sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Guarapuava – Casa do Visconde de Guarapuava

 

Guarapuava – Casa do Visconde de Guarapuava


A Casa do Visconde de Guarapuava, em Guarapuava-PR, foi construída na primeira metade do século XIX.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Casa do Visconde de Guarapuava
Localização: R. Pinheiro Machado, com Praça 19 de Dezembro – Guarapuava-PR
Número do Processo: 43/74
Livro do Tombo: Inscr. Nº 42-II, de 18/01/1974
Uso Atual: Museu Municipal Visconde de Guarapuava

Descrição: Supõe-se que essa casa foi construída na primeira metade do século XIX. Dados precisos sobre sua origem não são conhecidos. O interesse maior sobre ela é o fato de ter sido residência de Antonio de Sá Camargo, visconde de Guarapuava, ilustre nome da vida pública paranaense, nascido em 1807 na cidade de Palmeira e falecido nessa casa no ano de 1896. Fazendeiro abastado, contribuiu para o desenvolvimento da região, auxiliando empresa pioneira de navegação do Rio Iguaçu, além de funcionar obras sociais e culturais em Guarapuava e na capital. Pelos serviços prestados ao Paraná, pelos cargos públicos exercidos e pelo apoio financeiro e político dado ao governo imperial durante a Guerra do Paraguai, foi agraciado com o título de barão e, mais tarde, com o de visconde.
Trata-se de uma edificação modesta implantada à frente do terreno e de características luso-brasileiras: paredes de alvenaria de pedra e cobertura em telhas canal com “beira seveira” na fachada principal. Os vãos de portas e janelas possuem algumas vergas retas, e outras de arco abatido. Atrás da casa existem as ruínas de parede de alvenaria de pedra de antigo anexo, de finalidade desconhecida.
Fonte: CPC.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Espirais do Tempo
Prefeitura Municipal
Wikipedia

PRAÇA SANTOS ANDRADE em 1913. ainda sem a presença da Universidade do Paraná, onde aparece os primeiros vestígios de sua construção.

 PRAÇA SANTOS ANDRADE em 1913. ainda sem a presença da Universidade do Paraná, onde aparece os primeiros vestígios de sua construção.


Pode ser uma imagem de ao ar livre

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Ponta Grossa – Casa dos Relógios

 

Ponta Grossa – Casa dos Relógios


A Casa dos Relógios, em Ponta Grossa-PR, foi inaugurada pelo Sr. Friedrich Herold na década de 1940. Funcionou até 1981.

Prefeitura Municipal de Ponta Grossa – PR
COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR

Nome Atribuído: Casa dos Relógios
Localização: Av. Vicente Machado, com Santos Dumont, nº 798 e 802 – Ponta Grossa-PR
Processo: 53/2001

Descrição: Localizado na Av. Vicente Machado. Em 1936, estava instalada no imóvel a Casa Estrela, loja de confecções em geral da Firma Camillo Sallum e Irmãos. A partir de 1938, o Sr. Friedrich Herold foi morar no prédio e, alguns anos, depois fundou a Casa dos Relógios, que funcionou no prédio até 1981, quando ele se aposentou. Desde então o imóvel abrigou outros ramos de negocio. O prédio possui dois pavimentos com porão, sendo o edifício chanfrado na esquina. Edifício de estilo eclético tombado no ano de 2001.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Ocupação comercial do imóvel
Em 1936 estava instalada no imóvel a Casa Estrela, loja de confecções em geral da Firma Camillo Sallum e Irmãos. A partir de 1938, o sr. Friedrich Herold foi morar no prédio até 1981, quando se aposentou.
Desde então o imóvel abrigou outros ramos de negócio como a Boutique Pavão Motos, a Padaria Modelar e atualmente a Capella Calçados.
O prédio possui dois pavimentos, sendo o superior destinado à residência com frente para a rua Santos Dumont, e o inferior para estabelecimento comercial, com frente para a avenida Vicente Machado.

Biografia de Friedrich Herold
Friedrich Herold nasceu na Alemanha em 1905. Era especialista formado na confecção de relógios. Foi o único membro da família que veio para o Brasil em 1926, sendo contratado para trabalhar na Relojoaria Osternack, em Ponta Grossa.
Em 1929 casou-se com Emma Sternitz e tiveram uma filha, Wilma Elfrieda Herold. A partir de 1938 passou a residir no prédio em que instalou sua própria relojoaria, na Rua Vicente Machado esquina com a Rua Santos Dumont, comprando o imóvel alguns anos depois.
Como membro da comunidade de imigrantes alemães estabelecidos em Ponta Grossa também se tornou sócio do Clube Germânia- Guaíra.

Pesquisadora: Patrícia Silvestre.
Supervisora: Elizabeth Johansen Capri.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

Ponta Grossa – Residência de Flávio Carvalho Guimarães

 

Ponta Grossa – Residência de Flávio Carvalho Guimarães


A Residência de Flávio Carvalho Guimarães, em Ponta Grossa-PR, foi construída no inicio da década de 1920.

Prefeitura Municipal de Ponta Grossa – PR
COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR

Nome Atribuído: Residência de Flávio Carvalho Guimarães
Localização: R. Sete de Setembro, n° 549 – Ponta Grossa-PR
Processo: 31A/2001

Descrição: Este imóvel foi construído no inicio da década de 1920, abrigou a residência e o escritório de Flávio Carvalho Guimarães. A residência também abrigou, na década de 1960, a associação Atlética Banco do Brasil que permaneceu no imóvel até 1969. Posteriormente foi ocupada pela antiga Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Estilo eclético, tombado em 2001.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Esse móvel, construído no início da década de 1920, abrigou a residência e o escritório de Flávio Carvalho Guimarães. Nascido em 21 de abril de 1891, filho de Balbina Carvalho Guimarães e Theodoro Carneiro Guimarães, pioneiros de nossa cidade. Foi fazendeiro, jornalista, literato e bacharelou-se advogado pela faculdade de Direito de São Paulo, exercendo suas atividades no setor jurídico da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande. Foi também consultor jurídico do Banco pelotense e da Associação Beneficente 26 de Outubro.

