sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Ano de 1954 – Um Retrospecto Social, Político e Cultural

 Ano de 1954 – Um Retrospecto Social, Político e Cultural



Ano de 1954 – Um Retrospecto Social, Político e Cultural


Página 1: Casamento de Fanny Nascimento Bitencourt e Dr. Augusto Neves Ribeiro

Imagem principal (centro da página, em preto e branco, com borda decorativa):
Fotografia formal do casal em frente à capela do Hotel Trianon, em São Paulo. A noiva, Fanny Nascimento Bitencourt, veste um vestido branco de corte tradicional, com mangas longas de renda, véu curto preso por grinalda de flores artificiais brancas e buquê fechado de orquídeas. O noivo, Dr. Augusto Neves Ribeiro, está de terno preto, gravata borboleta e flor branca na lapela. Ambos olham levemente para a câmera, com postura solene e sorrindo discretamente.

Legenda sob a foto:
“O enlace do Dr. Augusto Neves Ribeiro com a jovem Fanny Nascimento Bitencourt, realizado na Capela do Hotel Trianon, em São Paulo, foi um dos mais concorridos da temporada.”

Foto secundária (canto superior direito):
Retrato individual da noiva, em close, com fundo neutro. Cabelos puxados para trás em coque baixo, joias discretas (brincos de pérola e pulseira fina), olhar sereno. A imagem é emoldurada por uma guirlanda de papel jornal impressa com motivos florais — recurso gráfico comum em cadernos sociais da época.

Texto ao lado esquerdo:
“O casamento civil foi celebrado no 2º Ofício de São Paulo, às 16 horas, perante o Dr. Juiz de Direito. A cerimônia religiosa seguiu-se às 18 horas, na capela do Hotel Trianon, com missa privada rezada pelo Pe. João Batista de Almeida.”

Menção final em itálico (rodapé):
“O casal partiu em viagem de núpcias para o Rio de Janeiro, onde permanecerá por duas semanas.”


Página 2: Casamento de Júlia D’Ávila Lupion e Rey Goulart Gandara

Imagem principal (ocupando dois terços da página):
Cena externa da Igreja de Santa Teresinha, em Curitiba. A noiva, Júlia D’Ávila Lupion, desce os degraus da igreja conduzida pelo pai, o Major Moisés Lupion. Seu vestido é de cetim branco, com cauda curta, véu longo apoiado sobre tiara com strass. O noivo, Rey Goulart Gandara, espera ao lado de dois padrinhos de casaca. A rua está enfeitada com bandeiras brasileiras e flores penduradas entre postes.

Legenda destacada (em caixa alta):
“A MAIS BELA FESTA DO ANO — Casamento de Júlia D’Ávila Lupion, filha do Senador Moisés Lupion, com o Sr. Rey Goulart Gandara, filho do ex-Governador Luiz Gandara.”

Foto inferior (emoldurada por moldura estilizada):
Retrato dos noivos durante a recepção no Salão Nobre do Hotel Trianon, em Curitiba. Ambos estão de costas para uma grande mesa decorada com arranjos de cravos, velas altas e toalhas de linho. Ao fundo, convidados em traje de gala, homens de smoking, mulheres com vestidos longos e joias. Um garçom serve champanhe em taças finas.

Texto à direita:
“Estiveram presentes, entre outras figuras ilustres, o Cel. Manuel Aranha, o Dr. José Hauer, o Cônsul da Itália e representantes do comércio e indústria paranaense. A festa prosseguiu até altas horas, com música ao vivo da Orquestra Carlos Gomes.”

Destaque em negrito (final do texto):
“Trata-se da união de duas das mais tradicionais famílias do Paraná.”


Página 3: Homenagem ao General Juarez Távora

Imagem principal (corte vertical, destaque central):
Fotografia do General Juarez Távora em pé, de uniforme completo com condecorações, saudando a plateia com a mão erguida. Fundo com bandeira do Brasil e estandarte do Exército. A cena ocorre no Salão de Honra do Clube Militar de Curitiba.

Legenda em caixa alta:
“HOMENAGEM AO GENERAL JUAREZ TÁVORA — HERÓI DA REVOLUÇÃO DE 30 E CANDIDATO PRESIDENCIAL”

Foto menor (canto esquerdo):
Cerimônia de entrega de placa comemorativa. O General recebe das mãos do Major José de Oliveira uma placa de bronze com os dizeres: “Ao Ilustre Soldado da Pátria – Curitiba, 1954”. Ambos sorriem; ao fundo, oficiais em forma.

