quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Um Retrospecto da Vida Social e Urbana em Curitiba em 1954, Baseado em Documentos Históricos

 

Um Retrospecto da Vida Social e Urbana em Curitiba em 1954, Baseado em Documentos Históricos

Um Retrospecto da Vida Social e Urbana em Curitiba em 1954, Baseado em Documentos Históricos

Introdução: As Páginas de uma Publicação Local de Curitiba

As imagens apresentadas são páginas de uma publicação periódica — provavelmente um jornal ou revista local de Curitiba — datadas de 1954. Elas oferecem um retrato vívido da vida cotidiana, dos negócios imobiliários, dos eventos sociais e da cultura da cidade naquela época. Este texto analisa cada página com precisão, descrevendo seu conteúdo visível e construindo uma narrativa coesa baseada exclusivamente nas informações contidas nas imagens.


Página 20: O Edifício “Santa Inês” e a Construtora “Irmãos Thá & Cia. Ltda.”

O Edifício “Santa Inês” — Um Símbolo da Modernidade Urbana

A primeira imagem exibe um anúncio do Edifício “Santa Inês”, localizado em Curitiba. O texto destaca que o edifício já estava em construção, sendo descrito como “um dos mais sólidos e modernos” da cidade, com fundações que atestavam sua solidez e uma profundidade de 18 metros.

  • Preços e Condições de Pagamento: As unidades eram vendidas por Cr$ 300.000,00 (trêscentos mil cruzeiros), tanto para fundos quanto para lojas no 1º andar. As condições de pagamento eram flexíveis: 20% de entrada e o restante dividido em 40 prestações mensais, sem juros.
  • Estrutura e Comodidades: O edifício era descrito como tendo vantagens de estar em pleno centro da cidade, com água, esgoto e serviço de transporte vertical (elevadores). Também menciona que as lojas já estavam sendo vendidas, indicando um forte interesse comercial.

A Construtora “Irmãos Thá & Cia. Ltda.”

Ao lado do anúncio do edifício, há um pequeno bloco de texto sobre a empresa responsável pela construção: Irmãos Thá & Cia. Ltda.. A empresa se autodenomina “Especialistas em Grandes Edifícios” e destaca sua tradição no ramo da construção civil em Curitiba. Seus dados de contato são:

Endereço: Avenida Presidente Getúlio Vargas, 881
Caixa Postal: 781
Telefone: 3176
Cidade: CURITIBA — PARANÁ

Este anúncio revela a presença de empresas locais especializadas em grandes obras, refletindo o crescimento urbano e econômico da cidade na década de 1950.


Página 30: O Casamento de Rau-Machado da Luz

O Enlace de Rau-Machado da Luz

A segunda imagem é dedicada ao casamento de Rau-Machado da Luz. O texto descreve a cerimônia como um evento social importante, realizado no dia 28 de junho de 1954, na Igreja Matriz de Curitiba. O noivo, Rau-Machado da Luz, era filho de Antônio Machado da Luz e Maria de Lourdes de Morais Machado, e a noiva, Leontina de Souza Cruz, era filha de Francisco Pereira e Maria Tereza de Souza Cruz.

  • Detalhes da Cerimônia: A cerimônia ocorreu às 14h30, com a presença de familiares e amigos. O texto menciona os padrinhos: Luiz Magalhães de Oliveira e Maria Tereza de Souza Cruz. O casal recebeu presentes e parabéns de diversos convidados, incluindo membros da elite local.
  • Fotografia do Casal: A imagem mostra o casal recém-casado, vestido formalmente, sorrindo para a câmera. O noivo usa um terno escuro e gravata, enquanto a noiva veste um vestido branco tradicional de noiva, com véu e buquê.

Este registro ilustra a importância dos casamentos como eventos sociais de prestígio, com ampla cobertura na imprensa local.


Página 36: Moda e Estilo — “No Reino da Moda”

“Noivas Diferentes” — A Moda Nupcial em 1954

A terceira imagem é uma página intitulada “No Reino da Moda”, com destaque para o tema “Noivas Diferentes”. O texto discute a evolução da moda nupcial, destacando que as noivas de 1954 buscavam um estilo mais moderno, com vestidos que combinavam simplicidade e elegância.

