segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Jaguariaíva – Prefeitura Municipal

 

Jaguariaíva – Prefeitura Municipal


A Prefeitura Municipal de Jaguariaíva-PR foi construída sem recursos em terreno de esquina, em 1918. Construção de dois pavimentos.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Edifício Sede da Prefeitura Municipal de Jaguariaíva
Localização: Praça Dr. Domingos Cunha, nº 35 – Jaguariaíva-PR
Número do Processo: 02/92
Livro do Tombo: Inscr. Nº 117-II

Descrição: A fazenda de Jaguariaíva, às margens do rio do mesmo nome, era até o início do século XIX um pouso no caminho das tropas em demanda da feira Sorocaba. Quando em 1820, Auguste de Saint-Hilaire a visitou, compunha-se de uma “dúzia de ranchos destinado aos negros de algumas choças, cujo moradores trabalhavam no domínio e na casa do proprietário”, mas já era a mais importante no percurso entre Sorocaba e a Vila Nova de Castro. Mais de meio século depois, em 1875, é criado por lei provincial o município de Jaguariaíva.
Esse edifício, que sedia a prefeitura municipal, foi construído em 1918 e implantado em terreno de esquina, sem recursos das divisas. Construção de dois pavimentos, possui a dignidade e a austeridade próprias dos edifícios públicos da época. A fachada principal é dividida em três tramos e as laterais em cinco. Enquadram esses módulos pilastras que percorrem toda a altura do prédio, do piso à platibanda. Cada módulo, maior que os demais, corresponde a um vão de janela, em cada pavimento. A exceção é o tramo central da fachada principal. Esse módulo, maior que os demais, dá monumentalidade ao edifício, sendo valorizado por frontão curvo com coroamento, pelo balcão da janela rasgada do andar de cima e pela grande porta de entrada.
Embora discreto, o repertório plástico dos ressaltos de massa, do desenho da caixilharia de janelas e portas e da serralheira – presente no guarda corpo do balcão e na porta de entrada principal – denuncia a influência do movimento pré-modernista. Nos elementos de massa há uma contenção formal, limitando-se figuras geométricas simples, Já na caixilharia e serralheira verifica-se uma liberdade maior com nítida inspiração nos desenhos art nouveau.
Fonte: CPC.

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Lapa – Casa Vermelha

 

Lapa – Casa Vermelha


A Casa Vermelha é uma das mais antigas moradias de Lapa, construída, provavelmente, na primeira metade do séc. XIX.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Imóvel Situado à R. Embaixador Hipólito Alves de Araújo esquina com R. Barão do Rio Branco
Outros Nomes: Casa Vermelha
Localização: R. Embaixador Hipólito Alves de Araújo – Lapa-PR
Número do Processo: 81/81
Livro do Tombo: Inscr. Nº 76-II
Uso Atual: Centro de Artesanato

Descrição: Pelas características que apresenta, trata-se de uma das mais antigas casas de moradia da cidade da Lapa, construída, provavelmente, no curso da primeira metade do século XIX. Em 1868 – a data mais recuada no tempo obtida por pesquisa em cartório – foi adquirida por Antônio José Mateus a Manoel Antônio de Lacerda e Antônio Manoel de Lacerda e suas mulheres.
Cinco anos depois, o imóvel foi vendido a Manoel Corrêa de Lacerda, que ali se estabeleceu com casa de comércio. Em 13 de setembro de 1873, o imóvel foi vendido a Marcelino Diogo dos Santos e mais tarde passou para a propriedade a Theodoro Wille, de quem Germano Ehlhe teria comprado o imóvel em 1887. Data dessa época a ampliação sofrida e passou a ser utilizada como hotel.
Atualmente é utilizada como Centro de Artesanato, ligado a administração da Prefeitura Municipal da cidade da Lapa.
Fonte: CPC.

