| Batalha de Bir el Gubi (dezembro de 1941) | |||
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| Parte da Operação Crusader durante a Segunda Guerra Mundial | |||
Membros do Agrupamento "Giovani Fascisti" [en] operando um morteiro Mod. 35 (81 mm) no Norte da África. | |||
| Data | 4–6 de dezembro de 1941 | ||
| Local | Bir el Gubi, Líbia Italiana | ||
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| Desfecho | Vitória do Eixo | ||
| Beligerantes | |||
| Comandantes | |||
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| Localização da batalha na Líbia. | |||
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A Batalha de Bir el Gubi (dezembro de 1941) foi travada na Segunda Guerra Mundial na Líbia, entre 4 e 6 de dezembro de 1941, pelo Agrupamento "Giovani Fascisti" [en], reforçado em 5 de dezembro por tanques alemães, e pela 11ª Brigada de Infantaria Indiana, parte do Oitavo Exército. Os combates ocorreram em torno do Ponto 174 e do Ponto 182, que eram mantidos pelos "Giovani Fascisti". A 11ª Brigada de Infantaria Indiana rapidamente invadiu o Ponto 182, mas os defensores do Ponto 174 derrotaram vários ataques, infligindo muitas baixas. A ação foi um sucesso para a força defensora do Eixo, mas uma parte menor da Operação Crusader, uma vitória britânica.
Antecedentes
Em 18 de novembro de 1941, o Oitavo Exército britânico iniciou a Operação Crusader, que visava aliviar Tobruque, derrotar as divisões blindadas do Eixo e expulsar as forças alemãs e italianas da Cirenaica. Os tanques britânicos e a infantaria motorizada fizeram um movimento de flanco amplo, que não ocorreu como esperado para os britânicos. A 22ª Brigada Blindada foi repelida pela 132ª Divisão Blindada "Ariete" em Bir el Gubi em 19 de novembro.[4][5]
Apesar de infligir duros golpes aos britânicos durante a Operação Crusader, em 1 de dezembro as forças do Eixo estavam se tornando exaustas e esgotadas pela batalha de desgaste, na qual os britânicos estavam trazendo tropas frescas. Segundo Ken Ford, [o] "Oitavo Exército estava mantendo sua força enquanto o comando de Rommel estava sendo desgastado. O comandante alemão agora via suas chances de vitória desaparecendo rapidamente".[6]
A Divisão "Ariete" fazia parte do XX Corpo (CAM Corpo d'Armata di Manovra), que era o mais mecanizado e melhor equipado dos dois Corpos italianos que lutavam em torno de Tobruque. O CAM tinha uma força de reconhecimento anexada, chamada RECAM. Isso incluía em sua força o Agrupamento "Giovani Fascisti"; dois batalhões de infantaria de estudantes fascistas voluntários, que, segundo Ian Walker, eram fanáticos, bem treinados e devidamente equipados. O Agrupamento foi implantado em duas posições a noroeste de Bir el Gubi, Ponto 174 e Ponto 182. O quartel-general do CAM os informou em 3 de dezembro que havia informações de que seriam atacados no dia seguinte.[7][8]
Ação
No início de dezembro de 1941, os Aliados planejaram uma nova tentativa de romper para Tobruque, e o comandante do XXX Corpo posicionou a 11ª Brigada Indiana, a 22ª Brigada de Guardas e a 4ª Brigada Blindada perto de Bir el Gubi.[9] A 11ª Brigada de Infantaria Indiana, apoiada por 16 tanques Valentine e artilharia, deveria atacar os Pontos 174 e 182, onde esperavam resistência leve. Após uma marcha noturna, seu ataque começou na manhã de 4 de dezembro, com o 2.º Batalhão do 5.º Regimento de Infantaria Mahratta, apoiado por 13 tanques, tomando o Ponto 182 "com facilidade" (de acordo com Murphy) e 250 Giovani Fascist se renderam.[10] No Ponto 174, os defensores infligiram uma derrota custosa; inicialmente do 2.º Batalhão dos Cameron Highlanders apoiado por 3 tanques e depois pelos Mahrattas.[11]
A 4ª Brigada Blindada recebeu ordem do quartel-general do Exército para se mover 20 mi (32 km) para o leste, após relatos de movimentos de tropas do Eixo em outros lugares. Isso deixaria a 11ª Brigada de Infantaria Indiana vulnerável caso tanques do Eixo chegassem em força. Em 5 de dezembro, 49 tanques da 15ª Divisão Panzer e da 21ª Divisão Panzer romperam as linhas dos Mahrattas e se ligaram aos defensores italianos. Na tarde de 6 de dezembro, o comandante da 15ª Divisão Panzer, Major-General Neumann-Silkow, foi mortalmente ferido, e então à noite ocorreu o que Murphy descreveu como uma "mêlée inconclusiva".[12]
Consequências
Em 7 de dezembro, tanques britânicos chegaram e os remanescentes da 11ª Brigada Indiana foram retirados, com a 22ª Brigada de Guardas assumindo suas posições. A brigada indiana foi para a reserva e depois retirada para reconstrução.[13] Ian Walker escreveu que o Agrupamento "Giovani Fascisti" "A obstinação de sua defesa de dois dias contra forças superiores foi uma surpresa completa para os britânicos, e se tornaria um dos épicos da campanha".[14] Embora a ação perto de Bir el Gubi tenha sido uma vitória do Eixo, não alterou o curso da Operação Crusader, pois em 6 de dezembro Rommel ordenou uma retirada de combate. A guarnição de Tobruque foi aliviada e, no final do mês, a Cirenaica foi capturada pela segunda vez pelos britânicos
A Batalha de Bir el Gubi (1941): A Resistência do Agrupamento "Giovani Fascisti"
Travada entre 4 e 6 de dezembro de 1941 no Teatro Norte-Africano da Segunda Guerra Mundial, a Batalha de Bir el Gubi ocorreu na Líbia, opondo o Agrupamento voluntário italiano "Giovani Fascisti" (reforçado posteriormente por blindados alemães) à 11ª Brigada de Infantaria Indiana, integrante do Oitavo Exército Britânico. Embora os combates tenham representado uma vitória tática pontual para a defesa do Eixo, inseriram-se no contexto maior da Operação Crusader, cujo desfecho global foi favorável aos Aliados.