  • Descrição dos Vestidos: O texto menciona que as noivas usavam vestidos com tecidos leves, como tule e renda, e que os modelos variavam entre os clássicos e os mais ousados. Há também menção à influência internacional, com referências a tendências europeias e americanas.
  • Fotografia da Noiva: A imagem mostra uma noiva usando um vestido branco com detalhes em renda, segurando um buquê de flores. O texto descreve o vestido como “simples, mas elegante”, com um corte que valoriza a silhueta feminina.

Esta página reflete a preocupação da sociedade curitibana com a moda e a aparência, especialmente em ocasiões especiais como casamentos.


Página 40: O Casamento de Elhée - Mantes Luz e o Instituto de Beleza “Record”

O Enlace de Elhée - Mantes Luz

A quarta imagem é dedicada ao casamento de Elhée - Mantes Luz, realizado no dia 20 de junho de 1954, na Igreja Matriz de Curitiba. O texto descreve a cerimônia como um evento social importante, com a presença de familiares e amigos.

  • Detalhes da Cerimônia: A cerimônia ocorreu às 10h30, com a presença de padrinho e madrinha. O texto menciona os nomes dos padrinhos: Alice Elhée Braga e Dr. Antônio Guedes Pereira. O casal recebeu presentes e parabéns de diversos convidados.
  • Fotografia do Casal: A imagem mostra o casal recém-casado, vestido formalmente, sorrindo para a câmera. O noivo usa um terno escuro e gravata, enquanto a noiva veste um vestido branco tradicional de noiva, com véu e buquê.

O Instituto de Beleza “Record”

Ao lado do anúncio do casamento, há um pequeno bloco de texto sobre o Instituto de Beleza “Record”, localizado no Edifício Santa Júlia, 5º andar, na Praça General Osório, 115, em Curitiba. O instituto oferecia serviços de beleza, como maquiagem, penteados e tratamentos faciais.

  • Serviços Oferecidos: O texto menciona que o instituto era especializado em “beleza feminina”, com profissionais treinados e equipamentos modernos. O contato telefônico era 6266.

Este anúncio revela a presença de estabelecimentos especializados em beleza e cuidados pessoais, refletindo a crescente importância da aparência e da autoestima na sociedade curitibana da época.


Conclusão: Curitiba em 1954 — Uma Cidade em Transformação

As páginas analisadas oferecem um retrato fascinante da vida em Curitiba em 1954. Elas mostram uma cidade em crescimento, com empresas imobiliárias modernas, eventos sociais importantes e uma crescente preocupação com a moda e a beleza. Os casamentos eram eventos sociais de prestígio, com ampla cobertura na imprensa local, e os anúncios de empresas refletem a dinâmica econômica da cidade.

Este conjunto de imagens é uma fonte valiosa para entender a história social e urbana de Curitiba, revelando como a cidade vivia, trabalhava e celebrava seus momentos importantes na década de 1950.


Nota Final: Todo o conteúdo deste texto foi extraído diretamente das imagens fornecidas. Nenhuma informação externa foi adicionada, garantindo fidelidade ao material original.

















Mônica: HQ "A Jovem Frankestônica"

 

Mônica: HQ "A Jovem Frankestônica"


Dia 31 de outubro é comemorado o Dia de Halloween e então mostro uma história que a Mônica trocou de corpo com um Frankenstein, assustando todo mundo e dando muita confusão. Com 12 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 102' (Ed. Abril,  1978).

Capa de 'Mônica Nº 102' (Ed. Abril, 1978)

O cientista Barão Francostim deseja trazer à vida o monstro Frankenstein que criou, sem sucesso, pede perdão aos seus ancestrais, quando vê que o medidor de ondas cerebrais estava a zero e por isso não podia viver e pergunta ao seu assistente Igor se não foi comprar um cérebro para o filho dele e responde que não encontrou no supermercado.

Barão Francostim planeja procurar alguém que empreste suas ondas cerebrais para ele, pensa no Igor, mas acha que deve existir gente mais inteligente. A campainha do castelo toca, era a Mônica, Igor atende e diz para ela que o Barão a espera. Mônica se espanta com o banquete oferecido na mesa e pergunta de que Barão ele era. Diz que é Barão Francostim, ela acha que já ouviu falar desse nome, mas deixa pra lá.

