domingo, 30 de outubro de 2022

Haroldo Leon Peres (Rio de Janeiro, 2 de maio de 1922 — Maringá, 16 de setembro de 1992)

 Haroldo Leon Peres (Rio de Janeiro2 de maio de 1922 — Maringá 16 de setembro de 1992)


Haroldo Leon Peres
40.º  Governador do Paraná
Período15 de março de 1971 até
dezembro de 1971
Haroldo Leon Peres inspeciona equipamentos na usina hidrelétrica de Salto Osório, em 5 de agosto de 1971.

Haroldo Leon Peres (Rio de Janeiro2 de maio de 1922 — Maringá16 de setembro de 1992) foi um advogado e político brasileiro.[1]

Governou o Estado do Paraná entre 15 de março de 1971 ate dezembro deste mesmo ano.

Biografia

Começou sua vida profissional como bancário e formou-se em Direito pela Faculdade Nacional, em 1952. Depois de concluído o curso superior, dedicou-se à advocacia.

Transferiu residência para Maringá, no Paraná, onde instalou banca de advogado e ingressou na política, na antiga União Democrática Nacional. Militou igualmente no magistério, como professor da Faculdade de Direito da Universidade de Maringá.

Fez incursões na iniciativa privada, tendo exercido cargos de direção na Cofebraz e Indopasa. Integrou os quadros da Associação Paranaense de Cafeicultura.

Elegeu-se deputado estadual em duas mandatos e federal, tendo no exercício desses mandatos ocupado posições de liderança, graças à sua oratória fluente e incisiva. No plano estadual foi vice-presidente da Assembléia Legislativa, e no federal vice-líder da maioria, pela Aliança Renovadora Nacional.

Teve participação ativa no golpe de 1964, o que lhe valeu a simpatia das lideranças governamentais, inclusive pelos seus discursos veementes e inflamados na Câmara dos Deputados. Por ocasião da sucessão estadual em 1971, seu nome ganhou as preferências do Palácio do Planalto, referendado, posteriormente, pelas lideranças partidárias que davam sustentação ao governo. Eleito, por via indireta, tomou posse no dia 15 de março de 1971, conclamando a sociedade paranaense ao diálogo e à participação.

Disse no seu discurso, naquele dia: "Governo é aproximação, diálogo, governo é soma, é entrosamento, é solidariedade, é participação. Buscarei o alcance da justiça, sob a tutela da lei, tanto aos pequenos e desavisados que a transgridem, quanto, e sobretudo, aos poderosos e ou detentores da autoridade pública que, por essa condição, têm obrigação de não atentar contra os interesses juridicamente protegidos do povo ou do Estado". Todavia, seu governo se viu mergulhado em permanentes crises.

Acusado de procedimentos ilícitos e em rota de colisão com lideranças influentes das áreas da política, do judiciário e da comunicação, defrontou-se com impasses que lhe obrigaram a renúncia. Questionado, mais tarde, sobre esse episódio, defendeu-se em entrevista à revista Quem (dez. 1979, nº 11): "Volto a reafirmar que eu nunca fui cassado, nunca fui processado, não existe contra mim, pelo menos não deve existir, porque senão eu teria sido notificado, nenhum processo pendente".

Governou apenas sete meses, sendo exonerado pelo Governo Federal ao pedir US$1 milhão ao construtor Cecílio do Rego Almeida, que gravou a conversa.[2] Dedicou-se ao magistério superior e à advocacia, onde começou sua carreira política.

