quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O Circo de Gavarnie: Maravilha Natural e Histórica dos Pirenéus

 

Circo de Gavarnie
circo glaciar
País França
CordilheiraPirenéus
Região administrativaMidi-Pirenéus
DepartamentoAltos Pirenéus
ComunaGavarnie
Altitude3 248 m
Circo de Gavarnie está localizado em: Pirenéus
Circo de Gavarnie
Localização do Circo de Gavarnie nos Pirenéus
Coordenadas42° 41′ 50″ N, 0° 00′ 30″ O

O circo de Gavarnie (em francês: cirque de Gavarnie) é um circo glaciar situado na parte francesa do maciço montanhoso dos Pirenéus, na comuna de Gavarnie, departamento dos Altos Pirenéus e região de Midi-Pirenéus. Faz parte do Parque Nacional dos Pirenéus e desde 1997 que está classificado pela UNESCO como Património Mundial, como parte do sítio Pirenéus-Monte Perdido, partilhado entre a França e a Espanha, e faz parte da Rede dos Grande Sítios de França.

Constituído por uma muralha rochosa semicircular com seis quilómetros de perímetro, é um dos locais mais vistados dos Pirenéus franceses. O terreno calcário cinzento, rosa e ocre foi retorcido e elevado a mais de 3 000 metros de altitude. A parede tem cerca de 1 500 m de altura desde o fundo do vale até a alguns dos cumes mais altos dos Pirenéus, como o Grande Astazu, a torre do Marboré (ou de Gavarnie), o pico do Taillón, o pico do Casco do Marboré (ou de Gavarnie) e o pico do Marboré. Este último, com 3 248 m de altitude, é o ponto mais alto do circo.

A cascata de Gavarnie, situado no circo, tem 422 m de altura e é frequentemente apontada como a mais alta da França Metropolitana e mesmo da Europa. A Brecha de Rolando é outra curiosidade geológica do circo; trata-se de uma fresta natural na crista do cimo do circo, situada a 2 807 m de altitude, com 40 m de largura e 100 m de altura que marca a fronteira entre Espanha e França.

Toponímia

O circo chama-se ola de Gavarnia em gascão. A primeira parte de Gavarnie tem provavelmente a mesma raiz que gave, a designação genérica dos cursos de água que nascem na região. A origem da segunda parte do nome é mais incerta; segundo Marcel Lavedan, o topónimo pode significar "local elevado situado no interior".[1]

Geografia

Panorâmica do circo de Gavarnie com alguns dos cumes que o rodeiam assinalados

O circo situa-se no sudoeste da França, nas encostas setentrionais das linha de tergos que marca a fronteira com Espanha. A aldeia de Gavarnie, a mais alta do departamento dos Altos Pirenéus,[2] com menos de 150 habitantes permamentes, situa-se ligeiramente a jusante da junçao entre o fundo do circo de Gavarnie, onde corre o gave (ribeira) de Gavarnie, e o vale dos Pouey Aspé, onde corre o gave de Tourette, na parte alta do vale de Gavarnie. Lourdes situa-se cerca de 50 km a norte.

O circo é rodeado de numerosos cumes; de leste para oeste: o Pequeno Astazu (ou Astazu ocidental, com 3 012 m de altitude), o pico Marboré (3 248 m), o pico Brulle (ou da Cascata central; 3 106 m), o pico da Cascata, o Ombro do Marboré (Épaule du Marboré; 3 073 m), a torre do Marboré (ou de Gavarnie; 3 009 m) e o Casco do Marboré (ou de Gavarnie; 3 006 m).[carece de fontes]

O semicírculo constituído pelo circo tem cerca de seis quilómetros de perímetro. O fundo do circo, onde se encontram os hotéis, situa-se a cerca de 1 570 m de altitude. A altura das encostas praticamente verticais é cerca de 1 500 m, em três "andares" sucessivos separados por plataformas semelhantes a bancadas menos inclinadas.[carece de fontes]

No meio do circo, ligeiramente para o lado da encosta oriental, encontra-se a cascata de Gavarnie, com 422 m de altura, onde nasce o gave de Gavarnie, afluente do gave de Pau. Na linha de cumeadas da parte superior do circo há vários antigos glaciares: o da Brecha, o do Casco, o da Épaule, o da Cascata e o glaciar ocidental do Marboré.