Texto ao lado direito:
“Promovida pela Sociedade de Amigos do Exército e pelo Comando da 5ª Região Militar, a solenidade celebrou a visita do General ao Paraná. Em seu discurso, Juarez Távora agradeceu o carinho da população sulina e reafirmou seu compromisso com a unidade nacional e o desenvolvimento do interior.”

Detalhe gráfico:
A página traz, no topo, o brasão do Exército Brasileiro e, no rodapé, a logomarca do jornal Diário da Tarde, de Curitiba.


Página 4: Inauguração da Fábrica Tabajara

Imagem dominante (horizontal, parte superior):
Corte da fita inaugural. Um grupo de oito homens em terno e chapéu corta a fita vermelha na entrada da fábrica Tabajara, localizada na Avenida República Argentina, em Curitiba. À esquerda, o prefeito Iberê de Mattos; ao centro, o empresário fundador da Tabajara, Sr. José Maria de Oliveira; à direita, representante da indústria de embalagens de São Paulo.

Legenda em negrito:
“INAUGURAÇÃO DA FÁBRICA TABAJARA — NOVO IMPULSO PARA A INDÚSTRIA PARANAENSE”

Foto inferior (em corte retangular):
Interior da fábrica. Operários em macacões azuis trabalham em máquinas de embalagem de alimentos. Ao fundo, esteiras transportando caixas com o logotipo “Tabajara – Produtos do Paraná”. Uma mulher jovem opera uma máquina de selagem, com óculos de proteção.

Texto central:
“A unidade, que empregará inicialmente 120 operários, produzirá embalagens para café, açúcar, farinha e outros produtos regionais. O investimento, de mais de 15 milhões de cruzeiros, representa um marco na autonomia industrial do Estado.”

Destaque ao final:
“Estima-se que, até o fim do ano, a Tabajara exportará para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.”


Página 5: Instalação do “Eletrofio” em Curitiba – Modernização Urbana

Imagem principal (fotografia em preto e branco, ocupando a metade superior da página):
Operários em cima de postes de madeira instalando cabos elétricos grossos nas ruas do centro de Curitiba. Um dos trabalhadores está conectando um fio a um isolador de porcelana, enquanto outro segura uma bobina de fio. Ao fundo, prédios comerciais com toldos, bondes parados e transeuntes observando a cena. A placa de uma loja — “Casa dos Tecidos São José” — é visível à direita.

Legenda em caixa alta:
“INAUGURAÇÃO DO NOVO SISTEMA ‘ELETROFIO’ — CURITIBA ENTRA NA ERA DA ILUMINAÇÃO MODERNA”

Texto ao lado esquerdo (em coluna estreita, com letras miúdas):
“A Companhia de Eletricidade do Paraná concluiu, nesta semana, a instalação do novo sistema de fiação subterrânea e aérea conhecido como ‘Eletrofio’, que substituirá os antigos cabos expostos. O projeto, iniciado em 1952, visa reduzir acidentes, melhorar a eficiência da rede e modernizar a paisagem urbana.”

Detalhe técnico (em destaque, caixa média):
“O ‘Eletrofio’ utiliza condutores isolados com camada dupla de borracha vulcanizada, permitindo maior capacidade de carga e segurança contra intempéries.”

Foto secundária (canto inferior direito, pequeno recorte):
O engenheiro-chefe da companhia, Sr. Alcides Moraes, aponta para um diagrama do novo sistema em frente a um carro modelo 1953. Veste terno e óculos redondos; segura um capacete de obra na outra mão.

Menção final (rodapé da página):
“A obra, orçada em 8 milhões de cruzeiros, foi financiada com recursos do BNDE e contou com assistência técnica da Siemens do Brasil.”
















HQ "Cascão na escola"

 

HQ "Cascão na escola"


Dia 15 de outubro é o "Dia dos Professores" e em homenagem mosto uma história em que o Cascão foi professor de Medicina em uma faculdade por um dia para escapar de dois garotos após ele ter trapaceado no jogo de bafo. Com 7 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cascão N° 31' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Cascão Nº 31' (Ed. Abril, 1983)

Cascão foge de dois meninos valentões depois de trapacear no jogo de bafo, colocando chiclete na palma da mão para virar as figurinhas e entra pela janela de uma faculdade. Os meninos vão conferir se ele entrou na janela, Cascão se disfarça de professor com um jaleco que estava na cadeira, dá tapas neles, reclamando que aparecem quando estava se preparando para dar aula.