Em 1917 iniciou sua vida pública como inspetor escolar, depois foi presidente do Tribunal Revolucionário de 1930; membro do Conselho Administrativo do Estado; Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda no Governo Manoel Ribas e Senador da República de 1935 a 1946. Casou-se com Anita Miró Guimarães e Eunice Guimarães Cordeiro. Faleceu em 10 de dezembro de 1968.

A residência também abrigou da década de 1960, a Associação Atlética Banco do Brasil que permaneceu no imóvel até 1969. Posteriormente, foi ocupada pela antiga Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC).
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Ponta Grossa – Casa dos Anjos

 

Ponta Grossa – Casa dos Anjos

A Casa dos Anjos, em Ponta Grossa-PR, foi construída por volta de 1920, em 3 pavimentos e um total de 39 ambientes, para o industrial Evaldo Kossatz.

Prefeitura Municipal de Ponta Grossa – PR
COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR

Nome Atribuído: Casa dos Anjos
Localização: Av. Vicente Machado, n° 253 – Ponta Grossa-PR
Processo: 26/2001

Descrição: A Mansão “Casa dos Anjos” foi construído por volta de 1920, na Av. Vicente Machado, pelo industrial Evaldo Kossatz, construída em 3 pavimentos contendo um total de 39 peças. O Nome da residência foi inspirado nas pinturas internas do teto das sacadas, que são “Anjos”, pintados artisticamente pelo SR. Otto Voggetta. Tombado em 2001.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: A mansão “Casa dos Anjos” foi construída por volta de 1920, na Avenida Vicente Machado, pela industrial Evaldo Kossatz, posteriormente adquirida pelo Sr. Frederico Justus Sobrinho e mais vendida ao Sr. David Hilgemberg Júnior, descendente de imigrantes russos-alemães, oriundo do Volga, uma região ao Sul da Rússia.

Várias Famílias desses imigrantes vindos a Ponta Grossa, ligaram-se ás atividades econômicas, como criação de animais, casas comerciais, indústrias de laticínio, madeireiras, transportes e outros.

Segundo monografia “Casa dos Anjos”, pesquisa desenvolvida em 1998, tendo a seguinte colocação do imóvel.

A Casa dos Anjos foi construída em 3 pavimentos contendo um total de 39 pças. O pavimento térreo constituía-se de salão de festas, possuindo escritório e cozinha para o preparo de alimentos nos dias de festas, possuindo escritório e cozinha para o preparo de alimentos nos dias de festas, chás, recepções etc. Esses acontecimentos sociais eram frequentes pela grande amizade que possuíam com as famílias tradicionais, como por exemplo os Justus, Inthon, Osternack, Kossatz e Lange.

No segundo piso, que era mais utilizado, situavam-se as dependências utilizadas no dia-a-dia. Ali ficavam os quartos, cozinha, salas, banheiro e as sacadas.

No sótão estavam o quarto de brinquedo das meninas e os quartos ocupados pelas funcionárias que residiam na casa.

Quanto ao nome da residência, foi inspirada graças á pintura interna do teto das sacadas, que são os “Anjos”, pintados artisticamente pelo Sr. Otto Voggeta. Essa pintura encontra-se alterada, era cor dourada e prateada e os detalhes da parede da sala desenhados com as pontas dos dedos no reboco.

A arquitetura da casa permanece inalterada até os dias atuais, percebendo a parte interna, como portas, janelas, lustres em vidro, com incrustações em jato de areia, formando desenhos de tonalidade fosca, além de pinturas de anjos, sem falar das escadarias, cenário ideal para fotografias de casamento das filhas do casal, Leonilda, Nilva e Zaclis. Na ocasião das festas de casamento eram controlados mais empregados, sendo que um deles exercia a função de porteiro, atendendo a chegada dos presentes que eram enviados. Dona Leonilda contou a vida que tiveram quando criança, desde as mais simples brincadeiras com bonecas no quarto do sótão, como as de esconde-esconde no jardim da Mansão, com as colegas de escola e as primas que vinham visita-los. A família sempre contratava empregadas domésticas.

Quanto aos cuidados do Jardim da mansão, era contratado um jardineiro, Sr. Jacob Schell, especialista em aparar artisticamente os pés de buchinho, dando formato de bichos, enfeitando o jardim.

Á direita da casa, na frente para a Avenida Vicente Machado, havia um repuxo, onde era decorado com pedras e no meio delas encontravam-se plantadas as mais variadas flores. Nas tardes quentes, a água do repuxo era ligada e chamava atenção de quem passava por ali.

Foi mandado construir por Sr. David, um viveiro muito grande e alto com árvores naturais no centro onde os pássaros viviam em seu ambiente natural, cuja beleza era tamanha que mereceu uma crônica escrita por “Vieira Filho” sobre o recital de vozes constante no local.

Quando o Sr. David faleceu, em 1990, foi procedido o inventário da mansão, e onde encontrava-se construída, foi desmembrado em dois lotes (mansão e jardim), sendo que a mansão foi dividida entre as filhas Leonilda e a filha Nilva, e o jardim ficou pertencendo a filha Zaclis. Posteriormente, a mansão foi vendida ao Sr. Marcos Slud e o jardim continuava de propriedade de Zaclis Miranda.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS: