quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Chico Bento: HQ "O maior tesouro"

 

Mostro um história em que o Chico teve que lidar com um homem ganancioso vestido de rei que tinha um esconderijo repleto de joias. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 31' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº 31' (Ed. Globo, 1988)

Chico Bento encontra um diamante no chão, acha que é apenas uma pedrinha brilhosa e pega para dar de presente para a Rosinha. Em seguida, encontra outra com cor mais bonita ainda. Mais adiante encontra outra e segue uma trilha pegando várias outras com intenção de formar um colar para a Rosinha o levando para o coração da mata.

Na última pedra, Chico pisa em uma armadilha e cai em um esconderijo subterrâneo onde vivia um homem espécie de rei chamado de Tenório Usura e que estava esperando qualquer um que amasse a riqueza como ele. Chico diz que ama é a Rosinha e o homem conta que fala de pedras preciosas e tesouros e Chico descobre que o local era cheio de pedrinhas coloridas.

Tenório fala que são joias valiosas e que Chico sabe disso ou então não cairia na armadilha. Conta que há mais de trinta anos era só um pobre coitado que lavrava terra sob Sol, até quando tropeçou em um diamante. Vendeu a joia na cidade e a vida mudou completamente, sendo conhecido como o "homem com faro para diamante". 

Já com vida tranquila, resolveu voltar onde encontrou o diamante para se tinha mais e acabou encontrando uma caverna com várias pedras preciosas. Com medo que alguém pudesse encontrar a caverna dele enquanto buscava o caminhão e não ter seu tesouro roubado, resolveu ficar ali para sempre com a sua riqueza, só saindo de noite para arrumar comida na floresta.

Lamenta que anos foram passando e ficando velho para defender o tesouro, aí distribuiu pedras até a vila mais próxima porque sabia que quem encontrasse a primeira seria ganancioso suficiente para recolher até a última e cair na cilada e, assim, Chico vai passar a defender o tesouro por ter caído ali.

Chico diz que não sabia que as pedras valiam dinheiro, que só achou bonitas e que sua namorada ia gostar. Tenório acha que é conversa fiada, que ele é igual a todo mundo e a ele. Chico reclama que não quer ficar naquele local escuro tomando conta de pedras, quer voltar para casa e Tenório  pergunta se lá fora tem alguma coisa mais valiosa que compara com aquela riqueza.

Chico diz que as pedras são bonitas e que o Sol lá fora brilha mais que esse ouro e dá para todo mundo, o riachão é mais azul que aquele brilhante e com vantagem que está cheio de peixe, as maçãs são vermelhas como o rubi e muito gostosas. Tem também as flores, os animais do sítio, a família, a casa quentinha e iluminada e os olhos da Rosinha que brilham mais que todos os tesouros juntos e se ficasse trancado ali ia sofrer de reumatismo e solidão.

Tenório diz que vai embora com o Chico e depois só ele sabe onde é a saída, pretendia deixá-lo ali para sempre, mas agora ele é que quer recuperar tudo que perdeu nesses trinta anos. Tenório fica feliz que o Sol ofusca os olhos dele, vai pegar um bronzeado sem medo e quanto ao tesouro diz que pode ficar com o Chico, que recusa e assim a preciosa caverna continua secreta e perdida em algum lugar desse Brasil imenso. 

Uma boa história em que Tenório, um homem ganancioso, leva o Chico para sua caverna cheia de pedras preciosas para tomar conta no lugar dele por estar velho, achava que todo mundo era como ele com ganância  e busca de poder e riqueza, mas se enganou ao ouvir o Chico relatando que maior tesouro para ele não eram aquelas pedras e, sim, a natureza, sua família, casa e namorada. O homem fica com vontade em voltar à superfície e recuperar seu tempo perdido e toda a sua riqueza fica secreta e perdida até, quem sabe, algum dia, alguém encontre aquele lugar.

História retratou ganância e bonita mensagem do verdadeiro significado de tesouro. Tenório perdeu a vida toda em um local escuro só para não ter seu tesouro roubado, ficando lá nem desfrutou da sua riqueza, viveu só como vigia para ninguém pegar, nem comprava comida para comer. Mostrou que era egoísta, só algumas pedras já viveria muito bem a vida toda, podia muito bem compartilhar com muita gente, acabar com  problemas de miséria e fome do país, mas queria tudo só para ele, ou seja, o chamado quanto mais tem, mais quer.