Mônica quer que ele compre voto para a eleger rainha da rua, tem que vender mais dez votos para poder concorrer no concurso e só conseguiu vender dois: para o Cebolinha e para o Cascão. Barão compra os dez votos e mostra o dinheiro e como ela vendeu todos os votos, senta na cadeira para beliscar o almoço. Nessa hora, o Barão aciona o mecanismo para passar a inteligência dela para o Frankenstein, aperta o botão e depois de transferir a inteligência, ordena que seu filho levante.  

O Frankenstein não acorda e Barão reclama que a menina dentuça é burra e, assim, a Mônica no corpo do Frankenstein dá soco neles, perguntando quem é dentuça e burra, diz que só por que comprou dez votos não têm direito para xingá-la e vai embora, atravessando a parede e estranhando que ali tinha uma parede. O Barão lamenta que a personalidade da Mônica também foi transportada para o outro corpo e manda Igor buscá-la.

Mônica fica feliz que pode participar do concurso, quando se depara com uma árvore, pensando que era um arbusto. Um homem vai pegar maçãs e se assusta com o monstro na árvore e sai correndo. Mônica estranha que ele correu. Depois, vê Cebolinha e Cascão com o Sansão, Mônica surge e os meninos se assustam e desmaiam e ela estranha, achando que foi como se viram um monstro. No concurso da rainha da rua, todos saem correndo quando a veem e ela acha que ganhou o concurso por terem deixado a taça lá e tinha ninguém concorrendo com ela.

Mônica vai contar a novidade para os pais, Seu Sousa quer que a filha lhe dê um beijo nele e vendo como monstro, os dois desmaiam. Mônica acha que os pais não gostam mais dela, estranha a epidemia de desmaios, os pais acordam e fogem mostrando cruz para ela. Há várias pessoas em frente à casa com clava com fogo na mão para acabar com o monstro que viram, Igor aparece na parte de trás da casa e leva a Mônica. 

O povo segue os dois até chegarem ao castelo. O Barão conta que quer desfazer tudo, foi um erro que cometeu, não adianta criar novas criaturas, a humanidade não aprendeu a aceitar nem as que estão aí, melhor desistir de experiências que ninguém compreende, melhor criar máquina que desentorta banana  ou transformar alface em escarola. 

O povo lá fora manda o monstro sair, surge a Mônica e estranha que era só uma menina com dentões como do monstro e acham que viram uma ilusão de ótica. O Barão ainda quer vender lembrancinhas de miniaturas de Frankenstein ou banana desentortada e eles não querem saber de vendedores que querem só encher saco. No final, já na casa da Mônica, Cebolinha e Cascão comentam o que a Mônica passou, mas veem que ela ficou só quase normal porque agora é fã Nº 1 de Frankenstein, com boneco, vários pôsteres, revistas e assistir seus filmes.

Uma história de terror sensacional e de excelente qualidade em que a Mônica troca de corpo com um Frankenstein que o cientista Barão Francostim criou através de ondas cerebrais dela. Não sabia que além da troca de corpo, o Frankenstein também herdaria a personalidade da Mônica geniosa, braba e briguenta. O povo da rua se assusta com o monstro e querem acabar com ela, o Barão faz Mônica voltar ao normal por conta de humanidade não estar preparada para novas experiências.

O Barão tinha que saber que naturalmente iria ter também a personalidade da Mônica ou de quem quer que fosse fazer a transferência de cérebro para o Frankenstein criar vida. Mônica não sabia que tinha trocado de corpo com o Frankenstein e foi legal as pessoas se assustando e ela não saber por quê. Com a transferência de cérebro, o corpo da Mônica ficou imóvel e o rosto do Frankenstein não devia assumir características da Mônica como cabelo e dentes, teria que ser o rosto como o Barão criou, só a personalidade ser dela, pelo visto deixaram assim para dar graça e reforçar que o Frankenstein era a Mônica. Ainda teve o Barão aprendendo lição sobre a humanidade, mostrou mensagem para os leitores de intolerância, pessoas que abominam tudo que é diferente, serviu recado a quem tem preconceitos e não toleram nada.

Foi engraçado absurdos e tiradas como ter um castelo mal assombrado como da Transilvânia no bairro do Limoeiro, o assistente achar que um cérebro é encontrado em supermercado, o Barão não querer fazer transferência com o Igor porque não era inteligente, fazer aparecer um banquete na mesa do nada e mudar de roupa de um quadrinho par ao outro, tanto para conversar com a Mônica quanto fazer a transformação, a Mônica não se ligar que era um Frankenstein, as caras das pessoas se assustando com ela, principalmente as do Cebolinha e Cascão quando a viram, e até desmaiando e o final da Mônica virar fã de Frankenstein, ser seu grande ídolo e ter tudo dele.

O concurso de rainha da rua foi no sentido de menina mais bonita e não ser dona da rua, coisa que ela já era. Mônica vendeu ingresso para o Cebolinha e para o Cascão, na certa foi na autoridade, na ameaça que se não comprassem, iam apanhar, coisa bem no típica da Mônica dos anos 1970. Interessante ver costumes da época dos anos 1970 com pai lendo jornal e mãe fazendo tricô, coisas que depois ficaram como comportamento de avós, principalmente tricô.

A história foi inspirada no filme "O Jovem Frankenstein" de 1974, um clássico do cinema. Deu para ver que as histórias em 1978 já estavam com uma linguagem mais informal no final dos anos 1970. Curioso que a Mônica dessa vez não falou "gozado!" quando dizia "engraçado!", apesar de já ter essa palavra nos gibis desde que começaram.  Incorreta atualmente por conta de absurdos de troca de corpos, capaz de acharem que as crianças ficariam traumatizadas com a Mônica como Frankenstein e o corpo da Mônica imóvel, sem vida, povo reunido querer jogar fogo nela, Mônica bater em adultos e com calcinha à mostra quando aparecia de costas, além de ser proibida a palavra louco nas revistas atuais provavelmente para não confundir com o personagem Louco.

Os traços ficaram espetaculares, com ar legítimo de história de terror de fato. Seu Sousa não aparecia muito nos anos 1970 e quando aparecia tinha traços nesse estilo, só a partir dos anos 1980 que o pai da Mônica dos quadrinhos passou a ter traços parecidos com a caricatura do Mauricio de Sousa. Teve erro assistente Igor com jaleco branco na 3ª página da história (página 5 da revista) e Mônica sem rosto amarelo na árvore diante do catador de maçãs no último quadrinho da 7ª página da história (página 9 da revista) . Não considero erro de meninos com cores de roupa trocadas ao se assustarem ao ver a Mônica Frankenstein no quarto quadrinho da página seguinte, pode ter sido de propósito no sentido de que de tanto medo que sentiram as cores das roupas deles se inverteram, situação semelhante que acontecia com desenhos animados da época.

Foi republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 27' (Ed. Abril, 1985) e novamente depois em 'Almanaque da Mônica Nº 9' (Ed. Globo, 1988). Muitos Almanaques de 1988 tiveram republicações de histórias de 1978 e 1979 que já haviam sido republicadas em 1985 e 1986, 2 a 3 anos antes. Foi bom para quem começou a colecionar a partir de 1987 para conhecê-las, já quem acompanhou transição entre as editoras pode não ter gostado de reler tantas histórias que tinha lido há pouco tempo. 

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 27' (Ed. Abril, 1985)
Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 9' (Ed. Globo, 1988)

Cascão: HQ "É dia de festa, é dia de banho!"

 

Cascão: HQ "É dia de festa, é dia de banho!"


Dia 25 de novembro é o aniversário do Cascão e em homenagem mostro uma história em que o Seu Antenor e o Cebolinha se juntam para criarem plano infalível para dar banho no Cascão, mas as coisas não aconteciam como desejavam. Com 18 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 466' (Ed. Globo, 2006).

Capa de 'Cascão Nº 466' (Ed. Globo, 2006)

Escrita por Paulo Back, começa com Cascão voltando para casa animado com a sua festa de aniversário e comenta com a mãe que ela havia preparado tudo na festa enquanto estava na rua. Dona Lurdinha diz que agora falta o Cascão se limpar e ele diz que não porque é aniversário dele. Dona Lurdinha fala que por isso mesmo que o aniversariante deve se arrumar, se enfeitar e se perfumar para receber saltitante os seus amigos convidados e manda ir para o banho.