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Lapa – Casa Lacerda

 

Lapa – Casa Lacerda


A Casa Lacerda foi construída entre os anos de 1842 e 1845. Durante a Revolução Federalista serviu de quartel-general da 2ª Brigada.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Casa na Praça Coronel Lacerda
Outros Nomes: Casa Lacerda
Localização: Praça Coronel Lacerda – Lapa-PR
Número do Processo: 37/72
Livro do Tombo: Inscr. Nº 36-II

Descrição: Casa construída pelo casal Manoel Corrêa de Lacerda e Leocádia Cassiana Rezende Corrêa de Lacerda entre os anos de 1842 e 1845. Durante a Revolução Federalista serviu de quartel-general da 2ª Brigada. Nela foi assinada a ata de rendição da cidade. Por este fato histórico foi tombada pelo IPHAN, em 1938.
Conhedida popularmente como “Casa dos Lacerdas”, é o primeiro imóvel particular doado à Fundação Pró-Memória. Em 1982, foi restaurada pela SPHAN/Pró-Memória.
Atualmente o imóvel abriga um museu de época, demonstrativo do modus vivendi de uma família representativa da elite campeira paranaense.
Fonte: CPC.

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Londrina – Cine Teatro Ouro Verde

 

Londrina – Cine Teatro Ouro Verde


O Cine Teatro Ouro Verde, em Londrina-PR, foi tombado por sua importância cultural.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Cine Teatro Ouro Verde
Localização: R. Maranhão – Centro – Londrina-PR
Número do Processo: 02/98
Livro do Tombo: Inscr. Nº 126-II

Descrição: Em 1924, chegou ao Paraná um grupo de capitalistas ingleses chefiados por Lord Lovat, e tiveram a atenção despertada pela faixa de terras existente entre os rios Tibagi, Ivaí e Paranapanema. Entusiasmados pela exuberância da terra, adquiriram do Governo do Estado do Paraná 500 mil alqueires de terras nesta região e fundaram a Companhia de Terras Norte do Paraná, que tinha como principal acionista a Paraná Plantations Limitada de Londres, isto entre 1925 e 1927.
No ano de 1948, na Autolon – Sociedade Auto Comercial de Londrina, revendedora da marca Chevrolet, os sócios Celso Garcia Cid, Ângelo Pesarini, Jordão Santoro e outros, planejaram construir um grande edifício comercial na esquina das ruas Maranhão e Minas Gerais. Foi quando Jordão Santoro lançou a ideia de aproveitar parte desse terreno para construir um grande e luxuoso cinema. Assim, a venda de automóveis estava ligada ao cinema que era a grande diversão popular nos anos cinquenta, e servia para atrair clientela para a Autolon.
A ideia foi aceita pelos sócios e o Jordão Santoro foi encarregado de encomendar os projetos para o Edifício Autolon para venda de automóveis e do Cine Teatro Ouro Verde ao arquiteto J. B. Vilanova Artigas, de São Paulo. A execução do projeto esteve a cargo do engenheiro Rubens Cascaldi, assessorado por seu irmão Carlos Cascaldi que era sócio de Vilanova Artigas. Em 1953 o edifício estava pronto.
Construíram um requintado cinema, com esmerados detalhes que vão desde a arquitetura, às cortinas de veludo, poltronas de couro estofadas, ar-condicionado perfeito e aparelhagem de som e imagem das mais modernas na época. O cinema comportava 1500 pessoas, sendo 1100 no salão principal e 400 no balcão.
Além de filmes memoráveis como A ponte do Rio Kwai, sob a gerência do Sr. Saulo também foram exibidos no Ouro Verde vários espetáculos ao vivo de cantores e orquestras. Lá apresentaram-se Tito Schipa, Vicente Celestino, bem como a orquestra de Francisco Canaro, a qual exibiu em 24 de setembro de 1954, o espetáculo Noite Portenha com o Rei do Tango, como denominava-se Francisco Canaro.
Pela resolução n.º 451, de 7 de abril de 1978, a Fundação Universidade Estadual de Londrina autorizou o reitor a proceder a aquisição do Cinema Ouro Verde pelo valor de Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), recurso esse originado do Governo Federal – Ministério da Educação e Cultura – e Governo do Estado do Paraná. Assina a resolução o Professor Reitor Oscar Alves.
Localizando no tempo a produção do arquiteto Vilanova Artigas, o Cine Ouro Verde, como uma de suas obras, traz as marcas de uma arquitetura simples, clara, sem a preocupação com o vistoso e, de forma livre, adequa os espaços para suas finalidades (Lina Bo Bardi, in: Habitat. S.P., Out/Dez. 1950).
É evidente a importância cultural e arquitetônica do imóvel Cine Teatro Ouro Verde em nível de município, devido ao papel que tem desempenhado ao acolher várias expressões artísticas da cidade de Londrina, bem como pelo fato de estar ligado ao nome do notável arquiteto J. B. Vilanova Artigas.
Em 7 de abril de 1978, a Fundação Universidade Estadual de Londrina autorizou o reitor a proceder a aquisição do cinema com recursos do Governo do Estado e do Ministério da Educação. Deste então, o nome oficial do espaço é Cine Teatro Universitário Ouro Verde.
Parte do edifício foi destruída após um incêndio, no dia 12 de fevereiro de 2012, causado por um curto-circuito. Esforços do Governo do Paraná e da UEL são realizados para restaurar a construção.
Fonte: CPC.

