da Gleba Vila Alta. A base econômica inicial dividia-se entre o extrativismo madeireiro e a cultura do café, que caracterizaram um período de abundância e riqueza. Paulatinamente, com o declínio destas atividades, surgiu e desenvolveu-se a pecuária bovina.
O atual município foi criado através da Lei Estadual 9 242, de 9 de maio de 1990, que o desmembrou do município de Umuarama, com o nome de Vila Alta, alterado posteriormente para o topônimo atual através da Lei Estadual 14 349, de 2004.

Alto Paraíso (PR): Um Canto de Beleza Escondido no Noroeste do Paraná! 🌿✨

Imagine um lugar onde o ar é puro, o horizonte se mistura com o verde das pastagens e o silêncio só é quebrado pelo canto dos pássaros e o som suave do vento nas ávores. Bem-vindo a Alto Paraíso, um pequeno município paranaense que guarda, em sua simplicidade, uma riqueza cultural, histórica e natural que encanta quem o visita!

Fundado oficialmente em 1º de janeiro de 1993, Alto Paraíso nasceu do sonho de colonizadores que enxergaram na região um potencial agrícola e humano. Antes disso, as terras que hoje abrigam essa pacata cidade eram habitadas pelos Xetás, povos originários cuja presença marcante ainda ecoa na memória histórica da região. Infelizmente, como em tantos outros lugares do Brasil, o processo de colonização trouxe impactos severos a essas comunidades — um capítulo triste que precisamos lembrar para honrar e preservar a memória indígena.

Nos anos 1960, a Companhia Brasileira de Imigração e Colonização impulsionou o desenvolvimento da área com a criação da Gleba Vila Alta — nome original do município até 2004, quando foi renomeado para Alto Paraíso, um nome que diz tudo: um “paraíso elevado”, tanto em altitude (405 metros acima do nível do mar) quanto em beleza natural.

Hoje, com pouco mais de 2.700 habitantes (IBGE/2019), Alto Paraíso é um exemplo de tranquilidade e conexão com a terra. Sua economia, antes baseada no café e no extrativismo madeireiro, adaptou-se ao tempo e hoje se sustenta principalmente na pecuária bovina, mantendo viva a tradição rural do Paraná interiorano. Apesar do pequeno porte, o município ostenta um IDH-M de 0,704 — considerado alto — sinal de que desenvolvimento humano e qualidade de vida caminham lado a lado por aqui.

Geograficamente, Alto Paraíso está estrategicamente localizado no Noroeste Paranaense, pertencente à microrregião de Umuarama, e faz divisa com cidades como Icaraíma, Xambrê, Esperança Nova e até com o estado do Mato Grosso do Sul! A 600 km da capital Curitiba, é um destino perfeito para quem busca fugir do caos urbano e se reconectar com o essencial.

O clima subtropical garante estações bem definidas: invernos frescos, verões quentes e chuvas que regam os campos com generosidade. Ideal para caminhadas, observação da natureza, ou simplesmente para saborear um café coado na varanda, ouvindo o silêncio do campo.

Alto Paraíso pode ser pequeno em números, mas é imenso em acolhimento, história e potencial para o turismo rural e ecológico. É o tipo de lugar onde o tempo parece desacelerar, onde os vizinhos se conhecem pelo nome, e onde o pôr do sol pinta o céu com cores que nenhuma tela consegue reproduzir com justiça.

Se você ainda não conhece esse pedacinho de paraíso no Paraná, coloque no seu roteiro! Que tal uma escapada para respirar ar puro, provar queijo caseiro, ou apenas contemplar as estrelas longe da poluição luminosa?