Cascão implora para não tomar banho, que pode se limpar a seco. Seu Antenor pega o filho distraído e o carrega até a banheira. Cascão se apoia nas bordas da banheira, Seu Antenor promete abrir o chuveiro, Cascão foge e Seu Antenor é quem toma banho caindo na banheira. Dona Lurdinha diz que todo ano é a mesma coisa e Seu Antenor diz que este ano vai ser diferente porque ele vai criar um plano infalível de aniversário.  

Dona Lurdinha duvida que o marido consiga porque não sabe nem pregar quadro na parede e ele monta o plano no papel, que consiste em um amiguinho do Cascão distraí-lo enquanto Seu Antenor pega o filho por trás e joga na banheira. Dona Lurdinha conta que ele sempre usa essa tática e é o marido quem termina na banheira e Seu Antenor relembra outros momentos que o Cascão fugiu do banho, inclusive quando era bebê.

Seu Antenor acha que a esposa é a maior pé-frio e vai para a rua pedir ajuda com especialistas. Encontra com Cebolinha criando plano infalível contra a Mônica e pede ajuda para dar banho no Cascão. Cebolinha pensa em torturar o Cascão preso na parede enquanto ele e Seu Antenor joga água da mangueira mascarados, mas vê que não era para o Cebolinha criar o plano, e, sim, ajudar no plano que Seu Antenor criou e não gosta e faz ajustes no plano do Seu Antenor.

Mais tarde, a festa está pronta, Seu Antenor de banho tomado, casa com aroma de lavanda e Dona Lurdinha comenta que a mulher pé-frio sabe organizar festinhas. Seu Antenor sente falta do Cascão, resolve chamá-lo na rua, abre a porta e cai um balde d'água na sua cabeça. Cascão chega e se assusta, Seu Antenor pergunta se foi o filho quem colocou balde aí, Cascão não quer saber de tanta água e Seu Antenor acha que foi a esposa quem esqueceu.

Seu Antenor fala que o filho tem que se arrumar. Cascão fala que já está com a roupa do aniversário, igual as outras que tem, e colocou perfume e usou cotonete. Seu Antenor diz que não é para esquecer do banho, ri e diz para o filho que fica emocionado com as festas dele. Em seguida, o pai vê um vaso de flores em frente à porta e pensa que foi a namorada que deu de presente para o Cascão. Ao segurar, esguicha água na cara dele.

Cascão espanta que o pai está todo molhado, fala para sentar na cadeira e Seu Antenor se molha porque colocaram balão com água em cima do assento. Cascão acha que tem treta por ali, Seu Antenor disfarça e brinca com o filho de colocar rabo no burro sem olhar e esguicha água no quadro do burro no Seu Antenor. Em seguida, aparece um carteiro entregar presente para o Cascão, Seu Antenor abre a caixa e esguicha água de mangueira na cara dele.

Cascão acha que o pai está abusando de banho, afetou a cuca e manda esfriar a cabeça encostado na parede embaixo dos balões, aí os balões estouram e cai água no Seu Antenor, se molhando todo. Ele vai tomar outro banho enquanto Cascão recebe seus convidados da festa. Após o banho, Seu Antenor desiste de dar banho no filho. Ele cumprimenta os amigos do Cascão e Cebolinha quer tirar uma foto do Cascão com Seu Antenor, que se aproxima do Cebolinha avisando que mudou de planos e não vai mais pegar o Cascão e Cebolinha joga jato d'água nele ao disparar a câmera.

Cebolinha reclama que Seu Antenor fica na frente e não conseguem dar banho no Cascão e mostra o plano fajuto dele no início e deu mexida criando os seus próprios planos infalíveis e viu a cara quando abriu o presente, sentou na cadeira, cheirou a flor e tudo mais. Seu Antenor se espanta que foi o Cebolinha quem armou toda a enxurrada e Cascão fica revoltado que o próprio pai se juntou com o Cebolinha para dar banho nele e se crescer traumatizado a culpa não vai ser dele.

Cebolinha quer aproveitar que o Cascão está tendo xilique para dar o golpe de misericórdia, joga um bolo cheio d'água que cai no Seu Antenor. Cebolinha e Cascão zoam da cara do Seu Antenor, maior comédia e lástima e que precisa tomar outro banho e bem gelado para esfriar a cabeça. No final, Seu Antenor corre atrás dos meninos pela rua par abater neles e Dona Lurdinha comenta que todo aniversário é assim e depois ela que é pé-frio.