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Fonte: TV UEL.

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Londrina – Estação Rodoviária

 

Londrina – Estação Rodoviária


A Estação Rodoviária, em Londrina-PR, foi tombada por sua importância cultural.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Estação Rodoviária de Londrina – Praça Rocha Pombo
Localização: Praça Rocha Pombo – Londrina-PR
Número do Processo: 53/74
Livro do Tombo: Inscr. Nº 52-II
Uso Atual: Museu de Arte de Londrina

Descrição: No início da década de 1920 o norte do Paraná era ainda região agreste, quase inacessível, de florestas exuberantes e onde poucos pioneiros da colonização se haviam estabelecido. Em 1924, o fato marcante para o desenvolvimento de toda aquela região situada no setentrião paranaense foi, sem dúvida, a visita de Lord Lovat, técnico em agricultura e florestamento que integrava a missão inglesa chefiada por Lord Montagu. Os ingleses estavam interessados em investir no Brasil, principalmente em terras para cultivo de algodão. Entusiasmados com a fertilidade do solo e as possibilidades de desenvolvimento da região, acertaram a constituição de uma sociedade com capital inglês, fundando-se, assim, a Companhia de Terras Norte do Paraná, em 24 de dezembro de 1925, sendo adquiridos cerca de 500 mil alqueires de terras, diretamente do governo do Estado.
Em 1928, a companhia, cujo objetivo inicial era o cultivo do algodão, voltou-se para a colonização das terras adquiridas na margem esquerda do Paranapanema, entre os rios Ivaí e Tibagi. A compra das ações da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná constituiu-se no ponto de partida para o prolongamento dos trilhos para além de Cambará, no Paraná, os que vinham de Ourinhos (São Paulo), trecho que havia sido construído pelos próprios fazendeiros da região, entre 1924 e 1927. Em 21 de agosto de 1929 foi estabelecido o primeiro marco que assinalaria a futura fundação de Londrina, então conhecida como Patrimônio Três Bocas, num projeto ambicioso de colonização elaborado por empresa privada. Em dezembro daquele mesmo ano chegou a primeira caravana de compradores de terras pertencentes à companhia, todos eles japoneses.
Quando os trilhos da São Paulo-Paraná atingiram as barrancas do Tibagi, já existiam mais de 130 quilômetros de boas estradas de rodagem em Londrina, cuja verdadeira data de fundação remonta ao ano de 1931. Desde o ano anterior, entretanto, já se encontravam na região colonos alemães e japoneses procedentes de São Paulo e os primeiros compradores de terras. Em pouco tempo, formaram a população inicial de Londrina, cujo município foi criado por decreto estadual de 3 de dezembro de 1934. Sua instalação oficial se deu no dia 10 do mesmo mês e ano.
O nome Londrina dado à nova cidade surgiu em uma reunião dos fundadores da Companhia de Terras Norte do Paraná, realizada em 1929, com o fim de se escolher um nome sugestivo para a cidade em projeto. Em virtude da ligação existente entre nova povoação e Londres, de onde tinham vindo os fundadores e o capital para o seu desenvolvimento, opinou-se pela denominação “Londrina” , sugestão aceita por unanimidade de votos dos presentes.
Na divisão territorial feita no curso dos anos 1944-1948, o município foi desmembrado, perdendo área de 20.690 quilômetros quadrados, que hoje constitui os territórios dos municípios de Rolândia, Arapongas, Apucarana, Mandaguari, Marialva, Jandaia do Sul, Maringá, Nova Esperança, Paranavaí, Araruva, Mandaguaçu, Astorga, Alto Paraná e outros. Localizada a 576m de altitude em pleno setentrião paranaense, Londrina possui clima quente e úmido e atualmente compreende área de cerca de 2 mil km. Considerada poeticamente “cidade menina”, natural seria que Londrina, expressão pujante do grande desenvolvimento por que passou a região, buscasse, à medida que crescia, soluções novas para velhos problemas e que as traduzisse em modernas formas de arquitetura.