Interessante que ele nem saiu de Vila Abobrinha quando encontrou um só diamante, senão nem ia lembrar que poderia encontrar mais pedras preciosas de onde encontrou aquele diamante. Chico muito inocente em nem saber que aquelas pedras na trilha eram diamantes e que valiam muito dinheiro cada uma, só tinha preocupação em formar um colar para dar para Rosinha, provando que não tem interesse em bem materiais e deu uma boa lição para o homem ganancioso e fazê-lo abrir os olhos para a vida.

Dessa vez foi mostrado que o Chico não sabia o que era diamante, mas isso não era padronizado, tanto que já teve história em que ele quem foi o ganancioso ao encontrar um diamante enquanto trabalhava na roça na história "O brilho do poder", de 'Chico Bento Nº 69' (Ed. Abril, 1985). Nunca teve cronologia na MSP e os roteiristas tinham liberdade de colocarem fatos como ficaria melhor nos roteiros. Tenório Usura apareceu só nessa história, como de costume de personagens secundários criados para história única.

Foi engraçado Chico dizer que caiu em lugar mais escuro que jabuticaba madura e absurdo de Tenório conseguir arrumar uma manta de rei. É incorreta por tema de ganância não ser apropriado para crianças, citar que Chico namora a Rosinha, mostrar Chico caindo daquele jeito no esconderijo, o homem com trabuco na mão e a palavra "Credo!" é proibida atualmente nos gibis. Os traços muito encantadores e caprichados, cheios de detalhes, davam gosto de ver assim. Era legal pensamentos em tons azuis. As cores que mais desbotadas como era o padrão nos gibis de segunda metade de 1987 e meados de 1988, sendo que estavam mais desbotadas ainda em 1987.

Alto Paraná (PR): Terra de Esperança, Grãos e Sonhos no Noroeste do Paraná!

 

Alto Paraná


Município de Alto Paraná
Bandeira de Alto Paraná
Brasão de Alto Paraná
BandeiraBrasão
Hino
Fundação5 de maio de 1954 (65 anos)
Gentílicoalto-paranaense
Prefeito(a)Altamiro Pereira Santan (PPS)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Alto Paraná
Localização de Alto Paraná no Paraná
Alto Paraná está localizado em: Brasil
Alto Paraná
Localização de Alto Paraná no Brasil
23° 07' 44" S 52° 19' 08" O
Unidade federativaParaná
MesorregiãoNoroeste Paranaense IBGE/2008 [1]
MicrorregiãoParanavaí IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofesCruzeiro do SulParanavaíTamboaraNova Esperança e São João do Caiuá.
Distância até a capital485 km
Características geográficas
Área407,719 km² [2]
População14 770 hab. estimativa populacional — IBGE/2019[3]
Densidade36,23 hab./km²
Altitude635 m
ClimaSubtropical Cfa (Köppen)
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,743 alto PNUD/2000 [4]
PIBR$ 95 896,576 mil IBGE/2008[5]
PIB per capitaR$ 7 167,69 IBGE/2008[5]
Alto Paraná é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2019 era de 14.770 habitantes

Etimologia

Denominação dada pela Imobiliária Ypiranga, de Boralli & Held, que fundou o municípioAlto é a designação da posição geográfica do município em relação ao Estado e Paraná da língua Tupi "Para-nã"...: rio grande como o mar.