Até a década de 2010, foi o único governador do Paraná ao qual o Tribunal de Contas estadual rejeitou a prestação de contas.[3]

Referências

Cascatinha do Rio Uvu. Bairro Cascatinha. Anos 1900

 Cascatinha do Rio Uvu. Bairro Cascatinha.
Anos 1900


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Em primeiro Plano o Complexo do Colégio Estadual do Paraná e adjacências, por volta de 1955

 Em primeiro Plano o Complexo do Colégio Estadual do Paraná e adjacências, por volta de 1955


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sábado, 29 de outubro de 2022

Bento Munhoz da Rocha Neto (Paranaguá, 17 de dezembro de 1905 — Curitiba, 12 de novembro de 1973)

 Bento Munhoz da Rocha Neto (Paranaguá17 de dezembro de 1905 —  Curitiba12 de novembro de 1973)


Bento Munhoz da Rocha Neto
34.º Governador do Paraná
Período 31 de janeiro de 1951
até 3 de abril de 1955
Antecessor(a)Moisés Lupion
Sucessor(a)Antônio Annibelli
Dados pessoais
Nascimento 17 de dezembro de 1905
ParanaguáParaná
Morte12 de dezembro de 1973 (67 anos)
Curitiba Paraná
Nacionalidadebrasileiro(a)
ProfissãoEngenheiro

Bento Munhoz da Rocha Neto (Paranaguá17 de dezembro de 1905 —  Curitiba12 de novembro de 1973) foi um engenheiroprofessorescritorsociólogo e político brasileiro.[1]

Foi deputado federal de 1946 a 1950, quando foi eleito governador do estado do Paraná, governando de 31 de janeiro de 1951 a 3 de abril de 1955.[1]

Em 1955 assumiu o Ministério da Agricultura, e de 1958 a 1962 foi deputado federal.[1]

Biografia

Filho de Caetano Munhoz da Rocha, presidente do Estado por duas vezes, nos anos 20engenheiro civil, formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná, intelectual, ensaísta e professor, presidiu o Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Paraná.[1] Lecionou História da América na Universidade Federal do Paraná, Sociologia na Universidade Católica e Economia Política na Faculdade de Engenharia.[1]

Carreira política

Foi deputado federal constituinte de 1946 a 1950, quando foi eleito governador do Estado do Paraná e, em 1955, assumiu o Ministério da Agricultura, e de 1958 a 1962 foi deputado federal.[1] Como deputado constituinte, foi primeiro secretário da Câmara Federal, sendo um dos líderes do movimento que extinguiu o Território do Iguaçu, criado pelo Estado Novo.[1]

Obelisco de Curitiba na praça 19 de dezembro construído quando Bento Munhoz foi governador.

Eleito governador do Paraná por uma coligação de partidos para o quinquênio 1951–1955, não concluiu inteiramente seu mandato, renunciando à governança em 2 de fevereiro de 1955, para ser candidato à vice-presidência da República. Desarticulado o movimento, ocupou a Pasta da Agricultura, nos governos de Café Filho e Carlos Luz.[1]

Busto de Bento Munhoz da Rocha, na Avenida Cândido de Abreu, bairro Centro Cívico (Curitiba), em Curitiba.

Teatro Guaíra nasceu durante a gestão de Bento Munhoz da Rocha, governador do Paraná na época em que foi concebido o complexo do Guaíra. Visionário e idealista, ele também concebeu projetos como a construção da Biblioteca Pública do Paraná e do Centro Cívico – área que hoje reúne vários órgãos públicos estaduais, em Curitiba.

Como governador, criou a Fundação de Assistência ao Trabalhador Rural, a Secretaria do Trabalho e Assistência Social, iniciou a construção da Usina Termelétrica de Figueira, iniciou o asfaltamento de grandes rodovias no Estado, com o trecho LondrinaApucarana. Construiu parte da então Estrada do Café, fundou a Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), fundou as Casas Rurais.[1] Edificou o Palácio Iguaçu, e a Biblioteca Pública do Paraná; construiu centenas de grupos escolares, postos de puericultura, promovendo outros benefícios. Em seu governo comemorou condignamente o centenário da emancipação política do Estado (1953).

Carreira literária

Projetou-se em âmbito nacional e internacional por sua fértil produção como ensaísta e sociólogo.

Entre suas catorze obras publicadas, destacam-se: Uma Interpretação das Américas (traduzida para o inglês), Radiografia de Novembro (2ª edição), Mensagem da América (traduzida para o inglês), Itinerário (2ª edição), PerfisTingüís e Presença do Brasil, entre outras.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f g h i «BENTO MUNHOZ DA ROCHA NETO»CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 17 de março de 2021