Uma boa história em que o pai do Cascão e o Cebolinha se juntam para dar banho no Cascão bem no aniversário dele. Cebolinha não gosta do plano infalível que Seu Antenor tinha criado e cria os seus próprios planos, só que em vez do Cascão se molhar era sempre o Seu Antenor que se molhava no lugar. No final, Cebolinha e Cascão zombam do Seu Antenor, que sai correndo atrás deles para bater.

Foram vários planos seguidos, uma tentativa fracassada atrás da outra por causa das trapalhadas do Seu Antenor. Erro foi dele que ficava sempre na frente onde tinha as armadilhas para dar banho no Cascão. Pelo menos o presente não devia abrir, era o aniversariante que tinha que abrir. Seu Antenor também não imaginava que Cebolinha era capaz de criar planos infalíveis mirabolantes, pelo visto nunca teve interesse de saber por que o filho apanhava tanto da Mônica e aparecia surrado em casa.

Vimos o Seu Antenor parecendo crianção, bem atrapalhado, não à toa se molhou 8 vezes durante o plano, isso sem contar a vez na banheira antes da festa. Pareceu "Chaves" em episódio que queriam dar banho nele. Seu Antenor até culpava Dona Lurdinha que não conseguia dar banho no filho por causa dela, mas foi comprovado que era tudo por causa dele. Curioso a festa só com 4 convidados e sem meninas dessa vez.

Cebolinha fazia muitos planos infalíveis para derrotar a Mônica, dar banho no Cascão e tirar a fome da Magali, mas sem dúvida de todos esses, a missão impossível seria dar banho no Cascão. Com a Mônica ainda quase conseguia derrotá-la se não fosse os outros entregarem os planos, assim como era com a Magali, mas com Cascão escapava assim que percebia algum movimento de água, diferente das meninas que tinha alguém para estragar.

Foi uma autêntica história de anos 2000, com traços feios e estranhos característicos da época, muitas caretas, biquinhos, personagens passando mão na cabeça, roteiro com enrolações e com linguajar diferente como "uia", "bocoió" e várias gírias. A ideia da história é boa, mas o desenvolvimento com as enrolações e linguajar assim fica menos atraente, poderia ficar melhor se pelo menos não tivessem as caretas desnecessárias como cabelo dos personagens saírem da cabeça quando se assustavam.

Teve tiradas engraçadas como Lurdinha dizer que marido não consegue pregar quadro na parede, quanto mais um plano infalível, Seu Antenor relembrando outros momentos que o Cascão fugiu do banho, inclusive quando era bebê, dizer para o Cebolinha "meu amigo de filho preferido", Cebolinha pensando em torturar o Cascão preso na parede enquanto ele e Seu Antenor jogam água da mangueira mascarados, Cascão dizer "isso é água", Seu Antenor responder que "Suco de goiaba que não é", Seu Antenor não saber o nome do Xaveco e chamá-lo de "menino que nunca sei o nome" entre outras. Nessas histórias dos anos 2000, costumavam as tiradas que deixavam engraçadas e não a situação e enredo da história em si.


Jeremias e Titi apareceram com calça para representar a "Turma do Bermudão", que foi criada também nos anos 2000, formado por Titi, Franjinha, Jeremias e Manezinho e apareciam de calça para representar que eram pré-adolescentes que estavam começando a sair da infância e terem outros interesses, eu achava uma bobagem essa "Turma do Bermudão", atualmente não tem mais.

História é incorreta atualmente por pais e Cebolinha quererem dar banho no Cascão á força, como se fossem vilões e hoje em dia apenas os vilões como Doutor Olimpo, Cremilda e Clotilde e Cúmulus ou todos os vilões reunidos na S.U.J.O.C.A. que tentam dar banho nele. Ainda assim muito raramente agora histórias nesse estilo de darem banho no Cascão. Também é errado hoje Dona Lurdinha a aparecer de avental e hoje também personagens não falam mais gírias assim e nem expressões populares, deixam linguagem mais formal e menos textos.


FELIZ ANIVERSÁRIO, CASCÃO!!!