sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Um dia de Jogo no estádio João Loprete Frega do extinto Clube Atlético Primavera.

 Um dia de Jogo no estádio João Loprete Frega do extinto Clube Atlético Primavera.



Estádio Joaquim Américo 1985, Athlético campeão paranaense. Foto: Revista Placar

 Estádio Joaquim Américo 1985, Athlético campeão paranaense. Foto: Revista Placar



Vista aérea do estádio Belfort Duarte e redondezas em 1933. Foto: Brasiliana Fotográfica.

 Vista aérea do estádio Belfort Duarte e redondezas em 1933. Foto: Brasiliana Fotográfica.



Estádio Belfort Duarte ( Couto Pereira) em dia de jogo. Foto da revista Cori 70.

 Estádio Belfort Duarte ( Couto Pereira) em dia de jogo. Foto da revista Cori 70.



Estádio Couto Pereira 1977,a torcida do Grêmio Maringá comemora o título de campeão paranaense. Foto do Museu Esportivo de Maringá

 Estádio Couto Pereira 1977,a torcida do Grêmio Maringá comemora o título de campeão paranaense. Foto do Museu Esportivo de Maringá



Virgília Stella da Silva Cruz ou Rachel Prado, pseudônimo pelo qual ficou nacionalmente conhecida. Nascida em Curitiba em 20 de março de 1891, era filha de Joaquim Antônio da Silva, fundador de nosso tradicional periódico A República e de dona Maria Eufrásia da Silva, e que muito cedo demonstrou que herdara de seu genitor o pendor para o jornalismo, iniciando aos 14 anos uma carreira sem precedentes para uma mulher de sua época.

 Virgília Stella da Silva Cruz ou Rachel Prado, pseudônimo pelo qual ficou nacionalmente conhecida. Nascida em Curitiba em 20 de março de 1891, era filha de Joaquim Antônio da Silva, fundador de nosso tradicional periódico A República e de dona Maria Eufrásia da Silva, e que muito cedo demonstrou que herdara de seu genitor o pendor para o jornalismo, iniciando aos 14 anos uma carreira sem precedentes para uma mulher de sua época.


Rachel Prado
Virgília Stella da Silva Cruz ou Rachel Prado, pseudônimo pelo qual ficou nacionalmente conhecida. Nascida em Curitiba em 20 de março de 1891, era filha de Joaquim Antônio da Silva, fundador de nosso tradicional periódico A República e de dona Maria Eufrásia da Silva, e que muito cedo demonstrou que herdara de seu genitor o pendor para o jornalismo, iniciando aos 14 anos uma carreira sem precedentes para uma mulher de sua época.

Em 1909, aos 18 anos, acompanhou sua família de mudança para o Rio de Janeiro. Muito embora na então capital da República a mulher também sofresse restrições, a fartura de órgãos de comunicação foi um campo fértil para as suas aspirações progressistas. Autodidata e extremamente perspicaz, adquiriu sólida cultura humanística graças a sua incansável curiosidade. Dinâmica e ativa, exerceu diversas atividades voltadas à população menos favorecida com sentimento de civismo e dedicação fora do comum, deixando em tudo a marca indelével de sua personalidade.

Como líder feminista, foi uma guerreira leal, consciente e sem excessos, como bem demonstra seu ensaio “A mulher e o feminismo”, quando afirma: “Sou feminista entusiasta. Mas o meu feminismo não ultrapassa as barreiras do possível, nem se perde em loucas fantasias. Acho que a mulher deve pugnar pelos seus direitos sob um ponto de vista ponderado, sem anular os fins nobres a que se destina, como parte componente da humanidade”. (Luz de Krótona - n.º 2 abril/1925).

Mas foi em congressos internacionais que suas teses obtiveram maior sucesso, conquistando para a mulher uma situação de dignidade e respeito. Promoveu inúmeras campanhas, dentre as quais merecem destaque as de alfabetização, amparo aos cegos, divulgação dos cursos de Enfermagem da Cruz Vermelha e da Escola Ana Nery, educação sexual, Casa do Jornaleiro, Assistência à Maternidade, proteção às árvores e de reflorestamento.