O circo é de origem glaciar. Os terrenos cinzentos, ocres e rosados foram retorcidos e elevados até mais de 3 000 m de altitude. Os glaciares do Quaternário "sobreescavaram" as bacias de Pragnères, de Gèdre e de Gavarnie; as águas "serraram os ferrolhos" rochosos que as separavam e criaram desfiladeiros, como a garganta de Saint-Sauveur, o mais caraterísticos de todos. A Brecha de Rolando, um entalhe criado por um glaciar, é uma curiosidade geológica.[carece de fontes]

História

Fotografia do circo e da aldeia de 1900
O circo no inverno

No século X, Gavarnie era um simples aldeola de pastores, apesar de ser menos adequado à pastorícia do que o vizinho circo de Troumouse. Contudo, situa-se perto da portela de Boucharo (também chamado de Gavarnie ou, aragonês, de Buixaruelo), na rota de peregrinação de Santiago de Compostela e a sua igreja é uma das etapas do Caminho de Santiago, onde os peregrinos pedem proteção à Virgem do Bom-Porto. Em 1794, durante a Primeira República, foi enviado para a aldeia um destacamento militar para proteger a fronteira das incursões espanholas. A partir daí a aldeia desenvolveu-se, até que em 1842 foi constituída em comuna (município).[2][3]

No fim do século XVIII e durante o século XIX, o circo foi objeto de numerosos estudos botânicos, geológicos e topgráficos, como os realizados por Louis Ramond de Carbonnières (1755–1827). Pireneístas como Henry Russell (1834–1907) e Margalide et Louis Le Bondidier (1878–1945) interessaram-se pelos cumes de Gavarnie. Escritores como Victor Hugo, pintores como Franz Schrader e fotógrafos deram a conhecer a beleza do local. Todos esses vistantes foram acompanhados pelos guias de montanha locais como François Bernat-Salles, Hippolyte e Célestin Passet, Rondou, Laurens ou Henri Courtade.[2][3]

Turismo

Ocirco é acessível pelo fundo do vale a partir da aldeia de Gavarnie ou por cima, pelas escadas dos Sarradets. O município obriga a que os automóveis fiquem num parque de estacionamento pago que na prática é uma estrada que foi transformada em parque. A Brecha de Rolando é acessível a pé a partir do parque das Tentes situado depois da estância de esqui de Gavarnie-Gèdre. O acesso em automóvel ao porto de Boucharo é proibido, havendo um parque gratuito próximo. Quando as cascatas gelam, são usadas para escalada no gelo.[carece de fontes]

O Festival de Gavarnie é um festival de teatro que se realiza anualmente no verão no circo, que atrai cerca de 10 000 espetadores durante as duas semanas que dura. O grande afluxo de turistas provocado pelo festival, tem levantado receios de que a classificação de Património Mundial possa estar em risco, devido às condições de proteção ecológica não serem compatíveis com a presença de tanta gente.[carece de fontes]

Notas e referências

  1. «Gavarnie» (em francês). Le monde des Pyrenees. www.pyrenees-pireneus.com. Consultado em 14 de agosto de 2015
  2.  «Le cirque de Gavarnie, splendeur géologique» (em francês). Natura 7. www.e-natura.com. Consultado em 14 de agosto de 2015
  3.  «Un peu d'histoire» (em francês). Turismo de Gavarnie. ete.gavarnie.com. Consultado em 2 de novembro de 2015

O Circo de Gavarnie: Maravilha Natural e Histórica dos Pirenéus

O Circo de Gavarnie (em francês: cirque de Gavarnie) é um impressionante circo glaciar localizado na vertente francesa do maciço montanhoso dos Pirenéus, na comuna de Gavarnie, departamento dos Altos Pirenéus (região de Occitânia).

Reconhecido mundialmente pela sua grandiosidade paisagística, o local faz parte do Parque Nacional dos Pirenéus e está classificado desde 1997 como Património Mundial da UNESCO, inserido no sítio transfronteiriço Pirenéus-Monte Perdido (partilhado entre a França e a Espanha). Além disso, integra a prestigiada Rede dos Grandes Sítios de França.

🏔️ Geografia e Características Geológicas

Constituído por uma imponente muralha rochosa semicircular com seis quilómetros de perímetro, o circo é uma das atrações turísticas mais visitadas de toda a cordilheira.

  • Dimensões Gigantescas: O terreno em tons de cinzento, rosa e ocre foi intensamente retorcido e elevado a mais de 3.000 metros de altitude. A parede vertical ergue-se a cerca de 1.500 metros desde o fundo do vale até aos cumes mais altos.

  • Cumes Notáveis: Entre os picos que rodeiam o anfiteatro natural destacam-se o Pequeno Astazu, o Torre do Marboré, o Pico do Taillón, o Casco do Marboré e o Pico do Marboré, que, com 3.248 metros de altitude, representa o ponto mais alto do circo.

  • A Cascata de Gavarnie: Com impressionantes 422 metros de altura, é uma das quedas de água mais altas da França Metropolitana e da Europa. É nela que nasce o gave (ribeira) de Gavarnie, afluente do gave de Pau.

  • A Brecha de Rolando: Famosa curiosidade geológica, trata-se de uma fresta natural escavada na crista do circo (a 2.807 m de altitude), com 40 metros de largura e 100 metros de altura, servindo de fronteira natural entre a França e a Espanha.

📜 História

  • Origens e Peregrinação: No século X, Gavarnie era apenas uma pequena aldeia de pastores. Devido à sua proximidade com a portela de Boucharo, tornou-se uma etapa importante no Caminho de Santiago, onde os peregrinos buscavam proteção na igreja local dedicada à Virgem do Bom-Porto.

  • Desenvolvimento Moderno: Em 1794, um destacamento militar foi enviado para proteger a fronteira contra incursões espanholas. A partir daí, a localidade desenvolveu-se gradualmente, convertendo-se em comuna (município) em 1842.

  • A Era dos Pireneístas: Nos finais do século XVIII e durante todo o século XIX, o circo atraiu cientistas, botânicos, geólogos e exploradores célebres, como Louis Ramond de Carbonnières, Henry Russell e Margalide e Louis Le Bondidier. Figuras da cultura como o escritor Victor Hugo e o pintor Franz Schrader eternizaram a beleza mítica do lugar.

🧭 Turismo, Acesso e Atividades

  • Acessos: O circo é acessível a pé a partir do fundo do vale (partindo da aldeia de Gavarnie) ou pelas escadas dos Sarradets por cima. O tráfego de automóveis é restrito, exigindo o uso de parques de estacionamento nas imediações.

  • Escalada no Gelo: Durante os meses de inverno, as cascatas congeladas transformam-se em pontos de referência para a prática de escalada no gelo.

  • Festival de Gavarnie: Realizado anualmente durante o verão, este festival de teatro ao ar livre atrai cerca de 10.000 espectadores em duas semanas. No entanto, o forte afluxo turístico gerado pelo evento levanta ocasionalmente debates sobre a compatibilidade entre a conservação ecológica e o turismo em massa numa área protegida pela UNESCO.


Operação Overlord: A Batalha e o Desembarque na Praia Gold (Dia D)

 

Praia de Gold
Desembarques da Normandia, Segunda Guerra Mundial

Fuzileiros britânicos da 50ª Divisão desembarcando em La Rivière-Saint-Sauveur, na Praia Gold.
Data6 de junho de 1944
LocalArromanches-les-Bains, Asnelles e La Rivière, França
DesfechoVitória dos Aliados
Beligerantes

 Reino Unido
 Polônia
 Países Baixos

 Alemanha

Comandantes

Reino Unido Douglas Graham

Alemanha Nazista Dietrich Kraiss
Alemanha Nazista Wilhelm Richter

Forças

XXX Corpo do Exército Britânico (24 970 homens da 50ª Divisão de Infantaria)

LXXXIV Corpo da Wehrmacht

Baixas

1 000 – 1 100
(350 mortos)

Desconhecidas

Gold (em inglês Gold Beach), chamada comummente de Praia Gold, foi o nome de código de um dos cinco setores de desembarque de praia do componente de assalto anfíbio da Operação Overlord ao território da França ocupada, em 6 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. A praia Gold, a região mais central dos desembarques, estava localizada entre Port-en-Bessin no oeste e La Rivière no leste. Altas colinas na área mais ocidental da praia fez com que o desembarque principal de Gold fosse feito entre Le Hamel e La Rivière, em setores nomeados Jig e King. Tomar a praia de Gold era responsabilidade do Exército Britânico, apoiados pela Marinha Real, além de elementos navais da Holanda, Polônia e outras nações Aliadas.[1]

O objetivo das tropas Aliadas em Gold era assegurar a cabeça de praia, mover para o oeste e capturar a região de Arromanches e estabelecer contato com o exército dos Estados Unidos em Omaha, capturar Bayeux e o pequeno porto em Port-en-Bessin, e finalmente se conectar com o exército canadense em Juno no leste. A região de Gold era defendida por elementos da 352ª e 716ª Divisões de Infantaria da Wehrmacht (o exército alemão). Cerca de 2 000 defensores estavam estacionados próximos a praia. Sob a liderança do generalfeldmarschall Erwin Rommel, desde outubro de 1943 as defesas costeiras pela Normandia haviam sido fortificadas.[2]

No Dia D em Gold, o bombardeio naval começou as 05:30h da manhã de 6 de junho e os desembarques anfíbios começaram as 07:25h. Fortes ventos dificultaram as operações de desembarque e os tanques DD foram lançados ou perto demais ou longe demais do local planejado. Contudo, os bombardeios navais foram bem sucedidos. Três dos quatro canhões alemães na costa foram destruídos por disparos dos cruzadores HMS Ajax e HMS Argonaut as 06:20h. O quarto canhão continuou em operação até o período da tarde, até que a guarnição alemã da região se rendeu no dia 7. Já os ataques aéreos Aliados não foram tão bem sucedidos, com seus aviões não conseguindo atingir totalmente a fortificação alemã em Le Hamel, que tinha metralhadoras e outros armamentos com visão para as praias. O canhão alemão de 75 mm continuou causando danos até as 16:00h, quando um veículo blindado (VBER) dos engenheiros britânicos lançaram uma bomba petarda na entrada de trás do bunker. Uma segunda casamata alemã em La Rivière tinha um canhão de 88 mm que foi neutralizado por um tanque inglês as 07:30h.[1]

A infantaria britânica foi bem sucedida em limpar as fortificações alemãs ao longo da costa e avançaram terra adentro para capturar seus objetivos. Comandos (forças especiais) do exército inglês avançaram sobre Port-en-Bessin e tomaram o controle da região a 7 de junho após uma curta mas sangrenta batalha. No flanco mais a oeste, o 1º batalhão do Regimento Hampshire tomou Arromanches e a 69ª Brigada de Infantaria britânica no leste fez contato com os canadenses em Juno, conforme o planejado. Um dos atos de heroísmo na batalha foi quando o sargento-major Stanley Hollis, que recebeu a medalha Cruz de Vitória no Dia D, liderou um valente ataque contra duas casamatas alemãs na bateria do Monte Fleury. Enfrentando feroz resistência inimiga, a cidade de Bayeux, ultimo ponto estratégico a ser tomado, só caiu no dia seguinte aos desembarques. Vitoriosos em todos os seus objetivos, os britânicos perderam mais de 1 000 homens (entre mortos e feridos) na região da Praia Gold. As perdas alemãs são desconhecidas, mas presume-se que tenham sido bem altas também.[3]

Fotos

Referências

  1.  Trew, Simon (2004). Gold Beach. Col: Battle Zone Normandy. Stroud, Gloucestershire: Sutton. ISBN 0-7509-3011-X
  2. Yung, Christopher D. (2006). Gators of Neptune: Naval Amphibious Planning for the Normandy Invasion. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 1-59114-997-5
  3. Ambrose, Stephen (1993). D-Day June 6, 1944: The Climactic Battle of World War II. New York: Simon & Schuster. ISBN 978-0-671-67334-5

Operação Overlord: A Batalha e o Desembarque na Praia Gold (Dia D)

Gold Beach (chamada comumente de Praia Gold em português) foi o nome de código de um dos cinco setores de desembarque anfíbio do Dia D, em 6 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Situada no coração das praias do desembarque na Normandia, o setor representou um elo crítico entre as forças americanas a oeste e as forças canadenses a leste.

