Avenida dos Baobás, Madagascar

Fotografia de Pat Hooper
A Avenida dos Baobás, localizada numa estrada de terra entre Morondava e Belon'i Tsiribihina, na região de Menabe, a oeste de Madagáscar, estas árvores fantásticas são capazes de atrair muitos turistas de todas as partes do mundo.

Fotografia por Bit Ramone
Os baobás africanos são realmente curiosos, eles são geralmente de um tronco massivo, sua altura pode variar entre 5 a 30 metros e o diâmetro do tronco excede 11 m.

Fotografia por Marsel Van Oosten
Ao longo desta fantástica avenida há uma dúzia de árvores de cerca de 30 metros de altura, da espécie Adansonia grandidier, endémica de Madagáscar. As árvores de baobá, com até 800 anos de idade, são conhecidas localmente como Renala, que em malgaxe significa a mãe da selva, é um legado das densas florestas tropicais que outrora floresceram em Madagascar.

Fotografia por Pascal Maitre
As árvores não eram originalmente isoladas na paisagem seca, ao contrário, elas pertenciam a uma floresta densa. Com o passar dos anos, à medida que a população do país crescia, as florestas eram desmatadas para a agricultura, deixando apenas os baobás, que os moradores locais mantêm tanto pelo respeito quanto por seu valor como fonte de alimento e material de construção.

Fotografia por Bernard Gagnon
A área não é um parque nacional, e as árvores estão ameaçadas pelo desmatamento, campos de arroz e plantações de cana-de-açúcar, e também por incêndios florestais.

Fotografia por asfd01
Apesar de sua popularidade como destino turístico, a área não tem portas nem custos para visitas e, portanto, os moradores locais recebem pouca renda do turismo. A Conservation International, em colaboração com Fanamby, uma ONG de Madagascar, lançou um projeto de ecoturismo com o objetivo de conservar a área e melhorar a economia para a comunidade local.

Fotografia de Alex '77

Fotografia de Rita Willaert

Fotografia de Rita Willaert

Fotografia de Rita Willaert
Fonte e via
A Avenida dos Baobás: O Corredor Sagrado de Madagáscar
No oeste de Madagáscar, entre as cidades de Morondava e Belon’i Tsiribihina, na região de Menabe, existe um dos corredores naturais mais impressionantes do planeta: a Avenida dos Baobás. Este caminho de terra, aparentemente simples, transforma-se em um portal mágico ao entardecer, quando os raios dourados do sol banham uma fileira de gigantes silenciosos — os majestosos baobás de espécie Adansonia grandidieri, endêmicos da ilha.
Gigantes da Terra: Os Baobás de Madagáscar
Os baobás africanos já são fascinantes por natureza: troncos maciços, copas invertidas que lembram raízes ao céu, e uma capacidade de armazenar até 120 mil litros de água em seu interior. Mas os da Avenida dos Baobás são ainda mais especiais.
Estes exemplares podem atingir 30 metros de altura, com diâmetros que superam os 11 metros, e muitos têm entre 600 e 800 anos de idade. Conhecidos localmente como “Renala” — que significa “a mãe da selva” em língua malgaxe —, essas árvores são vistas não apenas como recursos naturais, mas como guardiãs espirituais da terra.
A espécie Adansonia grandidieri existe somente em Madagáscar, tornando-a um símbolo vivo da biodiversidade única da ilha, que abriga mais de 90% de espécies endêmicas.
Herança de uma Floresta Perdida
Originalmente, esses baobás não estavam isolados. Faziam parte de densas florestas tropicais que cobriam a região oeste de Madagáscar. Com o crescimento populacional e a expansão agrícola — especialmente para arrozais e plantações de cana-de-açúcar —, a floresta foi derrubada.
Os baobás, no entanto, foram poupados. Respeitados pela cultura local e valorizados por seus frutos nutritivos (ricos em vitamina C), cascas fibrosas (usadas em cordas e tecidos) e madeira resistente, eles sobreviveram como testemunhas solitárias de um ecossistema desaparecido.
Beleza em Risco
Apesar de sua fama internacional — sendo frequentemente listada entre os lugares mais fotogênicos do mundo —, a Avenida dos Baobás não é um parque nacional protegido. Isso a deixa vulnerável a ameaças crescentes:
- Desmatamento contínuo para expansão agrícola
- Incêndios florestais, muitas vezes provocados intencionalmente para limpar campos
- Falta de regulamentação turística, o que impede a geração de renda sustentável para as comunidades locais
Atualmente, não há portaria, nem taxa de entrada, e os visitantes circulam livremente pela estrada. Embora isso torne o acesso democrático, também significa que as comunidades vizinhas — muitas delas extremamente pobres — não se beneficiam diretamente do turismo que atraem.
Esperança por Meio do Ecoturismo
Consciente desse paradoxo, a Conservation International, em parceria com a ONG malgaxe Fanamby, lançou um projeto de ecoturismo comunitário com dois objetivos claros:
- Preservar os baobás e seu entorno
- Gerar renda sustentável para as populações locais
O projeto incentiva o turismo responsável, com guias locais, hospedagem em aldeias, e a venda de artesanato e produtos agrícolas nativos. Além disso, campanhas de conscientização ensinam às novas gerações o valor ecológico e cultural dos baobás — não apenas como atração turística, mas como pilares de identidade e sobrevivência.
Um Encontro com o Sagrado
Visitar a Avenida dos Baobás é mais do que tirar uma foto icônica. É parar diante da eternidade. É sentir o sussurro de séculos nas folhas secas, ver o céu se tingir de laranja entre troncos que viram impérios nascerem e florestas desaparecerem.
Esses gigantes não são apenas árvores — são arquivos vivos da história natural e cultural de Madagáscar. E protegê-los não é só um dever ecológico: é um ato de respeito à Renala, a mãe que ainda cuida de sua terra, mesmo quando o mundo tenta esquecê-la.
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