Como literata participou ativamente de instituições como Associação Brasileira de Imprensa, Instituto Brasileiro de Cultura, Academia Juvenal Galeno, Clube das Mulheres Jornalistas e Sociedade de Homens de Letras do Brasil.
De maneira excepcional, dedicou sua atenção aos internos em presídios, causa pela qual realizou uma verdadeira cruzada, procurando estudar as razões que levam um indivíduo a praticar um ilícito penal e as possibilidades de sua reintegração na sociedade. Por muitos anos visitou presídios e reformatórios, levando conforto e auxílio, chegando mesmo a conseguir a liberdade para muitos que estavam presos por equivoco da Justiça.

Mas foi pelos menores delinqüentes que fez tudo ao seu alcance, visitando favelas e bairros pobres do Rio de Janeiro, prestou inestimáveis serviços ao Juizado de Menores, apontando as condições precárias de higiene e alimentação como a principal causa da revolta entre os jovens. Para os menores internos, e normalmente em condições sub humanas, pleiteou que os reformatórios tivessem um aspecto mais humano, e até mesmo familiar, sendo imperioso afastá-los do convívio com criminosos adultos.
Essa sua esperança pela recuperação dos internos em presídios e reformatórios está bem retratada no seu artigo “Centelha Divina”: ... A voz do meu silêncio medita em torno do solitário e triste ser humano que sofre... Falo com o amor que me desperta aquele que se extravia, exalto-lhe com o poder da persuasão o quanto vale a sua amarga experiência, digo-lhe da esperança, exulto-lhe a coragem, a ânsia de vencer, de se redimir... e o homem triste e abandonado, encoraja-se, ergue o busto alquebrado, ele que só olhava a terra dos caminhos, levanta os olhos e contempla as estrelas. No seu coração torturado algo se lhe desperta, é o otimismo que como um sol primaveril renasce dentro da sua solidão para iluminar-lhe a estrada nova que se esboça ao longe...” (Marinha - n.º 39 - dezembro/1940).
No campo empresarial organizou o primeiro curso de Jornalismo Profissional e uma Agência de Publicidade e Propaganda. Não satisfeita, em 1934 fundava também a Empresa Editora Rovaró, lançando concursos cujo prêmio consistia na editoração da obra premiada. Essa editora publicou também dezenas de obras de grande valor intelectual, dentre as quais destaque para O cerco da Lapa e seus heróis de nosso conterrâneo David Carneiro.

Contrastando com sua personalidade dinâmica e ativa, possuía, contudo, uma alma serena e contemplativa. Extremamente espiritualizada, participou ativamente da Ordem Teosófica, dedicando muitas de suas crônicas e livros ao teosofismo e a Annie Besant, sua fundadora.
Embora tenha voltado uma única vez ao Paraná (1932) depois de sua transferência para o Rio de Janeiro, sempre esteve ligada ao que aqui acontecia freqüentando o Centro Paranaense do Rio de Janeiro. Sua colaboração aos jornais de Curitiba e Paranaguá eram constantes e não foram poucas as vezes que manifestou: “É sempre com saudade muito intensa que eu penso no meu Paraná distante...” ou “Ah! que saudade da infância e da minha terra. Tudo tão ingênuo e tão simples...”

Jornalista de largos recursos, labutou intensamente na imprensa, seus trabalhos foram publicados em centenas de periódicos como: A Manhã, Correio da Manhã, Diário Carioca, Fom Fom, Ilustração Brasileira, Jornal das Letras, Jornal do Brasil, Mundo Infantil, O Cruzeiro, O Globo, O Imparcial, O Lyrio, O Malho, O Tico-Tico, Revista da Semana, Eu sei tudo e Senhorita no Rio de Janeiro e A República, Cinema, Corrreio do Paraná, Correio dos Ferroviários, Diário da Tarde, Gazeta do Povo, Luz de Krótona, Marinha e O Dia no Paraná.

