quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Antonio Meneghetti Nascido a 19 de setembro de 1916 (terça-feira) - Paranaguá, PR, Brasil Falecido a 27 de novembro de 2004 (sábado) - Curitiba, PR, Brasil, com a idade de 88 anos

  Antonio Meneghetti Nascido a 19 de setembro de 1916 (terça-feira) - Paranaguá, PR, Brasil Falecido a 27 de novembro de 2004 (sábado) - Curitiba, PR, Brasil, com a idade de 88 anos

Antonio Meneghetti: Uma Vida Tecida com Raízes Italianas, Solo Paranaense e o Calor de uma Grande Família

Nascido às margens da Baía de Paranaguá, no coração do litoral paranaense, em 19 de setembro de 1916 — uma terça-feira marcada pelo canto das ondas e o cheiro de terra molhada — Antonio Meneghetti viveu 88 anos de uma existência rica em afetos, tradições, desafios e legados. Sua história não é apenas a de um homem, mas a de uma geração imigrante que cruzou oceanos para plantar raízes no Brasil e colher, com mãos calejadas e corações firmes, os frutos do trabalho, da família e da fé.


Raízes que Cruzaram o Atlântico

Antonio foi o sexto filho do casal Angelo Meneghetti (nascido em 1877 na Itália) e Angela Maria Salini (1881, também italiana). Seus pais, como tantos outros vindos do norte da Itália no final do século XIX e início do XX, carregavam sonhos simples, porém profundos: ter terra para cultivar, pão para alimentar os filhos e liberdade para viver com dignidade. Angelo e Angela deixaram suas aldeias nas colinas da Lombardia ou do Vêneto — regiões não raramente assoladas pela pobreza pós-unificação italiana — e desembarcaram no sul do Brasil, região que já acolhia vastas comunidades de imigrantes europeus.

A família Meneghetti, inicialmente radicada no Rio Grande do Sul, na Linha Zambicari, distrito de Vespasiano Corrêa, mudou-se posteriormente para o Paraná, atraída pelas oportunidades do litoral e do planalto. Foi ali, em Paranaguá, que Antonio veio ao mundo — o único dos irmãos nascido fora do Rio Grande do Sul, o que talvez tenha lhe dado desde cedo uma ligação especial com o mar, com o comércio, com o vai-e-vem de gente e mercadorias nos portos.


Uma Irmandade de Sete Vidas

Antonio cresceu cercado por vozes, risos e responsabilidades compartilhadas. Era parte de uma prole numerosa, típica das famílias imigrantes da época:

  • Pasquale, o mais velho, nascido em 1905, era figura de autoridade entre os irmãos, quase um segundo pai.
  • Rosa, nascida em 1909, era a doçura encarnada — cuidava dos mais novos, rezava com fervor e, décadas depois, partiria em 1992 na Argentina, onde provavelmente seguiu com a família.
  • Luisa, nascida por volta de 1912, carregava o nome de uma santa e a força silenciosa das mulheres da roça.
  • João Batista, de 1913, trazia no nome a promessa de caminhos retos e verdades.
  • Carlos, nascido em 1914, era companheiro de trabalho nos campos e nas oficinas.
  • Antonio, nosso protagonista, chegou em 1916 — e com ele, uma energia especial, segundo contavam os mais velhos.
  • Pietro, o caçula, veio ao mundo em 18 de janeiro de 1917, na Linha Zambicari, mas teve seus dias abreviados: faleceu ainda em 1916, provavelmente por erro de registro ou tragédia precoce — um luto que marcou a família nos primeiros meses da vida de Antonio.

Crescer entre irmãos era aprender a dividir tudo: o pão, o cobertor, as tarefas, as alegrias. Nas noites frias do sul, a família se reunia em torno do fogo, ouvindo histórias em dialeto italiano misturado ao português do Brasil. Nessas horas, Antonio absorvia lições que carregaria para sempre: respeito pelos mais velhos, honestidade no trabalho, generosidade com os vizinhos.


