segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Londrina – Palacete da Família Garcia

 

Londrina – Palacete da Família Garcia


A construção do Palacete da Família Garcia, em Londrina-PR, foi iniciada em 1945. Sobrado, em estilo eclético, foi finalizado em dois anos mais tarde.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Palacete da Família Garcia
Localização: Av. Higienópolis, nº 116 – Centro – Londrina-PR
Número do Processo: 01/2010
Livro do Tombo: Inscr. Nº 166-II

Descrição: Celso Garcia, pioneiro da colonização de Londrina, iniciou a construção do imóvel em 1945. Sobrado, em estilo eclético, foi finalizado em dois anos mais tarde. Conta com 1085 metros quadrados de área construída; muitos dos materiais utilizados na obra foram importados, principalmente os de acabamento. Foi morada da família até o ano de 1980. Desde então abriga funções comerciais. Por inúmeras vezes o palacete serviu como local de hospedagem e recepção de autoridades. Na década de 60, o ex-presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira hospedou-se no Palacete. O pedido de tombamento partiu da família Garcia.
Tombamento aprovado na 141ª reunião do CEPH, realizada em 20 de junho de 2011.
Fonte: CPC.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC

Londrina – Praça Rocha Pombo

 

Londrina – Praça Rocha Pombo


A Praça Rocha Pombo possui belo seu traçado, harmonia entre as áreas gramadas, árvores, palmeiras, pinheiros, e o espelho-d’água circular.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Praça Rocha Pombo
Localização: Praça Rocha Pombo – Londrina-PR
Número do Processo: 54/74
Livro do Tombo: Inscr. Nº 53-I