História

As primeiras movimentações com intenção de colonização ocorridas na região de Alto Paraná, tiveram início em agosto de 1949,[6] neste período a imobiliária Ypiranga, de Boralli & Held, adquiriu da Companhia de Terras Norte do Paraná a quantia de cento e cinquenta mil alqueires de terras,[6] traçando o perfil da futura cidade.
Em meados de 1949, nada menos que quatrocentas famílias iniciaram plantações agrícolas nos arredores do núcleo urbano.[6] A empresa Boralli e Held promoveu verdadeiro frenesi, pois conduziu, somente no primeiro ano, pelo menos dez mil pessoas à região,[6] para isto manteve um sistema de trabalho próprio, facilitando a aquisição de terras e lotes urbanos na cidade em ascensão.[6]
Data desta época inicial a instalação da primeira serraria em Alto Paraná,[6] onde a demanda de madeira beneficiada era muito grande,[6] pois dezenas, centenas de casas eram erguidas em tempo recorde.[6] Um ponto altamente positivo foi eficiência da iniciativa particular na administração da venda de terrenos,[6] e outro fator foi a subdivisão em pequenos lotes,[6] uma espécie de reforma agrária institucionalizada,[6] que aliada à grande fertilidade do solo garantiram o sucesso de empreendimento.[6]
Pela Lei Estadual nº 613, de 27 de janeiro de 1951, o povoado foi elevado à categoria de Distrito Administrativo do município de Nova Esperança.[6]
Alto Paraná foi um marco de civilização, pois em pouco tempo emancipou-se politicamente de Nova Esperança, o que deu-se em 19 de agosto de 1953,[6] através da Lei Estadual nº 1.190,[6] cuja instalação ocorreu em 5 de maio de 1954.[6] O primeiro prefeito municipal eleito foi o sr. Agostinho A. Stefanello, e compunham a legislatura instalada em 1955 os seguintes vereadores. Agenor Nocetti, Reginaldo Mafra, Augusto Pereira Ayres, José Leonardo Freiberger, José dos Santos, Eugenio Mazon, Valdevino Tavares, Vitor Fontana e Domingos Beraldi.

Geografia

Alto Paraná, cidade atualmente com 14.770 habitantes (segundo dados estimados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),[3] abriga a sede da comarca, da qual fazem parte os municípios de São João do Caiuá e Santo Antonio do Caiuá, possui 2 distritos, Maristela (criado pela Lei nº 37 de 14 de dezembro de 1956) e Santa Maria (criado pela Lei Nº 77 de 3 de abril de 1958), e está situado na região Noroeste do Paraná. Suas terras fazem parte do polígono denominado Arenito Caiuá, terra arenosa e fértil que era coberta por matas que abrigavam madeiras de lei. Estas terras foram cedidas pelo governo a um grupo de ingleses, que colonizaram a região norte do Paraná: o chamado Norte Novo. Sua sucessora, a Cia de Melhoramentos Norte do Paraná, implantou na região uma verdadeira reforma agrária que revolucionou socialmente todo o norte do Paraná, dando suporte a uma civilização nova e florescente, cujos frutos fizeram do Paraná, na época, o segundo produtor nacional de grãos e o primeiro produtor de café. Alto Paraná situa-se neste contexto com Sumaré, antigo distrito do município, a última fronteira das terras da Cia de Melhoramentos, com as terras devolutas do estado, que têm Paranavaí, antiga Fazenda Brasileira, como início de outra colonização se estendendo até as barrancas do Rio Paraná, Ivaí e Piquirí com o surgimento de Loanda, Santa Izabel, Terra Rica, Rondon, Porto Rico, Guairaça, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Tamboara e dezenas de outras pequenas cidades. A principal rodovia de acesso ao município é a BR-376 (Rodovia do Café), no sentido capital-interior é antecedido pelo município de Nova Esperança (11 km) e sucedido pelo município de Paranavaí (19 km).

Alto Paraná (PR): Terra de Esperança, Grãos e Sonhos no Noroeste do Paraná!

No coração fértil do Noroeste Paranaense, a 485 km de Curitiba e a apenas 11 km de Nova Esperança, ergue-se Alto Paraná — uma cidade jovem, vibrante e profundamente ligada à terra. Com pouco mais de 14.700 habitantes, essa pequena cidade carrega nas costas a história de uma colonização audaciosa, um solo generoso e o espírito empreendedor de quem transformou mata virgem em celeiro de prosperidade.

Fundada oficialmente em 5 de maio de 1954, Alto Paraná tem apenas 70 anos de emancipação, mas sua história é tão rica quanto os campos que hoje alimentam o Brasil. Seu nome, poético e geográfico ao mesmo tempo, significa “rio grande como o mar” (do tupi Para-nã), em referência ao majestoso Rio Paraná, cujas águas marcam o destino da região. “Alto” remete à sua posição elevada no mapa do estado — não só em altitude (635 metros), mas também em potencial.