Alto Paraíso não é só um nome — é uma promessa de paz. 🌾💫


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

RELEMBRANDO A ESCOLA PROFISSIONAL FERROVIÁRIA CORONEL DURIVAL DE BRITTO

RELEMBRANDO A ESCOLA PROFISSIONAL FERROVIÁRIA CORONEL DURIVAL DE BRITTO
Quanto à origem da escola... tudo começou em 1940 com as atividades de preparação de profissionais ferroviários pela Rede de Viação Paraná Santa Catarina.
A Escola Profissional Ferroviária de Curitiba foi fundada pelo então Diretor-Superintendente da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC), o Coronel Durival de Britto, e, inicialmente, funcionava em um prédio adjunto ao Hospital Ferroviário, hoje Hospital Cajuru, depois foi transferida ao bairro chamado de Vila Oficinas.
A construção do seu edifício foi iniciada em abril de 1944 e concluída em outubro de 1945. Abrangeu uma área de 1.282 m2, junto ao pátio das oficinas da Rede Ferroviária, localizada no bairro Cajuru, em Curitiba.
Contratada por Cr$ 438.000,00 a obra atingiu, todavia, a importância de Cr$ 555.165,00, devido às ampliações feitas no prédio durante a sua construção. O projeto da Escola teve acrescentado um ginásio, cuja construção terminou em dezembro de 1945.
O objetivo da Escola Profissional Ferroviária Coronel Durival de Britto era dar formação profissional na área ferroviária, preferencialmente a filhos de ferroviários. A Escola desenvolveu suas atividades dentro das normas exclusivas de formação profissional, com embasamento cultural necessário à aprendizagem industrial.
Como resultado do processo de aprendizagem a que eram submetidos, os alunos se qualificavam profissionalmente como Mecânicos de Manutenção de Locomotivas, de Freios e de Equipamentos Ferroviários; Eletricistas de Manutenção de Locomotivas e Instaladores; Serralheiros e Soldadores; especializando-se, através de prática do Estágio Supervisionado aplicado em atividades realizadas nas oficinas da propria Rede Ferroviária.
O curso completo compreendia três anos, divididos em seis períodos de aprendizagem. Já no início do curso o aluno era contratado como aprendiz pela Rede.
A partir de 1971, com a implantação Lei n.º 5692/71 que traçou novas diretrizes para a Educação Nacional, a Rede Ferroviária Federal S/A, firmou convênio com o SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, adequando sua estrutura administrativa e curricular às diretrizes nacionais do ensino profissional,
passando a chamar-se Centro de Formação Profissional Cel. Durival Britto e Silva.
(Fotos: vidaDmaquinista)
Paulo Grani








CONHECENDO O EDIFÍCIO DA COLETORIA Atualmente, chamado de Casa Andrade Muricy.

