| Pelagosaurus | |
|---|---|
| Réplica de Pelagosaurus typus (esqueleto e placas ósseas) | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Reptilia |
| Clado: | Archosauria |
| Clado: | Pseudosuchia |
| Clado: | Crocodylomorpha |
| Subordem: | †Thalattosuchia |
| Gênero: | †Pelagosaurus Bronn, 1841[1] |
| Espécies: | †P. typus |
| Nome binomial | |
| †Pelagosaurus typus Bronn, 1841[1] | |
| Sinónimos | |
| |
Pelagosaurus (que significa "lagarto do mar aberto") é um gênero extinto de crocodiliforme Thalattosuchia que viveu durante o estágio Toarciano do Jurássico Inferior, por volta de 183 à 176 milhões de anos atrás, em mares epicontinentais rasos que cobriam grande parte do que hoje é a Europa Ocidental. A taxonomia sistemática de Pelagosaurus tem sido ferozmente contestada ao longo dos anos, e foi atribuída a Thalattosuchia após sua sistemática dentro de Teleosauridae ter sido contestada. Pelagosaurus media de 2 à 3 metros de comprimento.[2]
Descoberta
O Pelagosaurus foi originalmente descrito a partir de um espécime da Normandia, mas o holótipo de P. typus foi descoberto ao norte da cidade de Ilminster, em Somerset, Reino unido. A maioria dos restos de Pelagosaurus foi encontrada na área de Ilminster, mas numerosos outros restos, predominantemente crânios e esqueletos articulados, foram encontrados em toda a Europa Ocidental, em locais como França, Alemanha e Suíça. Os espécimes da região de Somerset provêm principalmente da pedreira de Strawberry Bank, ao norte de Ilminster; embora o local já tivesse revelado outros restos fósseis anteriormente, ele foi posteriormente coberto por construções. Um dos espécimes era o de um pequeno juvenil, fornecendo algumas informações sobre o padrão de crescimento do Pelagosaurus.[3]
Relações evolutivas
As relações evolutivas do Pelagosaurus têm sido historicamente controversas, pois existem diversas interpretações diferentes sobre sua classificação em Thalattosuchia.
Pelagosaurus foi inicialmente classificado como um Teleosauridae, com base na semelhança anatômica, por Jacques Amand Eudes-Deslongchamps, Westphal e Duffin.[4][5][6][7][8] Sua posição como um Metriorhynchidae basal foi sugerida por Eric Buffetaut em 1980.[9][10] Análises filogenéticas das décadas de 1980, 1990 e início dos anos 2000 consideraram Pelagosaurus o táxon irmão tanto de Teleosauridae quanto de Metriorhynchidae.[11][12][13] Algumas análises filogenéticas posteriores, na década de 2000, consideraram Pelagosaurus um Teleosauridae basal,[14][15][16] enquanto outros estudos subsequentes, do final da década de 2010 e início da década de 2020, o classificaram como um Metriorhynchoidea basal.[17][18]
Paleobiologia

O Pelagosaurus era bem adaptado à vida aquática; desenvolveu um focinho longo e hidrodinâmico, uma cauda com características semelhantes a barbatanas e membros em forma de remo para nadar nas águas rasas e quentes de sua época. O Pelagosaurus possuía 30 dentes adequados para caçar e agarrar peixes, crustáceos e insetos enquanto nadava; de fato, um espécime fóssil foi encontrado com um Leptolepis, um peixe Teleostei primitivo, em seu conteúdo estomacal. Seus olhos voltados para a frente e corpo hidrodinâmico sugerem que o Pelagosaurus era um predador de perseguição, em vez de um necrófago ou caçador de emboscada. O Pelagosaurus era notavelmente semelhante aos crocodilos modernos e nadava de maneira muito parecida, chicoteando a cauda de um lado para o outro, embora sua estrutura vertebral fosse ligeiramente mais ágil, provavelmente permitindo maior movimentação na água do que seus equivalentes modernos. O Pelagosaurus só emergia da água para pôr ovos ou descansar nas margens e passava o resto do dia na água para a qual estava adaptado.[3]
As comparações com outros crocodilianos mostram que era um especialista em presas pequenas, menos adequado para atacar presas grandes do que até mesmo os gaviais modernos
Pelagosaurus: o lagarto do mar aberto
Descoberta
Relações evolutivas
- Classificação inicial: Foi considerado membro da família Teleosauridae, por causa de semelhanças anatômicas observadas por pesquisadores como Jacques Amand Eudes-Deslongchamps, Westphal e Duffin.
- Proposta de nova posição: Em 1980, o pesquisador Eric Buffetaut sugeriu que ele seria um representante basal da família Metriorhynchidae — ou seja, um grupo mais primitivo dentro desse ramo.
- Análises de 1980 a 2000: Estudos filogenéticos desse período definiram o Pelagosaurus como um táxon irmão, parente próximo tanto de Teleosauridae quanto de Metriorhynchidae.
- Anos 2000: Novas análises voltaram a classificá-lo como um Teleosauridae basal, retomando parte das ideias iniciais, mas com embasamento mais detalhado.
- Finais dos anos 2010 e início dos 2020: Pesquisas mais recentes redefiniram sua posição novamente, considerando-o um membro basal de Metriorhynchoidea, um grupo maior que engloba os Metriorhynchidae.
Paleobiologia
- Corpo e locomoção: Tinha focinho longo e formato aerodinâmico, cauda com estrutura semelhante a uma barbatana e membros transformados em remos, ideais para nadar. Nadava com movimentos laterais da cauda, assim como os crocodilos modernos, mas sua coluna vertebral era mais flexível, permitindo movimentos mais ágeis e maior capacidade de manobra na água.
- Alimentação: Possuía cerca de 30 dentes, formatos para capturar e segurar presas, não para esmagar ou cortar. Sua dieta era composta por peixes, crustáceos e insetos aquáticos — um fóssil foi encontrado com restos de Leptolepis, um peixe primitivo, no que seria o conteúdo do seu estômago. Comparações com outros crocodilianos mostram que ele era especializado em presas pequenas, menos capaz de atacar animais grandes do que até mesmo os gaviais atuais.
- Comportamento e hábitos: Seus olhos eram posicionados para a frente, o que dá boa percepção de profundidade, e seu corpo aerodinâmico indicam que ele era um predador de perseguição, que caçava ativamente suas presas, e não um caçador de emboscada ou necrófago. Passava quase todo o tempo dentro da água, saindo apenas para pôr ovos ou descansar nas margens.