Da Serra ao Sulco: A Colonização que Fez História

Tudo começou em 1949, quando a Imobiliária Ypiranga, de Boralli & Held, adquiriu 150 mil alqueires de terra da Companhia de Terras Norte do Paraná — herdeira da lendária colonização inglesa que moldou o norte do estado. Em menos de um ano, dez mil pessoas chegaram à região, atraídas pela promessa de terra fértil, lotes acessíveis e um novo começo.

Famílias inteiras chegaram com enxadas nas mãos e esperança no peito. Em pouco tempo, 400 núcleos rurais já cultivavam milho, feijão e café. A primeira serraria foi erguida quase que simultaneamente às primeiras casas — afinal, madeira de lei não faltava na exuberante Mata do Arenito Caiuá, que cobria a região.

O que se seguiu foi uma “reforma agrária institucionalizada”: lotes pequenos, bem distribuídos, com infraestrutura básica e apoio logístico. Esse modelo inovador não só evitou a concentração de terras, mas criou uma sociedade rural equilibrada, base da identidade alto-paranaense até hoje.

Em 1951, Alto Paraná virou distrito de Nova Esperança. Três anos depois, com a Lei Estadual nº 1.190, conquistava sua emancipação política — um marco de maturidade para uma comunidade que, em menos de uma década, já tinha escolas, igrejas, comércio e até vereadores eleitos, como Agenor Nocetti e Vitor Fontana, homens que ajudaram a escrever os primeiros capítulos da cidade.


Terra Fértil, Gente Trabalhadora

Alto Paraná está inserida no polígono do Arenito Caiuá — solo arenoso, drenado, perfeito para a agricultura mecanizada. Nos anos dourados do café e dos grãos, o município ajudou o Paraná a se tornar o maior produtor de café do país e segundo em grãos. Hoje, a economia segue forte no agronegócio, com destaque para soja, milho, trigo e criação de gado.

Mas não é só de campo que vive Alto Paraná. A cidade é sede de comarca, abrangendo também São João do Caiuá e Santo Antônio do Caiuá, o que reforça seu papel como polo administrativo e de serviços na microrregião de Paranavaí.

Além disso, conta com dois distritos: Maristela (1956) e Santa Maria (1958) — verdadeiras extensões da alma rural da cidade, onde a tradição e a simplicidade seguem firmes.


Clima, Conexão e Qualidade de Vida

Com clima subtropical úmido (Cfa), Alto Paraná tem verões quentes, invernos amenos e chuvas bem distribuídas — ideal para quem quer viver em harmonia com as estações. Sua densidade populacional baixa (36 hab/km²) garante tranquilidade, segurança e contato direto com a natureza.

O acesso é facilitado pela BR-376 — a Rodovia do Café, artéria histórica que liga o estado do Paraná ao resto do Brasil. Entre Nova Esperança e Paranavaí, Alto Paraná é o elo que conecta tradição e modernidade, campo e cidade.

Com IDH-M de 0,743 (considerado alto), a cidade investe em educação, saúde e infraestrutura, mantendo o equilíbrio entre crescimento e bem-estar social.


Alto Paraná: Mais que um Nome, uma Promessa

O nome Alto Paraná carrega, em si, uma premonição: "alto" como ambição, "Paraná" como grandeza. E essa promessa vem se cumprindo geração após geração — nos olhos dos agricultores ao colher a safra, nas crianças que estudam nas escolas municipais, nos festivais comunitários que celebram a colheita e a fé.

Não é à toa que seus habitantes se orgulham de serem alto-paranaenses: gente de raiz, trabalho e futuro.


Venha Conhecer o Noroeste que Produz o Brasil!

Se você busca uma cidade onde a terra fala mais alto que o asfalto, onde o café é colhido ao nascer do sol e o pôr do sol é visto sobre pastos dourados, Alto Paraná te espera com os braços abertos — e com um celeiro cheio de histórias para contar.


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