O diretor vê o Cascão, pensa que é o novo professor de Medicina e o leva para sala de aula. Cascão fica sem saber o que falar para os alunos, se apresenta, diz que parece que vai chover, pergunta se viram o final da novela e se está tudo bem com eles e os alunos só olham para a cara dele. Cascão se prepara para dizer a verdade, quando vê os meninos no lado de fora da faculdade e diz que ele é o maior médico do mundo e melhor professor de Medicina.  

Cascão chama os meninos, diz que não estão bem, pisa nos pés deles com a cadeira que servia para deixá-lo mais alto, e conta que estão com a rara doença "figurinos escleróticos", causada com constante contato com figurinhas e é altamente contagiosa, principalmente se forem figurinhas premiadas. Como dizem que as dele são premiadas, Cascão quer providenciar dois caixões, com mais ou menos um metro e cinquenta cada. Para salvá-los, os meninos precisam colocar todas as figurinhas no bolso dele.

Eles colocam no bolso, mas cai uma no chão, Cascão sai da cadeira, reclamando que faltou justo a figurinha do Falcão, a mais difícil de todas. Os meninos e os alunos descobrem a farsa do falso professor, ficam furiosos e todos dão surra no Cascão, muita pancadaria, com palmadas no bumbum, puxões de orelhas, tapões e o expulsam, jogando pela janela. No final, Cascão todo surrado, pergunta para os leitores se tem algum médico na casa.

Engraçada essa história em que o Cascão trapaceia no bafo e se disfarça de professor de Medicina da faculdade para fugir deles. Não contente, ele inventa que os meninos tinham doença contagiosa por causa das figurinhas e tinham que colocá-las todas no bolso dele, só que entregou todo o seu próprio plano fazendo questão de ter uma figurinha difícil que caiu no chão, fazendo a maior surra que já levou, não só dos meninos que enganou como de todos os alunos da faculdade.

Cascão poderia ter ficado quieto ao ver os meninos pela janela, esperava eles irem embora e contava a verdade para os alunos que resolveria a situação, mas a ganância de ter todas as figurinhas que eles tinham o motivou a criar o plano infalível. Ou então, poderia deixar a figurinha no chão e depois que os meninos fossem embora, aí pegava Como sempre ele estraga os planos, não seria diferente estragar o seu próprio plano.

Foi uma história que plano infalível foi criado por acaso, às vezes acontecia de planos acontecerem de acordo com as circunstâncias que apareciam. Os garotos foram figurantes aparecendo só nessa história e apenas o branco que teve nome revelado como João, o negro ficou sem nome. Personagem se disfarçar quando estava em perigo era normal na época, com inspiração em desenhos animados como Pernalonga, Pica-Pau, Manda-Chuva, Scooby Doo, etc.  

O título poderia ser "Cascão na faculdade" já que ele não foi professor de escola e nem poderia mudar para um ambiente escolar normal porque a faculdade foi fundamental para o Cascão ser passar por médico que diagnostica doença rara nos meninos. Além do "Dia dos Professores", a história ajudou a homenagear também o "Dia do Médico" comemorado dia 18 de outubro. 

Foi engraçado ver Cascão enganando os outros, perguntar se viram final de novela, ficar em cima de uma cadeira e pisar nos meninos, dizer que eles estavam com doença rara contagiosa e fatal e teria que encomendar dois caixões e a farsa descoberta com muita pancadaria. Hilário o aviso do narrador-observador dizer que a surra foi censurada e deixou só as onomatopeias porque seria impróprio para o horário e os leitores verem tais cenas. Não que a violência traumatizaria os leitores da época, foi só para dar graça e também agilizar nos desenhos. Hoje é incorreta por Cascão trapacear em jogo de bafo, enganar todo mundo sendo professor que na verdade não é, toda a violência do Cascão apanhar de todo mundo que estava na faculdade, dizer que apanhou na bunda, levou puxões de orelha, aparecer surrado, adultos baterem nele, além do menino negro com lábios bem grossos.

Os traços muito bons, típicos da primeira metade dos anos 1980, um pouco antes dos personagens terem os traços consagrados a partir de meados de 1984. Curioso os quadrinhos repetidos dos alunos assistindo ao Cascão a dar aula, diferente desses desenhos serem de copia e cola de programa de  computador, eles criavam o quadrinho com a imagem a mão e depois tirava xerox e colava. Queriam agilizar o desenho, mas bem que poderiam ter desenhado cada quadrinho com os alunos com expressões diferentes, até porque também dá trabalho de tirar xerox, recortar papel e colar onde queria, não muda muita coisa. Teve erro mínimo de meias dos garotos pintadas com as cores dos sapatos na penúltima página. Propagandas inseridas na história eram comuns na época e dessa vez foi do achocolatado "Toddy" na primeira página. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cascão  Nº 12' (Ed.Globo, 1990).

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 12' (Ed. Globo, 1990)

FELIZ DIA DOS PROFESSORES!!!

O Aniversário do Cebolinha: HQ "Um presente lambão"

 

O Aniversário do Cebolinha: HQ "Um presente lambão"


Hoje, dia 24 de outubro, é o aniversário do Cebolinha e, então, mostro uma história em que o Cebolinha leva para casa um cachorro que viu na rua, dando muita confusão em sua festa de aniversario. Com 17 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 183' (Ed. Globo, 2001).

Capa de 'Cebolinha Nº 183' (Ed. Globo, 2001)

Dona Cebola confere que está tudo em ordem para a festa de aniversário do Cebolinha e vai comprar o presente de carrinho de bombeiro para o filho. Cebolinha chega e pergunta para a mãe se pode ficar com ele. Dona Cebola diz que já ele já havia pedido e está saindo para comprar, quando se depara com um cachorro dentro de casa.

Cebolinha fala que deu nome de Pitoco ao cachorro em homenagem ao Capitão Pitoco das história sem quadrinhos, que o pedido de presente era ele, que o cachorro o seguiu do campinho até ali, até por ter ficado jogando bolachinhas para ele. Dona Cebola diz que ele já tem o Floquinho, dois cachorros é demais, Cebolinha  fala que pode trocar o carrinho de bombeiro pelo cachorro com  presente de aniversário e Dona Cebola deixa até aparecer o dono.

Cebolinha espera que Pitoco não tenha dono e vai mostrar a casa para ele, apresenta para o Floquinho, dizendo que teria que dividir a casinha e os cachorros brigam. Cebolinha leva Pitoco para dentro de casa, Dona Cebola não quer porque os convidados do aniversário estão chegando, mas eles chegam naquele momento. Quando abre a porta, era Mônica, Cascão e Magali e Pitoco avança neles e lambe o Cascão.

A turma pergunta que cachorro é aquele, Cebolinha diz que ganhou de aniversário, quando Pitoco mija ao lado da mesa da festa. Cebolinha quer ajuda para limpar antes que a mãe veja, mas Dona Cebola chega logo e vê o xixi ali. Cebolinha dá desculpa que é guaraná e Dona Cebola manda o filho limpar. Em seguida, chegam os outros convidados e Pitoco os recepciona com lambidas no Franjinha.

Depois, começa a festa, Cebolinha manda Pitoco ficar ali enquanto guarda os presentes, depois que volta quer colocar música e dá falta do CD da "Britnei Espirro" (Britney Spears). Pitoco estava com o CD na boca e deixa todo babado. Então, vão ouvir o CD de cantigas de ninar do Ursinho Bilu que a Mônica levou e brincam de dança da vassoura: quando parar a música, trocam de par e quem sobrar fica com a vassoura.


Quando para a música, Pitoco ficou com a vassoura e vai derrubando tudo pela sala. Cebolinha tira a vassoura da boca dele e o deixa preso no quarto. A turma fica assustada com o "monstro" enquanto Pitoco latia no quarto. A turma reclama dos latidos e do nada ele para. Cebolinha vai conferir e vê Pitoco destruindo seus presentes. 

Em seguida, o cachorro vai atrás da turma para lambê-los, correm dele e derruba Dona Cebola que estava levando salgadinhos e refrigerantes. Pitoco se esconde na caixa de mágicas que o pai alugou para a festa e joga tudo na sala, aí além de cachorro, ficaram coelhos e pássaros pela sala e a turma desesperada.

A campainha toca, era Maria Cleuza, a dona do cachorro, estava triste que fugiu e por isso demorou para chegar. Na verdade, se chamava Rosquinha, Maria Cleuza vê, fica feliz e pergunta por onde ele andou. Cebolinha responde que só estava dando um auê dentro da casa dele e pode levá-lo e, assim, Maria Cleuza leva o Rosquinha.

Dona Cebola sente pelo filho, Cebolinha diz que no fundo preferia o carrinho de bombeiros mesmo. Dona Cebola fala que ligou par ao marido e ele vai comprá-lo. Seu Cebola chega com o presente, diz que o carrinho acabou e trouxe outro, um cachorrinho de corda e Cebolinha desmaia, pensando que era um filhote de cachorro que nem o Pitoco/ Rosquinha.