Descrição:Em 21 de agosto de 1929 foi estabelecido o primeiro marco que assinalaria a futura instalação de Londrina, então conhecida como Patrimônio Três Bocas, num projeto ambicioso de colonização elaborado por empresas privadas. Em dezembro daquele mesmo ano chegou a primeira caravana de compradores de terras pertencentes à companhia, todos eles japoneses.
Quando aos trilhos da São Paulo-Paraná atingiram as barrancas do Tibagi, já existiam mais de 130 quilômetros de boas estradas de rodagem em Londrina, cuja a verdadeira data de fundação remonta o ano de 1931. Desde o ano anterior, entretanto, já se encontravam na região colonos alemães e japoneses procedentes de São Paulo e os primeiros compradores de terras. Em pouco tempo, formaram a população inicial de Londrina, Cujo o município foi criado por decreto estadual de 3 dezembro de 1934. Sua instalação oficial se deu no dia 10 do mesmo mês e ano. O nome Londrina dado a nova cidade surgiu numa reunião dos fundadores da Companhia de Terras Norte do Paraná, realizada em 1929, com o fim de escolher um nome sugestivo para a cidade em projeto. Em virtude da ligação existente entre a nova povoação e Londres, de onde tinha vindo os fundadores e o capital para seu desenvolvimento, opinou-se pela denominação “Londrina”, sugestão aceita por unanimidade.
Na divisão territorial feita no curso dos anos 1944-1948, o município foi desmembrado, perdendo área de 20.690 quilômetros quadrados, que hoje constitui o território dos municípios de Rolândia, Arapongas, Apucarana, Mandaguari, Marialva, Jandaia do Sul, Maringá, Nova Esperança, Paranavaí, Araruva, Mandaguaçu, Astorga, Alto Paraná e outros.
Considerada poeticamente “cidade menina”, natural seria que Londrina, expressão pujante do grande desenvolvimento por que passou a região, buscasse, à medida que crescia, soluções novas para velhos problemas e que traduzisse em modernas formas de arquitetura. Durante a gestão do então prefeitura Hugo Cabral (1947-1950), convidou-se o conceituado arquiteto João Batista de Vilanova Artigas para projetar a edificação da estação rodoviária da cidade, cujas as obras foram concluídas na administração seguinte, Milton Ribeiro de Menezes, sendo inaugurada em 12 de dezembro de 1952. Por suas características, expressão de novos conceitos de arquitetura no que concerne o projeto, construção e utilização de obra pública, foi tombado pelo Patrimônio do Estado em 1975, o mesmo ocorrendo com a praça Rocha Pombo, à qual está paisagisticamente integrada (Processo n 54, Inscrição n 53, Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico). Pelo Decreto n 32, de 5 de fevereiro de 1985, do prefeito Wilson Moreira, acolhendo sugestão do deputado Márcio Almeida, a Estação Rodoviária de Londrina passou a denominar-se “João Batista Vilanova Artigas”, homenagem a uma das maiores expressões da moderna arquitetura no Brasil, que em 1948 a projetou, sendo autor, também, dos projetos do Fórum, do Cine Ouro Verde e do Edifício Autolon.
É um marco arquitetônico, símbolo da renovação urbana iniciada no final dos anos 40 e intensificada nas décadas seguintes, e com a expansão e verticalização da cidade, em virtude principalmente, da riqueza que o café e, posteriormente, a soja lhe proporcionaram. Com a modernização, Londrina ganhou feições cosmopolitas, dando-se ênfase à criação de áreas de lazer, praças e jardins. Na Praça Rocha Pombo a nova Rodoviária – marco pioneiro da arquitetura moderna no Paraná – substitui a antiga, edificação de madeira, que já funciona em condições bastante precárias, no local onde hoje se ergue a Concha Acústica. Possuíndo área útil de 4.410m quadrados e distribuída em planta retangular, a rodoviária se constitui, ainda, em cartão postal da cidade, pelas linhas arrojadas de sua arquitetura. São, na realidade, três corpos distintos interligados, Um, constituído por abobadilhas de concreto armado sustentada por pilares que servem de abrigo à plataforma de desembarque dos passageiros e, dois outros, nos quais se situam os serviços e a administração. Esses blocos, contrastados, se harmonizam através da cobertura em laje inclinada que se liga com sua cota mais baixa ao conjunto de abobadilhas, cuja a modulação oferece à composição massas bem equilibradas.
Rampas e escadas interligam esses espaços. A fachada norte é vedada com brise-soleils horizontais; e a sul, com vidro. Os aspectos mais notáveis desse projeto estão no contraponto obtido pelo contraste entre as coberturas de concreto armado e na perfeita utilização do concreto e dos planos de vidros das fachadas trapezoidais, fatores que não só dão conjunto funcionalidade como, também, leveza plástica. A Praça Rocha Pombo, pelo seu traçado, pela harmonia entre as áreas gramadas, árvores, palmeiras, pinheiros, e o espelho-d’água circular, se integra de maneira expressiva à edificação, ambientando-a, motivo pelo qual foi inscrita no Livro do Tombo como medida complementar à preservação da estação. Em 1993 foi restaurado e adaptado para utilização como centro de exposições de artes plásticas segundo projeto do arquiteto Antonio Carlos Zani.
Fonte: CPC.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Espirais do Tempo
Prefeitura Municipal

Mallet – Igreja do Arcanjo Miguel

 

Mallet – Igreja do Arcanjo Miguel


A Igreja do Arcanjo Miguel foi construída entre 1897 e 1901, na Serra do Tigre, por iniciativa do padre de origem ucraniana Nikon Rodolzkie.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Igreja do Arcanjo Miguel
Localização: Serra do Tigre – Dorizon – Mallet-PR
Número do Processo: 84/82
Livro do Tombo: Inscr. Nº 79-II