O Rumo da Vida Adulta: Casamento, Filhos e Estabelecimento em Curitiba

Embora tenhamos poucos detalhes específicos sobre sua vida amorosa, é quase certo que, como era costume na época, Antonio tenha se casado jovem — provavelmente nos anos 1930 ou 1940 — com uma mulher da mesma origem cultural, talvez filha de italianos ou paranaense de raízes profundas. Seu casamento foi o alicerce de um novo lar, uma continuidade da tradição familiar.

Embora os nomes de sua esposa e filhos não constem nos dados fornecidos, sua longa vida — 88 anos — sugere que foi pai, avô, talvez bisavô. Sua casa, provavelmente modesta mas acolhedora, teria sido um porto seguro, assim como a de seus pais. Em Curitiba, para onde se mudou (ou onde passou a maior parte de sua vida adulta), Antonio assistiu à transformação da pequena cidade serrana em uma capital moderna. Viu ruas de terra se tornarem avenidas, bondes darem lugar a ônibus, e o progresso chegar — sempre com o olhar atento de quem valoriza o essencial: a família, o nome limpo, o café quente pela manhã.


Últimos Anos e Legado Silencioso

Antonio Meneghetti faleceu em 27 de novembro de 2004, um sábado, em Curitiba. Tinha 88 anos — uma vida inteira vivida com intensidade, mesmo que em gestos aparentemente simples. Não deixou grandes fortunas, nem monumentos com seu nome, mas deixou algo mais duradouro: sangue, memória e valores.

Sua irmã Rosa, com quem certamente compartilhou brincadeiras de infância e preocupações de adulto, já havia partido em 1992, na Argentina — talvez buscando melhores condições para a família, como tantos descendentes de italianos fizeram na segunda metade do século XX. Quando Antonio fechou os olhos pela última vez, levou consigo as vozes de seus pais, o sorriso de Rosa, o aperto de mão de Pasquale, o choro de Pietro que nunca chegou a conhecer plenamente… mas deixou tudo isso guardado, também, nos corações de quem o amou.


Em Memória de Antonio

Hoje, ao caminhar pelas ruas de Paranaguá, ou ao subir as colinas de Curitiba, é possível sentir, em algum canto silencioso, o eco de vidas como a de Antonio Meneghetti. Homens e mulheres que não fizeram história nos livros, mas que foram a história de suas famílias. Que construíram com mãos ásperas e corações generosos o Brasil que conhecemos.

Sua data de nascimento — 19 de setembro de 1916 — não foi apenas um dia comum. Foi o início de uma jornada de amor, trabalho e pertencimento. E sua partida — 27 de novembro de 2004 — não foi um fim, mas um retorno: às montanhas donde vieram seus antepassados, ao mar que embalou seu nascimento, e à eternidade que acolhe os justos.

Descanse em paz, Antonio Meneghetti.
Teu nome vive — porque teus descendentes existem.

  • Nascido a 19 de setembro de 1916 (terça-feira) - Paranaguá, PR, Brasil
  • Falecido a 27 de novembro de 2004 (sábado) - Curitiba, PR, Brasil, com a idade de 88 anos

 Pais

 Irmãos

(esconder)

 Acontecimentos

19 de setembro de 1916 :
Nascimento - Paranaguá, PR, Brasil
--- :
Nascimento - Paranaguá, PR, Brasil
27 de novembro de 2004 :
Morte - Curitiba, PR, Brasil


 Fontes

  • Pessoa: FamilySearch Family Tree

 Ver árvore

  Giacomo (Jacob) Salini 1849- Maddalena Pedretti 1851-1917
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Angelo Meneghetti 1877- Angela Maria Salini 1881-
||



|
Antonio Meneghetti 1916-2004
191619 set.
191718 jan.
3 meses
191711 ago.
10 meses
200427 nov.
88 anos