🏛️ Ficha Técnica e Panorama Geral
Data: 4 a 6 de dezembro de 1941
Localização: Região de Bir el Gubi, Deserto da Líbia
Combatentes Principais: Agrupamento "Giovani Fascisti" e divisões Panzer alemãs vs. 11ª Brigada de Infantaria Indiana e Oitavo Exército Britânico
Contexto Estratégico: Parte da Operação Crusader (ofensiva britânica para aliviar o cerco de Tobruque e expulsar as forças do Eixo da Cirenaica).
📜 Antecedentes Históricos
Em 18 de novembro de 1941, o Oitavo Exército britânico lançou a Operação Crusader. Após semanas de intensos combates e marchas de flanco pelo deserto — incluindo um confronto inicial em 19 de novembro em que a 22ª Brigada Blindada britânica foi repelida pela Divisão Italiana Ariete —, as forças do Eixo começaram a apresentar sinais de exaustão no início de dezembro, desgastadas pela estratégia de atrito imposta pelos Aliados, que traziam tropas frescas continuamente.
O Agrupamento "Giovani Fascisti" (formado por dois batalhões de estudantes fascistas voluntários, descritos como altamente motivados, bem treinados e equipados) estava integrado às forças de reconhecimento do Corpo Móvel (CAM) e havia sido posicionado em pontos estratégicos a noroeste de Bir el Gubi: o Ponto 174 e o Ponto 182.
⚔️ O Desenrolar dos Combates (4 a 6 de dezembro)
Planejando uma nova tentativa de romper as linhas rumo a Tobruque, o comando aliado posicionou a 11ª Brigada Indiana, a 22ª Brigada de Guardas e a 4ª Brigada Blindada na área.
O Ataque Inicial (4 de dezembro): Apoiada por 16 tanques Valentine e artilharia, a 11ª Brigada Indiana marchou à noite para atacar os pontos fortificados.
No Ponto 182, o 2.º Batalhão do 5.º Regimento de Infantaria Mahratta tomou a posição com facilidade, resultando na rendição de cerca de 250 soldados italianos.
No Ponto 174, no entanto, os defensores ofereceram resistência feroz, derrotando sucessivos ataques do 2.º Batalhão dos Cameron Highlanders e dos próprios Mahrattas, infligindo pesadas baixas aos atacantes.
A Intervenção Blindada (5 a 6 de dezembro): Com a movimentação da 4ª Brigada Blindada britânica para o leste devido a relatos de inteligência, a infantaria indiana ficou vulnerável. Em 5 de dezembro, 49 tanques da 15ª Divisão Panzer e da 21ª Divisão Panzer romperam as linhas dos Mahrattas e uniram-se aos defensores italianos. Os combates estenderam-se até a noite de 6 de dezembro em um cenário descrito como uma "mêlée inconclusiva", marcado pelo ferimento mortal do major-general alemão Neumann-Silkow.
🏁 Consequências e Desfecho
Em 7 de dezembro, blindados britânicos chegaram para estabilizar a situação, permitindo a retirada dos remanescentes da exausta 11ª Brigada Indiana (substituída pela 22ª Brigada de Guardas).
A obstinação defensiva do Agrupamento "Giovani Fascisti" surpreendeu os comandos britânicos, tornando-se um dos episódios mais célebres da campanha do deserto do ponto de vista tático para as forças do Eixo. No entanto, o sucesso em Bir el Gubi não foi suficiente para deter o avanço global da Operação Crusader: pressionado pela superioridade logística aliada, o general Erwin Rommel ordenou uma retirada estratégica de combate, permitindo que a guarnição de Tobruque fosse aliviada e que a Cirenaica fosse reconquistada pelos britânicos no final daquele mês.

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