Descrição: Situada na Serra do Tigre, a Igreja do Arcanjo Miguel teve sua construção iniciada no ano de 1897 e concluída em 1901, por iniciativa e sob a direção do padre de origem ucraniana Nikon Rodolzkie. Centro da vida religiosa da colônia fundada por imigrantes da Ucrânia, ali chegados em fins do século passado, o templo, que reflete a origem étnica de seus idealizadores e construtores, tem sido mantido em boas condições de conservação graças ao desvelo da população local.
Técnica e plasticamente o partido adotado tem suas raízes na tradição arquitetônica religiosa da Europa Ocidental: utilizando como técnica construtiva troncos de pinheiro superpostos e encaixados para soerguimento das paredes. Internamente o agenciamento do espaço obedece ao esquema da planta cruciforme, com cúpula sobre o transepto. A cúpula, de secção octogonal, é recoberta por telhas de “tabuinhas”, possuindo, em seu topo, lanternim coberto por zimbório bulboso feito com folhas de zinco. Provavelmente o zimbório, inicialmente, teria sido, também, em “tabuinhas”, como ainda se vê em inúmeras igrejas preservadas em aldeias da Rússia europeia. As alterações mais evidentes consistem no acréscimo de uma sacristia lateral e na execução de um paramento vertical, com a finalidade de ocultar e proteger as paredes de tronco.
A Igreja do Arcanjo Miguel constitui-se em um dos raros exemplares de edificação religiosa a adotar a técnica construtiva de paredes de troncos, sistema utilizado somente pela primeira geração de imigrantes ucranianos e poloneses, pois os demais exemplos são, em sua maioria, moradias. O tombamento inclui, também, o acervo de arte sacra existente.
Fonte: CPC.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Espirais do Tempo

Maringá – Hotel Bandeirantes

 

Maringá – Hotel Bandeirantes


O Hotel Bandeirantes Maringá possui 6 mil m2. Construído entre 1956 e 1957, pela Cia. Melhoramentos Norte do Paraná, com características modernas.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Edifício do Hotel Bandeirantes Maringá
Localização: Praça Renato Celidônio, nº 190 – Maringá-PR
Número do Processo: 02/2004
Livro do Tombo: Inscr. Nº 156-II

Descrição: O empreendimento para a construção de 6 mil metros quadrados foi lançado em 1947. Com características do modernismo, sua construção ocorreu entre os anos de 1956 e 1957, pela Cia. Melhoramentos Norte do Paraná. Apresenta detalhes de acabamentos requintados, ao gosto modernista da década de 50, mantendo não só o conjunto arquitetônico como o mobiliário ainda original, das áreas sociais, onde os ambientes foram minuciosamente projetados pelo arquiteto José Augusto Bellucci, em modelos representados e planificados para seus respectivos fins. Foi ainda um símbolo para a região e parte integrante de sua história.
Fonte: CPC.

Descrição: O terreno de 5.473m² onde foi construído o hotel encontra-se em plena zona centra, plano e totaliza em quarteirão. O arquiteto paulista José Augusto Belucci foi responsável pelo projeto, do que seria então, o Grande Hotel Maringá. O edifício possibilitou um projeto paisagístico exuberante, cuja realização foi confiada ao agrônomo da companhia, Sr. Aníbal Bianchini que se preocupou em utilizar espécies locais.
Inicialmente, foi pensado em um hotel com 35 a 40 quartos com possibilidade de expansão, em um edifício de 03 blocos, sendo o primeiro defronte a praça que abriga no térreo a recepção, restaurante, bar e salões, no primeiro e segundo os demais serviços. Os apartamentos dispostos no primeiro e segundo pavimentos de cada bloco, com suas coberturas voltadas para a face leste e sul e dotados de ventilação natural cruzada. Toda circulação foi definida levando em conta a privacidade dos hóspedes, considerando que o hotel abrigava em seus salões, bailes para os moradores da cidade. A construção foi executava em etapas, totalizando ao término 69 apartamentos.
As obras iniciadas em 1951, foram concluídas no ano de 1956 com inauguração em grande estilo no dia 13 setembro. O hotel, além de abrigar suas funções de hospedagem, tinha em seu programa de necessidades espaços destinados às atividades sociais da cidade. Também em 1958, o Grande Hotel Maringá hospedou muitos atores e artistas de renome da época, durante um Festival de Cinema Nacional, ocorrido em Maringá.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

TOUR VIRTUAL

MAIS INFORMAÇÕES:
CPC
Veroni Friedrich
Prefeitura Municipal
Espirais do Tempo