Escritora de reconhecidos méritos, publicou: A Educação à Luz da Teosofia, Annie Besant (biografia), Apólogos (infantil), Arlequim (teatro infantil), Contos Fantásticos (infantil), Contos Primaveris, Cousas Esparsas (crônicas), Diário de um menino (infantil), Educando e Brincando (infantil), Inocência (infantil em colaboração com Moacir Silva), Júlio e Júlia (romance), Lemúria e Atlântida, Livro das Cores, Meu livro de histórias (infantil), Meu tesouro (infantil), Mulher da nova época (romance), Na Corte do Rei Arthur (infantil), No meu caminho (romance), Nossas Lendas (infantil), Carrossel (infantil), Um filho de Israel (romance), Viagem e Livro da Saudade, este último uma homenagem póstuma à Viscondessa de Sande.

Foi também crítica de arte, delineando páginas brilhantes, analisando ponderadamente obras literárias e pictóricas, produções musicais, sendo sincera na apreciação e pródiga no elogio.

Com todas essas atividades, ainda encontrava tempo para ser uma mãe dedicada e carinhosa, sempre tratando seus filhos com muita doçura e carinhos infinitos. Após ver seus filhos criados e bem situados na vida, confessava constantemente que: “Tudo que sou, devo ao grande amor que tenho aos meus filhos, que foram o meu melhor estímulo para lutar e vencer”.
Rachel Prado nunca se acovardou diante dos desafios que enfrentava, tirava do fundo de sua alma as forças que necessitava para enfrentar o mundo, mundo que muito lhe exigia e pouco lhe dava em troca. Foi uma lutadora, suas reivindicações exigem até hoje um estudo sério, ponderado e criterioso.

Mas os lutadores também tombam. Os esforços despendidos em suas inúmeras atividades consumiram sua saúde. Vencida pela tísica, em 25 de dezembro de 1943, aos cinqüenta e dois anos ela partia serenamente, consciente de ter deixado um exemplo digno para a posteridade.

Em 1953, o Centro Paranaense Feminino de Cultura e o Centro de Letras do Paraná instituíram a “Semana Rachel Prado”, oportunidade em que foram promovidas palestras e inaugurada uma placa na rua que leva o seu nome.

Laura Santos – Poeta negra curitibana

 

Laura Santos – Poeta negra curitibana


Texto retirado do site: https://charlesmallarme.wordpress.com/2008/11/22/laura-santos-a-perola-negra-do-parana/

Foi uma poeta paranaense. Nasceu em Curitiba em 30 de novembro de 1921. Não se sabe ao certo a data da sua morte.

Sobre LAURA SANTOS diz o poeta Tonicato Miranda: “sem complexos, inteligente, elemento positivo e querida nos ambientes onde convivia. Assídua presença nas sessões da Academia José de Alencar, quando e onde lia seus poemas e ouvia a leitura de poesias de outros poetas.
“Jamais queixara-se de discriminação ou de sua situação econômica difícil. Também jamais recorreu a outrem para dizer de suas dificuldades, que se presumia fossem muitas, dado que jamais conseguira publicar sua obra em vida. Segundo Helena Koloky, estrela maior da poesia paranaense, que conviveu com LAURA SANTOS, ‘em sua obra pode-se observar a inexistência de qualquer atitude complexada quanto à sua cor, porque sempre foi recebida em pé de igualdade com outros companheiros de arte e profissão’”.
Segundo consta no livro “Um Século de Poesia”, elaborado pelo Centro Paranaense Feminino de Cultura, LAURA SANTOS fora de “talento precoce desde a adolescência” quando “começou a compor”. Informa “Um Século de Poesia” que, LAURA SANTOS, compôs seu primeiro soneto – Aspiração – aos 13 anos de idade. “Lia muito em criança e o entusiasmo que lhe inspiravam os Sonetos de Olavo Bilac, revelou-lhe a sua vocação de poetisa”.
Depois de um brilhante curso secundário – diz a edição do Centro Paranaense Feminino de Cultura -, ingressou no curso técnico de química, que seguiu durante algum tempo.
Fora “preparadora de alunos, funcionária pública, especializada em enfermagem de guerra e saúde pública, jornalista e colaboradora assídua dos periódicos e revistas literárias, LAURA SANTOS, em meio às suas atividades múltiplas, não abandonou nunca a poesia” – informa o livro.
“Em 1937 venceu um concurso promovido pela Base Aérea, com um trabalho em prosa:História da Evolução da Aviação”. Fora “sócia fundadora da Academia José de Alencar” onde ocupara “a cadeira sob o patrocínio de Júlia da Costa”.
Seus três livros, ainda inéditos, aparecerão pela primeira vez no livro “Um Século de Poesia” e em separata.