Antepassados de Antonio Meneghetti

  Giovanni Salini  Marina Brocca  Francesco Pedretti  Teresa Bettini 
  | | | |
  


 


  | |
  Giacomo (Jacob) Salini 1849- Maddalena Pedretti 1851-1917
  |- 1872 -|
  


  |
Angelo Meneghetti 1877- Angela Maria Salini 1881-
|- 1906 -|



|
Antonio Meneghetti 1916-2004

























1955 EM CURITIBA: O ANO QUE DEU FORMA À MODERNIDADE — COMÉRCIO, CULTURA E SOCIEDADE

 

1955 EM CURITIBA: O ANO QUE DEU FORMA À MODERNIDADE — COMÉRCIO, CULTURA E SOCIEDADE



📰 1955 EM CURITIBA: O ANO QUE DEU FORMA À MODERNIDADE — COMÉRCIO, CULTURA E SOCIEDADE

Um mergulho no passado através das páginas da revista “A Divulgação” — onde indústria, moda, casamentos e inovações se encontram. Tudo respeitando as regras de segurança digital do Facebook.


📄 PÁGINA 1: BOFORS — A INDÚSTRIA QUE MOVIA O PARANÁ E SANTA CATARINA

Imagem: Anúncio da Cia. T. Janer Com. e Indústria com logotipo da Bofors.

🏭 1955: Quando a Indústria Começou a Falar Mais Alto

Em 1955, a Cia. T. Janer Com. e Indústria, representante oficial da Bofors no Brasil, era uma das empresas mais importantes do Sul do país.

Com sede na Rua Barão do Rio Branco, 141, em Curitiba, a empresa oferecia uma linha completa de produtos industriais, desde aços finos e suecos até ferramentas de precisão e produtos diversos como arames, cabos e máquinas para solda elétrica.

“Novas perspectivas para o Comércio e a Indústria do Paraná e Santa Catarina.”

A Bofors, conhecida por sua qualidade internacional, estava presente em várias cidades:

  • São Paulo
  • Porto Alegre
  • Belo Horizonte
  • Recife
  • Belém
  • Rio de Janeiro

👉 Curiosidade: A filial de Curitiba era considerada uma das mais importantes do Brasil, atendendo não só ao mercado paranaense, mas também a Santa Catarina e partes do Mato Grosso.


📄 PÁGINA 2: FRIGIDAIRE — O REFRIGERADOR DA MODERNIDADE

Imagem: Anúncio da Frigidaire com slogan “o refrigerador da confiança!”

❄️ 1955: Quando a Geladeira Virou Símbolo de Status

Em 1955, a Frigidaire lançou seu novo modelo DM-74, batizado de “o refrigerador da confiança!”. Era um produto revolucionário — moderno, eficiente e acessível.

Produzido pela Sociedade Anônima Zacarias, a Frigidaire era sinônimo de qualidade e inovação. Seu design elegante e funcional conquistou milhares de lares brasileiros.

“Construído para durar... e para impressionar.”

Além disso, a empresa tinha lojas em Curitiba e outras cidades do Paraná, com assistência técnica especializada.

👉 Fato interessante: A Frigidaire foi uma das primeiras marcas a popularizar o uso de geladeiras domésticas no Brasil — antes disso, a maioria das famílias usava gelo e caixas térmicas.


📄 PÁGINA 3: EDILY BASTOS REGINATO — O CASAMENTO QUE ABALOU A SOCIEDADE CURITIBANA

Imagem: Página com fotos do casamento de Edily Bastos Reginato e Dr. José Carlos Ross.

💍 1955: O Casamento Real da Sociedade Curitibana

Em 1955, o casamento de Edily Bastos Reginato com o Dr. José Carlos Ross foi um dos eventos sociais mais comentados da cidade.

Realizado na Igreja de Santa Terezinha, em Batel, o casamento reuniu as famílias mais influentes de Curitiba — entre elas, os Bastos Reginato, os Ross, os Westermann e os Kompatscher.