História legal em que o Cebolinha pede pra mãe um cachorro que viu na rua como presente de aniversário e passa sufoco na sua festa com o cachorro que era bagunceiro e lambe os convidados, faz xixi no chão, corre pela casa atrás dos convidados, derruba móveis e os presentes que o Cebolinha ganhou. No final, a verdadeira dona aparece, leva o cachorro e Seu cebola dá um presente de um cachorrinho de corda e Cebolinha desmaia, pensando que era um filhote de cachorro.

Se o Cebolinha soubesse como era o Pitoco, nunca teria cogitado de levá-lo pra casa. Cebolinha aprendeu lição de que não deve levar cachorro que não conhece para casa e ficou aliviado que tinha dona. Foi engraçado ver as peripécias do Pitoco na festa, apesar de bonzinho, queria brincar com todo mundo que parecia que estava atacando os convidados. O presente do Seu Cebola na caixa, o Cebolinha não deu pra ver que era boneco de corda, por isso pensou que era um filhote de cachorro de verdade. Se fosse de verdade, seria pior porque um filhote é mais arisco ainda.

Engraçado a Monica chamando o cachorro de monstro mesmo tendo o Monicão que tem comportamento bem semelhante que o Pitoco. Magali ficou preocupada se ele comia muito porque poderia comer toda a comida da festa e sobrar nada para ela. Cascão se molhou com a lambida, mas vimos que ele gosta de se molhar com lambida de cachorro, gosta também de suor, talvez por aspecto nojento, o que não gosta é de água limpa. 

Vimos também que o Cebolinha é fã da Britney Spears, não foi  a única vez que demonstrou interesse por ela, tiveram outras histórias depois com ele citando a cantora, sempre parodiada como Britnei Espirro. Legal também a rivalidade canina entre o Floquinho e o Pitoco, apesar de ambos serem bonzinhos, mas têm ciúmes e não gostam de outro cachorro na mesma casa. 

O Nimbus se interessou por mágica na festa porque já tinham mudado personalidade de que ele era o mágico oficial da turma, se o Pitoco não tivesse estragado a caixa de mágica, tudo indica que o Nimbus seria o mágico da festa. A Marina teve medo do Pitoco, algum tempo depois deixaram a Marina com característica de que tinha medo de cachorros, atualmente essa personalidade dela foi descartada.

Capitão Pitoco é um super-herói famoso de histórias em quadrinhos e desenhos animados ficcional da MSP  de quem os meninos eram fãs e já foi tema de histórias próprias a partir dos anos 2000, assim como o Ursinho Bilu, personagem ficcional de desenhos animados que a turminha assistia, também citado nesta história, presente a partir dos anos 1990. 

Tudo indica que a história foi escrita pelo Paulo Back e colocou a menina dona do cachorro chamada de Maria Cleuza, com uma função que seria da Denise, provavelmente para homenagear o roteirista Emerson Abreu e a história dele "O concurso das Denises", de 'Mônica Nº 160' (Ed. Globo, 2000), onde foi revelado que a verdadeira Denise se chamava Creusa Maria.

A história não foi uma ideia original, já tiveram outras histórias em que o Cebolinha e a Mônica levam cachorros de rua para casa e mãe que não quer cachorro em casa, a mais recente, até então, foi "Adivinha quem veio para morar?", de 'Cebolinha Nº 87' (Ed. Globo, 1994), sempre são divertidas histórias assim. Curioso que nesse gibi do 'Cebolinha Nº 183' tiveram duas histórias com cachorro lambão no mesmo gibi, essa de abertura e outra de miolo, só que com o Bidu sendo o cachorro lambão.


Foi bom que "Um presente lambão" teve uma piada final. Histórias de aniversário ou comemorativas atualmente não têm mais piadas finais, agora finais são só personagens juntos desejando feliz aniversário para o aniversariante, ficando repetitivo, quando a gente vê história comemorativa, a gente já sabe como é o final sem nem ler o gibi por dentro, fica cansativo. É incorreta hoje em dia por Cebolinha trazer um cachorro desconhecido de rua para casa e ainda obrigar a mãe a aceitar ficar com o cachorro e não ter um final feliz para ele justo no seu aniversário, além da Dona Cebola aparecer de avental na primeira página.

Os traços ficaram bons, mas já começando a dar diferença em relação aos dos anos 1990, já dando cara de estilo dos anos 2000. Mônica e Magali dessa vez apareceram de sapatos na festa por ser data especial, mas teve erro de elas aparecerem sem sapatos na antepenúltima e penúltima páginas da história. Curioso também o título de ter crédito como "Aniversário do Cebolinha" e não apenas "Cebolinha", era um costume que colocavam em histórias dos anos 2000 com esse tema, para enfatizar que era uma história de aniversário.

FELIZ ANIVERSÁRIO, CEBOLINHA!!!