Durante a gestão do prefeito Hugo Cabral (1947-1950), convidou-se o conceituado arquiteto João Batista de Vilanova Artigas para projetar a edificação da Estação Rodoviária da cidade, cujas obras foram concluídas na administração seguinte, a do prefeito Milton Ribeiro de Menezes, sendo inaugurada em 12 de dezembro de 1952. Por suas características, expressão de novos conceitos de arquitetura no que concerne o projeto, construção e utilização de obra pública, foi tombada pelo Patrimônio do Estado em 1975, o mesmo ocorrendo com a praça Rocha Pombo, à qual está paisagisticamente integrada (Processo nº 54, Inscrição nº 53, Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico).
Pelo Decreto nº 32, de 5 de fevereiro de 1985, do prefeito Wilson Moreira, acolhendo sugestão do deputado Márcio de Almeida, a Estação Rodoviária de Londrina passou a denominar-se “João Batista Vilanova Artigas”, homenagem a uma das maiores expressões da moderna arquitetura no Brasil, que em 1948 a projetou, sendo autor, também dos projetos do Fórum do Cine Ouro Verde e do Edifício Autolon. É intenção das autoridades municipais transformá-la futuramente em um Centro Cultural – Museu do Café e Museu de Artes de Londrina -, quando estiverem concluídas as obras da nova Estação Rodoferroviária da Cidade.
É um marco arquitetônico, símbolo da renovação urbana iniciada no final dos anos 40 e intensificada nas décadas seguintes, e com a expansão e verticalização da cidade, em virtude, principalmente, da riqueza que o café e, posteriormente, a soja lhe proporcionaram. Com a modernização, Londrina ganhou feições cosmopolitas, dando-se ênfase à criação de áreas de lazer, praças e jardins. Na Praça Rocha Pombo a nova rodoviária – marco pioneiro da arquitetura moderna no Paraná – substituiu a antiga edificação de madeira, que já funcionava em condições bastantes precárias, no local onde hoje se ergue a Concha Acústica. Possuindo área útil de 4.410m quadrados, e distribuída em planta retangular, a rodoviária se constitui, ainda, em cartão de visita da cidade, pelas linhas arrojadas de sua arquitetura. São, na realidade, três corpos distintos interligados. Um, constituído por abobadilhas de concreto armado sustentadas por pilares que servem de abrigo à plataforma de desembarque dos passageiros e, dois outros, nos quais se situam os serviços e a administração. Esses blocos, contrastados, se harmonizam através da cobertura em laje inclinada que se liga em sua cota mais baixa ao conjunto de abobadilhas, cuja modulação oferece à composição massas bem equilibradas.
Rampas e escadas interligam esses espaços. A fachada norte é vedada com brise-soleils horizontais; e a sul, com vidro. Os aspectos mais notáveis desse projeto estão no contraponto obtido pelo contraste entre as coberturas de concreto armado e na perfeita utilização do concreto e dos panos de vidro das fachadas trapezoidais, fatores que não só dão ao conjunto funcionalidade como, também, leveza plástica. A Praça Rocha Pombo, pelo seu traçado, pela harmonia entre as áreas gramadas, árvores, palmeiras, pinheiros, e o espelho-d’água circular, se integra de maneira expressiva à edificação, ambientando-a, motivo pelo qual foi inscrita no Livro do Tombo como medida complementar à preservação da estação. Em 1993 foi restaurado e adaptado para utilização como centro de exposições de artes plásticas segundo projeto do arquiteto Antonio Carlos Zani.
Fonte: CPC.

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