 CONHECENDO O EDIFÍCIO DA COLETORIA

Atualmente, chamado de Casa Andrade Muricy.
Iniciada em 1923, a construção do edifício para abrigar a Coletoria da capital (Curitiba), a Repartição de Água e Esgotos, o Instituto Comercial e Junta Comercial; com dois pavimentos, situado com frente para a Alameda Dr. Muricy, lado direito para a Rua Cruz Machado e lado esquerdo para a Rua Saldanha Marinho, ocupava o restante do terreno do Estado, em cujo local anteriormente se localizara a Cadeia Pública e, em 1854, por determinação de Zacarias de Góes e Vasconcellos, seria levantada a sede do Liceu de Curitiba. Essa sede, de um só pavimento, abrigou posteriormente a Tesouraria Provincial, e, em 1923, foi demolida para dar lugar ao edifício das coletorias. Nessa ocasião foi retirada a pedra fundamental, que atualmente se encontra no Museu Paranaense.
Foi inaugurado em 21/09/1926. Com dois pavimentos utilizáveis, era dotado de um porão para depósito, correspondente à metade da área do pavimento térreo. A área útil de 993.103m.
O jornal "Gazeta do Povo", edição de 21/09/1926, página 5, estampa a seguinte notícia:
"[...] Nesta capital foi inaugurado hoje, â rua dr. Muricy, ás 13 horas, o prédio destinado às Coilectorias da Capital, Junta Commercial, Instituto Commercial e Directoria de Aguas e Exgottos. Ao ato inaugural comparecéu o dr. Munhoz da Rocha, presidente do Estado, que se fez accompanhar do chefe da casa militar, major Euclides do Valle, e do seu ajudante de ordens, capitão Luiz Ferrante.
Entre as altas autoridades presentes, conseguimos annotar o Sr. Desembargador Albuquerque Maranhão, chefe de polícia do Estado, accompanhado do seu ajudante de ordens, capitão Alfredo Costa, de Lysímaco Ferreira da Costa, Inspector Geral da Instrucção Pública, desembargador Clotário Portugal, corregedor geral do Estado, coronel Alcides Munhoz, secretário geral do Estado, desembargador Lamenha Lins, presidente do Superior Tribunal de Justiça do Estado, sr,. Fidelis Reginato, representante da Associação Comercial do Paraná, dr. Victor do Amaral, director da Faculdade de Medicina do Paraná, D. João Braga, arcebispo de Curytiba, D. Alberto Gonçalves, bispo de Ribeirão Claro e outras muitas que escaparam ã visão, representantes da imprensa numerosas pessoas gradas. Fizeram uso da pálavra, enaltecendo a administração do Sr. Munhoz da Rocha, que vem de dotar o Estado e nossa capital de mais um próprio de immenso valor, os Srs, Major Octãrio Secundino, Dr. Generoso Borges, nosso collega director do "Diário da Tarde" e Cel. Wenceslau Glasser que foram muito aplaudidos.
Ao champagne proferiu belíssima oração o Sr. Munhoz da Rocha, a qual findou debaixo de salva de palmas. Os presentes percorreram todas as dependências do edifício que ë um verdadeiro mimo de architetura, recebendo a mais agradável impressão.
O edifício ê de construcção da importante firma J. Muzzillo e Filho e impressiona admiravelmente desde a sua fachada vistosa, as suas escadarias de fino mármores de Carrara, o seu forro todo de estuque.
É uma obra muito bem acabada, na qual se vê desde logo que foi empregado material de primeira ordem, o que muito recomenda a firma constructora. Os móveis que contribuem para maior belleza das vastas dependências do prédio no qual funccionarão varias repartições do Estado, são de esmerada fabricação e foram adquiridos pelo governo ã firma Salvador Maida e Filhos, desta praça.
Durante o acto, a magnifica banda musical da Força Militar do Estado, executou lindos números de seu selecto repertório".
O edifício foi construído nos limites da Rua Dr. Muricy, com a fachada lateral da Rua Cruz Machado, encostada com o Salão Nobre do Ginásio e a da Rua Saldanha Marinho, separada por área de terreno com portão de ferro. Posteriormente, nessa área foi construído um anexo, acompanhando as linhas arquitetônicas do prédio, tornando-o maior nessa fachada, com aproveitamento também do porão.
Media aproximadamente 30 metros de frente para a Dr. Muricy e 25 metros nas fachadas laterais. Com a ampliação, referida anteriormente, a fachada lateral esquerda passou para 32 metros, aproximadamente. Os seus dois torreões nos ângulos da fachada, as janelas, com formato retangular no andar superior, e dotadas de arco romano nas do andar térreo, sua magnífica porta de entrada, portas internas e janelas reforçadas com barras metálicas compondo desenhos geométricos admiráveis, a escadaria e balaustrada de mármore branco, as composições geométricas platibanda, especialmente a reprodução da figura de Mercúrio, deus do Comércio, localizada na parte posterior das fachadas laterais, compunham o conjunto arquitetônico inaugurado, e chamavam a atenção da população.
Constitui o pavimento um salão, dez salas menores e outras pequenas, cujas portas de acesso são de pesada estrutura metálica, saguão com a escadaria de acesso ao pavimento superior, e, nos fundos do lado direito, um acesso ao porão, através de escada; o pavimento superior conta com doze salas de diversas dimensões e as instalações sanitárias.
O porão, localizado só do lado direito, aproveitando o desnível da rua, com salda, através de uma porta, recebe iluminação por sete janelas, todas reforçadas com estrutura metálica. Em diversas épocas, os órgãos sediados no edifício foram transferidos, passando a Secretaria da Fazenda, ou Tesouro Estadual, com tambem era conhecida, a ocupar toda a área, sendo instadas no porão máquinas "off-set", utilizadas na impressão dos selos estaduais de consumo.
Com a construção do anexo na Rua Saldanha Marinho, essa fachada, com três pavimentos, recebeu mais quatro janelas no pavimento superior, quatro clarabóias semi-circulares no pavimento térreo, três portões e duas janelas no porão. Novas reformas são executadas em 1965 para melhor aproveitamento das áreas e, com a saída da Secretaria da Educação e Cultura do prédio da Rua Ébano Pereira, todo o Salão Nobre é ocupado pela Secretaria de Fazenda. O prédio, como já referido, foi tombado em 1977 pelo Património Estadual.
O porão, adaptado, recebe a Fundação Nacional da Arte - Funarte, com seu escritório regional e salas de exposições, com entrada pela Rua Cruz Machado e sob a coordenção do artista Domicio Pedroso. Com a construção e inauguração dos edifícios das Secretarias no Centro Cívico, a Secretaria de Finanças, em 1979, é transferida para o Edifício Affonso Camargo, e o antigo prédio é incorporado ao outro, ocupado, na época, pela Diretoria de Assuntos Culturais. Em 31 de março de 1989 são inaugurdas as novas instalações da Sala Miguel Bakun, ocupando o pavimento térreo, para exposições, e esse local já se constitui em ponto de encontro obrigatório dos artistas piásticos e dos apreciadores de arte.
Embora tendo sofrido repetidas reformas, o prédio continua mantendo as mesmas características arquitetônicas, embora as divisões internas já não sejam as mesmas da época da construção, adequadas, agora, às necessidades administrativas da Secretaria da Cultura.
(Fotos: Curitiba Space, Revista Haus, Circulando em Curitiba)
Paulo Grani






Cartão Postal, contemplando a PRAÇA TIRADENTES, em uma vista a noite do ano de 1960.

 Cartão Postal, contemplando a PRAÇA TIRADENTES, em uma vista a noite do ano de 1960.