🗺️ Geografia e Contexto Tático

A Praia Gold estendia-se estrategicamente entre as localidades de Port-en-Bessin a oeste e La Rivière a leste.

  • Setores de Assalto: Devido à presença de altas colinas na extremidade ocidental, o grosso do desembarque concentrou-se entre Le Hamel e La Rivière, divididos nos sub setores Jig e King.

  • Forças Encarregadas: A responsabilidade pela tomada da praia coube ao Exército Britânico, com apoio vital da Marinha Real (Royal Navy), além de contingentes navais da Polônia, Holanda e outras nações aliadas.

🎯 Objetivos Aliados na Praia Gold

O plano tático para as forças britânicas na região envolvia uma série de etapas cruciais para assegurar a cabeça de praia e expandir o território conquistado:

  1. Assegurar a cabeça de praia e consolidar a posição costeira.

  2. Avançar para o oeste para capturar a região portuária de Arromanches (futuro local de um dos portos artificiais Mulberry).

  3. Estabelecer contato terrestre com o exército dos Estados Unidos na vizinha Praia de Omaha.

  4. Capturar a histórica cidade de Bayeux e o porto estratégico de Port-en-Bessin.

  5. Conectar-se com o exército canadense na Praia Juno, situada a leste.

🛡️ As Defesas Alemãs

A região estava sob a responsabilidade das 352ª e 716ª Divisões de Infantaria da Wehrmacht. Cerca de 2.000 defensores compunham a guarnição próxima à costa.

Sob a liderança direta do Generalfeldmarschall Erwin Rommel, as defesas do Muralha do Atlântico haviam sido significativamente fortificadas desde outubro de 1943, contando com ninhos de metralhadoras, casamatas blindadas e posições de artilharia pesada.

⏱️ O Desenrolar do Dia D (6 de Junho de 1944)

  • 05:30h: Início do intenso bombardeio naval aliado.

  • 06:20h: Os cruzadores HMS Ajax e HMS Argonaut neutralizam com sucesso três dos quatro canhões da bateria costeira alemã. O quarto canhão, contudo, resistiria até o dia seguinte, quando a guarnição se rendeu.

  • 07:25h: O desembarque anfíbio tem início. Condições adversas de ventos fortes dificultaram as manobras, e os tanques anfíbios DD (Duplex Drive) acabaram sendo lançados longe demais ou perto demais dos pontos planejados.

  • 07:30h: Um tanque britânico neutraliza com sucesso uma casamata em La Rivière equipada com um canhão de 88 mm.

Os Obstáculos em Le Hamel

Os ataques aéreos preliminares falharam em destruir totalmente a fortificação alemã em Le Hamel. Munida de metralhadoras e artilharia com linha de visão direta para as praias, a posição causou sérios danos até por volta das 16:00h, quando um veículo blindado de engenharia (AVRE) britânico conseguiu disparar uma bomba petarda diretamente na entrada traseira do bunker, neutralizando-o.

⚔️ Avanço Terra Adentro e Conquistas

A infantaria britânica conseguiu romper as defesas costeiras e avançou com determinação:

  • Port-en-Bessin: Comandos do exército britânico cercaram e tomaram o controle da região em 7 de junho, após uma curta e intensa batalha.

  • Arromanches e Bayeux: O 1º Batalhão do Regimento Hampshire conquistou Arromanches no flanco oeste. A 69ª Brigada de Infantaria estabeleceu a junção com os canadenses em Juno. Bayeux, último grande objetivo estratégico terrestre da zona, caiu em 7 de junho (no dia seguinte ao desembarque).

🎖️ Heróis e Baixas

A Heroica Ação do Sargento-Major Stanley Hollis: Condecorado com a prestigiada Cruz de Vitória (Victoria Cross) — a mais alta honraria militar britânica por bravura —, Hollis liderou um ataque audacioso e solitário contra casamatas alemãs na bateria do Monte Fleury, salvando companheiros e neutralizando posições inimigas sob fogo pesado.

  • Baixas Britânicas: Mais de 1.000 homens entre mortos e feridos na região da Praia Gold.

  • Baixas Alemãs: Embora os números exatos sejam desconhecidos, estimam-se perdas humanas e materiais muito elevadas devido ao poderio do bombardeio e à tenacidade do avanço aliado.