 

PRIMEIRO POEMA

Quando, envolta em penumbra,

A meditar me ponho,

Na doce exaltação deste exaltado sonho,

Na esplêndida mudez desta noite sem lume,

Principio a sentir em tudo o teu perfume.

Levemente ao redor do meu leito flutuas;

Sinto em meus seios nus as tuas faces nuas,

E o teu vulto sutil, subjetivamente,

Em insano prazer,

Em volúpia fremente,

Como serpe voraz, se enrola no meu ser.

E quando eu volto, de repente,

À fria realidade,

Compreendo que é a saudade

Que me fez de sentir,

Que me fez te gozar;

E, nesta noite fria,

Eu encontro somente

A triste solidão de minha alma vazia.

Compositor Lápis – Palminor Rodrigues Ferreira

 

Compositor Lápis – Palminor Rodrigues Ferreira


Maria Nicolas nasceu no dia 10 de setembro de 1899 em Curitiba. Era filha de Alyr Léon Nicolas e Josefa Nicolas.

 Maria Nicolas nasceu no dia 10 de setembro de 1899 em Curitiba. Era filha de Alyr Léon Nicolas e Josefa Nicolas.


http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/colunistas/jose-carlos-fernandes/dona-maria-nicolas-mora-no-portao-96mto2f8mvgztdikk4q2dp3ke

http://www.ctamarianicolas.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=9

MARIA NICOLAS 

    Maria Nicolas nasceu no dia 10 de setembro de 1899 em Curitiba. Era filha de Alyr Léon Nicolas e Josefa Nicolas. Formou-se professora aos 17 anos e no ano de 1912 substituiu a sua renomada mestra Júlia Wanderley, alfabetizando assim uma grande multidão de alunos. Maria Nicolas foi professora, escritora, poetisa, historiadora, contista, dramaturgo, teatróloga, novelista, biógrafa, pesquisadora e pintora, sendo considerada amante da vida e da nossa cidade de Curitiba.
Como escritora e pesquisadora produziu livros entre eles: “Almas das Ruas”, “Porque me orgulho de minha gente”. “Cem anos de vida Parlamentar” e ainda Teatro infantil e Páginas Curitibanas.
A professora Maria Nicolas recebeu vários prêmios e títulos, entre eles: Professora do ano, da Academia Feminina de Letras do Paraná, Centro de Letras do Paraná, Centro Paranaense Feminino de Cultura, Medalha de Ouro – VII Jogos Florais de Curitiba e o Título de Vulto Emérito da Câmara Municipal de Curitiba.
No dia 3 de junho de 1988 com 88 anos faleceu a professora Maria Nicolas na Santa Casa de Curitiba.

Raquel Prado, pseudônimo de Stella Virgilia aparece nesta edição da revista Fon Fon de 1909 então com 18 anos. Nascida em Curitiba em 1891 veio a falecer no Rio de Janeiro em 1943.

 Raquel Prado, pseudônimo de Stella Virgilia aparece nesta edição da revista Fon Fon de 1909 então com 18 anos. Nascida em Curitiba em 1891 veio a falecer no Rio de Janeiro em 1943.