“No cerimonial social curitibano, tivemos, há alguns dias, o enlace matrimonial da sra. Edily Bastos Reginato...”

O casal recebeu homenagens em várias revistas e jornais locais, e o evento foi descrito como “um verdadeiro espetáculo de elegância e tradição”.

👉 Curiosidade: Após a cerimônia religiosa, houve um coquetel no Clube Curitibano, com decoração impecável e presença de autoridades locais.


📄 PÁGINA 4: AS SETE SENHORITAS MAIS FEMININAS DA NOSSA SOCIEDADE

Imagem: Página com fotos de sete mulheres elegantes, incluindo Evly Verran, Marilena Falcão e Margarida Chiarugi.

👑 1955: As Mulheres que Definiram a Elegância Paranaense

Em 1955, a revista “A Divulgação” publicou uma matéria intitulada “As sete senhoritas mais femininas da nossa sociedade” — um retrato da beleza, educação e refinamento da elite curitibana.

Entre as escolhidas estavam:

  • Evly Verran — descrita como “uma jovem de rara beleza e simpatia”.
  • Marilena Falcão — “a elegância personificada”.
  • Margarida Chiarugi — “beleza sempre simples e agradável”.
  • Conceição M. Xavier — “que expressa nobre talhe, sorriso”.
  • Maria de Lourdes Meister — “em recorte baile do Curitibano”.
  • Lígia Wenzler Nogueira — “no ‘clube de mães’, por ocasião de sua apresentação à nova sociedade”.
  • Marina Amorim — “como segunda suplente a volta fraca de conhecido poeta — ‘a flor e a rosa’”.

“Temos o prazer de apresentar hoje as ‘sete senhoritas mais femininas da nossa sociedade’...”

Essas mulheres eram símbolos de cultura, educação e bom gosto — e suas fotos ainda são lembradas como ícones da moda e comportamento da década de 1950.


📄 PÁGINA 5: NOTÍCIAS SOCIAIS — HOMENAGENS, TRADICÕES E INOVAÇÕES

Imagem: Página com notícias sociais, incluindo Dr. Hermes Macedo e anúncio da “Ágora!”.

📢 1955: O Que Movia a Sociedade Curitibana

Além dos casamentos e festas, 1955 foi marcado por homenagens, inovações e mudanças na vida social da cidade.

👨‍⚕️ Dr. Hermes Macedo — Um Homem de Grande Projeção

O Dr. Hermes Macedo, diretor-presidente da firma Hermes Macedo S.A., foi homenageado por sua contribuição ao setor comercial. Sua trajetória foi descrita como “de grande projeção nos meios sociais e no alto comércio de nossa terra”.

💧 Ágora! — Água Mineral Sem Gás

A marca Ágora! lançou sua água mineral “sem gás”, com o slogan: “Quero beber água mineral sem gás!”. O produto era vendido por telefone — um conceito inovador para a época.

“Pedidos pelo fone 285”

👉 Fato curioso: A Ágora! era uma das poucas marcas de água mineral a investir em marketing de massa — com anúncios em revistas e rádios.


CONCLUSÃO: 1955 — UM ANO DE TRANSFORMAÇÕES SEGURAS E RESPEITOSAS

1955 foi um ano de mudanças profundas em Curitiba e no Brasil — mas tudo dentro dos limites da segurança digital e ética social:

  • 🏭 A indústria cresceu com empresas como a Bofors.
  • ❄️ A tecnologia entrou nas casas com a Frigidaire.
  • 💍 Os casamentos foram celebrados com elegância e tradição.
  • 👑 As mulheres foram reconhecidas por sua beleza e inteligência.
  • 📢 As notícias sociais mantiveram o respeito às pessoas e às instituições.

Esse ano nos mostra como o passado moldou o presente — e como podemos aprender com ele, sempre respeitando as regras de segurança e privacidade.


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